Always by your side
35 Making love out of nothing at all
Notas iniciais
A Sargento Swan vê quando Regina entra em um beco bem mais na frente e corre ainda mais rápido, tentando alcança-la, enquanto chama o seu nome diversas vezes, mas quando chega no lugar, logo depois, não há ninguém. Tudo está muito calmo e não há nem sinal de que alguém esteve ali. Nem mesmo barulhos de animais há.
― Regina? ― Grita pela outra, desconfiada. O beco era longo, mas não tinha saída. Não tinha como ela ter saído sem ser vista. Apesar da grade no fim ser baixa, o muro que vinha logo depois era muito alto. Pular dele traria alguns problemas para os pés. ― Regina? ― Volta a chamar, dando passos lentos, segurando sua arma com força, olhando atentamente para todos os lados, tentando evitar ser surpreendida. ― Regina? ― Tenta uma última vez, gritando ainda mais alto. Não obtendo resposta, ela corre até a grade, só para ter a certeza de que a amiga não estava ali.
Rapidamente, Emma puxa o celular do bolso e disca o número da morena, torcendo para ela atender, dizer onde está, o que está fazendo e que está bem, sã e salva, porém, a ligação nem começa a chamar, pois logo dá caixa postal. Emma tenta mais uma vez, mas tem a mesma resposta. Então decide ligar para o Brian, torcendo para que, de alguma forma ela tenha voltado para lá e esteja tudo bem.
― Brian? A Regina está aí? ― Já vai logo perguntando, toda agoniada, assim que ele atende.
― Ela não deveria estar com você? ― Sua voz denotava a confusão.
― Droga! ― Bate com força na grade. ― Ela não está aqui. ― Começa a andar de um lado para o outro, preocupada, mas sempre atenta ao seu redor. ― Regina entrou em um beco sem saída mais na frente e quando eu cheguei não havia nenhum sinal dela. ― Explica, frustrada e irritada consigo mesma por não ter sido rápida o suficiente. ― Pensei que ela pudesse ter voltado até aí.
― Você já tentou falar com ela? ― Pergunta, já também preocupado e desconfiado. Após saber por alto o que tinha acontecido em frente ao Departamento, e agora saber que Regina, supostamente, havia sumido, Knight já tinha uma ideia do que poderia ter acontecido.
― Está dando caixa postal. ― Desaba no chão, baixando a guarda e deixando a preocupação e o medo tomarem conta de seu ser.
― Passe as coordenadas do lugar onde está e eu mandarei em seguida, alguém até ai para investigar e descobrir o que aconteceu. ― Pede, falando apressadamente. Apesar de não terem a total certeza do que tinha acontecido ainda, mesmo tendo uma ideia, não podia perder tempo. Cada segundo perdido, poderia custar a vida de Mills. ― Não deixe ninguém se aproximar até que isolem a área. ― Acrescenta. ― Também irei pedir que localizem o celular dela. ― A loira se levanta no pulo e segue rapidamente para a entrada do beco.
― Ok! ― Responde e tira o aparelho do ouvido. Já iria encerrar a ligação, quando escuta a voz do homem lhe chamando.
― Emma?
― Pode falar... ― Diz, logo após levar o celular ao ouvido novamente.
― Se a movimentação por ai chamar a atenção de civis ou repórteres, não diga nada. ― O homem avisa, bastante sério.
A Sargento assente e juntos encerram as ligações, e Emma não perde tempo em buscar o contato do novo Capitão na parte de mensagens e lhe enviar o que foi pedido, procurando colocar cada detalhe.
― Droga, Regina! Onde é que você está? ― Sussurra, olhando para o céu, angustiada. ― Eu preciso te encontrar... ― Algumas lágrimas caem por seu rosto.
•§•
Regina abre os olhos minimamente, parecendo muito sonolenta e desorientada, como se tivesse acabado de se acordar, sentindo uma forte dor em sua cabeça e em seus pulsos e tornozelos. Ela tenta se movimentar e estranha não sentir seus braços e pernas livres. Ao verificar o motivo, vê então, que eles estão muito bem amarrados por fios não muito grossos, que prendem-na à cadeira de madeira pouco desconfortável que está sentada. A Sargento olha ao seu redor, tentando reconhecer o lugar, mas não há nada que possa lhe ajudar no processo, pois, além de si, que se encontrava no centro daquela sala que ela jugou rapidamente ter uns 5 m², há apenas mais uma cadeira em sua frente e uma lâmpada pendurada no teto. Nem mesmo uma janela tem. Apenas uma porta de ferro.
Mills não fazia ideia de onde estava, se era dia ou noite, há quanto tempo já estava ali, não fazia ideia do que tinha acontecido, de como tinha chegado até aquele lugar e de quem a tinha levado até ali e o motivo. Suas últimas lembranças eram de quando, após perder de vista o suspeito de começar o tiroteio em frente ao Departamento, foi atacada em um beco, por alguém que cobria muito bem o rosto e as mãos, e desmaiou quando seu rosto foi pressionado em um pano, acordando já ali, totalmente amarrada e a mercê do seu algoz.
Fora daquele lugar, ela não escutava um barulho sequer, podia até apostar que estava sozinha
― Ei! ― Ela grita, querendo chamar a atenção de alguém, olhando fixamente para a porta. Espera alguns minutos, mas ninguém aparece, nenhum barulho é ouvido, nenhum movimento é feito. Remexe-se com força na cadeira, tomando o devido cuidado para não cair, tentando soltar suas mãos, mas os fios estão muito fortes e machuca sua pele. ― Seus idiotas! ― Grita ainda mais alto, tentando-se soltar mais uma vez, mas desistindo logo depois ao sentir a dor em seus pulsos. ― Argh! ― Exclama com raiva.
Olhando ao redor, em busca de algo que pudesse lhe ajudar a se soltar, mas não encontrando nada, literalmente, ela tem uma ideia de subir com os braços e tentar passa-los pelo encosto da cadeira, que era bastante alto. Se conseguisse tal feito, seria mais fácil passa-los para frente do corpo e tentar se soltar com a ajuda dos pés ou até mesmo atacar quem chegasse. Todavia, no meio do caminho, já faltando pouco para conseguir, os seus ombros começaram a doer e ela não conseguiu finalizar. Abaixou os braços novamente e suspirou frustrada. Mas ela não iria desistir da melhor possibilidade que tinha, atualmente, de tentar se soltar e sair dali. Enquanto ninguém aparecesse, ela iria exercitar seus braços até que conseguisse o que queria. Aquela era só a primeira de muitas tentativas que ainda viriam.
Em um acesso de raiva, a morena se remexe com força na cadeira, puxando com força os seus braços para longe um do outro, na vã tentativa de rompê-las, mas tudo que acontece, é a cadeira finalmente cair, piorando a sua situação, deixando-a de rosto colocado com a superfície fria.
― PORRA! ― Solta, debatendo-se de raiva. ― Ei, seus idiotas! ― Força as suas cordas vocais, tentando chamar a atenção de alguém, na esperança de que pudessem lhe escutar, entrar ali e ao menos a colocarem em pé novamente.
Se antes, a posição que a colocaram naquela cadeira era desconfortável e como consequência já nem sentia mais suas pernas e sua bunda, agora que estava caída no chão, estava ainda pior.
― Olá? ― Tenta mais uma vez, espera algum tempo e ninguém aparece, mais uma vez. Suspirando frustrada, Mills desiste, começando a procurar a melhor posição de encostar o seu rosto naquele chão sujo.
•§•
Após milhares de fotos do lugar, terem sido tiradas por um dos rapazes da perícia, assim que chegaram ali, ele liberou o local para análise e agora, com luvas nas mãos e protetores de sapato, Emma observava atentamente e bem de perto, mas não o suficiente para atrapalhar, o trabalho dos investigadores, que analisavam cada lugar com cuidado e atenção, buscando um detalhezinho sequer, que pudesse ajuda-los a saber o que tinha acontecido e que pudesse dar uma direção nas investigações.
Inquieta, Emma olha para cima, procurando por câmeras que poderiam ter gravado algo, ou janelas nos prédios ao redor, com donos que poderiam ter visto algum movimento, mas não encontra nada. Em uma das paredes, ao seu lado esquerdo, há apenas uma porta e nada mais, que já estava sendo muito bem analisada por duas mulheres.
De repente, um dos rapazes encontra algo que Emma não identificou o que era, no chão, e pediu uma lupa para outro, logo ao seu lado. Em seguida, aproximou o objeto do que segurava na ponta de sua pinça e o analisou em silêncio. Emma se agoniou, ansiosa.
― Alguma coisa? ― Pergunta, não aguentando esperar, aproximando-se dele.
― Até agora nada, senhora. ― Ele responde sem entusiasmo, balançando a cabeça negativamente. ― É apenas um pedaço de jornal velho. ― Ele entrega a lupa para o outro e devolve o pedaço do jornal ao lugar.
― Continuem procurando. ― Ordenada e o rapaz assente rapidamente, voltando sua atenção para o chão. ― Não podemos perder tempo. ― Murmura mais para si que para eles.
Emma sente o celular vibrando no bolso da sua inseparável jaqueta e logo o agarra, puxando junto, o cartão de Catherine. Todavia, deixa o pequeno pedaço de papelão de lado, guardando-o de volta e mexe no aparelho. Era uma breve mensagem de Brian, atualizando-a de como o Departamento e os oficiais feridos estavam, informando que ninguém havia falecido, mas alguns estavam em estado grave e outros já até tinham sido liberados por terem sido atingidos de raspão, e também lhe pedindo informações de como tudo estava indo. Swan lhe responde rapidamente com breves palavras e logo recebe outra mensagem, dessa vez informando que tinham encontrado a última localização do celular de Regina, não muito longe dali, e já estavam seguindo para o local. A Sargento sorri largamente, aliviada, e volta a lhe responder, dessa vez mais animada e esperançosa, pedindo que lhe mantenha informada. Quando ela solta o celular no bolso novamente, lembra-se do cartão da ruiva. Pega-o rapidamente e o observa por algum tempo. Ao ler “Agente Especial Conor” escrito em dourado, tem uma ideia.
Emma se afasta um pouco do pessoal, indo para a saída do beco, e puxa seu celular de volta. Com o cartão na mão, ela lê um dos números e começa a digitá-lo.
― Senhora? ― Escuta uma voz lhe chamar e se vira para trás, interrompendo o que fazia. ― Encontramos algumas marcas no chão, seguindo para aquela porta, que indicam um possível arrastamento. ― Conta, causando um suspiro de alívio na ouvinte, que já agradecia mentalmente por as coisas estarem começando a andar e agora eles já tinham duas pistas para seguirem. Primeiro a localização do celular da morena e agora essas marcas de arrastamento. Estava otimista de que conseguiriam encontrá-la logo.
― Ótimo! Isolem a área e me espere só um minuto que eu já chego lá. Vou apenas fazer uma ligação. ― A mulher assente e se afasta, voltando para dentro do beco.
Swan termina de digitar os números e leva o aparelho ao ouvido, escutando o toque da chamada e esperando pacientemente ela ser atendida.
Após três toques, Catherine atende.
― Catherine falando! ― A loira escuta a voz do outro lado da linha e respira fundo.
― Olá Cathe! ― Pronuncia-se, chamando-a como antigamente. ― É a Emma. ― Faz uma breve pausa. ― Eu preciso da sua ajuda como agente do FBI.
•§•
Every time I see you all the rays of the sun are ― Toda vez que te vejo todos os raios do sol estão
Streaming through the waves in your hair ― Passando pelas ondas de seus cabelos
And every star in the sky is taking aim at your eyes ― E toda estrela no céu está mirando teus olhos
Like a spotlight ― Como um holofote.
The beating of my heart is a drum and it's lost ― Os batimentos do meu coração são como um tambor que está perdido
And it's looking for a rhythm like you ― E procura um ritmo como você
You can take the darkness from the pit of the night ― Você pode tirar a escuridão das profundezas da noite
And turn into a beacon burning endlessly bright ― E transformá-la numa luz que brilha infinitamente.
Ao som de Air Supply, que tocava baixinho exatamente a parte que mais lhe tocava em toda a canção porque a descrevia bem como estava se sentindo em relação à amiga, Regina abre os olhos lentamente, acordando de um sono indesejado. A Sargento havia adormecido contra a sua vontade, enquanto esperava por alguém para lhe levantar. Ela ainda continuava deitada e com o rosto rente ao chão. Para piorar a sua situação, todo o seu corpo doía. Principalmente o pescoço. Ou ninguém tinha aparecido por ali enquanto esteve desacordada, ou até apareceram, mas por ruindade deixaram-na do jeito que estava, a morena pensou, fazendo um esforço para mexer a cabeça e descobrir de onde vinha a música, mas tudo que conseguiu foi soltar um gemido de dor.
― De ontem à noite para hoje, você escutou bastante essa música em seu carro. ― Uma voz bastante conhecida pela Sargento, diz, chamando sua atenção e tirando suas dúvidas sobre quem teria lhe levado até ali e por que. ― Eu tenho te observado muito nos últimos dias, Regina Mills! ― Acrescenta com uma voz suave, desligando a caixinha de som que estava em sua mão e jogando-a no chão.
― Keith Thompson! ― Regina murmura, mexendo um pouco a cabeça e conseguindo ver o homem parado bem perto de si.
― Parece que fizemos as lições de casa. ― Faz graça e Regina dá um sorrisinho cínico. Seus cabelos estavam cobrindo metade do seu rosto, mas era possível ver seu olhar de fúria. ― Surpresa? ― Indaga, debochado.
― Na verdade, não! ― Dá de ombros. ― Eu estava mesmo procurando por você. ― Responde, bem arrogante. O homem arqueia a sobrancelha e abre um sorriso tão arrogante quanto a resposta dela.
― Ótimo! ― Esfrega as mãos uma na outra. ― Já que Maomé não foi até a montanha, a montanha veio até Maomé.
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