Além da fronteira
15 14. Noite dos deuses
Jacob
O silêncio da mansão nos recebeu com a força de um soco após o barulho e as luzes do clube. O relógio no hall marcava passado das três da manhã quando a porta maciça de entrada se fechou às nossas costas.
Sarah foi a primeira a soltar um suspiro audível. Ela retirou a máscara de haste com um gesto lento e aristocrático, massageando levemente a ponte do nariz.
— Estou absolutamente exausta — declarou minha mãe, a voz perdendo a imponência da noite e revelando o peso das horas. — A festa de Lily foi impecável, mas essas recepções exigem mais do que o meu corpo está disposto a entregar a esta altura. Vou me recolher imediatamente.
— É a decisão mais sábia — respondi de forma seca, desatando o nó da gravata borboleta com uma das mãos e arrancando o paletó do smoking logo em seguida, jogando-o sem cerimônia sobre o braço. — Também estou subindo. O dia amanhã começa cedo na sede.
Renesmee já havia dado alguns passos à frente, subindo os primeiros degraus da escadaria principal. Ela segurava a barra do vestido verde-esmeralda para não tropeçar, a máscara de filigrana já guardada na bolsa pequena.
— Vou ver como o Mateo está — murmurou ela, o tom de voz suave, mas sem coragem de encarar meus olhos por muito tempo depois de tudo o que dissemos na pista de dança. — Clara disse que ele adormeceu cedo, mas quero checar.
Ela continuou a subir, o tecido de seda roçando nos degraus de madeira nobre. Acompanhei o movimento dela com o olhar até que desapareceu no corredor do segundo andar.
Quando fiz menção de seguir pelo mesmo caminho, Sarah deu dois passos na minha direção, a postura subitamente ereta e os olhos afiados cravados em mim.
— Jacob — chamou ela, a voz vindo num tom baixo, mas carregado de uma autoridade que exigia parada imediata.
Parei no primeiro degrau, segurando o paletó com mais força e virando o rosto de lado para encará-la.
— O que foi agora, Sarah?
— Eu tenho olhos, meu filho — começou ela, cruzando os braços sobre o peito. — E não fui a única a notar a forma como você agiu esta noite. Você passou a festa inteira colado na Nessie, segurando-a como se ela fosse um troféu ou uma declaração de guerra. Os capitães da organização viram. As esposas dos diretores viram. Todos saíram daquele salão convencidos de que há algo entre vocês.
Senti o meu maxilar travar no mesmo instante. A raiva fria que eu tentara conter o dia todo voltou a pulsar no meu pescoço.
— O que os capitães ou a diretoria pensam não é da sua conta, e muito menos da deles — rosnei, virando o corpo inteiro para a minha mãe. — Eu avisei a você hoje cedo na mesa do café e vou repetir pela última vez: não se meta na minha vida privada.
— Não é apenas a sua vida privada quando envolve a reputação da família e a segurança desta casa! — rebateu Sarah, dando um passo à frente, os olhos brilhando com indignação reprimida. — Ela é uma fugitiva de um cartel mexicano, Jacob! Trazer essa mulher para os nossos eventos, exibi-la como sua acompanhante e alimentar esse tipo de rumor é colocar um alvo no peito de todos nós. Você está agindo guiado pelo desejo, e não pela razão que um Don deve ter.
Desci o degrau de madeira, me aproximando dela até que a minha sombra cobrisse o seu rosto. A tensão no hall era sufocante.
— Quem dita as regras sobre o que coloca ou não um alvo nesta família sou eu — declarei, a voz caindo para um sussurro perigosamente calmo que fez Sarah fechar a boca. — Eu protejo quem eu quero e me deito com quem eu quiser. Se eu decidi que a Renesmee vai estar ao meu lado, ninguém nesta cidade tem o direito de questionar. Nem mesmo você.
Sarah sustentou o meu olhar por longos segundos, o peito subindo e descendo com a respiração alterada, mas percebeu que havia cruzado a linha do aceitável.
— Apenas tome cuidado, Jacob — disse ela por fim, a voz mais baixa, mas ainda carregada de um aviso amargo. — O poder cega os homens mais rápidos do que a fraqueza.
Ela não esperou por uma tréplica. Girou sobre os saltos e caminhou em direção à sua suíte no térreo, deixando-me sozinho no hall iluminado apenas pelas luzes amareladas da noite.
Apertei os dentes, ajustando a camisa no corpo, e subi os degraus rumo ao segundo andar com a mente queimando na imagem de Renesmee e na certeza de que a tempestade só estava começando.
Subi os degraus em passos silenciosos, a adrenalina da discussão com Sarah ainda correndo forte nas minhas veias. Parei diante da porta de madeira do quarto de Renesmee. A fresta de luz por baixo indicava que ela continuava acordada.
Girei a maçaneta sem bater e empurrei a porta devagar.
O quarto estava iluminado apenas pela luz suave do abajur de cabeceira. Renesmee estava debruçada sobre a cama pequena do canto, puxando o edredom macio com todo o cuidado para cobrir os ombros de Mateo. O menino dormia num sono profundo e sereno, alheio a todas as sombras que rondavam aquele império.
Ao ouvir o clique da porta, ela se ergueu devagar, ajeitando o vestido verde-esmeralda, e virou-se para mim. Os olhos claros me encararam com a mesma tensão crua que nos perseguia desde a pista de dança.
Fechei a porta às minhas costas e travei a tranca, dando passos lentos até parar a um metro dela.
— Eu preciso da sua resposta, Nessie — cortei o silêncio, a voz vindo num tom grave, profundo, sem margem para rodeios. — O que você decidiu?
Renesmee hesitou. O peito dela subia e descia rapidamente contra a seda do vestido. Ela olhou de relance para o filho dormindo no canto do quarto e depois voltou a encarar o meu rosto, as mãos trêmulas se entrelaçando na frente do corpo.
— Sim — murmurou ela, num fio de voz quase inaudível.
Ergui uma sobrancelha, dando um passo curto à frente e fechando ainda mais o espaço entre nós.
— “Sim” o quê, Renesmee? — questionei, sustentando o olhar dela com uma intensidade avassaladora, querendo ouvir cada letra da boca dela. — Diga com todas as palavras.
Ela engoliu em seco, os lábios entreabertos por um segundo antes de erguer o queixo, uma onda de determinação cobrindo a sua hesitação.
— Eu quero dormir com você, Jacob — declarou ela, a frase completa saindo clara, firme e carregada de uma entrega que fez o meu sangue ferver de imediato.
Não esperei mais um segundo. Avancei o espaço restante e segurei a cintura dela com as duas mãos, puxando o corpo dela contra o meu com força bruta, até que não restasse um único milímetro de ar entre nós. Renesmee soltou um arfar baixo, as mãos dela subindo instintivamente para os meus ombros largos, cravando os dedos no tecido da minha camisa social.
Baixei o meu rosto até o seu, parando a milímetros dos seus lábios, o meu hálito quente cruzando com o dela.
— Olhe para mim — ordenei num sussurro rouco, sentindo a pele dela arder sob as minhas palmas. — Não sou um homem delicado, Nessie. Não sou pacífico no sexo, não sei ser suave e não vou te tratar como se você fosse de vidro na minha cama. Se você passar por aquela porta comigo agora, não vai ter como voltar atrás.
Renesmee encarou a escuridão dos meus olhos sem recuar um único milímetro, a respiração arfante colando o seu peito ao meu enquanto a mão dela subia para a minha nuca, puxando-me para baixo.
— Eu não quero recuar, Jacob.
As palavras dela foram o estopim. Envolvi a cintura de Renesmee com mais firmeza, abrindo a porta do quarto com a mão livre e guiando-a pelo corredor deserto. Não havia pressa afobada, mas sim a certeza implacável do que estava prestes a acontecer.
Chegamos às portas duplas de madeira escura no fim do hall — a entrada para o meu quarto, o lugar onde ninguém naquela mansão pisava sem a minha autoridade expressa. Girei a maçaneta de bronze, empurrei as portas e a conduzi para dentro, trancando a fechadura com um clique seco que ecoou no silêncio.
Renesmee parou no centro do ambiente, os olhos claros varrendo o espaço pela primeira vez.
O meu quarto refletia exatamente quem eu era. Era amplo, dominado por tons sobriedade: paredes cinza-chumbo, piso de madeira escura coberto por um tapete denso e cortinas pesadas de veludo que bloqueavam a luz da noite. No centro, uma cama king-size de cabeceira de couro preto dominava a cena. Uma lareira de pedra apagada, uma poltrona de couro surrada no canto e o cheiro impregnado de amadeirado, charuto e uísque davam ao ar uma densidade quase física.
— É a primeira vez que venho aqui... — disse ela num tom baixo, a voz ecoando com uma mistura de fascínio e receio enquanto observava os detalhes do meu santuário.
Caminhei devagar até parar atrás dela, a minha presença projetando uma sombra longa sobre o seu corpo. Tirei os sapatos sem apressar os passos e me aproximei até que o meu peito tocasse as costas do seu vestido verde-esmeralda.
— Agora este espaço também é seu — murmurei rente à sua orelha, deslizando as mãos lentamente pelas laterais da sua cintura até subir para os seus ombros.
Senti o corpo de Renesmee estremecer com o meu contato. Ela inclinou a cabeça para trás, encostando-a no meu peito, enquanto os meus dedos começavam a descer o zíper invisível do vestido nas suas costas, expondo a pele macia e quente da sua espinha centímetro por centímetro.
— Jacob... — suspirou ela, o som abafado cortando a penumbra.
— Olhe para mim, Nessie — ordenei baixo, virando-a de frente para mim.
O tecido do vestido escorregou pelos braços dela, caindo em um amontoado de seda verde aos seus pés. O contraste da sua pele clara com a escuridão do meu quarto era avassalador. Segurei o seu queixo com firmeza, erguendo o seu rosto para que não houvesse para onde fugir, cravando meus olhos nos dela antes de tomar a sua boca em um beijo profundo, possessivo e sem qualquer margem para gentileza.
Não houve hesitação. Segurei-a pela cintura com as duas mãos, apertando a carne macia e erguendo o seu corpo do chão como se ela não pesasse absolutamente nada. Renesmee soltou um suspiro agudo de surpresa e prendeu as pernas ao redor do meu quadril por puro instinto. Carreguei-a até a cama king-size e a lancei contra o colchão de couro.
Antes que ela pudesse assimilar o impacto, cobri o seu corpo com o meu. Minha boca esmagou a dela sem pedir licença, dominando a sua língua em um beijo pesado, denso, cheio de posse. Minha mão desceu pela sua coxa, cravando os dedos com firmeza e puxando-a para mais perto do meu pau ereto.
— Jacob... — ela murmurou contra os meus lábios, as unhas fincando nas minhas costas por cima da camisa social.
Arranquei a camisa com um gesto bruto, os botões voando pelo chão de madeira. Voltei a me debruçar sobre ela, descendo a boca até a curva do seu pescoço. Dobrei a intensidade do beijo, mordendo a pele sensível logo abaixo da sua orelha até ouvi-la gemer alto, um som manhoso que fez a minha espinha arder. Minha mão subiu e envolveu o seu seio por cima da renda, apertando o mamilo rijo entre o polegar e o indicador até ver o seu corpo se arquear inteiro contra o meu peitoral.
— Cada pedaço desse corpo é meu agora, Renesmee — rosnei contra a sua garganta, a voz vindo do fundo do peito. — Cada gemido, cada arfar... tudo meu.
Desfiz o fecho do sutiã , livrando-a da peça e expondo a sua pele clara. Abocanhei um dos seios com força, sugando a pele enquanto a minha mão livre descia pela sua barriga lisa, enfiando os dedos por baixo do elástico da calcinha.
— Ahh!!!!!
Renesmee abriu as pernas para mim sem hesitar, entregando-se ao meu domínio. Deslizei dois dedos pela sua fenda, encontrando-a encharcada, quente e fervendo para mim. Comecei a trabalhar a minha mão ali, pressionando a palma contra o seu osso púbico e fazendo movimentos circulares e firmes no seu clitóris, arrancando dela gemidos sôfregos que ecoavam pelas paredes do quarto.
— Olha para mim — ordenei, mantendo o ritmo sem piedade, sentindo o corpo dela estremecer sob os meus dedos.
Ela abriu os olhos turvos de tesão, a respiração totalmente descontrolada. Rasguei a fita da calcinha dela com um único puxão seco, deixando-a completamente nua no meio da cama.
Deslizei para o fim da cama, puxando Renesmee pelo quadril até a beirada do colchão, deixando as pernas dela entreabertas sobre a madeira.
Ajoelhei-me no chão, entre as coxas macias dela.
Quando abri as suas pernas ainda mais com as minhas mãos, o olhar de Renesmee mudou de surpresa para um sobressalto tímido. Ela tentou cruzar os joelhos, o rosto queimando sob a luz fraca.
— Jacob... o que você... — a voz dela falhou, trêmula.
— Fique quieta e não feche as pernas — ordenei num tom grave, irrestrito, segurando a parte interna das suas coxas com firmeza para mantê-la exposta.
Baixei o meu rosto até a intimidade dela. O aroma do desejo dela tomou os meus sentidos, uma mistura quente de baunilha e a umidade pura do seu corpo. Encostei a ponta da minha língua na fenda molhada e dei uma lambida longa, subindo desde a entrada até o topo, onde o seu ponto mais sensível latejava.
Renesmee deu um salto na cama, o corpo inteiro dando um espasmo violento. Um grito agudo e entrecortado escapou da sua garganta, e as suas mãos voaram para os meus cabelos de forma desordenada, não para me afastar, mas sem saber para onde ir.
— Meu Deus! Jacob! — ela arfou, o peito subindo em solavancos descontrolados. — O que... o que você tá fazendo?
O choque e o desespero de uma sensação nunca antes experimentada estavam escancarados na voz dela. Héctor Mendonza nunca havia se importado com o prazer dela. E pelo visto, nem mesmo o pai do filho dela.
Um sorriso sombrio cortou os meus lábios contra a pele quente dela.
— É a sua primeira vez nisso, não é? — murmurei, o meu hálito quente batendo diretamente na sua pele sensível, fazendo-a estremecer até os ossos. — Ele nunca fez isso com você.
Ela apenas soltou um ganido baixo, a cabeça se jogando para trás contra os lençóis enquanto tentava processar a sobrecarga de estímulos.
Não dei espaço para que ela raciocinasse. Abocanhei o seu centro com a boca quente, sugando o seu clitóris com vontade enquanto a minha língua trabalhava em movimentos rápidos, firmes e contínuos. Deslizei dois dedos para dentro da sua boceta de uma vez só, afundando-me e curvando-os internamente no mesmo ritmo impiedoso da minha boca.
A reação dela foi um terremoto. Renesmee cravou os dedos no meu couro cabeludo, os pés se esticando enquanto ela se contorcia no colchão. O som que saía da sua boca não era mais um gemido tímido, mas um pranto abafado de puro êxtase, o corpo frágil rendendo-se completamente a uma sensação que ultrapassava qualquer controle consciente.
— Eu não... eu não consigo! Jacob, por favor, dói de tão bom! — ela implorava descontrolada, a espinha arqueada e a bacia subindo em busca da minha boca de forma puramente instintiva.
— Consegue sim — rosnei contra ela, intensificando a sucção e acelerando o trabalho dos dedos dentro dela. — Aguente cada segundo.
Aprofundei os dedos, atingindo o ponto exato enquanto a minha língua a devorava sem trégua. A musculatura de Renesmee travou de vez. Ela soltou um grito mudo , os olhos se fechando com força enquanto um orgasmo avassalador e violento a atingia em cheio, fazendo o seu corpo tremer em ondas contínuas de espasmos. O líquido quente do seu prazer jorrou contra a minha boca, e eu bebi cada gota sem perder uma única estocada dos meus dedos até que ela ficasse completamente mole e sem forças sobre a cama, arfando como se tivesse corrido uma maratona.
Ergui o meu rosto devagar, limpando os lábios com as costas da mão e observando a imagem dela: desfeita, peito arfando, os olhos turvos de choque e o corpo banhado de suor.
Ajoelhei-me na cama sobre ela, o meu pau rígido roçando na sua entrada ainda trêmula.
Libertei-me da calça num movimento rápido, duro e latejante, me posicionando de joelhos na beirada da cama sob a luz amarelada do quarto. Minha mão envolveu o meu membro, desferindo algumas carícias lentas e firmes para conter a pressa de me afundar nela de novo, a veia pulsando forte pela expectativa.
Renesmee ainda arfava no colchão, a pele alva banhada em um suor fino, o peito subindo e descendo em solavancos. Os olhos dela, escuros pelo tesão e ainda em choque com a tempestade que acabara de atravessar na minha boca, focaram no meu movimento. A respiração dela deu um salto. Ela não desviou o olhar.
Em vez de se encolher ou esperar passivamente pelo meu próximo ataque, Renesmee se apoiou nos cotovelos. Com passos incertos e a graça trêmula de quem pisava em um terreno totalmente novo, ela deslizou até a ponta do colchão, parando a centímetros de onde eu estava ajoelhado.
Ela engoliu em seco, os lábios vermelhos e entreabertos.
— Jacob... — a voz dela veio num fio baixo, carregada de uma timidez crua que se misturava a uma coragem repentina.
As mãos dela, ainda vacilantes, desceram pelo colchão até tocarem as minhas coxas. O calor dos dedos dela queimou a minha pele. Ela olhou diretamente para o meu pau ereto e latejante na minha mão, e depois ergueu os olhos claras para encarar o meu rosto.
— Você... você acabou de fazer algo por mim que ninguém nunca fez — murmurei ela, o rosto corando violentamente, mas os olhos sustentando o meu olhar dominador. — Deixe-me... deixe-me fazer algo por você também. Do mesmo jeito.
— Você sabe o que está pedindo, Nessie? — a minha voz saiu como um rosnado baixo, vindo do fundo do peito. — Não é um jogo.
— Eu sei — respondeu ela, a firmeza no tom surpreendendo a nós dois.
Renesmee se ajoelhou na beirada do colchão, ficando na altura exata do meu quadril. Ela estendeu a mão trêmula e envolveu a base do meu membro. O toque dos dedos macios e frios dela na minha pele quente me fez soltar um palavrão abafado entre os dentes.
Ela se inclinou para a frente, o cabelo bronzeado caindo pelas laterais do rosto como um véu. Ajoelhada ali, desarmada e linda, ela aproximou os lábios da cabeça do meu pau, deixando o seu hálito quente bater direto na pele sensível.
— Me ensina como te dar prazer, Jacob — implorou ela num sussurro corajoso, os olhos fixos nos meus enquanto a ponta da sua língua saía para dar a primeira lambida tímida, testando o meu sabor antes de abocanhar a minha extensão.
A ponta da língua dela roçou a cabeça do meu pau numa lambida hesitante, provando a gota de pré-sêmen que despontava ali. O contato da boca quente de Renesmee com a minha pele sensível fez a minha espinha arder instantaneamente. Um palavrão baixo e pesado escapou pela minha garganta enquanto a minha mão voava para o cabelo bronzeado dela, cravando os dedos nos fios para mantê-la ali.
Renesmee tomou coragem. Ela abriu a boca e abocanhou a cabeça de uma vez só, envolvendo-me com o calor úmido da sua boquinha.
— Porra, Nessie... — rosnei, a cabeça se jogando para trás por um segundo enquanto o meu quadril dava um impulso involuntário para a frente.
Ela não recuou. Mesmo sendo visivelmente inexperiente, a entrega de Renesmee era absoluta. Ela começou a deslizar a boca para cima e para baixo, envolvendo alguns centímetros da minha extensão, usando a língua para massagear a parte inferior enquanto a mão macia trabalhava na base, acompanhando o ritmo com firmeza surpreendente.
O som sucinto da saliva e a respiração desordenada dela batendo contra as minhas coxas tornaram o ar do quarto sufocante. Ela olhava para cima de vez em quando por entre a franja, os olhos claros turvos de tesão, checando a minha reação ao seu toque. Ver a mulher do ex-chefe de Monterrey ajoelhada entre as minhas pernas, dedicada puramente ao meu prazer, destruiu o resto da minha sanidade.
Puxei o cabelo dela devagar, guiando o movimento da sua cabeça, acelerando o ritmo.
— Isso... abre mais a boca, assim — ordenei num tom rouco, ditando a frequência das estocadas sutis que eu dava na sua garganta.
Renesmee aceitou a minha condução sem hesitar, descendo mais fundo, sugando com uma intensidade que fez as veias do meu pescoço saltarem. A sensação do seu aperto morno combinado com a ganância ingênua da sua boca me levou à beira do abismo em questão de minutos.
Antes que eu perdesse o controle por completo e me derramasse ali mesmo, segurei-a pelos ombros e a puxei para cima com força bruta. Renesmee soltou um arfar rasgado quando a descolei de mim e a joguei de costas no colchão, ficando de joelhos entre as suas pernas abertas.
— Chega — rosnei, a voz vindo como um trovão na penumbra do quarto. — Se você continuar com essa boca mais um segundo, eu vou me esvaziar antes da hora. E eu quero estar dentro de você quando acontecer.
Os olhos de Renesmee brilharam com um misto de triunfo e desejo selvagem. Ela escancarou as pernas, puxando os joelhos em direção ao peito para me dar passagem total.
— Então me fode de uma vez, Jacob — desafiou ela, a voz trêmula de tesão.
Encaixei a cabeça do pau na sua entrada encharcada e me afundei nela de um só golpe, preenchendo-a com violência até o talo.
A cama não era mais suficiente para conter a fúria do nosso desejo. O som dos nossos corpos colidindo ecoava pelo quarto como um trovão ritmado, mas a urgência de senti-la em cada ângulo possível dominava as minhas ações.
Segurei Renesmee pelos quadris e a puxei para cima, virando-a de bruços no colchão num movimento rápido e fluido.
— Ajoelhe-se — ordenei num rosnado rente às suas costas suadas.
Ela obedeceu sem questionar, apoiando os cotovelos nos lençóis bagunçados e erguendo o quadril para mim. A visão da sua espinha desenhada e das suas nadegas expostas à luz amarelada do abajur era uma provocação que me descontrolava. Segurei os seus cabelos ruivos com uma das mãos, puxando a sua cabeça devagar para trás, enquanto a outra mão desferia um estalo firme na sua coxa direita, deixando a marca vermelha da minha palma na pele macia.
Renesmee soltou um gemido rasgado, metade dor, metade êxtase, arqueando a coluna ainda mais.
— Jacob... — implorou ela, os olhos entreabertos.
Encaixei-me por trás e me afundei nela com um golpe único e brutal. Ela gritou contra o travesseiro quando a preenchi por completo. Comecei a estocar sem piedade, ditando um ritmo pesado, constante, onde cada impulso meu fazia a cabeceira bater com força contra a parede de pedra. O ângulo novo atingia um ponto tão profundo dentro dela que Renesmee só conseguia soltar ganidos entrecortados, as unhas cravadas no lençol enquanto o seu corpo balançava sob o meu impacto.
— Olha como você me recebe — provoquei, a voz ríspida pela respiração desordenada, dando estocadas cada vez mais rápidas. — Você foi feita para mim, Nessie. Foi feita pra ser minha mulher, minha puta.
— Sim... oh... sim! — ela gritava, descontrolada, a musculatura interna apertando o meu pau a cada investida.
Sem interromper o ritmo, mudei a posição. Puxei-a pela cintura, trazendo o corpo dela para cima enquanto me sentava no colchão. Traga pela gravidade e pelo meu comando, Renesmee sentou-se no meu colo de frente para mim, com as pernas cruzadas ao redor das minhas costas, sem que nós nos desencaixássemos por um único segundo.
A mudança de posição fez a invasão ser ainda mais funda. Renesmee soltou um suspiro longo, jogando a cabeça para trás. Segurei-a pela bunda, erguendo e descendo o seu corpo no meu pau com força, enquanto ela cravava as unhas nos meus ombros largos, acompanhando o meu movimento com cavalgadas desesperadas e ritmadas.
Nossos rostos se colaram. Minha boca voltou a devorar a dela, engolindo os seus gemidos altos enquanto a minha mão descia entre os nossos corpos, encontrando o seu clitóris totalmente inchado e esfregando o polegar ali com pressão contínua.
O combo do meu pau fincado no seu fundo com o estímulo na sua frente foi devastador. Renesmee travou nos meus braços, os olhos se arregalando antes de se fecharem com força, e um novo orgasmo, ainda mais violento que os anteriores, a rasgou ao meio. Ela tremia inteira, choramingando no meu pescoço enquanto a sua vagina me espremia num abraço líquido e fervente.
Aquele aperto implacável destruiu a minha última barreira de contenção.
Sem me retirar dela, fiquei de pé na cama, carregando o seu corpo colado ao meu como se ela fosse leve como uma pena. Renesmee se agarrou ao meu pescoço, o peito arfando contra o meu. Caminhei a passos largos em direção às portas de vidro do quarto, empurrando-as com o ombro e avançando para a varanda privativa.
O ar fresco da madrugada de Chicago nos atingiu de imediato, cortando o calor sufocante do quarto. A varanda era protegida por paredes altas de pedra e cercada pela copa de árvores centenárias, totalmente isolada de qualquer olhar curioso. No chão de madeira nobre da sacada, havia uma grande espreguiçadeira estofada, exposta diretamente para o céu aberto e salpicado de estrelas.
Deitei-me sobre o estofado macio, trazendo-a por cima de mim.
Renesmee encarou a imensidão do céu noturno por um segundo, as estrelas brilhando acima de nós, antes de voltar os olhos para os meus. A luz da lua iluminava a sua pele suada e os seus lábios inchados. A beleza crua e selvagem daquela mulher no meu território me dominou por inteiro.
Ajeitei o seu quadril e me afundei nela de baixo para cima com estocadas potentes e vertiginosas. Sob a vastidão do céu e o vento frio da noite, a nossa dança atingiu o ápice. Ela cavalgava sobre mim com fúria e entrega, os gemidos dela se perdendo na brisa da madrugada.
— Jacob! Eu vou... de novo! — ela gritou, a cabeça jogada para trás, a luz das estrelas refletindo no seu rosto banhado de êxtase.
Segurei a sua cintura com força extrema, impulsionando meu quadril para cima com três estocadas brutais e finais. Renesmee colapsou sobre o meu peito no mesmo segundo em que a sua musculatura se contraiu em um clímax devastador. Segundos depois, segui o seu ritmo: soltei um rosnado grave que reverberou na noite e me derramei completamente no seu fundo, inundando-a com jatos quentes de porra enquanto a segurava firme contra o meu corpo.
O silêncio da madrugada aos poucos se restabeleceu, quebrado apenas pela nossa respiração acelerada.
Continuamos ali, deitados na espreguiçadeira sob o manto infinito de estrelas, os corpos nus, suados e colados. Passei o braço forte ao redor dos ombros de Renesmee, puxando a cabeça dela para descansar no meu peitoral. Ela suspirou, fechando os olhos e escondendo o rosto na minha curva do pescoço, completamente entregue.
— Vai se mudar pro meu quarto, não vai? preciso disso todas as noites e com o Mateo por perto fica impossível... — perguntei, ela riu baixinho.
— Isso seria um problema, eu não sei se aguentaria algo assim todas as noites.
— É a minha mulher agora, Nessie, acostume-se a dar a boceta pra mim todas as noites. Eu prometo cuidar de você depois.
Fale com o autor