Além De Rubi
17 Capítulo 17
Notas iniciais
O Além de Rubi está na reta final da 1° temporada :)
Boa Leitura e espero que gostem!
Fernanda Narrando~
Não podia deixar que levassem a Rubi pro Boa Aventura, e correr o risco do Alessandro descobrir tudo, mas não podia deixá-la morrer numa maca enquanto eu decidia o que fazer... Enxergava tudo embaçado, minha pressão diminuía, mas fiz uma força para que a minha pressão voltasse ao normal.
- Toledo vá com a minha tia! — Puxei ele pelo braço.
Era o melhor que eu podia fazer naquele instante, o Toledo ia como responsável pela Rubi, e ninguém desconfiaria dele, mesmo assim eu estava preocupada, com medo de que alguém reconhecesse ela. Peguei o meu celular e entreguei em suas mãos.
-Pra que isso? — Indagou ele.
- É pra você me ligar, aí já tem o número do meu telefone fixo, mais me mantém informada. — Disse a ele. Ele respondeu com um simples movimento com a cabeça e entrou na ambulância.
A cada segundo que se passava a ambulância ficava cada vez mais longe, mas a sua sirene parecia estar ali, do lado de meus ouvidos …
Narrador~
Chegando no Hospital Boa Aventura, Rubi ainda estava desacordada na maca e Toledo chorava pelos cantos.
Alessandro tinha acabado de chegar no hospital quando se deparou com Rubi na maca. O Toledo se virou imediatamente para que Alessandro não o visse.
- O que ouve com esta senhora? — Perguntou ao enfermeiro.
- Tudo indica que seja um princípio de infarte, então resolvemos trazê-la pra cá. — Alessandro junto com o enfermeiro levou Rubi para uma sala e pediu que fizesse todos os exames possíveis.
Toledo Narrando~
Ai minha Nossa Senhora dos pobrezinhos … Não deixe que o doutorzinho nos descubra, apesar de eu não souber o que as duas andam tramando, acho melhor não arriscar.
Estava preocupado com a minha pobrezinha Rubi, e o enfermeiro que estava com ela não ficava parado.
Alessandro Narrando~
Algo me dizia que aquele rosto era familiar, mas não me lembrava de nenhum lugar … Derre pente fosse alguma senhora de rua que eu tivesse ajudado no passado, mas aquele rosto era muito familiar.
Toquei em suas mãos, e percebi que nelas havia muitas cicatrizes e que na maioria tinham dado queloides.
“Coitada desta pobre mulher … Não deve nem ter dinheiro para pagar a consulta”
Fui na recepção e paguei todos os gastos daquela senhora, realmente parecia que ela não teria como pagar ao hospital.
2 DIAS DEPOIS...
Paguei tudo o que a senhora precisava e depois não voltei mais lá, deixei que os outros médicos cuidassem disso.
Fernanda Narrando~
Eu estava muito preocupada com a minha tia, por mais que o Toledo me avisasse sobre tudo, eu queria estar do lado dela e não deixá-la sozinha, já que a culpa era minha.
O que não saia da minha mente era o porque que o Alessandro pagou todas as necessidades da minha tia … “Será que ele percebeu que ela era a Rubi?”
Essa pergunta ficou durante muito tempo em meus pensamentos, até que foram bloqueadas pelo telefone.
- Alô? — Atendi
- Oi meu amor sou eu o Pedro. — Dizia num tom de preocupado, e eu estava cansada demais pra ouvi-lo, porém queria ouvir um pouco a sua voz. -Podemos nos encontrar hoje? — Perguntou ele.
-Claro porque não? Ah mas antes tenho que passar num lugar pra resolver alguns problemas. — Disse a ele.
-Tudo bem, também tenho que ir num lugar antes, então não se preocupe. — Disse e eu desliguei o telefone.
Pedro Narrando~
Ela estava muito estranha no telefone, e eu estava muito preocupado durantes estes dias que não ficamos juntos, sentia como se, ela quisesse se afastar de mim. Mas preferi pensar que era coisas da minha cabeça e nada mais.
Fernanda Narrando~
Eu estava na porta do Hospital, porém estava na dúvida se eu entrava ou não, então eu entrei.
Liguei pro Toledo e disse que eu estava no hospital e perguntei em que andar a minha tia se encontrava... Eu sabia que aquilo era arriscado demais, mas eu não consegui ficar de braços cruzados esperando notícias do Toledo, eu tinha que ir lá vê-la pessoalmente, ver se ela está comendo, se esta acordada. Eu precisava me certificar que eu não fui a culpada por aquilo …
Abri a porta e ela estava deitada, dormindo num sono profundo … Fiquei um longo tempo observando ela, quando o Toledo entrou e encostou suas mãos em meu ombro e disse que era mais conveniente que eu me retirasse.
Saí do quarto e quando virei no corredor dei de cara com o Pedro.
CONTINUA [...]
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