Amante Sofrido
16 16
Notas iniciais
PDV DAMON
—boa noite Damon.
—boa noite Vishous.
Logo o quarto ficou escuro e ele estava no banheiro. Sem resistir mais, deixei que o cansaço me atingisse. Pois queria que pelo menos naquele momento eu esquecesse os meus problemas...
[...]
De repente acordei vendo o quarto escuro. Olhei e não vi ninguém. Sem barulho no banheiro. Nada. Suspiro levantando e percebendo ser minha oportunidade de “fugir” da mansão, pelo menos por algum tempo. Saí do PIT, vendo uma luz acesa na mansão. Pude ver Vishous passando na janela e saindo. E foi ali que corri escondendo no jardim. Quando ele entrou no pit, corri indo pro murro e logo dando impulso passei facilmente por aquele murro, que daria trabalho a outra pessoa. Pois têm mais de 3 metros de altura.
Corri normalmente pelas ruas, pois tinha humanos idiotas... Corri e quando cheguei no centro comecei a andar, mais eu sentia ser seguido, alguém me olhando. Aquela sensação. Olhei em minha volta e não vi ninguém. Mais a sensação continuava ali. Até que senti a presença deles... Não pode ser . Lobisomem aqui em Caldwell? Não gostando daquilo voltei a correr e logo usei a minha habilidade vampiresca. Mais ainda sentia ser observado. Eu estava tão perturbado com isso e com os últimos acontecimentos que não percebi o carro correndo completamente em alta velocidade E quando cheguei na esquina já fui atingido, batendo no capô, no vidro e passando por cima e indo de encontro com o chão. E senti uma pancada forte, uma dor horrível, e não vi mais nada...
Apenas escuridão.
— _ _
De repente voltei a consciência. Abri os olhos sentindo uma dor horrível na cabeça. E dores em me corpo. Bala ? Eu fui baleado ?
E quando tentei levantar a mão eu vi que eu tinha estava com as mãos acorrentadas .
O que ? Como assim ?
Nesse instante eu fui puxado pra realidade ali vejo a vadia da Jules, simplesmente informando Vishous com uma corrente.
Meu sangue ferveu...
Ali naquele momento toda lembrança, ódio que eu sentia por ela se fez presente. Por tudo que ela me fez e fez a Rose...
Depois de um desentendimento, na noite de lua cheia, ela foi na mansão Salvatore me atacar e Rose estava ali justamente naquela maldita hora. E quando Jules avançou pra me atacar, morder. Rose simplesmente pulou na minha frente me protegendo... E foi assim que perdi ela.
Rose e eu estávamos nos envolvendo. Ela foi a única mulher que me entendia e me ajudou. Ela sabia de meu sentimento platônico por Elena. E mesmo assim esteve ao meu lado. Me ajudando.
E eu estava apaixonado por ela. Estava disposto a viver com ela. A sermos felizes juntos e tudo isso foi destruído por essa vadia.
Eu prometi a Rose em seu leito de morte, vingança e eu fiz. Fui atrás e caçei o namoradinho idiota de Jules. O matei e o esquartejei, arrancando sua cabeça e simplesmente deixei na floresta na porta de seu trailer, ele ali de “presente”...
Nunca senti tanto prazer em fazer uma vingança como senti nessa. Aquele ditado vingança e um prato que se com frio. Mas eu me lambuzei desse prato.
E agora eu estava ali vendo ela quase matando Vishous asfixiado?
Ah porraaa. Isso não vai acontecer. Não mesmo.
Deixando todas as mágoas e principalmente a raiva e ódio que eu sentia dela me tomarem, possuir... simplesmente levantei e fiz o que tinha que fazer. Sabia que Vishous assistia a tudo em choque . Assustado com o meu “eu verdadeiro” mas não me importei. Teria minha vingada completada ali. E mostraria que foi um errei enorme ela estar tentando o matar...
Matou minha Rose... Mas ela não matara Vishous. Nem agora e nem nuncaaa!
Levantei completamente cego de tanta fúria e maldade e fiz o necessário. Puxei ela pelo cabelo. Bati nela. E discutimos e Vishous ali escutando toda conversa sobre Rose , sobre Brady, sobre morte, sobre vingança , sobre esquartejamento.
Oh céus...
Não demorou muito pra eu invadir seu peito e com facilidade arrancar seu coração. Ela gritava de dor e depois ficou paralisada... Afastei rindo e sem me importar, apliquei um golpe quebrando e arrancando a sua cabeça de seu corpo. Deixei o corpo cair como se fosse nada.
Era isso que ela era, um nada.
Vishous me encarava assustado. Eu sei. Era assustador ver o que eu era, o monstro que na realidade eu sou.
Mas logo senti cansaço. Meu ferimentos não melhorava. Pelo contrário saia cada mais sangue dos tiros . Da pancada em minha cabeça. Sentia-me tonto, cambaliei caindo ajoelhado no chão. Prontamente ele veio ao meu encontro. E ali escutamos sirene.
Ele me ergueu passando meu braço pelo seu ombro e nos tirou dali . Escondendo num beco. Precisávamos de um lugar seguro. E perto.... pois eu não estava nada bem. Cada vez mais fraco. Mal conseguia andar. Senti um cansaço enorme me atingir. E sem controlar minha vista foi ficando escuro e depois só escuridão...
(...)
Quando abri os olhos. Estava confuso. Não sabia onde eu estava . E eu me sentia cansado, muito cansado.
Olhei pra ver se reconhecia aquele lugar e vi ser um lugar completamente estranho. Olhei pros lados lentamente até que deparei com V desleixado na poltrona apagado. Como vim parar aqui? Aliais aqui é o que mesmo? E como V me encontrou depois que eu saí da irmandade ? Tentei levantar mais tudo doeu e minha cabeça parecia pesar toneladas. Gemi voltando a repousar a cabeça no travesseiro. Suspirei tentando novamente e fui proibido por sua mão grande que repousou em meu peito, me fazendo deitar novamente.
—Onde estou? -pergunto fitando seu rosto sereno.
—Você está salvo agora, Damon. Descanse... Você bateu muito forte a cabeça.
Com aquele conselho, o cansaço se fez mais presente e fechei os olhos, voltando a dormir...
— _ _
Voltei novamente a consciência. Senti um cheiro delicioso de café. Comida... Abri os olhos vendo V entrar com um suporte. Ele sorriu. Tentei sentar mais tudo doeu e voltei a deitar.
—Não faça força. -ele diz serio, bravo agora, colocando o suporte na escrivaninha e vindo até mim. -Você precisa descansar, ficar quieto. -ele disse me ajudando a sentar, arrumando o travesseiro.
—obrigado.
Ele sorriu e pude ver as pontas de suas presas.
Ele pegou o suporte colocando na cama.
—beba... -ele diz me entregando remédio e um copo de água. O que logo foi trocado por uma xícara enorme de café.
Olho e o vejo se alimentando. Ele parecia faminto. Comeu pão, bolo, bolacha, rosca. Café...
—que horas são? -pergunto bebendo.
—são 15h. Já estava preocupado você dormiu por horas e horas. Tive que avisar seu pai , entrei com contato com médico. Fiquei assustado.
Só assenti com a cabeça.
Pude ver o olhar de Vishous repousando em mim.
Era mistura de curiosidade. De dúvidas. De certo medo...
—Suspiro o olhando de volta. -Eu sei o que você está pensando... eu sinto muito . Não queria que você visse a minha verdadeira identidade... O monstro que eu sou!-minha voz morreu.
Sabendo que agora ele não iria me querer mais como amigo. Não confiaria em mim . E quem sabe até não me evitaria. Óbvio quem iria querer ficar perto de um monstro? Uma pessoa instável e fria?
—Damon... não fale assim. Você não é um monstro. -disse sentando ao meu lado .
—É claro que eu sou. Você ouviu o que ela falou sobre mim. O que eu fiz com o namorado dela.
—você deve ter tido um motivo muito sério pra ter feito isso. -ele rebate sério.
—sim eu tive. Mas isso não justificava. Eu amei cada sensação, senti prazer em cada segundo que eu o procurei, que eu o matei e que eu estava o esquartejando.
—Quem é Rose? -ele soltou a pergunta não se importando com o que havia dito.
Suspirei... E olhei pra minhas mãos machucadas.
—Rose era uma vampira mais velhas que acabei conhecendo. A gente acabou de envolvendo. Estávamos juntos. -suspirei. -Ela me entendia como ninguém. Me apoiava... tudo ia bem . Até que um dia eu tive um desentendimento com aquela vadia da Jules.
—O que eles eram?
—Ela e aqueles caras eram lobisomens...
Puder ver o choque passar pelo rosto de Vishous.
—eles são fortes. Mas nem tanto, quando não tem a lua cheia. O problema é a lua...
—O que aconteceu entre você ela e a Rose? -ele perguntou receoso mais tinha curiosidade ali.
—Eu tive o desentendimento com Jules num bar. E aquele dia era justamente lua cheia. Ela não ia deixar barato não é ? Ela foi até minha casa, me matar, transformada em lobo. Mas pro meu azar, Rose estava lá , ela vendo Jules vindo me atacar, pulou na minha frente, me empurrando, me defendendo. Ela foi mordida. E foi ali onde tudo começou. Meu pior pesadelo . Vampiros não resistem a mordida de um lobisomem. E descobri isso da pior forma possível... Você sofre por dias, com dor, com alucinações. Não consegue se alimentar. Você vai morrendo pouco a pouco, se definhando. Rose morreu três dias depois em meus braços... Morreu por minha culpa. Por minha culpa! Ela foi me defender. Quem era pra ter sido mordido era eu Vishous. Eu... -minha voz morreu.
Eu queria poder falar com ela, a ver e dizer que eu sentia muito por tudo. Pedir perdão...
E ali senti uma lágrima solitária e silenciosa escorrer pelo meu rosto. E assim senti a mão de Vishous com aquela luva toda estranha enxugar minha lágrima.
—Eu sinto muito Damon. -ele diz levantando. -Ela era uma mulher incrível e honrosa. Sei como deve se sentir, se culpar, mas ela fez sua escolha! Sei que dói. Mas quando amamos alguém fazemos loucuras. A pessoa é capaz de tudo até de matar e morrer pela pessoa amada... -ele disse calmamente olhando dentro dos meus olhos.
Parecia que ele não só referia a Rose... Mas minha cabeça doía tanto que nem queria entender isso agora...
Respirei tão fundo. Que senti todo meu corpo doer. Olho pro meu braço, abdômen. Curativos, mais os machucados ainda estão ali.
Ohh não. Já era pra eu estar curado. E ali minha cabeça doeu e levei a mão. Mais também minha garganta ardeu, minha gengiva ficou sensível, senti minhas presas quererem sair. Senti-me tonto, e minha audição ficou mais apurada e pude ouvir o coração de V. Deus...
Ele bate tão frenético. O sangue circulando tão rápido por suas veias... Tão mais forte e mais rápido que de um humano idiota.
Minha gengiva doeu mais... Tentando controlar, respirei fundo fechando os olhos. Mais não adiantou... Senti seu cheiro e eu só conseguia ouvir seu coração...
TUM
TUM
TUM
—Damon você está bem? -ele perguntou preocupado se aproximando.
Nisso abri os olhos rapidamente e ele vinha pra me tocar... Se ele aproximasse mais... Eu não responderia por meus atos.
—não me toque. -digo rapidamente me afastando dele e caindo da cama.
Encolhi-me enterrando a cabeça em minhas mãos.
—Damon... -sua voz agora era assustada. -o que está acontecendo? Fale comigo!
Não aguentando mais minhas presas alongaram, e posso sentir as veias se formando embaixo dos meus olhos.
Deus...
Sede. Dor. Sangue.
Vihous.
—Eu não vou te machucar... -sua voz agora era mais perto.
Perto de mais.
—Damon? -perguntou tocando em meu ombro.
—sorrio sombriamente. -sou eu que vou te machucar. -digo o olhando.
Pude o ver se surpreender um pouco, e por reflexo se levantar.
—suspiro. -se afaste... Antes que eu te machuque.
—você está com sede. Não é? -ele se aproxima novamente.
—se afaste. -grito tentando empurra-lo.
—eu não tenho medo de você.
—sorrio sombriamente. -deveria ter ... Ainda mais depois de tudo que você viu.
—se alimente de mim. -ele diz me oferecendo o braço.
—Você não sabe o que está falando. -fecho os olhos sentindo meu corpo todo tremer de dor e de vontade de satisfazer minha sede. -Por favor... -peço.
—eu que digo, por favor. Não vou deixar você com sede. -ele diz firme.
—Pare, se afaste. Isso dói...
—meu sangue é tão indigno de satisfazer a sua sede assim? -ele perguntou bufando.
—do que você está falando? Eu só não quero te machucar. -digo confuso não entendendo nada.
—você não vai me machucar. -ele diz
Balanço a cabeça em negação e tristeza.
—se eu perder o controle posso te machucar, muito. Você não entende...
Ele nada disse apenas, aproximou terminando nossa distância e contra minha vontade, lutando contra minha tentativa de o empurrar...
Ele abraçou minha cintura me levando de encontro com seu corpo.
Repousando minha cabeça em seu peito. Seu coração agora então batia tão mais forte, tão perto...
Suspiro tentando lutar. Sem esperar ele simplesmente pegou a adaga e cortou o seu próprio pescoço.
Arfei sentindo aquele delicioso cheiro.
E se só o cheiro é assim... Imagina o gosto?!
E com isso meu corpo estremeceu...
—Beba. -sua voz era um sussurro.
Não conseguindo controlar mais, peguei o que era tão oferecido facilmente, de boa vontade e mordi fundo em seu pescoço. O derrubando no chão.. Pude ouvir o grito de dor dele, mas não me importei.
Eu agora só queria seu sangue. Quando comecei a tomar, sugar, ele suspirou dando pequenos gemidos.
E eu não estava longe. Gemia alucinado com aquele delicioso sangue, que eu bebia com tanta vontade.
Oh droga... Tão gostoso. Tão suculento.
—não pare. -Vishous gemeu.
Gemi me sentindo quente. E sem controlar eu sugava cada vez mais.
Nossos gemidos se misturavam...
Ficamos assim por um tempo.
Quando estava satisfeito, parei e soltei seu pescoço, lambendo o sangue que tinha ali e pude ver os dois furos perfeitos, redondos, roxos e inchados.
Oh droga... Suspirei saltando-o.
Mais ele não soltou minha cintura. O olhei e ele se encontrava sereno. Mas seus olhos não, estavam pegando fogo.
Desejo?
E sem qualquer reação, quando quis ver ele já tinha me puxado e me prendido contra o chão . Ficando em cima de mim segurando meus braços com grande força. E seu corpo ficando tão junto ao meu que era chocante.
Encaramos por um tempo até que seus lábios vieram rápidos de encontro aos meus. Assustado com aquilo não retribui. Mas quando seu corpo se pressionou mais ao meu, que pude sentir sua ereção e sua língua quente deslizando por meus lábios pedindo passagem, eu me senti tonto, extasiado, sem reação, simplesmente suspirei cedendo.
Quando sua língua encontrou com a minha, uma onda de desejo passou por nós. E meu corpo tremeu de desejo. Sem controlar senti meu pênis endurecendo...
Oh não.
Seu beijo era desesperado, faminto. Retribuí sentindo prazer. Muito prazer.
Soltou meu braço e suas grandes mãos foram pro meu pescoco e cabelo. Seus dedos afundaram em meu cabelo e segurou firme puxando. Nosso beijo quente , selvagem continuou.
Vishous se movimentava louco contra mim. Seu pênis cada vez mais duro roçando freneticamente contra o meu , era alucinante.
Eu nem de longe estava tão diferente dele. Estava tão duro quanto...
Oh porra, o que está acontecendo aqui?
Quando ele soltou meu cabelo e suas mãos foram pro meu peito deslizando para meu abdômen, foi como um balde de água fria na minha cara, me trazendo a lucidez e de volta pra realidade.
O que estou fazendo? Beijando um homem?
Nisso o empurrei com força o tacando de bunda no chão. Ele me olhou assustado com a rejeição.
—nunca mais faça isso. Nunca mais. -gritei levantando , cambaleando.
—Damon... -ele disse assustado já levantando e vindo até mim.
—Não ouse me tocar. -disse me sentindo mais tonto ainda.
E sai cambaleando desesperado, entrando no banheiro...
Fale com o autor