Notas iniciais
Acho que não será dessa vez que eles se reconciliarão... Hahahaahhaha Boa leitura!

Os olhares continuavam fixos no vermelho que as mãos de Eduarda havia deixado no rosto de Ângela. A patricinha-perua espumava raiva.

Ângela: Não acredito que essa garota fez isso! Ela me paga... — ela avançou em direção as escadas, mas foi interrompida pela mão de Marta que agarrou seu braço. — Me solta!

Marta: Você não vai encostar na minha nora! — ela soltou seu braço. — Depois de ter ofendido a Eduarda, eu só não te coloco pra fora daqui de casa porque tenho muito respeito pela sua mãe!

Ângela: Mas Mart...

Marta: Mas nada! — ela esbravejou, a interrompendo.

João Lucas subiu as escadas correndo. Ao abrir a porta de seu quarto, se deparou com Du amamentando sua filha, que estava quase cochilando. Ele fechou a porta com cuidado, sentando-se do seu lado.

JL: Du? Tudo bem com você?

Du: Porque tu mentiu pra mim, hein? — ele sentiu o peso das palavras e só agora havia percebido: ele mentiu para ela pela primeira vez. Como ele havia sido burro...

JL: Menti? — ele fez uma pausa, vendo Du colocar sua filha no berço, junto a Alfredinho.

Du: Porra cara, como que tu faz isso? Tu mentiu pra mim... Porque não mandou a real?

JL: Eu não sei... Espera, como você sabe que eu fui no Felipe? — ela estava temerosa de contar, mas não era culpa dela, fora ele que havia mentido.

Du: Eu fui me encontrar com o Felipe num barzinho e... — seu marido explodiu, e ela observou.

JL: QUÊ? — ele se negava a acreditar. — Então foi pra isso que tu tava se arrumando hoje? Pra ir se encontrar com o Felipe? Ele deve ter ficado muito feliz mesmo... — ele o condenava sem ao menos ouvir seus motivos.

Du: Espera aí, quem que tu pensa que eu sou? Eu não sou nenhuma vadia, não! Eu tenho caráter!

JL: É mesmo, Eduarda? Então o que tu foi fazer lá com o Felipe?

Du: O que tu tá insinuando? — seus olhos já estavam marejados, ele espumava raiva.

JL: Eu não tô insinuando nada! Você que foi lá com ele, e pra quê? E ainda fala que não é vadia... — ao falar aquilo, seu corpo se estremece. Ele deseja morrer. Ele estava sendo burro de novo, e pôde ver lágrimas caindo dos olhos de Du. — Que porra! Eu não quis...

Du: Eu não acredito que tu disse isso! Caralho... Se tu quer saber, eu não te devo satisfações nenhuma, mas é só pra te informar que eu não sou essa vagabunda que tu pensa que eu sou! Eu coloquei dois filhos teus pra fora com muito custo, e pra quê? Pra ouvir isso? CARALHO! — ela gritou e pôde chorar logo depois, há essas alturas, os gêmeos já choravam ardidamente. Sentiam na pele aquela discussão.

Maria Marta entrou com as babás no quarto, quase atropelando a porta e pôde sentir o clima pesado. As babás, puseram-se a cuidar dos gêmeos.

Marta: O que aconteceu aqui? — ela perguntou, preocupada.

Du: Pergunta pro teu filho, Marta. Acho que ele vai saber te explicar o que ele falou da vadia aqui... — aquelas palavras doíam em Lucas. Como ele pôde ser tão burro? Ele ia pedir desculpas, mas a viu saindo pela porta antes mesmo que pudesse abrir a boca.

Eduarda não sabia para onde ia, ela queria sumir, morrer... Queria pegar o próximo vôo pro Caribe ou pro fim do mundo que seja. Ela só queria sumir. Nunca imaginou que iria ouvir aquilo de Lucas. Ele nem a deu oportunidade de explicar e foi condenando-a. Mas tudo bem, ela estaria lá para o consolar. A Ângela. Ela que era a vadia da situação.

Ela não sabia que palavras podiam machucar tanto. Andava pelas calçadas das ruas, sem saber onde estava. As malditas lágrimas caíam.

Ouviu uma voz conhecida, chamando-a pelo nome. Era uma mulher.

"Eduarda, Du, filha? O que houve com você?" Natalia a segurou pelo braço e Eduarda se debateu tentando tirar as mãos da mãe da pele dela.

Du: Sai! Me deixa! Por favor... — ela chorava.

Natalia: Filha? Por favor, deixa eu te ajudar... Por favor! Deixa... Eu só quero te ajudar, tá? — Eduarda precisava tanto de uma mãe. Precisava de um abraço. Sem pensar, a envolveu num abraço. — Ah filha, fica calma... — ela acariciava seu cabelo, enquanto a ouvia chorar.

Du: Me ajuda! Por favor... — ela não estava pedindo, estava suplicando.

As duas sentaram num banco de uma praça ali perto, os soluços de Du diminuíam e ela se acalmava aos poucos.

Ela nem acreditava que a mãe estava ali. Com ela. Podia esperar qualquer pessoa, menos a mãe. Aquela que sempre a tratou mal. Depois de desabar no choro, toda vez que pronunciava uma palavra da história longa que havia acontecido, sua mãe pegou sua mão.

Natalia: Du... Olha, eu vou te dar um conselho de mãe. — Eduarda a olhou, seus olhos lacrimejavam. — Ou de amiga, como você quiser. As pessoas falam e fazem coisas sem pensar, acredite. É experiencia própria. Aposto que o João Lucas já tá arrependido...

Du: Você acha? — ela falava manhosa.

Natalia: Tenho certeza! — sua mãe pegou seu queixo, beijando sua testa.

Du: Mas mesmo assim... Ele me machucou! Me chamou de... De... — ela não conseguia. — Eu nem gosto de falar isso!

Natalia: Se ele gostar de você, vai reconquistar. Essa sua ferida, vai cicatrizar. Tá? — ela estava sendo tão carinhosa com Eduarda, que a rebelde até duvidava.

Du: É você mesma? Ou alguem te incorporou? — ela perguntou, sorrindo.

Natalia: É muito bom te ver sorrir! — ela beijou sua testa, de novo.

As duas voltaram para casa, assim que sua mão alcançou a maçaneta da porta e Eduarda a abriu, viu Lucas chorando no terceiro degrau da escada. Ele soluçava. Marta o acariciava as costas. As mãos de João Lucas, sustentavam sua cabeça. Ele parecia acabado.

Marta: Du! — Lucas levantou seu rosto, vendo sua esposa em sua frente.

JL: Du, pelo amor de Deus, não faz mais isso comigo... — ele levantou, abraçando-a. Ela queria não ter correspondido ao abraço. Ela precisava. – Me perdoa! Eu não disse por mal... Eu juro! — seu estado era pior que o de Eduarda. Ele chorava demais.

Doía nela ao vê-lo chorar. Eles ainda eram amigos. Ela não queria vê-lo sofrer!

Notas finais
Fiz drama demais? Hahahahahahaahhaah To tão maléfica! Tuts tuts E agora? Será que eles se reconciliam no próximo? Beijooooooos!