Amante Infernal
12 Boa Noite
Notas iniciais

Por que tudo que eu amo é sempre tirado de mim? Será que vai acontecer a mesma coisa com a Yui e com os garotos? Eu não vou suportar outra perda.
Depois de meia hora eu ainda estava parada no mesmo lugar chorando tudo que eu nem imaginava que podia chorar. Agarrei meus cabelos, cerrei os olhos voltando meu rosto para o teto da torre e gritei com toda minha voz, gritei o mais alto que consegui até meus pulmões doerem e minha voz acabar, por que eu estava cansada de todo esse sofrimento, eu estava cansada de ser forte o tempo todo. Quando eu não tinha mais forças para gritar, soltei meus cabelos e soquei o chão com a lateral dos punhos apoiando minha testa no chão frio de pedra. Agora o meu choro havia se reduzido a soluços roucos.
— Qual o seu problema? – alguém me perguntou tediosamente e eu levantei meu rosto para ver quem poderia ser, imediatamente meus olhos se encontraram com profundas orbes azul-marinho penetrantes. Shu estava encostado na parte de dentro da grade da cela, com os braços cruzados e me encarando inexpressivo. – Eu ouvi seu grito através dos fones. Você parece desesperada. – explicou abrindo um minúsculo sorriso, eu poderia ter ficado chateada com o sadismo dele, mas eu estava tão perdida que nem me importei.
— Shu-san... – clamei com a voz trêmula encarando-o e mais lágrimas começaram a brotar dos meus olhos, eu queria entender como ainda não havia secado. Nesse momento vi algo mudar no modo como ele me olhava, um leve brilho de preocupação surgiu em seus olhos e ele se desencostou da grade e veio lentamente até mim, quando estava na minha frente se agachou para ficarmos cara-a-cara.
— O que aconteceu? – questionou incisivo sem tirar os olhos de mim. Eu funguei e o fitei por um segundo antes de me atirar nos braços dele e abraça-lo como se minha vida dependesse disso, com o impacto ele acabou se desequilibrando e sentando no chão.
— Você promete, Shu-kun, promete que nunca vai me deixar, que eu nunca vou te perder, que você vai estar sempre aqui? – implorei com a voz abafada por estar com o rosto pressionado contra seu peito, ele parecia paralisado diante minhas ações. – Eu não posso, eu não aguento perder mais alguém... – acrescentei num sussurro carregado de dor e o apertei mais contra mim.
— Tsc... Que história é essa? – falou num tom desconfortável, mantendo-se imóvel enquanto eu o abraçava. Afastei-me um pouco dele até nossos rostos estarem na mesma altura, eu não estava no meu estado de equilíbrio e meus pensamentos estavam numa bagunça tão grande que era difícil até mesmo perceber o que eu estava falando.
— Não! Você tem que me prometer! – exigi em pânico, com os olhos lacrimejando mais uma vez. O loiro me encarou confuso por alguns segundos e corou sob meu olhar penetrante, desviando os olhos para qualquer lugar da cela.
— Prometo. – murmurou quase ininteligivelmente, porém eu ouvi suficientemente bem. Eu soltei o ar que nem notei que estava prendendo e percebi que minha intenção com esta promessa era que ela valesse não somente para Shu, mas para os outros garotos e para Yui, era um meio de me reconfortar com mentiras. Permiti-me relaxar todos os músculos do meu corpo e encostei meu rosto em sua bochecha, deixando meus lábios próximos a sua orelha, o alívio que aquela promessa me proporcionou veio acompanhado de um cansaço tão forte que eu fechei meus olhos involuntariamente e soltei o peso do meu corpo em cima do Shu.
— Por favor, cuide de mim, Goshujin-sama. – choraminguei como um animal ferido e apoiei minha testa em seu ombro.
Shu POV’s On
Ouvir o sussurro esganiçado da Tora me implorando para cuidar dela me fez acordar pra realidade e perceber o que havia acabado de acontecer. Droga! Eu realmente havia feito uma promessa para essa humana? E o que diabos aconteceu para ela ficar assim?
Em um segundo eu estava andando calmamente até o coreto no qual minha mãe costumava ficar para ver qual foi a transformação que essa ruiva tinha feito e no outro eu ouço o grito mais desesperado que alguém poderia dar. Eu sou um vampiro, conheço muito bem os níveis de desespero de uma pessoa, mas esse em especial eu havia sentido na pele no dia em que perdi meu melhor amigo para um incêndio.
O desespero da perda é o mais doloroso de todos e é o único que te marca para sempre, foi isso que me fez vir até aqui. E quando eu a encontrei soluçando baixinho no chão dessa cela foi como se eu estivesse vendo a mim mesmo anos atrás em frente aos escombros da casa de Edgar, na hora em que a vi pensei em ir embora, no entanto quando ela me olhou e chamou meu nome daquele jeito quebrado com as lágrimas jorrando mais e mais eu senti algo que não sentia há tanto tempo que demorei alguns segundos para perceber o que era.
Eu estava preocupado com ela. A única vez que eu havia sentido isso foi quando minha mãe tirou o filhote que o Edgar tinha me dado de mim e mandou o mordomo levar embora, eu passei dias me preocupando com o que poderia ter acontecido com ele.
Mas que merda! Os sentimentos que essa garota provocava em mim não eram normais ou aceitáveis no meu mundo, Tora mexia comigo de tal forma que eu sequer consegui sustentar o olhar dela – aquele olhar brilhante de lágrimas que parecia ver meu segredo mais profundo – quando ela exigiu que eu fizesse aquela promessa ridícula, ainda assim eu mesmo me senti melhor no momento em que ela soltou o ar e relaxou todo corpo com um alívio palpável, era como se a dor dela tivesse diminuído pelo simples fato de me ter ali.
E agora ela estava brincando comigo mais uma vez, choramingando para mim como uma gata machucada e me chamando naquele maldito Modo AE que sempre me despertava de um jeito diferente.
Suspirei cansado desses pensamentos inúteis.
Passei um dos meus braços em volta dos ombros da Tora e a puxei para se endireitar, depois passei o outro braço em volta dos joelhos dela e me levantei com ela no colo. Sem muita demora ela envolveu meu pescoço com seus braços e apoiou a cabeça em meu ombro dando-me um esboço de sorriso sem abrir os olhos. Perguntei-me como ela conseguia dar um mínimo sorriso sequer com a dor que estava sentindo.
— Goshujin-sama, a Summer precisa de um banho. – murmurou roucamente com cansaço. Dei um meio sorriso, essa garota só podia estar me provocando.
— Sua gata pervertida, quer que eu te veja nua, não é? – acusei perversamente e ela soltou um riso fraco, senti uma pontada no meu coração ao ouvir esse som, mas não entendi o motivo.
— Há muito tempo que a minha nudez já não é segredo pra você. – retorquiu divertidamente, embora parecesse estar fazendo um enorme esforço para entrar na minha brincadeira.
Teleportei-me até o banheiro em que Tora costumava tomar banho e a deixei sentada em cima da pia enquanto abria a torneira para encher a banheira, quando me virei novamente ela estava me observando com um olhar estranho que não consegui decifrar, poderia dizer que era algo como gratidão misturado com ternura, mas a verdade é que parecia algo muito mais complexo que isso.
Voltei até ela e comecei a desabotoar sua camiseta branca da escola, ela não estava usando as outras peças do uniforme o que me fez presumir que ela havia tirado tudo para limpar a torre, já que no segundo em que pisei naquele lugar não vi ou senti o cheiro de nenhum grão de poeira.
Ao tirar a blusa dela abri um sorrisinho pervertido e acabei recordando o dia em que invadi o banheiro enquanto ela tomava banho, vê-la dançando nua novamente era definitivamente um dos meus objetivos. Abaixei-me para tirar os sapatos dela juntamente com aquelas meias enlouquecedoras, o espírito dessa garota é demoníaco e nenhuma outra nunca conseguiu um impacto tão grande em mim como ela, nem mesmo a Yui.
Após deixa-la com as pernas nuas aproximei meu rosto da parte interna de sua coxa esquerda e deslizei meu nariz até próximo da barra da saia respirando fundo, pelo fato dela ter suado enquanto limpava a torre o cheiro repulsivo do Laito havia sido expulso de sua pele e seu cheiro natural voltou a se sobressair, escorreguei minha mão esquerda do tornozelo direito pela panturrilha dela até a parte interna do joelho enquanto roçava minha boca na pele alva da sua coxa. Tora se arrepiou por inteiro e arfou cerrando os punhos.
— Você é tão excitável, Summer... Eu ainda nem te toquei direito e você já está tão quente. Garota suja. – provoquei roucamente assoprando sua pele o que a fez estremecer.
— Por que nós nunca conseguimos respeitar a primeira regra do contrato? Acho que vou precisar anulá-la. – disse parecendo decepcionada consigo mesma por não conseguir cumprir nem mesmo a regra que ela própria criou. Eu ri debochadamente e me levantei.
— A culpa é sua. Você não deveria ser tão apetitosa. – recriminei-a zombeteiro e desabotoei sua saia envolvendo a cintura dela e levantando-a para retirar a peça de roupa junto com a calcinha, ela segurou meu suéter e escondeu o rosto na curvatura do meu pescoço.
— É claro que a culpa é minha. – afirmou com a voz carregada de lástima, eu sabia que ela não estava se referindo ao fato de quebrarmos a regra. Trinquei os dentes, irritado comigo mesmo por fazê-la ficar angustiada novamente. – Obrigada por estar comigo agora, Shu-kun. – acrescentou parecendo realmente grata, pousei-a na pia gelada de novo e ela tremeu continuando apoiada em mim enquanto eu abria seu sutiã. Decidi ficar calado, eu não tinha uma resposta boa o suficiente para isso, sem contar que mais uma vez ela havia usado o sufixo “-kun”, ninguém o usava comigo há muito tempo.
Joguei o sutiã dela junto com as outras roupas e ia me afastar para pegá-la no colo e levá-la até a banheira, mas ela puxou minha roupa e começou a desabotoá-la calmamente sem olhar para mim.
— Já quer me ver nu, Summer? Que grande depravada. – incitei maliciosamente.
— Toma banho comigo. – pediu audaciosa e deslizou meu suéter até que caísse no chão.
— Você não presta, Tora. – declarei acusatório e revirei os olhos tirando os sapatos e as meias, ela riu de verdade dessa vez e a pontada que eu sentira antes veio mais forte.
— Meu nome parece mais bonito quando você fala. – confidenciou mantendo um pequeno sorriso enquanto me observava tirar a blusa que eu usava por baixo do suéter, aproveitei para dar uma boa olhada no corpo dela. Tora não era muito bem dotada de peitos, mas a sua bunda juntamente com a sua pele macia e cheirosa compensava essa falta.
— Então você fica excitada quando eu falo seu nome. – concluí provocativo, ela balançou a cabeça descrente da minha falta de pudor e eu ri.
— Que risada linda, Shu-kun! – confessou distraidamente enquanto tirava meu cinto e abria minha calça com certa dificuldade. – Ela é tão rara que se tornou preciosa. – completou de certa forma melancólica e me fitou com um sorriso mínimo impulsionando a calça e a boxer para que elas caíssem no chão. Eu corei pela segunda vez no mesmo dia, o que me deixou extremamente irritado. Às vezes parecia que a Tora sabia exatamente o que fazer pra me agitar e outras vezes parecia que ela sabia de alguma coisa e a estava escondendo de mim, no momento estavam acontecendo as duas coisas.
— Pare de falar besteiras. – ordenei irritado, peguei-a no colo de uma vez levando-a até a banheira e colocando-a dentro da mesma, o nível da água subiu até a borda e eu desliguei a torneira. Voltei até a pia e abri o pequeno armário para pegar alguns sais de banho e esponja, quando me virei para ir novamente até a banheira vi que Tora encarava a parede e seu rosto estava rubro, soube na hora que ela ficou olhando minha bunda enquanto eu estava de costas. – Gostou do que viu, Summer? – sussurrei rente ao seu ouvido e ela quase deu um salto tamanho o susto.
— N-n-n-não sei d-do que-e está fa-falando! – gaguejou em negação recusando-se a olhar para mim. As reações dela eram as melhores, era incrível brincar com alguém que poderia ser de tantas formas diferentes, balancei a cabeça em satisfação.
Pus a esponja no chão e os sais de banho na água da banheira, em seguida empurrei a ruiva um pouco e entrei atrás dela acomodando-me até estar deitado, boa parte da água transbordou. Tora estava encolhida entre minhas pernas e ainda parecia estar constrangida com o acontecimento anterior, fechei os olhos para apreciar minha música e deixei que ela tomasse uma atitude sozinha.
Um minuto se passou antes de eu sentir algum movimento na água, mantive os olhos fechados até sentir uma aproximação na direção do meu pescoço agarrei o pulso da Tora antes que ela chegasse onde queria e entreabri os olhos. As bochechas dela ainda estavam rosadas e os seios não ficaram submersos na água quente o que os deixou eriçados pela diferença de temperatura com o ar, essa combinação fez minha boca salivar.
— O que está fazendo, Summer? – perguntei inexpressivo ainda segurando o pulso dela.
— Me deixa tirar seus fones. – pediu receosa.
— Não. – neguei secamente. Minha música era a única coisa que me livrava da podridão da minha vida, eu nunca iria tirá-los.
— Por favor, Shu-kun, eu queria te mostrar um som diferente de tudo que você já ouviu. Garanto que não vai se arrepender. – reforçou tentando me persuadir, ela conseguiu me deixar curioso para saber qual seria esse som que eu ainda não havia escutado. Soltei seu pulso e assenti uma vez para ela prosseguir, se esse som não valer a pena ela vai ter o castigo que merece. Sem muita demora Tora soltou o colar que prendia o meu mp3 e tirou meus fones, me senti incomodado sem a música tocando, ela pendurou o aparelho na torneira longe da água.
— Qual é o som? – questionei impaciente, estranhei um pouco ouvir minha voz tão claramente, depois de tanto tempo ela já havia se tornado estranha para mim.
— Feche os olhos, Shu-kun. – pediu me mandando um sorriso, fiz o que ela disse, mas franzi as sobrancelhas. Essa era a voz verdadeira da Tora? Era tão sonora agora que eu estava ouvindo claramente, antes parecia somente um eco abafado. – Você não pode abri-los, está bem? Eu sei que não é uma tarefa difícil pra você. – instruiu-me calmamente e o som da voz dela percorreu meu corpo com uma intensidade assustadora, esse era de longe o som mais sereno e viciante que eu já havia escutado durante toda minha vida.
Senti e ouvi uma movimentação na água, em seguida a pele quente das costas dela estava totalmente em contato com a minha e sua cabeça estava apoiada no meu ombro, ela deve ter colocado o cabelo para um lado para não atrapalhar o toque. Senti suas mãos em meus braços os puxando delicadamente até envolver sua cintura com eles, entrelaçando seus dedos nos meus em seguida. Ouvi-a respirando fundo e senti seu hálito quente roçando na área do meu pescoço onde antes ficava o colar com o mp3, me arrepiei involuntariamente.
— Qual era o som que você queria me mostrar, Tora? – interroguei confuso ao perceber que existiam muitos sons os quais eu já havia esquecido.
— O do silêncio. Todos os sons nascem dele e eu imaginei que talvez você gostasse de lembrar qual a melodia que ele toca. – respondeu um pouco sonolenta e bocejou.
Eu abri meus olhos ao ouvir sua voz naquele tom e me impressionei ao descobrir como um bocejo poderia ter tanto ritmo, Tora queria me mostrar o silêncio, mas as únicas coisas que eu queria ouvir agora eram os sons que ela poderia me proporcionar. O erro dela foi me viciar nos sons que ela produzia antes de me mostrar o que queria.
— Tora. – chamei sedutoramente ao pé do ouvido dela, seu corpo se arrepiou e ela ronronou em resposta, apertei os dedos dela entre os meus tentando manter o controle ao ouvir esse som tão instigante. Ela gemeu de dor e meu corpo estremeceu em consequência àquele pequeno ruído.
— Shu-kun, está me machucando. – reclamou manhosa, abrindo os olhos e levantando um pouco a cabeça para me encarar, senti meu sangue correr mais rápido que o normal. Quantos tons diferentes ela poderia me mostrar? Até agora eu já pude perceber que cada um provocava uma reação diferente sobre mim.
— Eu quero te ouvir, Summer. – exigi autoritário e, enquanto ela me olhava confusa, eu soltei suas mãos e deslizei meus dedos por sua barriga subindo lentamente até seus seios enrijecidos, contornei suas auréolas rosadas com os polegares para ver qual seria seu som e ela ofegou. Porra! Eu já estava começando a me excitar. Segurei seus seios quentes e macios entre minhas mãos e apertei-os com vontade enquanto lambia o pescoço dela da base até a linha da mandíbula, logo Tora me presenteou com um gemido longo e prazeroso que me fez vibrar. Pressionei seus mamilos entre o polegar e o indicador e os esfreguei suavemente, cravando minhas presas lentamente na curvatura do pescoço dela.
— Ohhh... Não... – gemeu ébria e arqueou o tronco em direção as minhas mãos, apertando minhas coxas fortemente. Eu mesmo acabei gemendo com as reações dela e meu membro ficou ereto, eu nunca tinha ficado excitado tão rápido. Pensei que ela era enlouquecedora, no entanto a combinação dela e dos seus sons eram a verdadeira insanidade.
Comecei a sugar seu sangue bem lentamente e, se quando ela estava em seu estado normal o sangue dela já era um dos mais deliciosos que eu já havia provado, quando ela estava imersa em êxtase aquele líquido escarlate se transformava na bebida suprema: doce e quente na medida certa, além de ser mais encorpado do que o normal o que o tornava satisfatório em pequenas quantidades.
À medida que sorvia o sangue dela fui descendo uma das minhas mãos pela lateral do corpo dela até um pouco acima dos joelhos, as coxas dela estavam pressionadas uma contra a outra em um sinal claro de excitação, retirei minhas presas de seu pescoço e uma gota de sangue verteu de cada pequeno furo, lambi as linhas vermelhas lentamente enquanto acariciava suas coxas incitando-a a separa-las para mim.
Apertei com mais força o seio que mantive aprisionado em minha mão e ela arfou trêmula, afastando uma perna da outra inconscientemente, meu membro latejou quando ouvi mais um som alucinante sair da boca dela. Não perdi tempo e encaixei minha mão entre suas pernas mordiscando a orelha dela, Tora estava com os olhos fechados e continuava buscando apoio nas minhas coxas.
Deslizei minha mão por todo o sexo dela em uma carícia provocadora e eu tenho certeza que a água da banheira fez o trabalho de intensificar essa sensação, a água era uma exímia ajudante erógena. A ruiva rebolou pra mim e eu grunhi ao sentir sua pele roçando na minha ereção dolorida, ela me atiçava mesmo sem querer.
— Você é minha nova música favorita. – segredei num murmúrio rente ao seu ouvido e pressionei seu clitóris e seu mamilo simultaneamente, ela gemeu alto e cravou as unhas na pele da minha coxa.
— Não podemos... fazer isso... agora... – protestou ofegante me olhando culpada e eu soube o porquê de ela estar fazendo aquilo.
— É claro que podemos, Tora. – retruquei calmamente largando seu peito e segurando seu queixo para mantê-la me encarando, eu sabia o poder que meus olhos poderiam ter. – Você me pediu para cuidar de você e é isso que estou fazendo, apenas seja uma boa garota. – acrescentei a olhando profundamente, senti o corpo dela se arrepiando e estremecendo como se houvesse recebido uma carga elétrica, então era isso que meu olhar provocava nela. Como sempre era ela quem tinha as melhores reações.
— Tudo bem... – concordou vacilante sem desviar os olhos dos meus, sorri de canto e a observei retirar uma das mãos da minha perna e leva-la até meus cabelos onde a pousou levando meu rosto para mais perto do seu e juntou nossos lábios. Nossas línguas se entrelaçaram calmamente e moveram-se preguiçosamente explorando uma a outra sem pressa e de forma minuciosa, em nenhum momento cortamos o contato visual e ver a miríade de sentimentos que passavam pelos olhos da Tora a cada segundo me deixou ainda mais atiçado.
Encerrei o beijo com uma lenta lambida pelo lábio inferior da ruiva e penetrei dois dedos dentro dela que imediatamente gemeu meu nome suplicante e puxou meus cabelos com certa força. Rosnei ao ficar mais duro do que imaginei que poderia e apertei o queixo dela quando o latejar do meu sexo se tornou dolorido. Diabos! Eu não acredito que é essa garota que vai me dar a melhor transa da minha vida!
Estoquei meus dedos em Tora algumas vezes enquanto esfregava seu clitóris com o polegar até que ela resolveu tomar uma atitude. Puxou minha mão para longe de si e virou-se de frente para mim um pouco desajeitadamente, encostou sua testa na minha encarando-me hipnotizada e eu sorri minimamente. Ela manteve uma mão no meu cabelo enquanto usava a outra para explorar meu tórax minuciosamente arranhando-o de vez em quando, já eu deslizei uma mão por suas costas até sua bunda onde apertei sem dó e pousei a outra mão em sua bochecha usando o polegar para acariciar os lábios entreabertos dela.
Colei nossas bocas mais uma vez e chupei o lábio inferior dela com brutalidade, logo a língua dela encontrou a minha com ansiedade e enquanto eu percorria cada canto de sua boca pude sentir as presas dela aparecendo lentamente. Sorri entre o beijo, quer dizer que meu cheiro a agradava? Seria divertido usar isso contra ela.
Rocei minha língua por cada presa provocando-a e me surpreendi quando senti a mão dela que estava no meu abdômen descendo atrevidamente até meu falo apenas para apertá-lo sem muita delicadeza. Interrompi o beijo abruptamente quando uma onda de prazer me atingiu fortemente fazendo-me soltar um gemido arrastado, vi Tora sorrir satisfeita antes de morder o lóbulo da minha orelha com cuidado para não me perfurar com suas presas.
— Você é uma gata muito safada, Summer. – murmurei maldosamente com a voz rouca, ouvindo-a rir baixo e perversamente só para mim, senti uma pontada no meu peito e outra lá embaixo. Embrenhei minha mão nos cabelos dela e a puxei até estarmos cara-a-cara, apertando suas nádegas com a outra mão. – Gosta do meu cheiro? – questionei categórico fitando-a intensamente.
— Gosto. – respondeu automaticamente e umedeceu os lábios lentamente, sorri travesso e guiei seu rosto até meu pescoço.
— Brinque um pouco, mas não morda. – instrui severamente e apoiei minha cabeça na borda da banheira. Eu sabia que estava brincando com fogo, mas também sabia que a estava torturando e isso realmente me excitava.
Senti Tora respirando profundamente contra minha pele e deixando escapar um gemido sôfrego em seguida, abri um sorriso satisfeito tanto por ver meu plano dando certo quanto por ouvir mais um som delicioso saindo da boca dela. Logo ela pressionou os lábios em meu pescoço entreabrindo-os calmamente e sugando o ar por eles, quase a puxei dali pensando que iria me morder, mas antes que pudesse fazer isso senti a língua quente dela em contato com minha pele, Tora deslizou-a vagarosamente pelo meu pescoço fazendo-me estremecer e ao chegar próxima da linha do maxilar ela parou dando um forte chupão, suspirei com a sensação.
— Você é tão gostoso, Goshujin-sama! – sussurrou parecendo inebriada e deslizou a mão que estava no meu membro para cima e para baixo uma vez, trinquei os dentes com a corrente elétrica que me tomou quando ela fez isso e, sem mais paciência para joguinhos, envolvi a cintura dela com a mão que estava em sua bunda e puxei-a para mais perto com força. Surpresa, Tora acabou soltando meu pênis para usar a mão como apoio e voltou a me encarar confusa, apenas mordi seu lábio e iniciei um beijo voluptuoso enquanto a descia aos poucos me encaixando dentro dela.
Porra! Ela era tão quente, tão apertada. Estava tão excitada que deslizou facilmente sobre mim. Eu definitivamente deveria ter transado com ela antes!
O interior dela me apertou por completo e nós dois gememos impacientes quebrando o beijo. Eu estava tão duro e ela estava tão molhada que nenhum de nós esperou muito para começar a se mover, empurrei meu quadril para cima indo mais profundamente dentro dela enquanto Tora rebolava cadenciadamente sobre mim, era bom, porém eu precisava de mais, por isso a puxei para cima saindo de dentro dela e depois a empurrei para baixo penetrando-a novamente.
A ruiva se assustou com o movimento repentino e se segurou nos meus ombros para se firmar, contudo ela rapidamente entendeu o que eu queria e começou a se mover por si mesma, eu segurava sua cintura ditando qual ritmo que ela deveria seguir e logo eu estava de olhos fechados com minha cabeça descansando na borda da banheira apenas arfando enquanto Tora ia cada vez mais rápido e soltava gemidos juntamente com palavras desconexas.
Deixei-me levar pela sensação que era tê-la cavalgando sobre mim e pela música viciante que ela tocava enquanto fazia isso. Ah, sim! A garota mais deliciosa que eu já havia tido em meus braços ou mesmo em minha vida.
Senti Tora deslizando uma das mãos do meu ombro até meus cabelos e depois encostando a testa na minha sem parar os movimentos em nenhum momento, senti sua respiração se mesclar com a minha e escorreguei uma das minhas mãos pelas costas dela até a nuca onde apertei delicadamente.
— Shu-kun... – suspirou longamente e suas paredes se apertaram em volta de mim obrigando-me a gemer em resposta, eu sabia que ela estava perto do limite e comigo não era muito diferente. Abri os olhos para olhá-la e encontrei suas orbes heterocromáticas me fitando profundamente, foi minha vez de ficar hipnotizado. Céus! Tudo nessa garota era simplesmente sublime!
— Goze pra mim, Tora. – pedi baixinho com a voz entrecortada, e, como se essa frase fosse um gatilho, a ruiva gemeu alto enquanto seu corpo tremia e suas paredes me apertavam gostosamente. Estoquei mais algumas vezes sem muito esforço pelo líquido dela ter ficado ainda mais abundante pelo orgasmo, e logo me senti estremecer e dilatar para me desfazer dentro dela em seguida.
Foi o orgasmo mais intenso que eu já tive, o que significa que eu não estava errado quando disse que era ela quem iria me dar a melhor transa da minha vida. E com certeza essa não será a única!
Saí de dentro da Tora e ela envolveu minha cintura com os braços deitando sobre mim exausta, abracei-a e fechei os olhos. Ficamos assim por alguns poucos minutos apenas tentando normalizar nossas respirações.
— Shu-san, você precisa procurar a Yui. – Tora lembrou-me com preocupação e eu suspirei cansado, havia me esquecido desse pequeno detalhe.
— Vamos terminar de tomar banho primeiro, ainda tenho um pouco de tempo. – respondi preguiçosamente e ela assentiu em concordância. Levantamos meio lerdos por não estarmos completamente recuperados e a ruiva puxou a tampa do ralo para esvaziar a banheira, a água não estava mais tão apropriada para terminarmos o banho por isso ambos nos dirigimos ao chuveiro.
— Nós molhamos todo o banheiro. – constatou olhando ao redor com uma expressão de reprovação, balancei a cabeça negativamente com um sorrisinho debochado e a puxei para baixo do jato de água quente comigo.
— Foi por uma boa causa. – brinquei a olhando maliciosamente, ela corou e me sorriu carinhosamente, ergui uma sobrancelha confuso comigo mesmo e a beijei profundamente para interromper os pensamentos que ameaçavam aparecer.
Poucos minutos depois nós já havíamos acabado de tomar banho e cada um estava enrolado em um roupão, enquanto Tora tirava o excesso de água dos cabelos eu prendia o colar do meu mp3 no devido lugar dele e colocava os fones de ouvido. Assim que a ruiva acabou o trabalho nos cabelos se dirigiu para a porta do banheiro, mas se ela pensava que iria se livrar de mim assim tão fácil estava muito enganada, em um movimento rápido demais para qualquer humano a peguei no colo e me teleportei para o meu quarto.
— Ehh, Shu-san, o que você fez? – perguntou completamente desnorteada, olhando ao redor sem entender.
— É o meu quarto. – esclareci enquanto a colocava no chão, eu não iria correr o risco de deixa-la sozinha a mercê de algum dos meus irmãos ou primos idiotas logo agora, não, eu a queria só para mim hoje. – Não saia daqui, eu vou atrás da Yui e quando eu voltar é melhor que esteja aqui. – ordenei ameaçadoramente enquanto ela me encarava com o cenho franzido e sumi.
Shu POV’s Off
Tora POV’s On
Passei alguns segundos paralisada encarando o lugar no qual Shu se encontrava anteriormente tentando entender o que havia acontecido naquele pequeno espaço de tempo em que eu tentava sair do banheiro, por fim acabei desistindo de decifrar o vampiro e me conformei com a escolha dele, na verdade eu até fiquei mais tranquila, afinal enquanto estivesse com o Shu a chance dos outros virem me perturbar era mínima e no momento tudo que eu queria era descanso.
Suspirei pesadamente. Eu estava tão cansada de tudo, eu realmente tive um dia péssimo e se não fosse pelo Sakamaki mais velho eu provavelmente teria chorado até adormecer no chão da torre, ele cuidou de mim sem insistir no motivo da minha tristeza e, embora eu não estivesse muito bem, ficar com o Shu foi maravilhoso e me ajudou mais do ele pode imaginar.
Respirei fundo e olhei ao redor procurando o guarda-roupa, ao encontra-lo fui até ele e o abri procurando alguma roupa que pudesse usar para dormir – estava exausta e pretendia dormir por pelo menos dois dias – peguei uma camiseta azul-claro que estava por cima de uma pilha e a joguei na cama, em seguida tirei o roupão e penteei o cabelo com um pente que estava jogado dentro do guarda-roupa, após terminar vesti a camisa que ficou simplesmente enorme e entrei debaixo dos cobertores para me proteger do frio que fazia.
Somente nessa hora observei melhor o quarto do Shu. Na maioria do quarto predominava a cor amarela sendo que o tapete, as cortinas, o lençol da cama e até o sofá e a cadeira eram dessa cor; havia uma mesa de estudos num canto do quarto perto do sofá e da mesinha de centro de madeira com alguns livros em cima; a cama era centralizada no quarto e havia duas janelas na parede próxima à porta; perto das janelas havia um castiçal acoplado na parede e um quadro pequeno com uma paisagem urbana; uma pequena escada com corrimão de madeira levava até a porta e havia um abajur próximo à mesa de estudos; o guarda-roupa ficava no canto oposto às janelas e à mesa de estudos. Era um quarto até bem legal e um pouco desorganizado, afinal era do Shu.
Depois de reparar no cantinho do Sakamaki mais velho fechei os olhos e relaxei o corpo naquela cama macia e impregnada com o cheiro dele para tentar finalmente dormir. Entretanto, minha mente não era tão boazinha e logo a imagem de Christa sumindo apareceu para me torturar, antes que eu pudesse me controlar senti as lágrimas caindo silenciosamente.
Por que ela me deixou? Isso não está certo! Não era somente quando eu matasse o Karl Heinz que elas poderiam ir embora? Que porcaria de maldição toda errada é essa? Agora só falta a Beatrix ter desaparecido também! Tsc! Eu sou tão egoísta! A Christa merecia mais que tudo se libertar de toda essa merda, mesmo assim eu só estou preocupada por não tê-la mais aqui comigo. Eu sou tão patética!
Abracei o travesseiro e escondi meu rosto ali antes de soltar um soluço esganiçado. Eu tenho que parar com isso!
Senti a cama afundar ao meu lado, porém não fiz questão de me mover.
— Tora. – Shu chamou calmamente e eu respirei fundo tentando controlar meu choro antes de me virar de frente para ele. Quando finalmente o olhei surpreendi-me por encontra-lo deitado de bruços me oferecendo um dos fones, sorri-lhe agradecida e peguei o fone colocando-o em meu ouvido, a música que estava passando era uma que eu conhecia muito bem: Tsumetai Heya, Hitori da Mikako Komatsu, era uma ótima escolha.
Limpei as lágrimas do meu rosto e cheguei mais perto de Shu que se arrumou para ficar de frente para mim e me envolveu em seus braços acolhedores, eu sabia perfeitamente bem que a música era como o loiro fugia de seu próprio sofrimento e o fato dele ter dividido comigo sua preciosa válvula de escape era mais do que eu jamais poderia pedir ou oferecer, por isso não agradeci apenas o beijei por um segundo e o abracei me aconchegando em seu peito, de certa forma havia alguma felicidade naquele momento. O momento em que nós dividimos nossa tristeza.
“Oyasumi.”
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