Notas iniciais
Sei que demorei demás para postar esse capítulo!!! Mil perdões a todos que me mandaram mensagens e me pediram com tanto carinho que eu postasse logo. Isso é um P*** incentivo pra gente continuar escrevendo. Agora com o mestrado preciso reequilibrar meu tempo pra ter como fazer tudo o que preciso e tudo o que desejo, porque se dependesse só de mim eu ficaria o tempo todo escrevendo essa fic. Bem, espero que gostem desse novo capítulo! Eu gostei bastante!! Hehehehe P.S.: Nenhuma estória minha foi betada, por isso, qualquer erro encontrado, por favor avisem! Beijos!!

Acordei com uma ressaca digna de Oscar.

Quando me sentei na minha cama o mundo ainda girava.

Água. Preciso desesperadamente de água.

Olhei para os lados para tentar me situar.

Ok. Estou no meu quarto. Mas ele deve ter sido varrido por algum tipo de tsunami. Tem roupa jogada pra todo canto. Minha cueca está enfeitando a luminária de mesa do Japonês como uma guirlanda de Natal. E nem sei se ele comemora Natal.

Por falar nele, o puto, mais uma vez não está por aqui. Sei, porque ele só vai a três partes do cômodo: banheiro, cuja porta está aberta e a luz apagada; sua escrivaninha, que ele, obviamente não está usando, ou minha cueca ainda não estaria hasteada como uma bandeira preta de um navio pirata; e sua cama, que estava vazia e solitária.

Bem, se minha cueca estava na lâmpada... Levantei o edredom que me cobria e olhei pra baixo. Eu estava como vim ao mundo. Meu “amiguinho” descançando satisfeito e cansado entre minhas pernas.

— O que o senhor aprontou ontem, hein? — perguntei olhando pra ele.

Então as lembranças foram voltando como se eu tivesse apertado o rewind do DVD. Cada cena relembrada em cores cruas e verdadeiras. O taxi. O rosto do taxista, coroa bigodudo, nos olhando pelo espelho retrovisor. O primeiro gosto da boca de Kristin na minha, doce e ácida do Sex on The Beach que ela esteve tomando. A sensação de seus lábios cheios recebendo a fúria dos meus como um suave travesseiro de espuma na Nasa. E seus dentinhos se enterrando no meu lábio de baixo com força. Sua mão entrando pelo cós da minha calça e a minha contornando o elástico de renda da sua minúscula calcinha preta para encontrá-la escorregadia e suave, quente e derretendo-se nos meus dedos. As luzes dos postes passando na janela, iluminando nossos corpos de relance. O sorriso de dente de ouro do taxista, que prestava mais atenção a nós do que ao trânsito à frente.

Saímos do carro em frente ao meu prédio de dormitórios. Dei uma nota muito maior do que o valor da corrida e não tive paciência de esperar o troco. A calcinha de Kirstin no bolso da minha calça, porque eu tinha escorregado a pecinha minúscula pelas suas pernas naquele banco traseiro de taxi para conseguir que meus dedos entrassem nos lugares onde colocaria outra coisa logo, logo.

Na portaria o cara que era meio porteiro meio segurança mal olhou pra gente. Estudantes bêbados subindo obviamente pra transar não era nenhuma novidade.

Dei a chave pra ela abrir a minha porta porque não conseguiria acertar a fechadura ainda nesse século. Me encostei por trás, levantando a saia, a bunda morena da garota exposta no corredor vazio. Encaixei minha ereção entre as duas nádegas, mordendo seu pescoço por trás. Ela inclinou a cabeça e me puxou para um beijo enquanto eu me movimentava sem penetrá-la.

Por algum milagre conseguimos entrar. Meu quarto vazio e silencioso como uma igreja antiga.

— Vou deixar um recado pro Japa não vir pra dentro. — falei rouco. Kirstin tinha os dois braços em volta do meu pescoço, mordendo meus lábios.

— Eu vou tomar um banho pra tirar esse fedor de cigarro do meu cabelo. — ela disse se soltando de mim e indo em direção ao banheiro. Sua saia estava levantada até a cintura, a bunda de coração, farta e dura rebolando a cada passo. No meio do caminho puxou o vestido por sobre a cabeça, jogando-o graciosamente sobre a cama de Mitsuo.

Eu escrevi apressado, com minha letra garranchosa, num pedaço de papel de caderno: “Cai fora, Japa. Vai arranjar outro lugar pra cair até amanhã. Adam”. Em seguida entrei no banheiro atrás de Kirstin.

Ela era uma divindade, um súcubo direto do inferno vindo pra tentar os seres humanos. A água escorria pelos seus seios e barriga. Seus braços massageando os cabelos, tirando a espuma do meu xampu que ela usou. Puxei minha camisa por cima, sem coordenação suficiente para desabotoar aqueles seis botões. “Pra que tanto botão?” eu pensava bêbado. Joguei a calça e a cueca pela porta, cada uma das peças fazendo um arco e indo parar em lugares inusitados — como o abajur da escrivaninha do Mitsuo.

Nós não tinhamos muito para conversar. Eu queria trepar a noite toda com ela e ela comigo. Era isso.

Entrei no chuveiro também. A safada esteve o tempo todo esperando que eu fizesse exatamente isso. Ignorando sua boca, fui direto para um seio, lhe busquei o bico com a língua, a outra mão acariciando suas costas, descendo até o final do coccix, chegando à sua entrada, que se contraía.

A cadela gemia. E eu buscava entrar naquela caverna proibida. Sei que não é a rotina, mas hoje a gente faria por trás.

Virei a garota de frente para os azulejos, me posicionando às suas costas. Segurei meu membro, a ponta pulsava ansiosa por liberação.

— Sem camisinha nunca, querido. — ela disse. Afogada pela água da ducha, bochechas apertadas contra a parede fria.

Virei ela de frente de volta , enterrando os dedos nos seus cabelos ensopados para voltar a invadí-la furiosamente com minha língua. A barba que nascia devia estar grossa como uma lixa de aço, arranhando sua pele delicada, mas ela não reclamou em nenhuma hora.

Com uma toalha envolvi a nós dois. Ou seja, a gente estava quase tão encharcado quanto quando saímos do chuveiro na hora em que deitamos na minha cama.

Fazia um bom tempo que não transava com uma mulher. Bem, fazia um bom tempo que não transava com ninguém. Então respirei fundo pra ir com calma e fazer as coisas a seu tempo.

Mas Kirstin tinha outros planos.

— Nada de namorar, Adam. — ela sussurrou no meu ouvido e me colocou deitado de costas na cama. — Deixa eu te mostrar em primeira mão uns truquezinhos.

Ela foi descendo pelo meu corpo, seus cabelos gelados contra minha pele sensível, e olhou para cima com um sorriso muito safado no canto da boca.

Começou beijando meus mamilos. Um ela beijava, o outro beliscava com a ponta dos dedos, depois trocou, traçando uma linha molhada com sua língua pelo meu peito, chegando até o que tinha beliscado e lambendo enquanto eu olhava para baixo, deixando ela fazer seu show.

Desceu meu tronco com beijos, enchendo meu umbigo de saliva no caminho.

E foi pra baixo.

Mais pra baixo.

Mais...

Delicados toques de lábios rodeando o lugar onde eu queria que ela estivesse.

Com um movimento firme ela levantou uma de minhas pernas, beijando a virilha, mordiscando a carne em volta e a parte de dentro da minha coxa. Sua mão em volta da minha ereção, o polegar espalhando a lubrificação pela cabeça.

Fechei os olhos para esperar o toque morno da sua boca.

Então senti. Quente, molhado e suave, a sensação interna da sua boca fechando-se sobre minhas bolas. Ela sugou uma para dentro, circulando com a língua, me fazendo ver estrelas, e fez o mesmo com a outra, a pressão macia na medida certa para me estimular ainda mais. Enquanto isso seu polegar continuava circulando minha cabeça, me fazendo quase xingar e pedir pra ela engolir aquele comprimento de uma vez. Mas não daria o braço a torcer, porque eu também sabia fazer aquele joguinho e nós tínhamos a noite inteira.

Ela sabia fazer um puta de um bom trabalho nas preliminares.

Demorei a perceber o movimento ascendente e descendente da sua mão em volta de mim, pressionando até a ponta, voltando até a base, sem parar.

Ela era incansável.

E tinha mais planos pra mim. A língua nervosa descendo pelo períneo.

Percebi a tempo pra onde aquela garota estava indo.

— Nem pense nisso! — falei tentando me sentar na cama pra fugir da sua língua curiosa.

— Relaxa, Adam. Quero que você saiba o que se sente quando você for fazer isso em alguém. — ela me segurou no lugar com uma facilidade incrível. Fechei os olhos sabendo exatamente em “quem” eu gostaria de dar um beijo grego.

E foi molhado, escorregadio e bom. Muito bom. Excitante e proibido.

E ela não parava a mão, aumentando o ritmo devagar.

Eu não tinha muito que fazer, mal alcançava Kirstin ali tão longe de mim. Mas também não queria sair daquela esfera sensorial, concentrando todas as sensações na minha virilha e além. Eu ia gozar em muito pouco tempo.

Ela subiu, com as mãos ainda embaixo.

Rouca como uma leoa, ronronou baixo no meu ouvido:

— Gostoso?

Acenei minha cabeça. Meus olhos rolados para trás. Acho que estava entrando em transe.

— Então relaxa mais pra mim.

E ela começou a introduzir um dedo onde tinha beijado há poucos minutos.

— Não! — gritei imediatamente.

— Para de bobeira, Adam! Nunca pensei que você fosse tão conservador! — ela disse rindo pra mim, a maldita.

— Não, ok? — falei depois que consegui respirar normalmente.

— Mas você vai gostar tanto... — ela retrucou fazendo charminho, enquanto seu dedo continuava passeando por fora. Choques de prazer vindo de baixo pra cima.

Segurei sua mão boba no lugar.

— Não, Kirstin.

Ela parou e olhou pra mim mais séria.

Pensei “Oh, merda, minha primeira oportunidade de transar em meses e estraguei tudo. Bosta...”. Mas Kirstin recuperou seu semblante de criança levada e se levantou, sentando-se à cavaleira sobre meu quadril.

— Então sou obrigada a mostrar pra você como se faz...

Yes! Yes! Yes!!!

Ela esticou-se por cima de mim para alcançar a gaveta da minha cabeceira onde ela já sabia que ficavam minhas camisinhas. Seus seios roçando meu rosto. Tive de capturar um e mordê-lo em retaliação por ela ter sido uma menina tão má.

E Kirstin tinha mais prática com a camisinha do que eu.

Em pouco tempo ela voltava a sentar-se sobre mim, empinando a bunda, fazendo com que a cabeça da minha ereção ficasse circulando seu segredo.

— O que você quer? Isso... — e forçava-se para baixo. Eu quase entrava. Prendi minha respiração. — ... ou o tradicional.

— Quero por trás, Kris, você sabe disso... — estava quase implorando.

Ela gargalhou.

— Só porque eu gosto muito de você, viu?

Então em enterrei os dedos nos quadris da garota, e sentei ela, sem muita delicadeza. Ouvi seus choramingos e foi como se minha consciência tivesse decidido me abandonar de vez, porque não a vi mais na minha frente. Não vi mais nada, só a urgência de continuar aquele movimento. O quadril levantando-se da cama quanto ela tentava fugir de mim.

Trinquei os dentes para ouví-la gemendo.

Então sentei com ela ainda no meu colo.

Saí só os segundos suficientes para colocá-la de quatro. Então voltei à carga, segurando por baixo, sem dar chance de Kirstin desistir.

Eu estava perigosamente perto.

Aquilo que eu estava ouvindo sem saber o que era eram meus próprios gemidos.

Kris, desculpe, gosto muito de você, mas estou pouco me fudendo se você vai gozar agora ou não. Eu vou.

Talvez eu tenha gritado um pouco mais alto do que estava acostumado.

Desabei em cima dela, derrubando nós dois de volta à cama.

Porra, acho que eu queria mais.

Virei a putinha de frente e ela tinha um sorrisinho nos lábios.

— De novo? — perguntei ofegando ainda.

Ela balançou a cabeça: “sim”.

Dessa vez faria da maneira old school, por que eu também gosto muito de você, Kris.

Em dado momento da noite ambos estávamos tão destruídos que desmaiamos de sono.

Acordei algum tempo depois achando a cama muito vazia. Levantei a cabeça e Kirstin estava terminando de ajeitar seu vestido preto de volta no corpo.

Ela percebeu que eu acordei e virou-se para mim. Sorria sarcástica como sempre. Parecia que eu nunca era levado à sério pelas mulheres.

— De zero a dez te dou... Oito ponto oito. Tá bom?

— Ahn? — fiz, franzindo as sobrancelhas. De que porra ela estava falando?

— Tá bom, tá bom. Nove, vai. Mas só porque você foi um bom aluno. — e riu.

— Você já tá indo embora? — perguntei ignorando seu momento “jurada do Show de Calouros”.

— É. Acho que a essa hora já posso voltar.

— Por que não poderia? — perguntei muito desconfiado.

Ela fez uma cara muuuito falsa de que tinha falado besteira.

— Por nada. — e ergueu as sobrancelhas.

Aquelas duas estavam aprontando alguma coisa.

Kirstin foi andando em direção à porta.

— Ei! Ainda não. — chamei. — Me conta que porra é essa de você não poder voltar pro seu quarto. O que a Eve está fazendo lá que te impede de voltar? — levantei nu do jeito que estava pra chegar até e ela e lhe segurar o braço.

Ela olhou do braço para mim levantando uma sobrancelha, irritada.

— Não vem dando uma de meu dono, porque nós não somos nem namorados, ok? E quem te disse que é a Eve que está aprontando alguma coisa? — disse, soltando-se. Eu nem estava apertando, é sério.

— Então o que é...?

— Adam. Vai dormir que é do que você precisa. Depois a gente conversa. Beijinho. — levantou-se na ponta do pé e deu um selinho na minha boca. Em seguida saiu desfilando impecável no seu salto doze finíssimo.

Eu, é claro, fiz o que ela mandou e voltei a dormir. Ou melhor, entrei em coma.

Agora acordei e a ressaca iria cobrar seu preço.

Não era só o álcool. A ressaca moral também estava foda.

Me sentia culpado por ter levado Kirstin pra cama, principalmente porque, a despeito do fato de ela ser um espetáculo, um avião, uma gostosa do caralho, eu não estava nem um pouco afim de nada mais do que sexo com ela. E só tinha ficado assim porque me senti na fossa, rejeitado pelo Blay. Nenhum desses eram bons motivos pra transar com uma garota que, teoricamente, era sua amiga e também era alguém com quem você se importava e por quem tinha alguma consideração. Menos mal o fato de ela parecer estar levando numa boa, dando tanta importância para os meus sentimentos quanto eu dava para os dela.

O pior seria Eve. Ela certamente me comeria o fígado.

Então eu lembrei que deveria estar muito puto com ela porque as duas estavam aprontando alguma coisa altamente suspeita no seu quarto, certamente envolvendo mais pessoas, e não tinham dito nada pra mim.

Com um xingamento me levantei e fui para o banheiro tomar um banho.

Debaixo do chuveiro só uma palavra martelava na minha cabeça: vôlei. Há quase três semanas sem treinar, eu estava seco de vontade de bater uma bola. Não me importava o que o médico diria sobre isso. Eu tinha muita certeza de que estava bem. Precisava de exercício para respirar. Precisava daquelas horas correndo e suando para espairecer a mente e clarear as ideias.

Hoje não tinha treino de vôlei de manhã. Era quarta-feira: dia de treinar sob a luz da Lua. Bem, não exatamente, já que treinávamos num ginásio fechado, mas dá pra entender o contexto.

***

Minha cara não era das melhores quando cheguei à cafeteria para meu turno uma hora e meia depois de acordar. Eu estava tão acabado que Bill me empurrou uma caneca gigante de café sob o nariz e não deixou eu ir para o caixa antes de terminar aquele balde de líquido fumegante.

Meu turno, como sempre, foi tranquilo. Afinal não existe muita emoção rolando numa cafeteria. Quando o relógio marcou três horas da tarde me despedi, tirando o avental verde e creme, e voltei andando para meu dormitório. Ainda tinha algumas horas antes do treino e queria passa-las remoendo minha raiva contra todas as pessoas do mundo.

Chegando no quarto encontrei minha primeira vítima: o Japonês estudava pacificamente na sua cadeirinha.

— Ahhhh era contigo mesmo que eu queria falar! — falei apontando o dedo pra ele.

O cara tomou um susto e pareceu realmente aterrorizado.

Fui andando em sua direção e ele tentava se espremer na parede e ficar transparente, mas não iria me escapar dessa vez.

— Onde é que o senhor está passando suas noites, Mitsuo?

Ele abanava a cabeça para os lados, a boca fechada numa linha fina.

Eu fui cada vez mais para cima, dando passos inexoráveis em sua direção. Ele arrastou a cadeira até ela bater na parede oposta, ainda abanando a cabeça freneticamente.

Cheguei até o fujão e segurei seus dois braços:

— É melhor falar, senão... — senão o quê?, eu pensei. O que eu realmente podia fazer contra o carateca, judoca e lutador de kendô?

Mas o Japa, como era de sua natureza pacífica, se encolhia como se eu oferecesse algum perigo.

Soltei seus braços, respirei fundo e fiquei de pé olhando para ele, mãos na cintura. Ele me encarava de volta e eu podia quase ver as engrenagens se mexendo na sua cabecinha.

— Não posso dizer, Adam, desculpe, eu dei minha palavra.

— Então realmente existe um segredo?

Ele encolheu os ombros e depois os soltou.

— Então todo mundo tem algum segredo, que não querem me contar nem sob ameaça de morte, mas sabem da minha vida inteira? Ah, muito justo!!! — falei alto, jogando os braços pra cima.

— Desculpe. — ele disse num sussurro.

Olhei pra ele e estava com tanta raiva que demorei a perceber que ele estava usando uma par de calças jeans! Calças jeans, cara!! E não eram as minhas Roberto Cavalli, que já estavam sobre minha cama dentro de um saco de lavanderia — e eu podia apostar que minha camisa estaria pendurada no armário limpa e passada também. O Japa estava usando calças jeans... Caralho, o mundo estava de cabeça pra baixo...

Dali não iria sair mais nada. Desistindo, fui me sentar na minha cama. Ele ainda ficou um certo tempo em dúvida sobre a quem dedicar sua lealdade. Por fim, com um suspiro, voltou para seu lugar na escrivaninha.

Suspirei também. Havia um final de tarde inteiro pela frente, quatro horas mortas e sem perspestiva de mudança. Poderia pegar uns livros que estavam juntando poeira sob a cama pra estudar. Mas, primeiro: eu não tava afim, segundo: eu não tava afim e terceiro: eu não tava afim.

Não queria sentar ali ao lado do Japa porque nem ele nem eu ficaríamos à vontade. Era difícil ser amigo dele, já que toda iniciativa precisava vir de mim. Eu, às vezes tinha minhas dúvidas se ele era são de verdade ou se tinha algum grau, mesmo que pequeno, de autismo. Depois me espancava mentalmente por pensar isso. Ele devia mesmo é ter um monte de problemas mal resolvidos e complexos culturais. Ser japonês podia ser mais difícil do que eu imaginava. Eu sentia que ele gostava de mim, mas havia uma barreira gigante, feita de concreto e pedras, forte como uma represa, que me separava dele. Eu só precisava continuar sendo seu amigo e isso era difícil. Porque tem horas em que você é o amigo necessitado e o Japa não estava disponível para me ouvir.

Eu realmente precisava conversar. Durante todo o dia minha mente traidora alternava as imagens quebradas da noite com Kirstin e do que eu vi entre Blay e Qhuinn. Até o momento em que isso ficou confuso e misturado e eu fantasiava Kirstin com Qhuinn e eu, bem, eu com quem sobrou.

Minha irmã não era mais alguém com quem eu pudesse desafogar minhas mágoas. Não queria que ela soubesse de nenhuma palavra sobre minha noite, mas tinha certeza de que ela já deveria estar ciente de cada minuto. É claro que Kirstin não veria motivo para não falar. Estranho ela não ter ligado pra mim para cobrar os detalhes que Kirstin pudesse ter omitido. Eve também não era mais confiável porque a puta tinha um segredo. Isso era inadmissível! Nunca tinha acontecido antes. Eu sempre fui o primeiro a saber, jamais dei motivo pra ela não confiar em mim. Estava muito, mas muito irritado com ela.

Que saudades de Dallas. No mínimo eu poderia sair e beber como um cachorro. No mínimo eu não estaria tão fudido, apaixonado por um cara, morando com um poste, trepando com uma amiga. Opa! Isso era uma coisa boa, vai.

Deitei na cama e liguei a televisão. Se não havia remédio pra mim, pelo menos eu podia me emburrecer um pouquinho olhando aquela máquina de fazer maluco, como fala meu pai.

Mas minha cabeça não parava. Nem mesmo quando adormeci. A última coisa que pensei antes de cair no sono é que, se tivesse como, não queria ver o Blaylock novamente na minha frente nunca mais. Ele era frio. Ele sabia sobre mim do início ao fim. Ele era cruel e sádico, me mostrando tudo o que eu jamais teria.

A inveja me corría de tal forma que meus maxilares trancados doíam. Meu sono era agitado enquanto eu repassava cada toque de David em Paul. E invejava cada vez que via seus dedos se encontrando sob a mesa. Aliás, era sob a mesa que as atividades realmente interessantes tinham lugar, como os apertos que Blay dava na coxa de David. E como eu queria poder fazer o mesmo, só que com ele. O que mais me deixava fascinado era a liberdade que eles tinham entre si, como se lessem os pensamentos um do outro, como se não houvesse nenhum segredo entre eles. Odiei aquela perfeição e gritei.

Acordei assustado sem saber se eu tinha gritado mesmo ou se era um sonho.

Pela serenidade de Mitsuo estudando, era só um sonho.

— Que horas são, Japa?

Ele se virou assutado pela minha pergunta repentina.

— Sete e cinquenta e dois.

— Sete e cinquenta e dois!!!! Fudeu!!

Levantei como um louco, passando a mão na alça da bolsa do vôlei e saí correndo porta afora.

— Vou pro treino, depois pra aula. Até mais, Mitsuo! — me despedi dele e corri. De verdade, saí correndo pelo campus. Meu treinador era louco, cartográfico como um general. Eu precisava estar lá às oito em ponto ou não treinaria. Caralho, eu tinha de treinar hoje! Não aguentava mais ficar parado!!

Passei pelas portas do ginásio exatamente às oito em ponto.

Meu rosto estava suado. Pelo menos já tinha feito uma parte do aquecimento que ele mandaria fazer em 30 segundos.

— E aí, cara, como você tá? — uns colegas bateram nas minhas costas amigavelmente perguntando da minha saúde. Pelo visto era possível que minha ausência não fosse penalizada, afinal eu só quase tive um AVC. Coisa pouca.

Acenei a cabeça, falei umas palavras de volta como “Tô novo”, “Agora tá tranquilo”, “Sim, um pé no saco ficar no hospital”, bla-bla-bla.

Então Jeremy Scott, o treinador, me sai do corredor da administração sobraçando um saco de bolas e depois as sombras revelam outra pessoa, alguém muito distinto em seus dois metros de altura e lindos cabelos ruivos.

Eu não podia acreditar. O que aquele filho-da-puta estava fazendo no meu treino?

Ele vinha vestido com uma camiseta Hanes cinza mesclada com “Columbia” escrito em azul marinho. Seus braços fortes demais para serem casualmente assim, os tríceps e os bíceps em contraste com a pele branca. Os shorts curtos azuis e as pernas mais espetaculares que eu já tinha visto num homem: compridas e fortes, mas estranhamente sem pelos. Trazia um saco no ombro com mais bolas de vôlei e a rede enrolada. E, assim que botou os pes na quadra, lançou em mim aqueles olhos azuis Índigo que te despiam até a alma.

Balancei minha cabeça incrédulo.

Jeremy começou com a preleção sem falar nada sobre aquele gigante com ele. Os caras estavam acostumados ao humor do treinador e também não perguntaram. Alguns tinham os braços cruzados, outros trocavam de pés, mas ninguém estava tão incomodado como eu. Eu não queria nem olhar pra Blaylock, ao mesmo tempo não conseguia tirar os olhos dele. O imbecil me lançava uns olhares furtivos, como se pedisse desculpas. Foda-se! Pensei.

Quando Jeremy acabou, rumei para o vestiário. Os outros caras já estavam trocados, nem todos com a tradicional camiza cinza mescla de Blaylock. Alguns com camisetas de mangas cortadas, outros com camisas de outras cores, mas todos com “Columbia” no peito.

No caminho do vestiário havia um ruivo. E ele permaneceu em pé como um monumento esperando eu passar. Se eu alcançasse, quebraria sua cara. Talvez pudesse pedir emprestado o shinai do Japa pra ajudar.

— Adam... — ele disse quando eu estava perto o suficiente, mas mostrando que não iria falar com ele.

— O que você está fazendo aqui? — perguntei por entre os dentes, quebrando minha promessa inicial de não voltar a falar com ele enquanto eu estivesse vivo.

— Você me convidou, lembra? — ele disse, me seguindo pro vestiário.

— Considere-se desconvidado.

— Adam... Sobre ontem...

— Cala a boca se você tem amor aos seus dentes. E, por favor, não me segue. — disse virando as costas e entrando, furioso, no vestiário masculino.

Na saída do vestiário o treinador tinha os jogadores reunidos em semi-círculo em volta dele. Foi a primeira vez que ele realmente se dirigiu a mim depois da vez que fui pedir para participar do time.

— Rightworth, você já está liberado pra jogar?

— Já. — menti descaradamente.

— Algum médico te deu algum papel?

— Ahan. — balancei a cabeça.

— Onde tá a porra do papel, então, que não está na minha mão?

Respirei três vezes pra não mandar ele procurar no cu pra ver se achava.

— Em algum lugar no meu quarto. Mas tem mesmo alguma importância?

— Bem, se você morrer...

— Se eu morrer em quadra, me levem pra arquibancada e terminem o jogo, ok?

Eu falei sério, mas todos os outros jogadores riram pra caralho. Até Jeremy riu. Blaylock só sorriu.

— Tá, você que sabe. E seu amigo aqui? — ele se virou pra Paul. — Chegou hoje dizendo que você havia convidado ele pra treinar com a gente.

— É. — respondi. Era o máximo que poderia dizer.

— E aí, ele é bom?

— Como eu vou saber? Bota ele na quadra e diz você.

Eu estava muito abusado hoje. E isso estava fazendo com que o respeito de Jeremy e dos outros caras por mim crescesse. As pessoas são estranhas.

— Em que posição você joga, Carrot Top?

Blay riu do apelido e os resto dos jogadores também.

— Em pé. — Blay respondeu.

Mais uma rodada de risadas generalizadas.

Essa porra desse jogo não iria começar logo não, cacete?

— Ok, então aquecimento: vinte minutos correndo em volta da quadra.

Eu adoro voleibol, mas essa parte do treino é um pé no saco.

Ficamos 22 caras correndo como hamsters em volta do ginásio. Olhei de rabo-de-olho pra Blay e ele não estava nem suando.

Depois da corrida cem flexões pra gente ficar esperto. Mais uma vez o puto foi o primeiro a acabar e levantou-se, cruzando os braços e esperando nós, os buchas, acabarmos. Sua respiração não estava nem alterada.

— Você é fortão, hein, Cabeça Vermelha. — Jeremy disse aprovando. — Consegue fazer flexão com alguém sentado nas suas costas?

— Escolhe alguém. — ele respondeu com seu sorriso de lado.

Revirei meus olhos. A última coisa que precisava era da demosntração de poder e masculinidade por parte de Blay.

— Que tal... — não, eu não! Pensei desesperado — ... seu amigo Adam?

Ele deu de ombros.

Eu balancei a cabeça pros lados. Não ia fazer parte daquele circo.

— Deixa de ser estraga-prazer e senta nas costas do grandão. — Jeremy falou.

Esfreguei o rosto e fui pra perto de Blay.

Ele olhou pra mim, de cima da sua majestade, então começou a se abaixar e deitou-se no chão, de bruços, mãos ao lado dos ombros. Eu fiquei olhando aquela imensidão aos meus pés, suas lindas coxas, os músculos das costas desenhados naquela camiseta fina.

Para não prolongar aquele momento, respirei fundo e tomei coragem para ir em frente. Me ajoelhei ao seu lado. Ele virou o rosto pra mim e sorriu. E foi tão íntimo. Ele sabia o que eu estava pensando. Sabia com certeza.

Apoiei as mãos nos seus ombros, sentindo a rigidez macia dos músculos. Afundei meus dedos pra sentir sua carne de verdade e ele não reclamou. Meu peso sobre suas costas também não pareceu ser um grande fardo e eu podia sentir o calor morno do seu corpo e o perfume amadeirado que ele exalava junto com o seu suor. Resisti como um mártir à vontade de fechar meus olhos e inspirar fundo, me afogar naquele cheiro rico e sensual que Blay tinha. Como seria espetacular me deitar sobre seu corpo, afundar a cabeça no seu pescoço, percorrer o caminho até sua clavícula com a ponta do meu nariz, me encaixar bem entre aquelas nádegas firmes. Morder. Apertar. Lamber toda a sua pele.

No meio do meu devaneio ele começou os movimentos. Eu estava sentado com as pernas cruzadas no meio das suas costas e havia um monte de garotos barulhentos torcendo por mais uma flexão enquanto eu só pensava que queria estar embaixo daquele corpo que subia e descia.

E ele já tinha feito dez flexões com um peso extra de noventa quilos e só agora começava a resfolegar levemente. E sua respiração rouca era a coisa mais sensual que eu já tinha ouvido na minha vida.

Ele virou o rosto para trás até cruzar o olhar com o meu e seu rosto era afogueado do exercício, os lindos olhos adornados por aquelas pestanas longas e escuras olhando oblíquos para mim, enquanto sua boca... Aquela coisa carnuda e vermelha, estava entreaberta e molhada como uma cereja.

Os caras estavam começando a perder o entusiasmo porque Blay estava na vigésima oitava flexão e seguiria aquele ritmo pra sempre se não fosse interrompido. Esse filho-da-puta era forte pra caralho!

— É, cabeça vermelha, você é durão, hã? — Jeremy falou batendo palmas. — Se a gente não te parar acho que não começamos a treinar hoje. Então chega dessa demonstração. Todos já percebemos que você é o fodão.

Blay ouviu isso tudo me sustentando no alto e sorrindo para o treinador.

— Sai daí Adam, deixa o cara levantar pra gente começar a jogar de uma vez.

Foi uma luta eu me convencer a descer. Mas, como um órfão desgarrado, desci das suas costas e evitei olhar pra ele novamente, indo para o outro extremo do ginásio. Enquanto isso uns caras davam tapinhas nas costas do ruivo rindo.

Então, finalmente a bagaça tinha início. Fiz questão de não ficar do mesmo lado do Paul porque não queria de maneira nenhuma continuar esbarrando naquele corpo morno, principalmente depois que ele estivesse suado e brilhante do exercício. Já tinha tido minha cota de contato por essa existência. Obrigado.

Mas talvez minha ideia inicial não fosse assim tão genial, porque eu estava na rede e ele, rá!, também. Minha posição inicial era a 4, ele era o 2 do outro time, olhando para mim diretamente através da malha. E estava tão perto... Bosta.

O time dele sacou. O 6 do meu time recepcionou perfeitamente com uma manchete. A bola veio em nossa direção na rede. O 2 do meu time levantou mandando a bola exatamente na minha direção. Lindo! O primeiro ponto seria meu em cima do Blaylock. Pulei e cortei sobre a rede. Blaylock subiu sozinho para bloquear e estragar a comemoração que eu já estava ensaiando, mas o 5 do meu time mergulhou e salvou a bola quase no chão, eu levantei e finalmente o 3 cortou lindamente no fundinho da quadra adversária.

Ponto nosso!! Rá!

Nos juntamos para comemorar batendo as mão e eu voltei sorrindo arrogante para a rede. O ruivo me olhou, sorrindo de lado e se posicionou agachado esperando o nosso saque.

Nós sacamos. Eles recepcionaram, levantaram, mandaram de volta. Bem, Blay mandou de volta. Um canhão bem no meu peito. Recebi a bolada que quase qubrou meu tórax. Consegui salvar, mas caí no chão esperando que algum idiota do meu time reconhecesse o esforço que fiz pra pegar a porra da bola e, pelo menos, mandasse essa bosta de volta. A bola estava quadrada, então eles fizeram o que podiam para jogar pro outro lado da rede. Ou seja: mão beijada pro primeiro ponto dos caras.

Fiquei tão puto que foi como uma ofença pessoal. Eu estava quase rosnando quando fui para a rede.

Seria Paul quem sacaria. Pela porrada que levei, que ainda estava latejando na minha pele, imaginei que a bolada que viria iria cavar uma cratera na quadra. Vi o filho-da-puta sorrindo do canto da sua quadra, a quase 10 metros de mim. E ele olhava dentro dos meus olhos como quem dissesse: “Se liga no que eu vou fazer agora”. Com a graça de um gato ele pulou e bateu sua mão gigante na bola ainda no alto. O barulho do saque ecoou pelo ginásio, nossos tênis também guinchando enquanto nos posicionávamos para a recepção. Só ouvi um zunido e uma explosão nuclear quando a bola bateu exatamente sobre a linha de fim de quadra e eles marcaram seu segundo ponto. De saque.

Minha cabeça esquentou de novo. Ele não iria me ganhar, caralho!!

Mas, parece que os planos de Blaylock eram diferentes dos meus. Ele meteu outro ace em seguida. No próximo saque ele, visivelmente, aliviou para permitir que nós pegássemos na bola também. Mas eles pontuaram novamente.

Quando a diferença já era de dez pontos para eles meu time estava uma bagunça. Todo mundo nervoso, errando tudo!! Eu ficava cada vez mais irritado com aqueles imbecis! Eles estavam estragando tudo!! Idiotas!! Arrghh!!!

Depois do primeiro set de 25 pontos, onde fomos humilhados pelo time de Blay com uma diferença de dezessete pontos, Jeremy remisturou os jogadores, como era de praxe. Os 10 caras que estavam de fora só treinando fundamentos passariam a jogar e 10 dos que estavam na quadra trocariam para a outra quadra e fariam seu turno de fundamentos. Jeremy nem pensou em tirar Blay, que tinha pontuado nove vezes pro seu time. Eu disse que não iria sair de jeito nenhum. O treinador deu de ombros e me deixou na quadra.

Meu time perdeu novamente de lavada: 25 a 6.

Em quarenta minutos Blaylock era o queridinho do Jeremy e melhor amigo do resto do time. O treinador Scott só tinha elogios a cada lance do cara e os outros atletas vinham pedir dicas de posicionamento e defesa pro ruivo. Ele, elegante como sempre, respondia com sua voz grave, sorrindo humilde como se não fosse nada de mais, como se seu jogo não fosse de nível olímpico.

Virei as costas e saí da quadra. De qualquer maneira Jeremy não me deixaria jogar mais uma partida e eu estava exausto, minha cara vermelha, o suor entrando nos meus olhos, já que eu não tinha mais cabelo para segurá-lo na cabeça.

Parei uns minutos para recuperar meu fôlego enquanto um novo set começava. É claro que Blay ainda estava em quadra. Sim, ele estava suado e magnífico naqueles shorts escuros, que o escroto tinha o hábito de puxar mais para cima com a mão para não atrapalharem suas pernas se movendo, o que fazia com que as coxas estivessem quase completamente expostas. O que fazia com que eu não conseguisse desgrudar os olhos da sua pele lisa e cremosa. O que fazia com que meu amiguinho desse sinais de vida.

Virei de costas para aquela exibição e fui treinar saque.

Depois que o terceiro e último set terminou Jeremy encerrou nosso treino. O cara estava feliz como uma criança, sua cabecinha careca fazendo mil e um planos para aquele jogador de nível internacional no nosso time. Ele foi direto para o ruivo, com um sorriso rasgando seu rosto de meia idade até as orelhas. Eu segui meu caminho e fui para o vestiário.

Nada como uma ducha com a potência de uma mangueira de bombeiros para esfriar os ânimos. E estavam todos animados. Menos o perdedor aqui, é claro.

Tomei meu banho ignorando os colegas em volta, que vira e mexe vinham me dizer algo elogioso sobre o “meu convidado”. Eu fazia meu sorriso mais falso e concordava. Afinal, o que mais poderia fazer.

Me vesti e saí pelo corredor.

Cruzei com Paul Blaylock vindo na direção contrária, tendo sido, finalmente, liberado da conversa com o treinador e indo tomar o seu banho. Agradeci mentalmente aos céus pelo desencontro dos nossos horários. Não sei como me comportaria no mesmo banheiro que um completamente nu Blaylock.

— Adam... — ele disse esticando a mão em direção ao meu braço.

Mantive minha cara neutra, conseguindo a proeza de olhar não para Paul, mas através dele. Driblei o contato da sua mão e continuei seguindo meu caminho.

Meu peito doeu de uma maneira excruciante quando percebi que entre nós seria sempre assim: cada um de um lado da quadra. Cada um seguindo por um caminho contrário ao do outro.

Respirando fundo empurrei as portas laterais da quadra para sair para a noite fria do lado de fora.

(Obs: mais sobre fundamentos do vôlei em http://pt.wikipedia.org/wiki/Voleibol)

Notas finais
Adoro vôlei!!!!! Sei que nem é o esporte mais apreciado pelos brasileiros em geral, mas pra mim é o mais divertido e dinâmico, e o mais emocionante. E também um dos jogos que tem os jogadores mais gatos, fala sério!!! Cada braço... Cada coxa... (A turma das antigas lembra do giovanni e da sua ajeitadinha nos shorts deixando as coxas lindas de fora, assim como o Blay! Hahahaha) - Especial Coxas e demais partes do Giovanni aqui: http://revistamoude.blogspot.com/2008/10/especial-giovane-gvio.html?zx=8a85e1de542803ef Enfim, demorei, mas também postei um giga-capítulo! Deixem reviews pra tia Tilda se sentir amanda! Hehehe Beijos, Tilda