Notas iniciais
Espero que curtem ... Excelente leitura a todos ♥

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Fiquei paralisada … Não sabia o que fazer. Olhei pra ele fixadamente e olhei pra porta do quarto onde minha Tia Rubi estava … E eu só pensava em uma coisa: Ferrou ele vai descobrir tudo

- O que você está fazendo aqui? — Perguntou ele, peguei a primeira desculpa que veio em minha mente.

- Eu vim ajudar uma senhora que está internada aqui. — Gaguejei e tava muito na cara que aquilo era uma desculpa.

- Essa é a melhor desculpa que você tem? — Dizia ele rindo. Não entendi muito o porque da risada, mas foi vacilo meu inventar a desculpa da caridosa, já que eu nem tenho dinheiro pra ajudar ninguém. Aproveitei enquanto ele estava rindo e inventei outra coisa.

Comecei a rir também e disse: — Tá isso é uma desculpa, mais eu tava tentando falar com você e não conseguia, então decidi vir no hospital, porque imaginei que você estaria aqui. — Meu coração estava acelerado e minhas pernas tremiam, e ele tinha que acreditar nisso porque eu já estava sem ideias.

Ele me abraçou e nos beijamos.

- Ah que fofa meu amor … É uma pena que me pai não está no hospital. — Disse ele com um sorriso no rosto.

Ele colocou sua mão sobre a minha cintura fazendo com que o meu corpo e o dele ficassem juntinhos, eu soltei um suspiro, de alivio.

- Então vamos! — Soltei um sorriso e fomos embora.

Narrador~

Rubi já havia ganhado alta e Toledo a levou pra casa.

- Sabia que o seu amado doutor Cardenas te viu no hospital? — Disse Toledo ajudando Rubi a descer do ônibus.

Rubi ficou parada com uma expressão de surpresa.

- O que foi que ele disse? — Perguntou Rubi

- Ele nada, acho que nem te reconheceu.

Rubi Narrando~

Me doeu ouvir aquilo do Toledo, o homem que ainda me ama e me deseja, nem perceber que era eu.

Entrei e me despedi do Toledo. Assim que a porta se fechou eu chorei, todas as lembranças do nosso amor surgiu em minha mente como um filme, um lindo filme romântico ... E nisso tudo o que eu conseguia sentir era só ódio.

Me contive e liguei pra Fernanda pra avisar que eu já estava em casa mais ninguém atendia.

Fernanda Narrando~

Fomos almoçar num restaurante super legal e depois fomos pra minha casa , ficamos conversando sobre várias coisas, e na verdade eu gostava de conversar com o Pedro, falávamos sobre tudo até que paramos no assunto sobre sexo.

- O que você acha sobre o sexo? — Perguntei mordendo os lábios.

Sabia que aquela pergunta ia deixá-lo sem graça já que ele era muito tímido, igual a mãe … Mais já que eu tinha tirado uma casquinha do pai, porque não tirar uma casquinha do filho.

- Pra mim sexo é só mais uma coisa que complementa o namoro, nada de tão especial assim. — Respondeu ele com a maior simplicidade. Para minha surpresa, eu jurava que ele ia ficar sem graça, mais não, ele ficou normalmente.

Maribel Narrando~

Eu estava espiando o que o Alessandro estava fazendo, e vi que ele fazia as malas, estava sem ação mais eu tinha que tomar uma atitude logo, não podia deixar meu casamento acabar dessa maneira, eu precisava fazer alguma coisa.

- Alessandro não vá embora – Disse colocando minhas mãos sobre seu ombro, ele se virou e me olhou com pena, e eu me senti muito mal com aquele olhar, então virei a cara.

- Maribel já conversamos e eu não quero te fazer mal. — Disse ele. Meus olhos estavam queimando, fazendo surgir lágrimas. Que derre pente elas caíram pelo rosto abaixo.

- Eu já entendi, mais você pode ficar aqui, enquanto o divórcio não sai … Não vou me incomodar se você dormir em outro quarto, mas por favor não vá embora. — E as lágrimas corriam fazendo com que meus olhos ficassem inchados.

Alessandro Narrando~

Fiquei espantado com o pedido da Maribel, quem pediria pra uma pessoa ficar em sua casa depois de separados, e aceitar que dormisse em outro cômodo?

Não fazia sentido, mas aquele rosto de quem se contentaria com tão pouco de amor fez eu parar pra refletir por um instante.

- Tudo bem. — Respondi deixando minhas malas de lado. Ela abriu um pequeno sorriso, e me deu um abraço... Ficamos parados ali por um longo tempo.

- Preciso ir agora Maribel. — Disse pra ela, que se afastou de mim. Peguei as minhas coisas e sai com o carro.

Fui me encontrar com a Rubi.

Fernanda Narrando~

O Pedro já tinha ido embora, mas eu queria que ele ficasse ali, mais foi melhor assim, o Alessandro está vindo e ele não podia encontrar o filho aqui né.

Tomei meu banho e me perfumei com o perfume que o Alessandro tinha me dado, quando a campainha tocou. Abri a porta e ali estava o Alessandro com um buquê de rosas vermelhas.

Ele entrou e sentamos na sala e ficamos conversando …

- As rosas são lindas. — Disse pegando uma, só que quando eu peguei, me cortei com o espinho de uma.

“Ai”

- O que foi? — Alessandro se levantou perguntando todo preocupado.

- Nada não respondi, apenas cortei o meu dedo com o espinho da rosa. — Abri um sorriso e rimos juntos.

- Dizem que quando uma pessoa espeta ou corta o dedo com o espinho de uma flor, é porque está cheio de más intenções. — Disse Alessandro me abraçando. Nossos corpos estavam juntinhos, um sentindo o calor do corpo do outro … Eu nem ligava mais pro sangue que escorria pelas minhas mãos. Nos beijamos e dormimos juntos bem agarradinhos um com o outro...

CONTINUA [...]