Amante Infernal
4 Motivos Ocultos
Notas iniciais

Tora POV’s On
Subaru me apertava contra si de forma possessiva fazendo com que cada centímetro do meu corpo ficasse colado ao dele e segurava meu queixo com uma força desnecessária para manter minha cabeça inclinada dando-o acesso total ao meu fino e delicado pescoço, meu queixo já havia começado a doer de tanto ser apertado.
Soltei minhas mãos da grade enferrujada parando um segundo para observar as minhas juntas ensanguentadas por socar o chão – provavelmente eu estava pegando algumas das manias do Subaru, a influência desses vampiros é muito forte mesmo – e suspirei apoiando minha cabeça no ombro dele para ajuda-lo a beber meu sangue mais facilmente, quanto mais rápido ele acabasse mais rápido eu poderia sair dali e começar a arrumar outra parte do jardim abandonado, eu tinha pouco tempo para terminar de cumprir a primeira parte da quebra da maldição.
A mão de Subaru saiu do meu queixo assim que ele percebeu que eu não relutaria em deixa-lo me sugar e foi até minha coxa desnuda apertando-a suavemente antes de deslizá-la pela parte interna da mesma bem lentamente enviando alguns deliciosos arrepios pelo meu corpo sensível. Fiquei surpresa por ele fazer isso, afinal não era muito de fazer carícias na sua presa, mas pensei que ele pararia bem antes de chegar à minha intimidade, eu estava redondamente enganada, Subaru só parou quando sua mão se encaixou entre minhas pernas, sua temperatura gelada atravessou o fino tecido da calcinha fazendo-me estremecer e até ficar um pouco excitada com o toque.
— Subaru-kun, o que está fazendo? – questionei meio ofegante. Eu poderia deixa-lo continuar com o que quer que pretendesse fazer, no entanto de todas as pessoas do mundo que eu esperava que tentassem fazer algo pervertido comigo o Subaru estava praticamente no fim da lista, ou seja, algo estava muito errado. Ele tirou suas presas do meu pescoço com um pouco de violência o que me fez trincar os dentes enquanto uma gota de sangue escorria do machucado até o meu decote descendo por entre meus seios e parando no umbigo, eu percebi que Subaru seguia a gota com os olhos escarlates brilhando com excitação e algo mais brutal.
— Fique calada. – ordenou em meu ouvido e me pegou no colo levando-me para um canto bem escuro da cela onde, por acaso, tinha uma cama de casal. Como diabos eu nunca reparei nessa cama? Ou melhor, por que é que eu nunca me perguntei o motivo de eu não ver nenhuma cama ali? Eu acho que eu pensava mesmo que a Christa dormia no chão frio da cela, quer dizer, nunca se pode subestimar a capacidade que o Karl Heinz tem de ser cruel com as pessoas, nesse aspecto ele se supera.
De qualquer forma, eu nunca vi a cama porque, além dela ficar em um canto extremamente escuro, também possuía uma cor bem escura, era uma cama razoavelmente grande com a estrutura toda feita em bronze trançado – infelizmente o bronze não estava muito conservado e não dava para ver a beleza que essa cama poderia ter tido em algum momento – com grandes dóceis que abrigavam pesadas cortinas púrpuras de um veludo parcialmente desgastado pelo tempo.
Subaru abriu a cortina e eu pude ver que, na verdade, a superfície da cama era bem maior do que aparentava, o enorme colchão estava forrado com colchas de algodão egípcio da mesma cor púrpura das cortinas e os travesseiros estavam protegidos por fronhas que, provavelmente, faziam par com a colcha.
Do lugar em que eu estava a cama parecia bem conservada e até mesmo limpa, claro que eu sabia que ela não estava totalmente isenta de sujeira afinal era impossível uma cama passar tanto tempo abandonada e continuar limpa, mas não pensava que quando Subaru me jogasse em cima dela uma enorme nuvem de poeira subisse pelos ares. Tossi e esfreguei meus olhos que ficaram irritados, enquanto tentava me levantar para perguntar ao vampirinho o que diabos estava acontecendo com ele, porém não consegui nem me inclinar direito e fui apertada contra o macio colchão tendo os pulsos presos ao lado da minha cabeça.
— Subaru-kun, você está estranho. O que... – tentei falar de uma forma gentil só que fui interrompida pelos lábios frios e furiosos daquele tsundere que se colaram aos meus. Mesmo estando meio desconfiada sobre os motivos que ele tinha para estar fazendo isso comigo eu retribuí o beijo tão avidamente quanto poderia, admito que também queria sentir o gosto daquela boca sempre tão calada.
Quando nos beijamos da primeira vez eu precisei instigar o Subaru a se deixar levar pelo momento, no entanto agora era completamente desnecessário usar qualquer artifício para atiça-lo já que ele mesmo não se importou em se conter. Sua boca feroz movia-se sobre a minha com certa violência e nossas línguas travavam uma batalha acirrada para decidir quem seria o comandante o que só tornava o beijo muito mais delicioso. Eu cerrava meus punhos e apertava com minhas pernas uma das pernas do Subaru que pressionava minha intimidade com força suficiente para me deixar um pouco mais excitada.
Ele desfez o beijo encostando sua testa na minha por um momento e deslizou as mãos, que se encontravam prendendo meus pulsos, ao longo do meu braço, passando pelas laterais dos meus seios, contornando minha cintura e parando na barra da camisola que já se encontrava praticamente no quadril com os movimentos bruscos que sofri. Logo ele fez o mesmo trajeto de volta só que dessa vez levando a camisola consigo e tirando-a, deixando minha pele nua expondo-a ao frio da cela e ao frio do corpo dele o que a fez se arrepiar.
Cobri meus seios enrijecidos rapidamente para que Subaru não os visse e corei desviando o olhar do rosto dele, não entendia muito bem o que estava acontecendo ali, o filho caçula do Karl Heinz não era desse jeito e eu sabia que algo devia estar muito errado, queria tirar satisfações obre isso só que fui distraída pela língua do vampiro que havia pousado sobre o meu umbigo. Ele rodeou sua língua gelada pelo contorno do mesmo lambendo a pequena quantidade de sangue que se depositara ali da gota que tinha deslizado de sua mordida, eu arfei de surpresa e prazer apertando um pouco mais os braços que cobriam meu peito.
Subaru foi calmamente subindo pela minha barriga deixando um rastro de saliva no lugar do rastro de sangue que antes estava sobre minha pele, eu tentava conter os suspiros causados por aquele toque tão simples, mas que com meus novos sentidos ficava amplificado cem vezes. Quando ele chegou nos limites de onde meus braços o impediam de continuar com seu trajeto, apenas me encarou com aqueles olhos escarlates reluzentes e disse.
— Tire. – mandou com um pouco de agressividade e acrescentou de forma a me convencer. – Você não precisa ficar com vergonha disso.
Ele realmente conseguiu me convencer e eu tirei os braços da frente dos meus seios ao mesmo tempo em que ficava rubra de vergonha, Subaru deu um pequeno sorriso satisfeito e voltou à sua tarefa anterior seguindo a linha do sangue com uma lenteza torturante. Assim que sua língua passou por entre meus seios eu quase tive uma convulsão, imagine só o que eu não sentiria quando aquela boca estivesse mordiscando meus seios, mal me aguentava de expectativa.
Quando ele finalmente lambeu a mordida em meu pescoço eu poderia ter pulado de alegria por saber que agora ele seguiria para uma parte mais interessante do meu corpo. Subaru começou a dar vários chupões pelo meu pescoço enquanto sua mão direita começava com delicadas carícias no meu seio esquerdo, a primeira sensação que se imprimiu em mim foi a sua temperatura gelada, parecia que um cubo de gelo havia sido posto sobre meu peito, mas depois me acostumei com esse aspecto e comecei a apreciar seus apertos e puxões.
Sua boca se dirigiu para meu seio direito e ele mordeu meu mamilo pressionando levemente sua língua contra a ponta do mesmo, exatamente como eu havia imaginado aquele toque me fez agarrar os lençóis e soltar um pequeno gemido que deixou Subaru muito feliz pelo que pude perceber. Afundei minhas mãos nos cabelos sedosos dele tentando achar algum controle, meus sentidos estavam tão aguçados e eu sentia os toques de forma tão profunda que chegava a doer, era simplesmente uma coisa divina, ou talvez não.
Logo Subaru decidiu mover a sua mão esquerda, antes usada somente como apoio, até o ponto mais sensível do meu corpo adentrando minha calcinha e invadindo-me com um de seus dedos que acabou sendo apertado pela contração daquele músculo quando fui pega de surpresa pelo seu movimento inesperado.
— Subaru-kun... – sussurrei extasiada, nesse momento Subaru me encarou e eu finalmente pude identificar que aquele outro sentimento brutal misturado à excitação era raiva. Ele estava com raiva de alguma coisa, ele havia ficado furioso com alguma coisa e veio tentar descontar sua fúria em mim, não com socos e maus-tratos e sim com sexo sem compromisso, isso me dizia que o que quer que tenha acontecido era realmente muito grave para fazer Subaru descontar a raiva de outra forma que não fosse usando violência. – Pare, pare com isso! Agora. – ordenei irritada, mesmo que ele estivesse com raiva não seria comigo que ele iria se livrar dela, eu não sou uma prostituta qualquer para ele usar como bem entender.
— Quieta! – rosnou com raiva e retirou sua mão de dentro da minha calcinha somente para apertar o meu pescoço. Não, eu não iria deixar que ele fizesse algo de que com certeza se arrependeria depois, não me tornaria um de seus erros. Empurrei seus ombros com toda a força que consegui juntar naquele momento.
— Não! Eu não vou ser um dos objetos que você usa para descontar a raiva! Solte-me, não ouse me usar como se eu fosse uma simples vadia de esquina! – retruquei furiosa, o empurrando com violência para tirá-lo de cima de mim. – Você não pode me forçar! – bradei com ódio.
Tora POV’s Off
Subaru POV’s On
“Você não pode me forçar!”
Aquelas palavras ecoavam na minha cabeça bem como o tom usado para dizê-las enlouquecendo-me. Essa pequena frase significava muito mais do que simplesmente o que Tora estava tentando dizer, ela me igualava àquele homem, ela me colocava no mesmo nível rebaixado da pessoa que eu deveria chamar de “pai”. Karl Heinz, o homem que forçou minha mãe a se casar com ele, que a estuprou e que a fez engravidar de um ser desprezível como eu.
Saí de cima da Tora que imediatamente se cobriu com as mãos e me sentei na beirada da cama. Eu não merecia ser filho de uma pessoa tão boa, olhe para mim, eu nunca fui digno de nada, mas agora sou o mesmo lixo que é Tougo Sakamaki, por culpa dele eu nasci e corrompi a sanidade de uma mulher que não merecia sofrer e agora eu estava tentando fazer a mesma coisa com essa noiva de sacrifício.
Eu cheguei a pensar que não poderia me sentir mais sujo do que já me sentia, porém vejo que ainda não havia chegado realmente no fundo da minha imundice, eu já deveria ter morrido há muito tempo. Yui estava certa em me recusar e dizer que amava o Ayato, ela estava certa em rejeitar um ser patético e imundo como eu que não merecia nem uma gota de compaixão ou piedade.
Talvez eu não devesse ter pedido à Yui para me matar, talvez eu devesse apenas pegar minha adaga e livrar o mundo de algo como eu, ninguém sentiria minha falta e seria muito melhor para todos.
— Eu nunca deveria ter nascido. – murmurei para mim mesmo e apertei a colcha a ponto de quase rasga-la. Eu era tão igual ao Karl Heinz que não tive nem mesmo a capacidade de me importar em estar fazendo tudo que estava fazendo na mesma cama em que minha mãe dormia. Senti uma mão quente apertar a minha com delicadeza e me assustei, olhei para trás e vi um par de olhos de cores distintas me fitando gentilmente.
Tora usava um dos braços para cobrir os seios nus e seus lábios, que há tão pouco tempo eu havia beijado e há menos tempo ainda haviam proferido palavras tão verdadeiras, estavam pressionados em uma linha preocupada.
— Eu... – começou a dizer e deu uma pausa desviando o olhar por um momento antes de me encarar mais uma vez. – Eu não sei o que aconteceu para você ficar com raiva, Subaru-kun, mas o que quer que tenha acontecido vai ficar tudo bem. – falou determinada e se aproximou de mim abraçando o meu braço com força, como se estivesse tentando me passar segurança. – Eu vou fazer com tudo fique bem, certo? Então, nunca mais diga que você não deveria ter nascido. Você é um garoto tão gentil! – finalizou apertando meu braço e escondendo o rosto no meu bíceps.
Como essa garota pode ficar tão preocupada comigo depois de tudo que fiz a ela? Será que ela não via o lixo que eu era? Tora possuía olhos tão verdadeiros, eu sabia que não estava mentindo ao dizer cada uma daquelas palavras, mas não entendia como ela poderia me achar um garoto gentil, eu que tentei força-la a dormir comigo. Ainda assim, ela estava sendo amável comigo, logo ela que nem sequer sabia o que havia acontecido para me deixar enfurecido, nem sequer sabia nada sobre mim.
— Como você pode? – perguntei num sussurro triste, eu estava tão curioso para saber o que se passava na cabeça da Tora que nem me importei em me esconder atrás de raiva e irritação.
— Bem, eu sei que você não faria o que fez sem ter algum motivo por trás, você não é o Laito. – respondeu com um pouco de humor, fazendo-me abrir um pequeno sorriso, e depois acrescentou seriamente ainda com o rosto escondido. — E eu também não fui muito justa quando disse que você estava me forçando, na verdade eu estava gostando bastante. – mesmo com o rosto escondido eu pude ver suas bochechas ficarem rosadas de vergonha por admitir que estava gostando dos meus toques, desta vez eu sorri de verdade, Tora então me olhou e pareceu feliz por me ver sorrir, pois sorriu também.
— Idiota! – falei irritado, voltando ao meu jeito habitual, contudo ao invés de empurrá-la, abracei-a. Ela enlaçou minha cintura e retribuiu meu abraço carinhosamente enterrando o rosto no meu peito, eu a apertei um pouco mais forte e apoiei meu nariz no topo da cabeça dela para sentir seu cheiro adocicado.
Se meu coração batesse, talvez estivesse acelerado agora.
Subaru POV’s Off
Fale com o autor