Notas iniciais
Espero que gostem ❤️

PVD VISHOUS

Droga.
Quando ele assumira que sente algo?

[...]

—não sente?

—não. Não sinto.

—então olhe dentro dos meus olhos e diga que você não sente atraído por mim, que retribuiu o beijo porque foi obrigado e não porque quis. Que você não ficou com uma enorme ereção por mim. Diga que não sente desejo, atração, até que não tem pensamentos... Diga. -digo fora de mim, o prendendo contra a parede.

Não posso o perder. Preciso dele. O quero. O amo...

Ele nada diz, apenas ficou calado me olhando, mais logo fitou o chão.

Suspiro percebendo que ele não falará nada. Que não adianta o agarrar. E nem ficar o pressionando. O solto e vou pra sacada. Pude o ver depois de alguns segundos subir a escada correndo...
Droga...
Porque ele nega?
Não é possível que ele não sinta nada, nem mesmo atração.
bufo sentindo minha cabeça doer. E também meu coração.
Ele acha isso errado... Ele tem vergonha.

Bom, um homem desejado por todas e assim do nada se ver louco de tesão por um homem, deve ser difícil de entender.
Mas mesmo assim... Pego um cigarro e começo a fumar.
suspiro tentando não pensar mais nisso.
Sem esperar meu telefone tocou. Peguei vendo ser Wrath.

—sim...

—V. Onde estão?

—no meu apartamento.

—tudo bem? Como ele esta?

—está bem. Ele é bem forte. Sara rápido.

—que bom. Vocês já vão voltar?

—vamos. Está acontecendo alguma coisa?

—infelizmente sim. Um carregamento de arma foi roubado. Precisamos que os proíbem de seguir com o plano.

—o que você acha que eles estão planejando?

—temo que aconteça uma transformação em série. Que peguem vários humanos...

—entendo. eles já saíram?

—não. Eles vão se arrumar ainda. Acabaram de chegar do centro de treinamento.

—ok. Eu vou participar. Vou passar na casa do Damon pra pegar as suas coisas e logo já chego ai...

—ótimo. Boa ideia.

Desliguei o celular suspirando. Sentindo o vento bater contra meu rosto, me dando coragem.
Se ele fica negando... Tudo bem. Mais eu não vou ficar correndo atrás dele. Não vou ficar tentando o entender...
Não vou ficar perguntando o porquê ele negas e muito menos o beijar... Apago o cigarro e entro subindo as escadas rapidamente. Quando chego abro a porta e o vejo sentado na poltrona.

—vamos... Preciso voltar pra irmandade. -digo friamente.

—ele me olhou surpreso com minha mudança. -eu achei de ficaríamos aqui.

—pensou errado. -digo colocando a minha jaqueta.

—eu não quero voltar pra lá. Eu...

—isso não é problema meu. Resolva com seu pai. -o corto.

Pude ver o ódio se formar em seus olhos. E ele rosnar feito um cachorro.

—se isso não é problema seu... Então não deveria ser um filho da puta intrometido. Eu não pedi pra você vir atrás de mim. Você veio porque quis. -ele respondeu na mesma moeda.

—verdade. Tenho que parar de ser um idiota, e de me preocupar com quem não quer e não sabe reconhecer.

—uso suas palavras as minhas. Isso não é da minha conta.

Rosno.
Não queria estar brigando. Queria estar conhecendo a sua vida. Estar o beijando e o tomando, marcando-o como meu...

—vamos não tenho tempo a perder, e fora que temos que passar na sua casa pra pegar as suas coisas.

—que seja. –ele diz indiferente.

Filho da puta, idiota...

Viro saindo do quarto e ele me seguindo. Rapidamente já estávamos seguindo pro estacionamento. Por sorte eu sempre deixo um carro aqui. Assim já estávamos seguindo pra casa dele...

Quando chegamos entramos e fomos pro quarto. Encostei na parede o vendo pegar duas malas. E foi colocado suas roupas, sapatos. Tudo de marca e bem caros. Sem demorar a primeira mala já estava lotada. E foi pra segunda. Mais roupas, livros e sem esperar caiu uma foto do meio de algum livro, parando perto do meu pé. Damon não percebeu...

Na mesma hora abaixo e pego vendo ele com uma mulher.

https://images.app.goo.gl/4VZMoKzaofMV11hWA

Pelas roupas, pelos cabelos e pela qualidade da foto deu pra perceber que é antigo.
Pelos olhares e a forma como ela se encontrava perto dele, eles tinham algo. Avistei a data atrás da foto... 20 de agosto de 1864. Ainda mais essa época. As pessoas, principalmente homens com as mulheres não ficavam tão próximos, agarrados.
De repente um pensamento martelou em minha mente.
Ele se transformou em 1864. Quando Wrath o procurou e se deparou com a notícia de sua morte...

Olhei a foto e logo o encarei.
Quando ele se virou pra pegar mais coisas se surpreendeu vendo a foto em minha mão, e minha expressão de choque.

Ele pelo susto nada disse apenas ficamos nos encarando.

—foi ela? -pergunto.

—ela o que? -posso perceber o seu nervosismo.

—foi ela quem te transformou?

Ele ficou um tempo perdido até que me olhou com fúria.

—não. Não foi. E isso não é da sua conta. -diz puxando a foto da minha mão. -não deveria ser tão curioso Vishous.

Pela reação fico desconfiado.
Será que foi ela?
Porra... Já estou ficando louco por essa falta de conhecimento de sua vida. Droga.

Saindo dos meus pensamentos pude o ver sair do banheiro com sua roupa.

—valeu. -ele diz me entregando a minha roupa dobrada.

Balanço a cabeça. Ele pegou as malas, colocando cada uma, em um ombro.

—quer ajuda?

—não.

Suspiro descendo e ele junto. Assim que colocou as malhas no banco de trás, já seguíamos pra Irmandade. Durante todo o caminho ele não pronunciou uma palavra se quer e ficou olhando pra fora, pro nada.
Fico triste com essa situação. Não queria isso.
Sem demorar chegamos. Saímos.
Ele já ia pro PIT.

—aonde você vai? –pergunto.

—pro PIT.

—não. Venha ver seu pai primeiro. Ele ficou muito preocupado quando soube de sua fuga, do atropelamento e do ataque.

—ahh ta. Ele vai me dar sermão. E eu to fora, ta legal?! -Falou andando.

—bufei materializando em sua frente o proibindo de continuar. -não. Você vai vê-lo primeiro. –digo com autoridade.

—você não manda em mim.

—porra... Você merece uma boa surra.

—ele gargalha. -ok. Quero só ver o homem pra fazer isso e ficar vivo.

Esse homem está na sua frente, penso...

—suspiro. -olha eu não quero brigar. Só entre pra tranquilizá-lo. -digo calmamente.

Ele bufa contrariado andando pra mansão.
Sorrio vitorioso o alcançando. E quando entramos todos estavam na sala.

—que bom que vocês chegaram. -sua voz potente dominou o local.

Olhei pra escada e avistei Wrath descendo com sua rainha de braços dados a ele. Eles olhavam principalmente pro Damon.
Olhei pro Damon e ele fitava o casal com ódio.

Oh droga...
O local estava tenso.

—como você está? -Wrath perguntou aproximando sozinho dele.

—estou ótimo. -Damon respondeu indiferente.

Pude ver a tristeza e a culpa nos olhos do rei por ver como o filho é frio e distante.

E já em Damon, o ódio e a frieza em seus olhos para o pai.

Wrath suspira me olhando e eu tento confortá-lo. Ele afasta sentando ao lado de sua shellan que também se encontrava triste.

—e ai flor do dia. -Rhage diz sorrindo vindo até mim, tentando quebrar a tensão. -você sumiu... -ele envolveu o meu ombro e posso sentir a malicia no seu “sumiu”.

Ele é o que mais sabe de tais pensamentos e sentimentos que tenho pelo garoto.

Todos riram.

—É. -digo rindo.

—ahh finalmente conhecendo o nosso príncipe sumido e fujão. -ele diz fazendo uma reverência e logo indo envolver seu pescoço.

—Damon sorriu sombrio. -porque você não cuida da sua vida? E nem pense em me tocar. -ele sussurra tão baixo que eu fiquei em dúvida que havia ouvido isso mesmo.

Depois disso ele simplesmente se virou sumindo pela entrada.

—o que eu falei de mais? Só queria conversar com ele...

Todos estavam surpresos com sua indiferença.

—que mau-humor. -Rhage concluiu.

—o que aconteceu? -Wrath pergunta.

—Estivemos um pequeno desentendimento... Ele é muito esquentado. Mas depois ele melhora. -digo dando de ombros. -Assim eu espero.

E todos ali riram.

—Quero conversar com você. -Wrath diz levantando e seguindo pro escritório.

O acompanhei e logo fechei a porta, sentando.

—está acontecendo algo? -pergunto preocupado.

—não... Eu só estava pensando... Quero que ele entre pra turma de treinamento.

Surpreendo-me com isso.

—têm certeza disso? -pergunto.

—sim. Todos precisam saber de meu filho, do meu herdeiro. Quero que ele se interaja. Que perceba e sinta que aqui é a casa dele. Quero que ele tenha a vida que era pra ele ter tido e pra estar tendo.

—entendo.

—e fora que toda essa raiva e mágoa que ele carrega... -ele suspira. -Pode ser que ele consiga colocar isso pra fora. Ele precisa colocar pra fora.

—concordo.

—você acha que ele vai gostar? Aceitar?

—Sinceramente não sei, mas temos que tentar. Nem que no começo seja pra ele ir apenas pra olhar. Realmente ele precisa interagir. Ele é muito fechado.

—talvez uma consulta com o psicólogo, no Havers, faça bem pra ele? Por todos os traumas que deu pra perceber que ele passou quando era criança?

—não sei... -digo pensativo.

—é eu também não sei o que pensar... Mas se ele continuar assim, infelizmente vou ter que procurar uma ajuda profissional.

—vamos torcer pra que não seja preciso procurar ajuda médica.

—verdade. Obrigado por ter o ajudado, cuidado dele.

—não precisa agradecer. Não podia deixá-lo ir...

—ele da um sorriso triste. -depois vou ver se consigo conversar com ele. Espero que ele aceite.

—também. Dará certo.

—obrigado. Pode ir. Tome cuidado.

—pode deixar.

Saio o deixando só e vou pra sala.
Ali meus irmãos me esperavam e assim saímos. Indo pra noite na busca de vencer mais uma batalha contra os nossos inimigos...

Notas finais
Damon vai dar um pouquinho de trabalho pro V. Mas isso é bom kkkk V está acostumado com seus submissos todos obedientes... Kkk❤️