Amante Inalcançável - Ian
8 Capítulo 8
Acordei assustado com o barulho que vinha da porta. Ela estava sendo esmurrada sem dó por alguém. É claro que era Eve. O Japa tem a chave, e mesmo que não tivesse, acredito que ficaria sentado na soleira até eu acordar.
Olhei no relógio. Eram pouco mais de seis horas.
Minha noite tinha sido infernal. Eu mal dormi, sem conseguir emendar o sono por mais de duas horas. A presença de Blaylock era tão sólida que tornava impossível que eu relaxasse completamente. Seu cheiro, o calor que eu juro que sentia vindo do sofá, o contato do colchão quando eu estava de bruços, fizeram com que eu ficasse ereto a noite inteira. Minhas bolas deviam estar azuis, inchadas e doíam horrivelmente.
Olhei para o sofá. Vazio.
Ele não se despediu antes de sair. A última vez em que olhei ele estava ali. Agora não estava mais.
A pentelha da Eve continuava esmurrando a porta.
— Vambora, bunda mole! Levanta logoooo!!! — ouvia sua voz através da porta.
Fui atender antes que ela acordasse o prédio inteiro.
Abri a porta com cara de poucos amigos. Ela entrou animada como uma colegial.
— O Blay já saiu, né? Ele me ligou quase cinco horas pra dizer que estava indo, que você estava dormindo e que tinha passado a noite bem.
— Ele nem me acordou pra dizer que estava saindo... — murmurei decepcionado.
Minha cabeça estava pesada como se eu estivesse de ressaca. Meu mal-humor subindo às alturas. Eu esperava que passar a noite com Blay rouxesse uma manhã diferente pra mim. Mas nós sequer conversamos ontem.
— E aí, Adam, contaaaa!!!! — se jogou na cama do Japa pulando nas molas, ansiosa.
— O que você quer saber, Eve? — caraca, que dor de cabeça... Opa! Não podia sequer comentar com ela senão ela surtaria. Esse dor era completamente diferente da que eu tive antes. De todas as pessoas do mundo eu saberia distinguir. Garanto.
— Como foi a noiteeee!!!! — agarrou o travesseiro e estava quase estrangulando o contadinho.
— Péssima. Dormi mal.
— Por quê?
Não estava pronto para o “Ok, você venceu... Eu estou mesmo afim do cara.”
— Porque é um saco dormir com alguém olhando pra sua cara.
— Você não se importa quando sou eu. — ela respondeu.
Virei de costas e fui para o banheiro. Meu sono não seria recuperado. Era melhor escovar meus dentes e despertar.
— O que aconteceu? Fala!
— Nada, Eve. Ele veio, sentou-se no sofá, ligou a televisão. Fiz um sanduíche pra gente. — então lembrei dos olhos semicerrados enquanto Blaylock enterrava os dentes no pão branco e macio, olhando pra mim o tempo todo, o azulado da tela deixando seu rosto ainda mis branco e seus olhos e cabelos quase pretos. Caralho! Eu ía ficar de pau duro na frente da minha irmã. Qual é o meu problema?
— E...
— E nada. Eu fui dormir e não consegui dormir direito.
— E ele?
— Continuou no sofá vendo televisão sem volume.
— Que frustrante... — ela levantou-se, jogando o travesseiro do Japonês de qualquer jeito. Eu olhei e suspirei com minha escova ainda na boca. O Japa arrumava suas coisas tão direitinho e ela não tinha nenhum escrúpulo de foder a porra toda.
— O que você esperava? — cuspi a espuma branca na pia e estava terminando de enxaguar a boca quando quase engasguei com a resposta.
— No mínimo que você estivesse com o cu todo arrebentado e um sorriso idiota na cara.
Não tive reação. Fiquei olhando pro rosto tranquilo dela com minha cara de tacho. No fim abanei minha cabeça para os lados. Ela não merecia uma resposta.
Foi meio irritado que abri o armário para pegar uma calça jeans e um casaco.
— Adam. — ela veio. Me surpreendi quando senti seus braços em volta da minha cintura e seu rosto nas minhas costas. — Queria muito que desse certo entre vocês.
— Eve... — eu comecei a responder baixo.
— Chega dessa estória de que você não está afim do Paul! Eu te conheço tão bem como me conheço. Se isso está acontecendo você tem que fazer alguma coisa, não ficar tentando me convencer de que eu estou errada. Eu sei que estou certa. Eu sempre estou.
Me virei pra olhar para ela. Ela soltou os braços, que ficaram pendurados ao longo do seu corpo, seu rosto erguido para encarar meus olhos iguais aos seus.
— Eu juro que eu queria muito estar com o cu arrebentado e um sorriso idiota nesse momento, Eve.
Ela sorriu sinistramente, enrugando as sobrancelhas e seu nariz, como um cachorrinho rosnando. Deu uma gargalhada.
— Definitivamente vou fazer isso acontecer!! — ela disse e voltou a pular sobre a antes tão bem arrumada cama do Mitsuo.
***
Mais uma rodada de babás para mim. Dessa vez a sorteada era mesmo Kirstin.
Fiquei por um momento imaginando o que tanto o Japa tinha pra fazer às noites que não ia mais para o dormitório. É claro que ele não me falaria de boa vontade e também não era da minha conta.
Meu dia tinha sido bem agradável. O gerente da cafeteria finalmente tinha deixado eu voltar ao trabalho. Ele era um coroa de quase cinquenta anos chamado Bill O’Donell que parecia o papai noel de barba castanha. O sotaque irlandês combinava perfeitamente com suas bochechas vermelhas e a barriga de cerveja. E ele era um dos caras mais legais do mundo. Tinha ficado preocupado comigo o tempo todo em que fiquei no hospital. Principalmente quando soube que meus pais estavam incomunicáveis num safari na Africa. E demorou uma eternidade para aceitar que eu já era capaz de fazer aquele dificílimo trabalho que consistia em anotar os pedidos nos copos de isopor e receber o dinheiro com que os clientes pagavam a bebida.
Depois fui para a biblioteca onde encontrei Eve e — surpresa, surpresa!! — o Japa.
Precisava colocar em dia um monte de matérias e meus professores não eram tão bonzinhos quanto Bill. Então acho que desloquei o ombro de tanto peso que peguei trazendo aqueles livros mofados pro meu quarto.
Mais tarde fui pra minha aula com Eve. E depois encontramos Kirstin na entrada do prédio onde ficava meu dormitório.
— Adam, você com essa cabeça raspada parece o pau do meu ex namorado. — Kirstin me recebeu da sua maneira delicada e acolhedora.
Dei um sorrisinho falso pra ela e revirei os olhos antes de entrar na portaria.
— Vocâ vai ficar aí fora ou o quê, muchacha?
Ela se virou para Eve e deu um beijo em sua bochecha, em seguida entrou toda serelepe pelo hall, me seguindo escadas acima.
Quando entramos eu mal segurei a porta para ela.
— Você já sabe onde as coisas ficam. Se arrume e me deixe em paz.
— Hummmm... Como estamos nervosinhos! — ela tirava o cachecol e o gorro pink com pom-pom no topo. — Isso parece um caso raro de pessoa mal comida.
— Kris... Por favor... Eu só quero dormir em paz. — disse jogando meu casaco em quanquer lugar e indo para o banheiro.
Ela veio atrás de mim, é claro.
— Adam... Juro que vou ser boazinha. Vamos conversar. — ela encostou sua cabecinha de cabelos escuros e brilhantes no batente da porta do banheiro e me olhou com aqueles grandes olhos castanhos.
Como eu sou um banana mesmo, respirei fundo e resolvi dar uma chance à ela.
Ela sorriu quando percebeu que eu iria colaborar. Começou curvando os lábios e gradativamente aquilo se transformou num de seus grandes sorrisos mostrando todos os dentes.
— Ok, vou deixar você se arrumar pra dormir. — ela disse.
Eu fui escovar meus dentes em paz e tomar uma ducha porque estava moído e precisava de um pouco de água quente para relaxar. Em seguida saí de toalha mesmo pra pegar uma muda de roupa no armário. Kirstin sequer levantou os olhos do livro na sua mão. Nem eu nem ela nos enxergávamos de forma diferente de irmãos. Ela não me constrangia de nenhuma maneira.
Quando voltei pro quarto, vestindo um moletom velho, uma camiseta Hanes batida e descalço, ela falou:
— Se importa se eu tomar um banho também?
— Claro que não, Kris. Fica à vontade.
Ela soltou o livro sobre a cama do Japa e foi para o banheiro com sua mochila. Coitado do Japa. Sua cama era terra de ninguém e ninguém se importava com o seu TOC de organização.
Uns vinte minutos depois ela voltou. Secando os cabelos na minha toalha, vestida com um minúsculo short de malha rosa e uma camiseta curta branca. Os bicos dos seio furando a malha canelada. Era meio tranparente, dava pra ver a sombra das auréolas se destacando contra o tecido.
Ela veio se encaminhando para a outra cama, o rosto parcialmente escondido pela toalha e sentou-se para terminar de secar o cabelo. Oh, nenhuma marca de calcinha também.
Há muito pouco tempo atrás eu estaria levantando e tirando aquela toalha das suas mãos. Iria me embriagar no perfume do seu xampu, puxar as alças da camiseta branca pra baixo até deixar mais livres seus peitinhos lindos, em seguida chuparia e lamberia o pico rosado enquanto minha mão desceria o short pelo elástico e eu estaria esfregando meu quadril e minha ereção na sua coxa.
Permaneci onde estava, afastando meu olhar dela. Não fazia sentido pensar essas coisas. Nem por mim nem por ela. Eu já estava muito fodido por causa dessa paixão louca por um cara como o Blaylock e ela sequer se dava conta de que eu tinha um pênis entre as pernas.
Depois de terminar com o cabelo, escovar seus dentes e apagar a luz, Kris, finalmente, deitou-se na cama do Mitsuo.
Ela se virou de lado, apoiando o cotovelo no travesseiro e a cabeça na mão. Os cabelos ainda úmidos cacheando-se nas pontas em volta do seu rosto.
— Adam Pines Rightworth, conta pra mim o que está acontecendo no seu coraçãozinho. — ela sorriu maliciosa.
Suspirei e olhei para o teto. No fundo a televisão ligada emitia um zumbido indistinto e sua luz azulada fraca iluminava o quarto o suficiente para que pudéssemos conversar.
— Você não deveria ficar acordada enquanto eu durmo, Kirstin? — respondi. “Vamos falar de outra coisa, certo, gatinha?” era o que eu deveria ter falado.
— Ah, por favor, Adam. Não acho que você vá ter outra recaída e sobretudo, existe despertador. Eu posso muito bem colocar para despertar de meia em meia hora pra ver se você está bem.
— É. Mas seu sono vai ser uma merda.
— Melhor do que não dormir.
— Tem razão. — fechei os olhos.
— Mas vamos falar do que realmente faz diferença, gatinho. Conta pra mim o que está te deixando chateado. Te garanto que você vai se sentir muito melhor.
Permaneci de olhos fechados. Respirei fundo. A verdade é que precisava conversar com alguém. Mas esse não era o tipo de conversa que eu teria com Eve. Mitsuo estava fora de cogitação com aquela personalidade fechada. A única que sobrava era mesmo essa latina maluca que nós tínhamos adotado como membro da família.
— Ok, Kris, mas se você contar uma palavra do que a gente conversar pra Eve, juro que te eletrocuto com seu secador de cabelo.
— Ok!! — respondeu quase gritando.
— Deixa eu ver se seus dedos estão cruzados.
Ela colocou os pés pra fora do edredom e esticou as duas mãos. Sorrindo como uma criança levada.
— Agora jure!
— EeEeUuUu jUuUurOoOoO! — falou com voz fantasmagórica.
— Tá, foi uma merda de juramento, mas eu vou aceitar mesmo assim.
Me virei pra ela, que estava a ponto de ter um ataque cardíaco de ansiedade.
— O que você quer saber?
— O que você quiser me contar.
— E se eu não quiser contar nada?
— Adam, você tá doido pra falar com alguém e não tem quem. Fala comigo, ok? Eu sou uma boa ouvinte e sou uma boa conselheira. E quero que você fique feliz. Eu juro. — esse último juramento foi muito mais verdadeiro.
— Tá bom, então. Por onde eu começo?...
— Quando foi que você se deu conta que estava apaixonado por ele?
— É embaraçoso, mas foi um dia em que encontrei com ele na biblioteca. Não consegui parar de olhar sua boca e minha cabeça voou a mil quilômetros por hora imaginando mil coisas.
— Então ele realmente incomodou desde o início.
— Desde a primeira vez que o vi entrando na aula inaugural. Ele me deu um sorriso que me fez tremer e ficar vermelho. E eu não conseguia parar de procurar onde ele estava com o rabo do olho.
— Ele é realmente lindo, Adam. Nem você nem ninguém consegue deixar de olhar quando ele passa.
— Eu sei disso. E ficou fervendo de raiva quando tem alguém encarando o Paul.
— É. Esse direito é só seu, não?
— É... Não! Pára de me confundir! — sorri. Ela riu.
— Você precisa fazer alguma coisa. Ele precisa saber como você se sente.
— Ele sabe. — disse olhando pra baixo enquanto alisava a coberta sobre o meu peito.
— O quê!!!! — ela levantou-se e se inclinou para fora da cama, seus olhos espertos brilhando.
— Olha, Kirstin, se você contar isso pra Eve...
— Que merda, já disse que não vou!! Mas fala logo!! — apoiada porcamente na beirada do colchão, seus seios quase pulavam pra fora do decote.
— No hospital. Eu disse que estava apaixonado por ele.
— E ele? — ela iria cair.
— Nada. Não disse nada.
Kirstin voltou a se recostar nos travesseiros de Mitsuo.
— Hummm. É. — bateu o indicador nos lábios fechados, olhando para o teto, formando pensamentos na sua cabecinha. — Mas ele nunca demonstrou nenhuma reação à você?
— Não sei... Às vezes acho que sim, às vezes acho que é tudo fruto da minha imaginação.
— Como assim? — ela se virou de lado novamente, dessa vez deitada no seu braço.
— Às vezes acho que ele me olha de um jeito... Sei lá, estranho. Como se estivesse em conflito sobre o que fazer. — cruzei os braços sob a cabeça.
— Você devia beijar ele e ver o que acontece. — ela deu seu sorriso sinistro pra mim.
— Eu gostaria, Kris.
— E por que não beijou ainda?
— Olha, já me imaginei beijando milhares de vezes, mas a oportunidade nunca aconteceu.
— Então faz acontecer, cara!! E esteja preparado se ele corresponder! Hahahaha — ela gargalhou, todos os seus pequenos dentes brancos aparecendo. Ela era uma criança malvada.
Eu ri também. Seria manhã de Natal se ele correspondesse.
— Tem uma coisinha ou duas que eu posso te ensinar, querido... — Kirstin piscou o olho maroto pra mim.
— Eu sou homem, eu sei o que é bom.
— E eu sou mulher, eu sei COMO fazer isso ser bom.
— Ok, espertinha, dê um exemplo. — me virei na cama pra ela. Meu sono tinha evaporado completamente.
— Boquete, por exemplo...
— Ah, acho que mudei de ideia. Não quero ouvir você falando disso. Definitivamente. — tapei os ouvidos e apertei os olhos enquanto lutava com a vontade de ouvir tudo até o final.
Ela esticou o braço pelo espaço estreito entre as duas camas e puxou minha mão com a pontinha dos dedos.
— Deixa de ser viadinho! Ops! — deu uma gargalhada — Você é viadinho!!
— Ah, foda-se Kirstin! — respondi sorrindo.
— Você quer saber, ou não? Ó, depois não vem me perguntar quando tiver feito vergonha na cama, tá.
— Tá bom, pentelha, fala.
— Quando você estiver chupando ele... — ele falava e eu acompanhava as sílabas se formando nos seus lábios rosados e imaginei esse lábios em volta de uma maciça ereção. Então imaginei os meus lábios em torno da maciça ereção do Blay, seus pelos ruivos, depois sua barriga sarada e sua cara de satisfação. Eu fiquei duro. Ainda bem que estava sob os lençóis. — Lembre-se: muita, mas muita saliva. E embaixo do saco... — pensei que se Blay era tão lindo, até seu saco deveria ser. — ... um ponto a ser massageado que vai deixar ele louco.
Engoli em seco. Não sei o que faria se estivesse na hora do vamos-ver. Se eu travasse seria ridículo e se eu continuasse... Bem, seria o céu.
— E quando ele estiver te comendo... — Kirstin continuou.
— Ei! — interrompi. — Quem disse que é ele que vai me comer?
— Rá! — ela deu uma risada curta e sarcástica. — Até parece que ele é do tipo de cara que é fodido. É claro que é você que vai dar. E te juro, querido, você vai amar...
Respirava superficialmente, meu rosto devia estar da cor de um tomate.
Kirstin estava no seu elemento. Ela também estava ruborizada, seus seios apontando duros sob a camiseta. Se inclinou ainda mais para fora da cama e disse num tom cúmplice.
— Dizem que os homens têm um ponto perto da próstata que é o paraíso, cara... — voltou para a cama, ainda me olhando maléfica. — Quando ele estiver entrando... — Caralhos voadores... Eu imaginei Blay atrás de mim, seu calor e seu cheiro em volta, sua respiração no meu pescoço, minha respiração curta e ele entrava devagar, as mãos apertando minha cintura. Um orgasmo avassalador estava vindo sem ao menos eu me tocar. Deu um espasmo pela minha ereção e aquilo não iria acabar bem. Ou melhor, acabaria muuuuito bem. — ... relaxe. Mas quando ele já estiver dentro, e bombando você bem gostoso, contraia. Ele vai ficar maluco...
Oh merda...
Consegui me segurar, mas a gente teria de encerrar esse assunto logo.
E eu teria que ir rapidamente ao banheiro ou teria um caso de saco roxo digno de matéria nos jornais de medicina.
— Eu poderia mostrar pra você, sabe... — ela era uma filha da puta. Tudo o que eu precisava desesperadamente era um buraco pra enfiar meu pau. — Mas é claro que você não subiria por uma mulher.
— Não duvide disso, Kris. Eu já tô duro como uma pedra. — disse. As palavras entrecortadas pelo esforço de continuar conversando sem gozar na cama.
— Jura!! — ela arregalou seus olhinhos de presa, abrindo um sorriso mal. — Ah, deixa eu ver...
— Tá maluca, porra! — Protegi minhas partes baixas com as mãos por sobre o cobertor.
— Deixa, vai! — ela pulou debaixo das cobertas da cama de Mitsuo e veio até onde eu estava, tentando puxar as pontas do meu edredom.
— Pára, Kris!! — lutava pra manter a coberta no lugar.
— Qual o problema?? Deixa eu ver o Adamzinho!!
Ela puxou o edredom de uma vez. Tá bom, confesso que deixei que ela ganhasse.
O comprimento esticava a calça, deitado sobre minha barriga por dentro do tecido, chegando ao meu umbigo. Grosso e duro.
— Adam!! Que beleza!! — ela exclamou seu tirar os olhos da ereção coberta pela minha calça.
— Ok, já chega, Kris. — puxei as cobertas de volta e empurrei ela para trás enquanto aida estava recostado nos meus travesseiros.
Kristin voltou para sua cama.
— Que orgulho, hein? Em outros tempos eu estaria te chupando agora, mas você não está mais afim de garotas, né... Que pena.
Hesitei por um segundo. Definitivamente queria que ela me chupasse.
Definitivamente.
Então ela se encostou de volta nos travesseiros dela.
— Que pena, Adam... Até entendo, Paul é um tesão, mas você também não é de se deixar do lado de fora numa noite fria, sabe.
Eu não ia ganhar um boquete??
— Vai bater uma punheta no banheiro antes que seu saco exploda. E depois vai dormir. Tenho uns planos sinistros pra você.
E se deitou satisfeita, olhando para o teto.
Eu fiz o que ela mandou. Afinal, do que adiantava ficar fingindo? Ela viu meu estado, ela sabia o quanto eu estava com tesão.
O pior de tudo que não tinha cem por cento de certeza que esse tesão fosse só por causa do Blay.
Notas finais
Deixem reviews!!!
Hahahaha
Movida a reviews... Adiccted to reviews!!
Beijos,
Tilda
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