Notas iniciais
Bora a mai um cap?

-Noite passada a vimos sonhando novamente. — continuou Jared. -Como também depois não conseguiu dormir... Você pode ter pensado que eu não senti você acordada e inquieta depois que fui me deitar com você, mas não... Eu senti e vi a todo o momento.

-Você em algum momento pensou em nos contar? O que exatamente está acontecendo? Não minta ou tente nos esconder, porque ninguém sairá dessa sala enquanto você não nos contar a verdade. — disse Paul.

Em seus olhos havia mágoa, sentimento de decepção... E isso apertou o meu coração... Dessa vez, desde muito tempo, pude sentir os sentimentos pesarosos de cada um com relação a isso. Percebi que cometi um grande erro em tentar enfrentar meus medos sozinha. Poderia até ter feito, mas quando tudo começou a escorregar de minhas mãos deveria ter exposto tudo. Mesmo agora sendo tarde eu iria contar tudo. Não porque eles estão exigindo e sim porque já estava mais que decidido.

Contei tudo, desde o primeiro pesadelo ou sonho, seja como quiserem considerar. Escondendo os detalhes, mas deixando claro que não eram do tipo de sonhos ruins que nos assustam, bem, me assustou e muito, mas hoje com a frequência que tenho sonhado me acostumei, os considerando algo desconfortante e torturante.

Eles em nenhum momento esboçaram qualquer sentimento de raiva ou consternação ao que contei, só observaram.

-Então é isso que está acontecendo. — eu disse por fim deixando meu corpo desabar pesadamente recostando na poltrona. -Não me perguntem por que está acontecendo... Simplesmente uma noite fechei meus olhos e sonhei, e desde então venho sonhando freqüentemente com ele. Mas eu juro a vocês por minha própria vida, em nenhum momento me senti atraída no sentido natural por ele.

-E como você define natural? – Sam perguntou.

-Como o que sinto por vocês... Como uma mulher sente por um homem. Ele é um vampiro, e poderia usar seu poder comigo o pouco tempo que teve quando estive ao seu lado... Mas nada aconteceu... Juro.

-Como tem certeza? – Paul disse.

-Oras, tendo... Se algo tivesse acontecido eu saberia.

-Escuta Bella... Quando ocorreu tudo eu até tentei acreditar que nada aconteceu, mas na verdade nunca engoli essa história. E agora com isso, não consigo acreditar mesmo que nada aconteceu. — disse Jacob.

De fato eu não poderia dizer que não, e muito menos tenho prova de que Demetri tenha feito algo comigo. Mas a questão é que se fez ou não... Ele está morto.

-Bem, mesmo se ele fez, agora está morto. Então seus esforços, seja para o que for, foram em vão. – falei.

-Será que foi mesmo? Isso tudo que nos contou, suas atitudes nesse mês não mostram isso. – Jared retrucou.

Bufei frustrada, e seja lá o que for, já não poderia fazer mais nada a não ser tentar curar essa loucura, e quem sabe com ante-depressivos.

-Olha. — disse. -Eu não sei o que isso significa. E sinto muito por não ter contado antes lhes causando sofrimento. Mas é que isso me deixou envergonhada e quis lidar sozinha, e no fim acabei perdendo o rumo. Sei que deveria partilhar esse problema com vocês como companheiros devem fazer. Errei feio , e peço desculpa. Entendo se não puderem me perdoar, mas não foi minha intenção causar esse transtorno.

-Não é isso. — discordou Seth que até então estava calado, mas ao invés de permanecer em seu lugar veio até a mim se ajoelhando e segurando minhas mãos. -Não iremos mentir que isso não nos deixou agoniados por não nos contar e mesmo tentando incentivá-la a contar, você se negou... Tentamos respeitar o seu espaço e deixá-la vir até nós por vontade própria.

-Eu sinto muito. — foi tudo o que consegui dizer sentindo as lágrimas escorrerem por meu rosto. Seth as enxugou, mas mesmo assim não consegui contê-la. Nesse instante todos vieram me amparar. Em seus rostos já não havia a decepção por tê-los escondido sobre os sonhos e o que eles estavam me causando mesmo já sabendo.

Me abraçaram e deram-me todo o seu carinho. Por fim parei no colo de Jared e tendo Paul acariciando minhas costas, e os outros ainda perto dando carinho a mim.

-Quando vimos que você estava estranha, e ... — Sam disse hesitando nas últimas palavras.

-Nos procurando frequentemente para ter relações... Não que fosse ruim, até gostamos, mas achamos que era anormal já que só você fica nesse estado insaciável quando a lua cheia está próxima. – Jacob completou.

Meu rosto esquentou de vergonha, mas a vergonha por tê-los distanciado era maior que tudo.

-Então, resolvemos investigar o que poderia ser isso, mas não encontramos respostas... Nem ao menos nos livros que contam sobre imprinting e as companheiras não tinha nada sobre isso. Como também nem no livro que fala sobre o imprinting múltiplo. E sabe o que é mais engraçado?! É que lá tinham relatos de outros imprinting... Mas não me aprofundei na leitura porque no geral nada ali falava sobre as mulheres passarem a terem momentos quentes além da época de lua cheia. — relatou Jacob.

Fiquei surpresa com o fato de ter existido outros casos de imprinting com mais de um lobo com uma mulher. E bem que novamente Leah estava certa. Eram anos e anos de história e poderia ter muito mais para ser descoberto. Só que com o tempo, por mais que tem suas provas de existência, se faz também esquecido e as pessoas acabam se prendendo ao mais fácil.

Por um momento até me surgiu uma idéia... Porque não aproveitar que estamos numa era moderna e pegar todos esses arquivos de história e restaurar, colocando tudo em um computador, mas não desfazendo do objeto original, mas para facilitar aqueles que precisarem ir mais fundo em suas pesquisas, porém agora não era hora de ver isso. Havia outra coisa... Os meus problemas a resolver. E quem sabe depois converso com meu sogro e dou a idéia a ele, e eu mesma me prontifico a cavar fundo a história Quileute.

-Então, se não tem nada que diga que estou pegando fogo o dia inteiro querendo sexo... Isso significa que devo estar doente... Mas me digam, nesses outros imprinting múltiplos alguma foi imprintada com cinco alfas?

-Não... Lobos comuns integrantes da matilha. Foram quatro casos, ficando de dois ou três homens com uma mulher... Um que já sabemos da história e outro que não se incluem em alfas... Ou seja, que seja linhagem de nossa família. Mas o último caso, o mais antigo, não consegui ler os nomes de quem foram os imprintados, porque a folha estava desbotada e as letras ilegíveis... Já que na época que foi relatado não era usado digitação e sim tinta. — disse Jake.

-É uma pena... E aliás... Esse livro deveria ser exposto para as pessoas. Porque olha o que aconteceu com a gente, por conta da ignorância de muitos tive que ser apontada como a devassa... Se bem que é o que sou pelo que está acontecendo comigo. – murmurei.

-No seu caso é diferente Bella, você não é devassa. As pessoas foram cruéis sim, mas tem que aceitar. — negou Seth. -Além do mais, isso que está acontecendo não sabemos o que é.

-Bem... Sabendo ou não, eu vou dar um jeito de parar. – eu disse.

-E como irá fazer? — perguntou Sam, incrédulo.

-Marquei uma consulta com uma psicóloga para segunda de manhã.

-Uma psicóloga? Acha que uma pode ajudar? — perguntou Jared, também incrédulo.

-Não sei... Existe várias razões para isso... Trauma, ou talvez algo que o Demetri fez comigo e devido a tudo o que aconteceu está refletindo em sonhos e me afetando fisicamente... Um trauma por assim dizer. — dei de ombros.

-Mas você não pode contar a verdade. — questionou Jacob.

-Não vou. Irei expor o que está acontecendo comigo, mas sem dizer a verdade.

-Bem, eu não tenho como discordar, mas se é uma coisa a se fazer, melhor que nada... E onde é essa psicóloga? — perguntou Paul.

-Em Seattle. — respondi. Vi ele começar a querer protestar, mas antes que ele dissesse algo, eu intervir. -E espero que um de vocês esteja desocupado pela manhã para ir comigo.

-Ok... E que horas você tem que estar lá? — perguntou Seth.

-Às dez... Então sairemos às oito. Não quero correr o risco de perder o horário da consulta.

Ficamos ali conversando mais um pouco, até que a noite chegou e cada um de nós fomos aos nossos afazeres. Eu fui tomar um banho para colocar uma roupa leve antes de jantar. Jacob e Jared ficariam encarregados do jantar hoje, Paul aproveitando que a locadora ainda estaria aberta foi alugar alguns filmes para podermos ver, Sam não ficaria para o jantar e foi ver a Emily no hospital, mas logo voltaria, só que infelizmente ele teria que monitorar a ronda de sua matilha hoje e não poderia ficar. E Seth... Bem..

-Seth! — o repreendi em um gemido enquanto sentia seus dedos deslizarem entre minhas pernas. -Seus irmãos estão lá embaixo. Vão escutar... Hmmm... — não pude conter outro gemido por ele além de agora estar me penetrando com seus dedos, sua outra mãos resolveu torturar meu seio esquerdo.

-Eles não ligam, como eu não ligaria se algum deles estivesse aqui em meu lugar... — ele sussurrou em meu ouvido argumentando, enquanto meus olhos fechavam contemplando suas carícias em mim. -Além do mais... — pausou mordendo levemente minha orelha. -Você é nossa companheira e temos que saber partilhá-la sem egoísmo.

Sorri me afastando um pouco e ficando de frente para ele, jogando meus braços em seus ombros.

-Mesmo assim... — sussurrei roçando meus lábios nos dele. -Não é bom instigá-los a ter ciúmes.

-Oh! Se o problema for esse, os chamamos para se juntarem a nós. — ele disse maroto.

-Seth! — exclamei dando um tapa em seu ombro, ficando com meu rosto vermelho.

-Que foi?! Não precisa ficar toda vermelha... Até porque não existe mais pudores entre a gente. — ele retrucou, mas isso me deixou mais vermelha.

Parece até hipocrisia de minha parte ficar assim há essa hora, até mesmo porque muitas vezes por conta própria obtive meus desejos sanados por eles, sem ter hora ou momento certo... Era só pedir ou instigá-los que os tinha para me dar prazer... Porém naquele momento voltei a retroceder a timidez e ao pudor.

-É que nem sempre consigo evitar a timidez... — confessei. -Mas não é porque ultimamente me tornei uma ninfomaníaca que não posso ter meus momentos de timidez.

Não evitei em fazer bico e ele sorriu lindamente, mas voltou a roçar seus lábios nos meus, e antes que os tomassem totalmente, disse:

-Eu não me importo que seja tímida. Aliás, fica mais sexy quando cora...

Sorri em seus lábios, então ele tomou os meus sem nenhuma reserva. Sua língua morna explorou minha boca com um beijo lento e apaixonado. Suas mãos seguravam minha nuca com seus dedos entre meus cabelos para aprofundar mais o nosso beijo.

Mesmo tendo um pouco da água morna escorrendo em nossos corpos, tudo em mim pegava fogo... Sem muitas preliminares ele me prensou na parede de uma forma carinhosa. A mão que segurava meus cabelos deslizou por meu corpo até chegar a minha coxa. Ele a ergueu deixando uma boa abertura por entre minhas pernas para encaixar o seu quadril.

Assim que fez, nossas intimidades se chocaram, fazendo com que ambos gemêssemos. A ponta de sua carne me roçou adentrando por entre as minhas dobras úmidas. E mesmo não o tendo dentro de mim eu podia sentir o palpitar de seu pênis pulsando em êxtase, no entanto no meio daquela tortura ele encontrou o ponto certo, me penetrando lentamente. Em uma brincadeira torturante ele retirava e colocava, me deixando cada vez mais louca por mais.

-Seth...não faça isso...hmmmm...na-não me tor-torture... — choraminguei em seus lábios.

-Você me enlouquece ... — ele sussurrou.

-Uhmm...mmm...Seth... — gemi sentindo minhas pernas falharem.

-Como pode ser tão deliciosa? — ele disse tomando meu seio em sua boca.

-Seth...mmmm....

Não precisei mais implorar, ele voltou a me penetrar, mas dessa vez mais fundo, alterando em um roto não muito lento e forte. Gritei com as suas estocadas potentes, e dessa vez não me importei se Jacob ou Jared estavam escutando. Seth estava certo, não adianta ter pudor se sou companheira de cinco alfas. E se eles estivessem com inveja que venham se juntar a nós, porque nada é mais prazeroso do que meus três alfas disponíveis para me dar prazer. Não posso ser hipócrita em tentar ter pudor nesse momento, porque mesmo que tentasse o meu lado pervertido não me permitiria decair na vergonha.

A cada minuto Seth aumentava suas estocadas, mas agora mudamos a nossa posição. Tinha minhas mãos apoiadas na parede tendo meu bumbum empinado para ele, enquanto suas mãos seguravam em minha cintura dando a potência em suas investidas em meu interior. Meus outros dois alfas não vieram se juntar a nós, enquanto fazia mais de quinze minutos que Seth e eu nos entregávamos ao nosso amor intenso. Imagino que eles não vieram porque queriam dar um momento entre eu e seu irmão caçula. Uma coisa tenho que admitir... Nesse tempo eles aprenderam a partilhar uns com os outros, sem ter mais brigas ou um mostrando sua indignação usando uma desculpa de que não estou dando atenção a eles, ou quem eu dou mais atenção. Mesmo no começo quando estávamos começando a fazer dar certo, ainda tinha algumas brigas e ciúmes, mas depois do incidente com Demetri eles mudaram. Com certeza isso foi por que viram que poderiam me perder, e tendo a mim a salvo com eles, resolveram mais se dedicarem a minha segurança e a me amarem do que brigarem uns com os outros me disputando. E isso me fez sorrir em meio ao prazer.

Minhas pernas começaram a formigar, e em poucos segundos fui atingida por um orgasmo, tendo Seth me acompanhando em seguida.

Ficamos ali ainda por um tempo normalizando nossas respirações, até que voltamos a nos beijar, mas dessa vez nos banhamos e em seguida nos vestimos para podermos descer e apreciar o maravilhoso jantar com seus irmãos.

Ao descermos para jantar encontrei Paul na sala esparramado no sofá zapeando os canais. Ao nos escutar descer nos olhou com uma sobrancelha arqueada, mas em seguida abrindo um sorriso malicioso.

-Quero um momento só para mim. — disse. -Essa noite Jared dormiu com você. E agora Seth no chuveiro.

Novamente meu rosto voltou a ficar vermelho, e para piorar Seth gargalhou, rebatendo ao que o irmão disse.

-É só entrar na fila. — ele disse.

-É isso aí... — apoiou Jared que entrava na sala. -Mas só depois de mim, porque não conta ir dormir na metade da noite.

-Problema é seu. – Paul retrucou. -Dormiu e ponto.

Olhei para os três com os olhos arregalados. Sinceramente eu me pergunto quando vou poder ver esses chiliques deles e achar graça e que é tudo normal. Se não acontecer irei continuar bancando a hipócrita idiota da vez.

Seth me puxou me fazendo sentar em seu colo, ainda rindo da cara dos irmãos.

-Ainda por cima o fedelho quer monopolizar a nossa companheira. — Paul voltou a reclamar ao me ver sentada no colo de Seth.

-Hoje é minha vez... Então estou no meu direito. — Seth retrucou me dando um beijo na bochecha.

Paul dessa vez rolou os olhos, mas as palavras seguintes veio de Jacob que veio se juntar a nós.

-Ok... Hoje é você Seth, mas amanhã sou eu... — ele disse vindo até a mim e me dando um selinho. Ainda estava embasbacada com eles ali me dividindo como se fosse um saco de biscoito. Mas me obriguei a reagir antes que eu pirasse.

-Helooo... – falei. -Quer que eu vá na cozinha pegar o cutelo e dividir meu corpo para cada um de vocês?

Eles se entreolharam fazendo uma cara pensativa, mas por fim foi Jacob quem respondeu.

-Não... Preferimos você inteirinha.

Rolei os olhos, porque não dava mesmo para ficar espantada ou falar alguma coisa para eles pararem de me deixar constrangida. Porém reclamar continuaria sendo os meus picos de hipocrisia a tudo que vivo com eles.

Jantamos entre brincadeiras e falando coisas sobre o dia de cada um, como também sobre o que aconteceu com Emily. Os rapazes apesar de que no começo não gostaram da atitude de Sam em ter mantido o relacionamento com ela e ainda por cima a engravidado, tendo a mim, eles aceitaram de suas maneiras, e até estavam gostando da idéia de terem um sobrinho. É claro que sempre falavam sobre quando teríamos os nossos filhos, mas ao invés de demonstrar contradição eu sempre procurava manter o normal, porque de certa forma eu queria ter filhos, mas por outro lado eu temia por ter filhos de cada um deles... Não queria passar por uma situação em que não saberia qual deles era o pai, mesmo eles dando a certeza de que quando acontecesse eles amariam o nosso bebê como filho deles todos. Por outro lado não era assim que eu queria... Bem, essa é outra parte do meu lado com pudor falando alto. Porque para mim se era para eu ter filhos deles, eu queria ter um de cada um, sabendo qual deles é o pai. Sei que parece algo ilógico e individual, como se cada um fosse amar seu próprio filho, mas não seria assim, sei que eles amariam o seu filho, mas dos seus irmãos seriam seus sobrinhos e segundos filhos. E era isso que me fazia seguir assim. E por mais que no meio dessa loucura toda eu nunca deixei de me precaver tomando minhas pílulas contraceptivas, a não ser quando fiquei em cárcere de Demetri, mas mesmo assim quando voltei continuei com as pílulas, porém sei que não seriam úteis, então corri na farmácia em busca da pílula do dia seguinte para evitar uma gestação. E graças a Deus não foi dessa vez que fiquei na mão, não que ficaria triste com a gravidez, mas sairia de todos os meus planos.

Bem, essa era a minha decisão... Apesar de tudo, ainda não tinha conversado sobre esse meu querer com os rapazes, mas devo me manter calada até chegar a hora certa e abordar esse assunto, agora tem outras coisas para resolver. Como curar esse meu trauma, que está causando todos os meus pesadelos e reflexão corporal.

(...)

Domingo foi tranqüilo, e na noite passada não posso dizer que minha inconsciência não foi dominada por sonhos. Até porque o sonho que invadiu minha mente foi bem esquisito, embora tivesse o mesmo teor erótico dos outros. Eu digo que foi esquisito e assustador porque dessa vez não somente estava Demetri ali... Os rapazes estavam também... Uma orgia completa entre lobos e vampiro... Ahhh, e eu ainda era vampira no sonho e o aperitivo, não no sentido comestível da palavra. No sonho meus alfas pouco se importavam de que eu era uma vampira, e que Demetri estava ali usufruindo de meu corpo com eles. Ali eu era tanto companheira dos lobos quanto do vampiro... A luxúria, a virilidade era bem nítida em seus olhares e corpos, me levando a uma loucura insana.

Acordei banhada em bicas, excitada, ofegante, porém a diferença foi que estava em cima de Seth o atacando sexualmente. Deus! Eu praticamente o tarei. No fim quando me dei conta do que eu tinha feito, não tive onde enfiar a cara, e além de me perguntar por que ele aceitou eu tê-lo procurado para fazer sexo sem pudor, após novamente ter sonhado com o vampiro.

Com todo o peso do que eu fiz em minhas costas desabei a chorar. Seth carinhoso como sempre me amparou, me dando todo o seu carinho. Não pude deixar de perguntar a ele, quando contive um pouco meu choro, do porque ele aceitar.

-Primeiro: não estou chateado por ter sido uma reação de um sonho, até porque você não tem culpa de estar acontecendo. E segundo: como vou negar fogo tendo a minha companheira totalmente gostosa louca para ser satisfeita?! Seria louco e burro demais se a impedisse. A não ser que em suas mãos tivesse uma faca para cortar o meu pescoço depois de fazermos amor, como naquele filme, instinto selvagem. — foi a sua resposta, acompanhada de um sorriso lindo enquanto acariciava meu rosto.

Após isso consegui dormir sem voltar a sonhar e de bônus dormi praticamente a manhã toda. E o restante do dia foi tranqüilo... À noite na hora de dormir, com medo de voltar a sonhar, evitei ao máximo dormir novamente, Jacob dessa vez quem ficou comigo, e para aproveitar a minha tentativa de não dormir namoramos bastante e no fim fizemos amor. Ele foi o primeiro a dormir, mas eu ainda relutei até as 3 da manhã, quando não agüentei mais e dormi finalmente. Bom, pelo menos dessa vez não tive sonhos eróticos com vampiro ou estando num rodízio sendo a picanha sangrenta para os lobos e o vampiro me comer, no sentido figurado das palavras.

Havia acabado de entrar no corredor onde levava ao consultório da doutora Denali. Jared quem veio comigo, mas lhe pedi para que me esperasse no carro estacionado em frente ao prédio. Até porque eu me sentia envergonhada de conversar com a doutora com um lobo de audição aguçada escutando toda a minha conversa com ela, porém sei que era besteira por ele já saber, mas o fato é que numa análise você conta seus medos e problemas de modo que a ouvinte te entenda como se fosse uma confissão a uma amiga. Jared não gostou muito e fez questão de me levar até o consultório para trazer um pequeno mau humor em mim. Não estou dizendo que sua presença e insistência de me levar me incomodou, estou dizendo é que não foi nada agradável ver a criaturinha da secretária ter seus olhos brilhando e seu sorriso abriu quando o viu entrar comigo na sala. Óbvio que não perdi tempo em mostrar que Jared tem dona e o dispensando depois de lhe dar um beijo bem caloroso para o momento.

Bem, pelo menos isso murchou toda a empolgação da secretária. Jared se despediu de mim dizendo que estaria lá embaixo me esperando, mas para eu ligar para ele quando a consulta tivesse encerrada para subir e vir me buscar. Era exagerada essa atitude, mas tudo isso era por conta de que eles não queriam dar a oportunidade de outro vampiro se aproximar de mim e tentar me seqüestrar por obsessão. Lhe garanti que ligaria e ele foi embora e eu fui fazer a ficha com a secretária, que mesmo tendo suas esperanças de desencalhar com o meu alfa, me atendeu educadamente.

Como havia chegado meia hora mais cedo, tive que esperar uns quinze minutos até chegar minha vez de ser atendida. Enquanto isso peguei o livro que pus na bolsa para me distrair, mesmo sendo ilógico no meio da leitura lembrei de que precisava ir a loja comprar langeries, já que essa noite perdi a terceira peça por Jacob tê-la rasgado, que segundo ele ao me escutar lamentar pela perda da peça, ele argumentou em sua defesa que eu não deveria usar langeries quando estava em casa e muito menos quando vou dormir... E que o certo era eu dormir nua e se sentisse frio teria ele ou seus irmãos para me aquecer... Bem, como não tinha como argumentar, deixei quieto, mas mesmo assim eu não estava a fim de aderir ao escasso de roupas íntimas, como Lindsay Lohan e entre outras mulheres que foram flagradas sem calçinha, assim que saísse da consulta iria até uma loja comprar umas novas peças.

Sorri de como Jared irá adorar que eu faça um desfile para ele para me ajudar a escolher algumas peças para levar.

-Srtª Swan? — a secretária me chamou. -A Drª Denali irá atendê-la agora.

A secretária me conduziu até a porta que dava para sala em que a drª estava. E assim que passei da porta meus olhos circularam o local, fiquei admirada com tamanho luxo, não que a outra sala fosse modesta, mas nessa havia algo aconchegante, não dava a impressão de que iria conversar com alguém do ramo da psiquiatria. E o cheiro era até bom, mas havia algo conhecido dele.

-Olá? — minha atenção foi chamada para o outro lado da sala onde estava sentada em uma poltrona uma mulher muito bonita, com um sorriso gentil.

Havia algo nela que acionou um pouco as minhas defesas, porém forcei minhas pernas a me aproximar dela.

-Srtª Swan, como já sabe sou a Drª Tanya Denali. Seja bem vinda em meu consultório. — ela me saldou estendendo sua mão em cumprimento.

Estendi a minha mão com educação, mas algo em seus olhos e em sua pele me deixou intrigada. Porém quando nossas mãos se tocaram o frio que passou da sua mão para a pele quente da minha me fez tremer no mesmo instante.

-Oh! Desculpe, vou ligar o aquecedor. — ela disse ao perceber o meu desconforto com a temperatura de sua pele. -Sente-se, por favor. — ela indicou o sofá do lado de sua poltrona, porém me sentei na outra poltrona que ficava de frente para a dela tendo uma mesinha nos separando.

Quando ela voltou para o seu lugar, notei um arquear em sua sobrancelha por me ver sentada bem afastada do que me indicou. Mesmo assim não disse nada, somente pegou uma prancheta com uma caneta e começou a escrever algo antes de começar a falar novamente comigo.

O meu coração estava a mil... Mil coisas naquele momento passavam em minha cabeça, como: Será que numa piada de muito mal gosto os rapazes sempre estiveram certos? Minha sorte não é lá grande coisa? Será que eu não estarei segura em nenhum lugar? Sempre haverá algo bizarro para atravessar meu caminho? Não que a doutora fosse a tão esperada mula sem cabeça há quem uns dias me referi que poderia cruzar o meu caminho, mas que referente a lobo e a vampiro, eu conhecia lobisomens que não precisavam de lua cheia para se transformar, como os vampiros que sei que existem e tive o desprazer de conviver inconsciente e consciente por uns dias, de olhos vermelhos e sem sangue nas veias... Agora vejo que existem vampiros de olhos amarelos. Só não sei qual é a diferença referente à cor dos olhos, e tão pouco quero saber se isso for algo que signifique ter mais um louco em meu encalço. Sendo assim, já até estou cogitando em entrar em alguma loja, dia desses, e conhecer um lobisomem que se transforma em lua cheia.

No entanto, não havia como ignorar o fato de que a Drª Denali era nada mais nada menos do que uma vampira de olhos amarelos. Sua pele era pálida como os outros, o seu cheiro adocicado e sedutor e um pouco enjoativo, mas ao mesmo tempo muito bom... Também era o mesmo dos outros. Passei a me perguntar se a doutora Summers sabe quem é na verdade a doutora Denali... Como também a cogitar se ela fez isso de propósito me empurrando em uma armadilha. Sei que tem humanos que são capazes de se aliar a esse tipo de raça no intuito de obter a vida imortal e beleza eterna... Mas ela não me parecia uma pessoa que tinha esse intuito. Bem, ninguém vai mostrar a sua verdadeira face.

Continuei encarando a doutora que ainda mantinha seus olhos na prancheta, escrevendo algo. Eu sei que o certo era eu fingir que foi um engano e sair correndo dali, mas o medo não me permitiu que reagisse ou dissesse algo.

“Isso Bella... Fica aí que nem um rato pronto para ser devorada por uma cobra!”

Ela sabia que eu a encarava, como também sabia que eu poderia saber quem era ela... E praguejei mentalmente por ser tão transparente e mostrar meu medo a ela. Agora com certeza sou uma presa fácil.

Notas finais
N/Lu: Gente como eu ri da sorte e do azar da Bella. Ah vá! Azar na China...Essa mulher chora depois de uma boa com o lobão!? É maluca mesmo. Vá toma tarja preta mulher,e manda os lobão que a Lu precisa de carinho depois de ter sido Corna. (tá,parei...Já falei demais.kkk) Me contento com o Demetri se ela não querer.eheheheh.
Então flores do meu jardin,o que acharam do cap? To merecendo recomendação? Em? Bjs e logo logo teremos cap.
Ah,já ia me esquecendo,eu falei que tinha 7 caps escritos,mas na verdade são 6,então alem do proximo cap está emocionante...muito copo d'agua e passem remedio nas unhas para não roerem,ele é o suposto "ultimo cap" postado. Como disse vai depender de encontrar uma co autora...Bjs