Always by your side
36 The final battle
Notas iniciais
Após horas de investigação no beco, Swan dispensa os repórteres e curiosos que apareceram posteriormente sem dizer uma palavra sobre o acontecido, a área é liberada e ela não perde tempo em voltar para o Departamento. Ao passar pela porta, Catherine a está esperando, como o combinado, tomando um café e conversando com um agente.
― Oi... ― A ruiva a cumprimenta, dando um sorriso, assim que a vê.
― Obrigada por vir. ― A Sargento diz, sorrindo fraco, não escondendo o quanto está preocupada e nervosa. ― Como é que tudo está por aqui? ― Pergunta ao policial com quem a agente do FBI conversava.
Mas antes que o rapaz pudesse lhe responder alguma coisa, Brian aparece, parando perto dos três.
― O que ela está fazendo aqui? ― Pergunta, não escondendo a sua raiva, não por Conor, mas pelo FBI. ― Nós já entregamos tudo de Keith Thompson. ― Diz, olhando diretamente para a mulher. ― O que mais vocês querem? ― Cruza os braços. Parecia querer intimidá-la.
― Eu...
― Eu a chamei para ajudar com o caso da Regina. ― Swan responde, interrompendo-a, chamando a atenção de Knight para si.
― Você a conhece? ― A loira assente, olhando para a ruiva rapidamente. Ele fecha os olhos por alguns segundos e respira fundo. ― Ok! Quero todos na sala de reunião. Vamos repassar todas as informações que temos. ― Avisa, elevando a voz, e Emma, Ruby, Robin, Mike e outros agentes, que estavam por perto, encaminham-se para o corredor, exceto Catherine. ― Você também! ― Ele aponta para a ruiva e segue o mesmo caminho dos outros.
Após uma hora de conversa, depois de repassar tudo que já tinham até o momento, Knight libera todos e pede que apenas Emma fique.
― Você sabe que há chances, infelizmente, de não a encontrarmos com vida, se a encontrarmos, certo? ― Pergunta com cautela, ainda sentado. Emma estava em pé, perto da porta.
― Nós vamos encontrá-la, e vamos encontrá-la com vida. ― Diz com convicção, saindo da sala em seguida, sem esperar para saber se ele queria falar mais alguma coisa.
•§•
Já com a cadeira em pé novamente, que um dos soldados de Keith que ainda permanecia na sala com eles, colocou-a, um pouco mais confortável que antes, Regina observa Thompson andar de um lado para outro, como se fosse um predador esperando o melhor momento para atacar a presa indefesa.
De repente, ele para em sua frente e se curva até a sua altura.
― Tudo começou quando você ajudou a estampar o meu rosto nas Delegacias da cidade inteira, apenas por ter matado o seu amiguinho, que não tinha dez dólares no bolso. ― Sussurra com um sorriso presunçoso, olhando fundo em seus olhos irados.
― Tudo começou quando você matou o meu amigo apenas porque era um miserável e não aceitou que ele tinha pouco dinheiro. ― Devolveu com raiva e, sem medo, cuspiu o rosto do homem, que fechou os olhos imediatamente, ficando vermelho de raiva. Todavia, ele respirou fundo e se acalmou. Ficou ereto e passou a mão pelo rosto, limpando a sujeira. Quando voltou a abrir os olhos, o seu soldado já se aproximava, pronto para agredir a morena. Ele levanta uma mão e o rapaz para de andar.
― Eu não quero que ninguém toque nela. ― Ele avisa, em um tom extremamente elevado. ― Apenas eu posso fazer isso. Entendido? ― O outro assente, voltando para o seu lugar na porta. ― Podemos continuar nossa conversa ou você vai agir como uma criança novamente? ― Volta-se para Regina, que revira os olhos. Ele entende aquilo como uma resposta positiva. ― Como se já não bastasse estampar meu rosto por aí, você matou alguns soldados meu e duas mulheres minha. ― Ele continua, voltando a ficar curvado em sua frente. ― Uma delas estava grávida do meu primeiro filho. ― Acrescenta entredentes, sentindo a raiva lhe consumir. Em um ato rápido, ele leva suas mãos ao pescoço da Sargento, mas logo se contem, trazendo-as de volta para perto do corpo.
― Você matou o meu amigo e quase matou a mim e a minha...
― Shhh! ― Ele segura seus lábios sem delicadeza, impedindo-a de falar. Regina puxa a sua cabeça para trás com força, para longe do seu contato e ele gargalha. ― Eu passei muito tempo apenas te observando de perto e de longe desde que cheguei nessa cidade, e ainda estou na dúvida do que fazer com você... ― Então fica ereto novamente e volta a andar de um lado para o outro, como se tivesse preparando o momento para dar o bote. ― Não sei se te torturo, se te mato logo, se te vendo para outro país para te usarem do jeito que quiserem, ou vendo apenas seus órgãos. ― Thompson volta a se aproximar da morena, puxa uma faquinha de seu cinto e desliza a ponta do pescoço à barriga dela. Mills acompanha o movimento, sentindo pela primeira vez desde que chegou ali, frio na barriga. ― Não saia daí... ― Ele faz graça. ― Eu volto logo. ― Guarda a faca no cinto novamente e sai da sala acompanhado do soldado, deixando a morena sozinha novamente.
Quando a Sargento escuta o ferrolho da porta, ela não perde tempo em colocar seu plano finalmente em ação. Sentando-se um pouco mais perto da ponta da cadeira para ter espaço, ela começa a levantar e abaixar seus braços várias vezes, aquecendo-o bem, até que tenta a primeira vez, passar por cima do encosto. Após cinco tentativas falhas, o fio fica preso no encosto e ela bufa, irritada. Todavia, não desiste. Se já tinha chegado até li, significava que tinha conseguido 50%. Era metade do caminho.
Mills se esforça um pouquinho mais, levantando-o mais para cima, e então consegue. Suas mãos passam por completo por cima do encosto e descansam em suas costas. Regina sorri, animada. Primeira parte do plano já estava completa. Agora, ela precisava passar as mãos para frente, ou então, soltar os pulsos daquele fio.
De repente, a morena escuta o barulho do ferrolho e se xinga baixinho, por não ter sido rápida o suficiente para sair dali antes de voltarem. Contudo, ninguém entra e ela suspira aliviada.
Regina analisa sua situação, mãos amarradas que precisam ser passadas para frente e pernas amarradas nas pernas da cadeira, e chega à conclusão de que sua única opção é tentar se soltar do jeito que estava mesmo.
E é o que ela faz. Após esperar alguns minutos para ter certeza que ninguém entraria, a Sargento volta a forçar seus pulsos para longe, usando toda a força que tem, tentando ignorar a dor que está sentindo, e então sente, não que o fio se rompeu, mas que ele folgou um pouco. Esfregando os pulsos um no outro e puxando mais algumas vezes, ela consegue se livrar das amarras do fio, vendo o estrago que as áreas estão, completamente vermelhas e cortadas. A morena esfrega por alguns segundos, tentando aliviar a dor, e em seguida, tentar soltar os pés. Todavia, os fios dali são bem mais grossos e ela não tem tanta força para afastá-los e tentar o mesmo método de folga-lo.
Regina se lembra da pequena caixa de som que Keith trouxera e não perde tempo em se jogar no chão e se arrastar até o que sobrou dela. Ao alcançar os destroços, escolhes os maiores e mais pontudos pedaços, guarda um no bolso da calça e usa o outro para cortar os fios.
Totalmente livre, a Sargento pega a cadeira que estava sentada e amarrada e vai para trás da porta. Quem passasse por ali, seria atingido com toda sua fúria.
•§•
― Chegamos a uma localização. ― Um rapaz da TI informa para Brian, entregando-lhe um papel com o endereço, e o Capitão larga tudo que está fazendo e sai correndo de sua sala.
Após investigarem além da porta no beco onde Regina sumiu, que serviu como fuga, e checarem a última localização de seu celular e não encontrarem nada por lá, eles checaram as câmeras de circuito externo dos estabelecimentos próximos e conseguiram encontrar um possível suspeito que aparecia nas imagens, quebrando o celular da morena no chão e entrando em um carro sem identificação e com movimentação suspeita. Seguiram esse carro pelas câmeras de trânsito e dos estabelecimentos das ruas seguintes e encontram uma localização.
― Encontramos ela! ― É tudo que Knight diz, ao aparecer na entrada da sala de Emma, que mexia no computador e escutava Conor lhe explicar algumas coisas.
Assim como o homem, Swan larga tudo que está fazendo, pega seu colete, seu distintivo, sua arma e sai correndo da sala, sendo seguida por Catherine.
Sem demora, Brian e Swan montam uma grande equipe de resgate e escutam atentamente, Catherine, com toda sua experiência de trabalho no FBI e foi chamada por Emma para ajuda-los, justamente por isso, dando algumas boas dicas e explicações estratégicas e precisas, de como agir na hora do resgate.
Ao final, todos seguem para a garagem do Departamento.
― Peça ambulâncias para esse endereço. ― Brian pede, entregando um papel para um agente que ficaria, e o rapaz assente, correndo de volta para o DP.
Com a equipe bem protegia e bem armada, ao comando de Swan, todos entram nos carros e saem imediatamente, seguindo para o possível local que estavam mantendo Regina Mills.
•§•
Regina escuta o barulho do ferrolho e fica atenta, segura a cadeira com firmeza e a levanta no ar. Segundos depois a porta é aberta e quem vinha passando por ela não tem tempo de reagir a forte pancada que recebe nas costas. Com a pancada, o homem cai no chão e o objeto se quebra. Mills pega uma das pernas e bate mais uma vez no homem, fazendo-o ficar desacordado.
Segundos depois, braços lhe prendem pelo pescoço, mas ela logo consegue se soltar e lhe atacar com o pedaço de madeira também, fazendo-o ficar desacordado no chão.
― Fica paradinha aí! ― Keith pede, entrando na sala com uma arma apontada.
Ao escutar sua voz, Regina se vira bruscamente, mas logo levanta as mãos para o alto quando o vê armado.
― Solta isso. ― Ele aponta para o pedaço de madeira e Regina o solta em seguida. ― Muito bem! ― Regina revira os olhos. ― Agora, abaixe as mãos e as coloque atrás do corpo. ― Ordena, aproximando-se mais e Regina obedece. ― Boa garota! ― Dá um sorrisinho. ― Acho que já decidi o que vou fazer com você. ― Ainda com a arma apontada para ela, Keith pega o pedaço de fio que a morena tinha se soltado e se posiciona atrás de seu corpo, pronto para amarrar seus pulsos novamente. Contudo, num movimento rápido, já com o pedaço da caixa de som que outrora tinha guardado no bolso, em mãos, Mills o ataca, cegando-o tempo suficiente para pegar a arma de sua mão.
― Isso é pelo Daniel. ― Ela diz com raiva e atira em sua perna.
Thompson cai no chão e Regina corre para cima dele, sentando em sua barriga e desferindo alguns socos, enraivecida, manchando o seu rosto de sangue. Ele consegue empurrá-la para o lado e tenta pegar a arma de um dos seus solados, mas Regina a chuta para longe e aproveita para correr, antes, disparando mais um tiro contra ele.
Quando a morena consegue achar a saída, minutos depois, e corre pela rua, Keith e seus homens aparecem logo atrás, perseguindo-a. Regina acelera a corrida e entra em um beco, Keith desce do carro e a segue a pé, mesmo estando muito machucado. Quando ela sai do outro lado da viela, dá de cara com vários carros da polícia vindo no começo da avenida. Ao olhar para trás, Thompson já está fazendo o caminho de volta por ter escutado as sirenes. A Sargento faz um sinal para que todos a vejam e volta para dentro da rua estreita, seguindo o inimigo. Ela não iria deixa-lo fugir, ainda mais agora que estava em vantagem.
De dentro do carro, Emma enxerga Regina e chora de alívio, agradecida por ver que ela está bem, e logo é abraçada por Ruby, que também comemora. Brian passa ordem pelo rádio, para que cerquem o lugar e fiquem atentos à qualquer movimentação, e pede para que Robin acelere o carro e pare na entrada da viela por onde Regina entrou.
Quando Emma e os outros descem do veículo policial, seguem rapidamente por dentro da rua estreita e chegam ao outro lado da rua, vendo Keith caído ao chão, arrastando-se para pegar uma arma, enquanto Regina, que estava com um braço e uma perna sangrando, aproximava-se devagar, apontando a sua arma para ele. O homem estava rendido pela Sargento.
― Eu venci, Keith Thompson! ― Eles escutam Regina gritar. ― E esse é pela Emma! ― E a morena atira contra ele, acertando sua barriga.
O que aconteceu em seguida, foi muito rápido e inevitável.
Um dos soldados de Thompson, Liam Jones, o irmão de Killian, vindo por trás, atirou na Sargento, desestabilizando-a e a atropelou, atingindo seu corpo com força e fazendo-o ser lançado para longe, parecendo uma boneca.
― REGINA! ― Emma grita desesperada e corre em direção à morena, desacordada no chão, enquanto os outros se dividem entre correr e atirar contra o carro, no qual os componentes atiravam de volta, e correr atrás dos outros soldados de Keith, que estavam a pé, fugindo e também atiravam contra eles.
Knight se comunica com os outros carros pelo rádio e pede que eles entrem na rua para ajudar. Segundos depois, os outros carros policiais aparecem e conseguem deter o veículo, obstruindo sua passagem, e junto com Robin, Ruby, Brian e Catherine, render os que corriam.
Aproveitando a distração da loira e dos outros, Thompson consegue pegar a sua arma e não perde tempo em atirar contra ela, acertando em cheio o seu braço. Com o impacto do projétil, a Sargento cambaleia um pouco, mas não se deixa desestabilizar. Tomada pela raiva e pela dor, Emma desvia o seu caminho e em passos largos, sem medo, ela segue em direção ao homem e dispara a primeira vez, acertando o seu peito.
― Ahhh! ― Ela grita com raiva e começa a disparar diversas vezes, acertando-o em várias partes do corpo, inclusive sua cabeça. Grossas lágrimas começam a molhar o seu rosto, enquanto ela descarrega sua pistola no homem que está já morto. Ao chegar perto do corpo sem vida de Keith Thompson, Emma dispara sua última bala em sua cabeça, mesmo que já tivesse acertado ali. Tendo a certeza que o inimigo já estava sem vida e não trazia mais perigo, Swan corre para perto da amiga. ― Regina? ― Ela a chama, desesperada, já se desmanchando em lágrimas, jogando-se ao seu lado. Todavia, antes que pudesse lhe tocar, braços lhe agarram fortemente, afastando-a para longe. ― Não! ― Ela esperneia, tentando se soltar, porém, está sem forças para lutar.
― Você não pode tocar nela, Emma. ― Catherine diz, apertando-a mais em seus braços. ― Ela está muito machucada. ― Seu tom é incerto, quase tendo a certeza de que não via a outra respirar e de que estava morta, e Emma desaba em um choro compulsivo em seus braços.
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