Notas iniciais
*Olá amores! Eu sinto muito por demorar a postar o capítulo, venho estando ocupada com as provas, com os prazos curtos para a entrega de trabalhos extensos, e com uma série de problemas pessoais que tem me abalado muito e por causa disso tive um "super bloqueio de imaginação". Tentarei postar os capítulos com mais frequência. Espero que apreciem a história.* **OBS: Lembrando que este capítulo ainda é uma lembrança, ou seja, não acontece em tempo real. Apenas uma lembrança do que aconteceu nos dias anteriores.**

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~Sexta- feira~

Acordei desanimada, era o último dia da semana e a última semana de provas, mas por algum motivo eu não me sentia nem um pouco animada com isso. Coloquei uma blusa vermelha, um casaco preto por cima, uma calça jeans e meus All Star.

Desci as escadas e fui para a cozinha tomar café, achei estranho que minha mãe ainda estivesse dormindo pois normalmente ela é a primeira a acordar, pensei em ver em qual lugar da casa ela estava, mas temendo me atrasar para a aula resisti ao impulso de procura-la pela casa e apenas tomei o café e saí.

No caminho para o colégio pensei em ligar para Bia no final da aula e chama-la para sair no dia seguinte à noite, mas não sabia se seria uma boa ideia, de qualquer modo não saberei se não tentar.

Quando cheguei ao colégio fui para o banheiro e me encostei em uma das portas dos boxes, como faltava cerca de 15 minutos para o sinal tocar decidi ouvir uma música no meu celular, eu estava procurando ele na bolsa quando eu senti uma mão tocar meu ombro, virei para o lado e vi que era Bia. Fiquei feliz por ser ela e não qualquer pessoa, ela sorriu pra mim e eu animada sorri de volta.

—Então, dormiu bem? -Disse ela com um grande sorriso no rosto.

—Muito bem, aliás eu gostaria de te fazer um convite. -Disse, pensando se realmente deveria a ter convidado. -Se você não tiver nada melhor para hoje à noite, o que acha de ir para uma festa comigo?

—Eu adoraria, e eu também gostaria de fazer algo que eu não tive a chance de fazer no dia anterior. -Ela falou com um sorriso malicioso.

Bia me empurrou para dentro do box, entrou e trancou a porta. Como não havia espaço suficiente para nós duas eu abaixei a tampa do vaso e me sentei, e Bia sentou também, de frente para mim. Ela colocou a mão em meu rosto e iniciou um beijo lento, eu coloquei a mão em sua cintura e o beijo foi se intensificando, ela retirou a blusa e deslizou as mãos pelo meu corpo até chegar nos botões da minha calça, abrindo-os e logo em seguida retirando a minha calça. Quando eu percebi, estávamos semi nuas e ofegantes, ela estava prestes a tirar seu sutiã quando uma batida forte na porta metálica do banheiro nos assustou, seguido de uma voz feminina rouca.

—Espero que não estejam fazendo nada impróprio dentro deste banheiro, saiam agora e não terão problemas, o sinal tocou já faz 5 minutos. -Era Sra. O'Brien, a monitora que cuida dos alunos para que não haja briga nos corredores. Ela tinha a fama de ser a chata rabugenta dos corredores, mas eu não achava ela tão ruim assim, ela só faz o que os outros mandam. -Andem! Saiam logo, não quero ter que chamar o coordenador não é mocinhas?

—Já estamos saindo Sra. O'Brien! -Disse Bia num tom de desgosto.

Ela deu mais duas batidas fracas na porta e resmungou.

—É bom mesmo.

Ficamos caladas até não conseguir mais ouvir o som de suas botas de salto fazendo batendo no chão. O que eu estava fazendo? E ainda no colégio! Eu não podia acreditar isso mas também não podia negar, eu havia adorado isso. Colocamos nossas roupas de volta e saímos do box.

—Eu passo para te buscar hoje por volta das 21:00. -Disse, um pouco envergonhada.

—Okay. -Ela me deu um selinho e saiu pela porta.

Quando saí do banheiro encontrei Sra. O'Brien olhando para mim com um olhar furioso, como se eu tivesse destruído seu carro com um taco de basebol ou com tijolos. Ignorei seu olhar e fui para a aula.

As aulas daquele dia passaram bem devagar, em compensação a matéria que nós aprendemos hoje foi bem divertida.

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Quando eu cheguei em casa, esperava ver minha mãe sentada no sofá vendo televisão, como fazia todos os dias desde que me lembro, mas ela não estava na sala, o que era muito estranho e pior que isso era que haviam algumas garrafas de bebida pequenas espalhadas pelo chão. Minha mãe não costumava beber então eu não sabia o que estava acontecendo ali. Subi as escadas e a procurei nos quartos, encontrei ela deitada -provavelmente dormindo- em sua cama com um braço cobrindo os olhos e o outro do lado do corpo, eu queria falar com ela mas decidi deixá-la descansar, o que quer que eu precisasse falar para ela não precisava ser agora.

Liguei para Bia na esperança que ela me acalmasse um pouco pois estava morrendo de preocupação com minha mãe. Eu acabei ficando muito abalada e mesmo sem querer acabei contando tudo o que estava acontecendo para Bia, ela pareceu entender o que eu passava e tentou me ajudar o que eu achei muito gentil de sua parte. Continuamos conversando até ela começar a reclamar de dores na orelha e decidir que iria tomar um banho.

Era 20:40 quando eu peguei as chaves do carro e decidi que era hora de ir buscar Bia, mas antes de ir buscá-la fui ver como minha mãe estava pois desde que eu cheguei eu não a havia visto descer as escadas, muito menos sair de seu quarto. Subi as escadas e parei em frente a porta de seu quarto e a abri lentamente, tentando não acordá-la caso estivesse dormindo, quando a porta abriu por completo eu a vi sentada na beira de sua cama com o olhar fixo para a parede, ela parecia pálida como se não houvesse saído ao sol há dias, ela suava mesmo com o frio intenso que fazia em nossa região diariamente, seu cabelo estava tão bagunçado que pensei em questionar o que havia acontecido para ele ficar naquele estado, mas decidi que não seria apropriado, aproximei-me dela devagar mas ela pareceu não notar minha aproximação, sentei ao seu lado na cama e a abracei.

—O que está acontecendo mamãe? -Perguntei a ela ainda a abraçando, mas não obtive resposta. Então me ajoelhei na sua frente e olhei em seus olhos. -Mãe?

Tentei chamá-la várias vezes mas sem sucesso, ela parecia não ouvir quando eu chamava e parecia não notar minha presença então desisti, levantei-me, dei um beijo em sua testa e saí para buscar Bia.

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Já estávamos chegando ao local quando ela me perguntou onde seria essa tal festa, eu lhe disse que seria em um salão um pouco afastado da cidade, ela pareceu um pouco desconfortável com isso mas logo depois que viu a aparência do local ela pareceu um pouco mas confortável.

O lugar era como uma grande caixa de metal com janelas, não era o melhor local de todos mas era uma festa e nós iríamos curtir muito. Pelo menos foi o que eu imaginava.

Nós já havíamos saído do carro e estávamos andando em direção a grande porta de metal da entrada quando Bia parou de andar.

—Que tipo de festa é? -Ela perguntou em tom sério como se ela fosse proibida de alguma maneira de ir á festas.

—Uma Rave.

Ela apenas sorriu em resposta, segurou minha mão e abriu a grande porta metálica. Aquela festa. Aquele convite. Todas aquelas luzes. Todas aquelas bebidas. Todos aqueles desejos adolescentes. Tudo. Tudo aconteceu muito rápido, rápido demais para que eu pensasse no que estava fazendo.

Eu só me lembro de ter bebido muito, muito mesmo, de ter ido a um quarto de hotel com Bia, de ter revelado todos os meus fetiches e satisfazido todos os meus desejos. Isso mesmo nós transamos, depois daquela noite eu não era mais virgem e eu não tinha mais dúvidas do que eu sentia por Bia, eu a amava e eu tinha certeza de que ela me amava também.

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Era 1:50(AM) quando eu cheguei em casa, como eu estava pra lá de bêbada foi Bia que dirigiu o carro, não que ela estivesse totalmente sóbria mas o suficiente para eu ter certeza de que ela não iria bater em uma árvore ou em qualquer obstáculo que aparecesse.

Quando eu abri a porta, vi minha mãe sentada á mesa, ela estava com uma das mãos apoiadas sobre o queixo e na outra mão encontrava-se um copo de bebida, havia uma garrafa já pela metade em cima da mesa. Também havia alguns copos e pratos na mesa, como se ela tivesse preparado um jantar.Ela parecia furiosa e quando notou minha presença seus olhos se encheram de fúria.

—Onde você estava Anne? Por que não estava aqui quando eu te chamei para jantar?Por que está cheirando a bebida? Você andou bebendo? Você sabe que não deve fazer isso. -Ela começou a andar em minha direção, ainda com o copo na mão e começou a chorar, um choro misturado com o mais puro ódio.

—ME DIGA ANNE! ME DIGA! POR QUE NÃO ESTAVA AQUI ANNE! POR QUE NÃO ESTAVA COMIGO? -Ela começou a gritar as palavras e a me culpar como se eu tivesse cometido um assassinato. -RESPONDA-ME! RESPONDA-ME ANNE!

Eu jamais havia visto minha mãe agir daquela maneira e eu jamais havia sentido tanto medo em minha vida. Ela me lançou um olhar severo e em meio ao seu ataque de raiva ela jogou o copo com bebida em mim, por pouco ele não acertou o meu braço. Eu comecei a chorar, o que eu havia feito? O que eu havia feito para deixar minha mãe daquela maneira?

Eu tentei acalmá-la explicando o que havia acontecido, mas isso pareceu enfurece-la ainda mais. Ela começou a gritar comigo, me xingando de coisas que eu nem sabia que existiam e jogando diversos objetos em mim, e eu continuava chorando e pensando no erro que eu havia cometido. Os copos me acertavam, os estilhaços de vidro cortavam minha pele, as palavras duras de minha mãe pareciam doer mais do que os cortes.

A última coisa de que me lembro foi de sentir uma dor horrível na lateral de minha cabeça, ela havia acertado alguma coisa em minha cabeça. Eu estava sangrando, comecei a ficar tonta. E por fim eu senti minhas pernas fraquejarem, senti a dor de meu corpo batendo contra o chão e os cacos entrarem em minha pele. Eu tentei lutar, tentei permanecer acordada, mas não havia mais condições de fazer isso. Deixei a sensação me invadir, minha vista começou a escurecer e então eu apaguei.

Notas finais
*Olá amores!! Espero que tenham gostado deste capítulo, fico feliz em saber que as pessoas parecem estar gostando da história. Então é isso. All the sugar. Sra. Alada*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.