Notas iniciais
Olá pessoas! Essa é a minha primeira história, espero que gostem dela e apreciem a história tanto quanto eu estou apreciando escrevê-la.
PS: Usarei o ♪ para separar as lembranças (Quando for uma lembrança começará com um ♪ antes do primeiro parágrafo e terminará com outro ♪ ao final do último parágrafo). A primeira lembrança começará na quarta-feira e terminará na segunda-feira, pulando sábado e domingo.

Meu nome é Anne, moro em Hamburgo – DE com minha mãe, tenho 16 anos e estou no 2° ano do ensino médio. Diferente do que algumas pessoas dizem não é tão difícil, mas também não é nem um pouco divertido. Sempre fui o tipo de garota que as pessoas queriam perto, por causa disso nunca fui o alvo de brincadeiras fúteis que eram feitas pelos "valentões" do colégio, que nem ao menos são "populares" como deveriam ser, são apenas garotos um pouco mais musculosos e altos do que a maioria das outras pessoas e que usam sua "superioridade" como uma forma de conseguir o que querem.

Minha pequena "fama" de boa garota mudou drasticamente no momento que o meu maior segredo foi revelado a todos pela garota que eu achava ser a minha "alma gêmea", a partir daí as pessoas começaram a fazer piadinhas sobre mim e eu comecei a ser alvo dos "valentões". Contarei a vocês a história de como a minha vida foi destruída pela garota quase perfeita.

♪

~Quarta-feira~

Tudo aconteceu em uma quarta-feira de inverno, o local onde eu moro é marcado pelo modo como os lugares ficam lindos quando cobertos de neve durante o inverno, hoje era um dia lindo e eu achava que nada podia estraga-lo. Estava errada.

Eu parava para admirar a paisagem durante a manhã antes de ir para o colégio e como sempre, aquilo me acalmava e me deixava preparada para o que quer que acontecesse durante o dia. Eu nem me dei ao trabalho de tirar o pijama, apenas coloquei um casaco e outra calça por cima da calça do pijama, peguei minha bolsa e fui para o colégio, eu ia a pé e por isso tinha tempo mais que suficiente para observar a pressa das pessoas no dia a dia, algumas corriam apressadas, outras gritavam ao telefone.

Quando cheguei no colégio me dei conta de que as coisas estavam diferentes, logo depois me lembrei que hoje chegariam pessoas de outros colégios da cidade e das cidades próximas para fazer um tipo de prova preparatória e por causa disso as aulas começariam mais tarde naquele dia. Suspirei frustrada, como eu poderia ter esquecido daquilo?

Passei alguns minutos sentada em um banco que ficava próximo da entrada do colégio vendo as pessoas entrando e comentando sobre a prova, passaram várias pessoas, mas uma em particular me chamou a atenção, eu sabia quem era pois já havia visto a garota, era Bia, e sabia também que ela estudava na parte da tarde, por isso nunca havíamos conversado. Quando ela passou por mim nossos olhares se cruzaram e eu senti algo que nunca tinha sentido antes, uma sensação de calor atravessou todo o meu corpo, e o modo com que ela me olhava parecia estar dizendo algo, logo comecei a pensar no que aquele olhar teria significado, isso se significasse alguma coisa, mas afastei os pensamentos. Claro que não deve ter significado nada, ela só deve ter me achado familiar.

As horas seguintes passaram como uma lesma paralítica.

Quando finalmente o sinal tocou, anunciando o término das provas dos alunos eu vi Bia saindo da sala e indo direto para o banheiro, como um impulso decidi segui-la apenas para perguntar o que aquele olhar tinha significado, no fundo eu sabia que significava algo. Quando cheguei ao banheiro vi que ela estava se maquiando, provavelmente iria para algum lugar depois de sair do colégio. Comecei a analisa-la antes de começar a falar, seu longo cabelo castanho com algumas mechas cor de rosa estava preso para trás em um coque, estava usando um vestido azul com um colete, uma meia calça preta e uma bota, estava linda, isso eu não podia negar.Com uma certa relutância cheguei até ela e comecei a falar.

—Bia, aquele olhar significou alguma coisa? –Falei em tom baixo, um pouco envergonhada e me sentindo uma idiota por ter ido até ela só para perguntar isso.

—Por que? Você iria gostar se tivesse significado algo? –Bia respondeu com um sorriso malicioso no rosto, aparentemente apreciando a minha vergonha.

—Por nada, é que... –Antes que eu conseguisse terminar a frase Bia se aproximou de mim e sussurrou em meu ouvido. –Talvez tenha significado.

Depois disso ela se afastou de mim com um sorriso no rosto e retirou um pedaço de papel de sua bolsa, escreveu alguns números nele e me entregou. No começo eu não havia entendido, mas depois percebi que era seu telefone, não pude deixar de sorrir ao ver que tinha conseguido o telefone dela, ela percebeu minha reação e riu baixo. Depois de colocar o papel dentro do bolso do casaco fui para a aula.

~Quinta-feira ~

Eu já havia ido ao colégio naquele dia. Durante a tarde fiquei contado as horas para poder ligar para Bia assim que ela saísse do colégio.

Eu concluí que deveria ter ligado para a Bia no dia anterior, mas como eu fui burra decidi deixar para ligar para ela hoje. O resultado disso foi que eu passei 10 minutos discando o número dela e ouvindo a ligação cair na caixa postal, foi muito decepcionante, mas felizmente em alguma de minhas inúmeras tentativas de contato ela acabou atendendo o celular, quando ela atendeu, a decepção deu lugar ao orgulho e a felicidade. Passamos um tempo conversando animadamente e nos conhecendo melhor, sem que eu notasse já haviam se passado mais de uma hora e nós ainda tínhamos muita coisa para discutir e tempo de sobra para fazer isso. Depois de um longo tempo de conversa Bia se auto convidou para jantar em minha casa e claro, eu fiquei animadíssima feito uma criança quando ganha uma boneca com aquela notícia. Eu teria Bia só para mim aquela noite.

Eu contei a notícia para minha mãe, que ficou animada, era a primeira vez que eu levava uma amiga para ir a nossa casa desde que eu comecei a estudar naquele colégio, no ano passado. Minha mãe prometeu cozinhar macarrão, meu favorito.

Eu não consegui esconder o meu nervosismo, a garota que eu gostava estava vindo jantar em minha casa, inúmeras coisas poderiam acontecer após aquele jantar. E se as coisas começarem a ficar "quentes"? Como eu reagiria? Minha mãe percebeu o meu nervosismo e se aproximou, ela colocou a mão no meu ombro e disse:

—Ela é sua amiga, é só um jantar, não tem para que ficar nervosa. –Ela disse naquele tom reconfortante que só as mães conseguem fazer, isso aliviou bastante meu nervosismo, logo eu não estava mais nervosa, mas sim ansiosa pela chagada de Bia.

Alguns minutos se passaram e a campainha tocou, a mesa já estava arrumada, só faltava convidá-la para entrar, tomei coragem e abri a porta. Bia estava usando uma blusa rosa claro com um casaco branco por cima, uma calça preta e botas pretas, seu cabelo estava solto, ela estava linda. Quando percebi que já estava olhando para ela já fazia algum tempo convidei-a para entrar, eu pensei que ela iria passar direto por mim, mas ela se aproximou e me abraçou, eu retribuí o abraço. Quando me soltou ela abriu um sorriso e disse.

—Boa noite Anne. –Eu, já animada respondi com um sorriso no rosto. –Oi Bia.

Bia passou por mim e foi cumprimentar minha mãe, que disse a ela o que teria para jantar hoje e Bia ficou animada. Depois do jantar Bia agradeceu a minha mãe pelo jantar e elogiou a comida, logo depois eu e ela fomos para o quarto.

Ficamos sentadas na cama conversando sobre diversos assuntos durante um tempo e quando Bia disse que já era hora de ela ir embora eu fiquei um pouco triste, não queria que ela fosse tão cedo. Incrivelmente, Bia percebeu um pouco de minha tristeza e abriu um sorriso.

—Por que o sorriso? –Perguntei-lhe um pouco desconfiada. Bia segurou meus braços me jogando na cama e ficou em cima de mim, e então ela fez aquilo que eu nunca iria imaginar que ela iria fazer, ela me beijou, me beijou como se necessitasse dos meus lábios. Foi um dos momentos mais felizes de minha vida. Nosso beijo foi interrompido pelo som de uma buzina, deduzi que deveria ser a mãe dela.

—Agora eu tenho mesmo que ir. –Disse Bia ainda em cima de mim. Pela sua expressão eu pude ter certeza de que ela gostou do beijo tanto quanto eu. Ela saiu de cima de mim e eu a acompanhei até a porta de entrada.

—Te vejo amanhã. –Ela disse, eu não entendi muito bem, ela não estudava junto comigo, o que ela queria dizer com isso? Independente do que ela queria dizer, respondi. – Até.

Passei o resto da noite pensando no que ela queria dizer com "Te vejo amanhã", e no beijo que ela tinha me dado. Demorei um pouco para dormir naquele dia. Mas quando eu já estava cansada de pensar nas possibilidades finalmente adormeci.

Notas finais
Obrigada por ler, espero que você tenha apreciado a leitura e queira mais. Logo postarei mais capítulos. Dependendo de minha imaginação e do andamento da história não terão muitos capítulos.

PS: A lembrança não acabou nesse capítulo, colocarei o resto no próximo.
Esta história também está disponível em outras redes com o mesmo nome de conteúdo.

All the sugar.

Sra. Alada ♥♥