Amanhecer dos Anjos
5 Capitulo II – Frio e desespero
Eu podia sentir-me emergir da escuridão e do entorpecimento aos poucos. Estava deitado, isso eu sabia, pois sentia minha cabeça recostar sobre um travesseiro com cheiro de novo, e meus corpo tombado sobre uma cama com algum edredom por cima. Apesar do calor rodear meus corpo eu sentia o frui me consumir por dentro Eu sabia que não era somente o frio, mas também o desespero e a solidão. Eu estava sozinho onde quer que eu estivesse neste momento. Eu não sabia o que havia acontecido ao certo. As lembranças eram opacas e embaçadas, mas os sons... Os sons ainda vibravam em meus ouvidos. Os sons, aliás, eram as únicas coisas que deixavam claro que aquilo que me perturbava a mente era real. Bem, a dor em meu braço também dava essa convicção.
Abri os olhos devagar. Não estávamos no meu quarto. Uma saudade bateu meu peito. Aquele quarto não ra muito grande, tendo apenas a cama, um guarda-roupa e um estante onde repousavam poucos livros. No teto, o que havia era somente um pequeno lustre de onde irradiava uma luz branca e muito fraca que somente afirmava a brancura das paredes. Do lado oposto à cama havia a janela, que estava encoberta por um pano vermelho presos a altura do meio, e entre eles era um pano de cetim branco que impedia a luz de entrar. Mas não havia luz agora. O que havia era a fina chuva a se chocar contra o vidro da janela.
Tentei me mexer. Não havia como. Além de meus músculos reclamarem minhas mãos estavam algemadas no que parecia ser uma barra de ferro que era oculta pelo colchão da cama. Tentei usar meu dom para abrir, mas uma dor na minha cabeça e entorpecimento me impediu.
Vozes. Ouvi vozes misturadas a passos e soube que era alguém que se aproximava. Eu podia estar consciente, mas as coisas que ouvia ou sentia pareciam vir de um lugar ao longe. Era como se todos os fatores externos de meu copo soassem em outra dimensão e chegassem a mim rastejando em murmúrios. Sabia que aquilo não era normal. Talvez quem que sejam “eles”, provavelmente haviam aplicado em mim algo que me causava tal sonolência.
A porta se abriu e uma luz branca entrou por ela, e vindo junto com a luz, uma mulher. Vestia calças pretas e uma camisa branca, e por cima da camisa uma outra blusa sem manga negra. Com os cabelos negros e os olhos verdes esmeralda o visual dela daria a impressão de que era mulher sombria. E realmente foi o que eu pensei, mas não pude me retrair por causa da dormência de meu corpo. A beleza dela mantinha meus olhos preso a face com pouca maquiagem, mas totalmente esculpida pela natureza, ou pelo destino. Era um pequeno capricho, uma deusa.
Ela pegou uma prancheta não donde, onde revirou algumas páginas, após isso sorrindo e se virando para mim. Ela deixou a prancheta no pé da cama e se sentou perto da cabeceira da cama. Tirou um de meus cabelos da testa, falando após isso.
-Bom dia Sr. Troyes! – Talvez se a voz não soasse tão longe num murmúrio, eu compararia a voz de um anjo que veio me salvar, ou até perceberia o tom de carinho e cuidado com que ela falou, mas aquela dormência não me deixava perceber nada, somente as palavras de arrastarem até mim.
-Bom dia! – As palavras saíram de forma automática. Eu fechei os olhos, mas apesar da preguiça estar presente em mim, eu não queria dormir. Eu queria era é sair correndo dali. Correr até me libertar desse mundo.
-Vejo que não acordou bem! – Ela falou olhando com olhos de compaixão para mim. Ela devia saber o que estava acontecendo. Ela sabia o que “eles” fizeram comigo – Bem... Meu nome é Megan!
-Mark... – As respostas eram automáticas. Eu não sabia ao certo o que dizia, somente sentia minha boca se mexer e as palavras fluírem.
-Eu sou... Como posso dizer, sua amiga! – Amiga? Desde quando amigos nos prendem na nossa própria cama? A dor retitumbeou na minha cabeça. Fazer esforço para pensar doía.
-Bem... Aqui vai ser eu que vou lhe ajudar... – Ela tornou a sorria no que eu apenas levantei o canto de minha boca. – Que sorriso murcho! Eu creio então que você não querer levantar tão já?
“Levantar para que? Para ir embora?” Eu lutei contra a dor de cabeça. Eu tentei me levantar, mas minha carne protestou. Era como se eu estivesse preso no gelo. Eu não podia me mover porque estava duro, com a moleza no meu corpo.
Eu e Megan assustamos quando dois homens vestidos igual ao que levaram eu minha irmã, entraram no quarto. O medo me apavorou. Não liguei para qualquer tipo de dor me retraindo na cama quando eles chegaram perto. Eu não queria ir. Eu não queria me mexer! Mas não havia o que fazer. Não havia a quem pedir socorro. Pensei em pedir para Megan levantando o olhar para ela.
-Hei... Dá um tempo! Ele não está em.... – Ela tentou protestar.
-Desculpe doutora, mas ordens do Dr. Valent!
-O que ele pensa que está fazendo! Eu estou mandando deixe o garoto ai! – Ela falou tentando impedir que ele abrisse a algema que prendia meu braço direito, mas ele a empurrou fazendo-a se chocar com a parede.
Eles me levantaram a força. Eu quis gritar por socorro, mas nada saiu de minha garganta. Usei meu pensamento, e consegui mover o livro na estante, que se chocou contra a cabeça do homem que me deixou livre. Não tive forças e somente cai no chão. O outro homem que ainda segurava meu outro braço, gritou por ajuda, e outras pessoas vieram em nossa direção. A dor de cabeça parecia que queria rachar minha cabeça no meio.
Uma enfermeira trouxe uma seringa com uma agulha brilhante e antes de aplicar em meu braço deixou o liquido escorrer. Eu tentava me mexer, mas a inércia começou a tomar conta de mim. Tentei gritar, mas a voa estava presa a garganta. Tentei fazer algo com meu poder, mas a1quela maldita dor de cabeça impedia.
Deixei-me por um momento pensar que queria morrer que pelo menos a morte era melhor que aquilo, antes de por um segundo o mundo mergulhar no silencio a após, a escuridão.
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