Always
6 Chapter Five - Something is starting to break
Notas iniciais
É incrível que apesar de estar resumido tópico por tópico o que vai acontecer no decorrer de "Always", eu não consigo administrar bem...
Bem, deixando a enrolação, vamos mais um capítulo dos pensamentos do nosso anti-heroi.
O trecho da múscia pertence ao "Broken", musíca perfeita cantada pelo Seether and Amy Lee♥
Uma boa litura!
Chapter Five
“Something is starting to beak”
“Porque eu fico quebrado
Quando estou só.
E eu não me sinto bem
Quando você vai embora.”
O meu coração. Eu o conseguia sentir se debatendo por debaixo das roupas.
Ao entrar no castelo de Hogwarts, a euforia estava quase me demando completamente, mas o meu bom senso me manteve controlado. Afinal de contas, eu não queria parecer um idiota na frente dela.
Aqueles sentimentos foram afogados pelos os de agora. Afogados? Não... Substituídos de forma brusca.
Estava naquele lugar enorme, estava por fim de pé no Salão Principal. Eu esperava que fosse grande, espaçoso, como eu já havia lido várias vezes nos livros, mas vendo pessoalmente o impacto é assustador. Quatro mesas paralelas e uma depositada horizontalmente um pouco mais distante das outras. O céu mágico estava infinitamente negro, velas flutuavam sobre milhares de chapeus de cone negro remexiam daqui para lá. Era assustador até, me deparar com tantos bruxos de uma vez e em um único dia.
Acalme-se, Severo. Ninguém conhece você. Não conhece a sua vida ou qualquer coisa.
Nada.
Mas algo a mais estava me deixando inquieto.
– Ether, Adam! – aquelas chamadas estavam me matando.
No trem, me deixei levar pela emoção e sugeri que ela deveria entrar ara a Sonserina, e eu estava convencido de que ela iria mesmo. Estaríamos juntos, era algo que não parava de pensar naquele momento.
Era um fato. Mas na realidade não era nada mais do que um resultado de um desejo desesperador somado com carência necessitado.
Eu queria que ela entrasse para Sonserina. Mas não é tão fácul assim. Comecei a duvidar se ela pudesse entrar para as outras Casas – Cronival. Lufa-Lufa... Grifinória.
E isto estava me torturando. Era a pior tortura psicológica que poderia me submeter.
– Evans, Lílian!
O meu corpo tremeu como a dela. Lílian rumou para frente, caminhava com pernas trêmulas e sua respiração estava rápida. Os seus cabelo balançavam de um lado para o outro, ela estava subindo os degraus. Quando finalmente chegou até o altar, sentou-se naquele banco bambo, apesar do começo ela duvidar se ela poderia sentar sofrer o risco de levar uma queda ou algo parecido. Ajeitou-se e sentou da melhor forma que ela achava, mas dava para ver que ela estava tensa. O seu corpo subia e descia pela respiração brusca, as suas mãos juntadas entregavam o nervosismo pelas tremedeiras. Eu a observava quase sem piscar, eu estava tão nervoso quanto a ela, não conseguia sequer manter a respiração instável. Cruzei todos os dedos, se pudesse pediria de joelhos. Um único desejo em toda a minha vida que eu queria que concretizasse. Ao menos um desejo. Pelo menos um desejo.
Algo no meu interior gritava histérico para que terminasse logo com isso, mas por outro, sussurrava pelo contrário – Não... Sonserina. Sonserina. Por favor, Sonserina...!
Vi a mão da professora bruxa afrouxar. Acompanhei a queda do chapeu em câmera lenta. Apertei os punhos.
Vamos logo!!
... Sonserina!!
O chapeu Seletor caiu torto na cabeça da Lílian, e nem demorou um segundo para anunciar:
– Grifinória!
Um peso de uma rocha caiu no meu estômago, provocando um sufocado grito. O meu gemido foi abafado pela onda de aplausos e vivas dos grifinórios de uma das mesas. Os meus olhos rapidamente voltaram para Lílian, ela devolvia o chapeu para a professora e os passos dela apressaram desde o degrau. A cada passo que ela aproximava da mesa da casa dela, mais alto ficavam os aplausos e as urras.
Apertei os punhos até poder sentir as unhas penetrarem na carne, perfurando a pele. Comecei a sentir uma leve ardência.
Mas por um momento ela desacelerou os seus passos e virou para trás. Os seus olhos verdes me encontraram sem nenhuma dificuldade. Surpreendi, e por um impulso acabei soltando o punho. Lílian deu um meio sorriso, torto e triste antes de se virar e continuar a rumar. Era como se ela dissesse – Eu sinto muito.
A ardência na mão voltou ainda mais forte, e voltei a fechá-la em um punho ainda mais forte.
Lílian... Justo para Grifinória? Por quê?
Não conseguia parar de pensar nisso. Nem prestava mais a atenção nas chamadas, mal sequer olhava para frente. Os meus olhos estavam direcionados para a direção do banco bambo, mas eles só viam borrões ou não enxergavam nada. As chamadas, conversas inquietos dos novatos ao meu redor, aplausos e gritarias se tornaram zumbidos para os meus ouvidos.
A minha esperança acabou de ser despedaçado. Mais um dos meus pedidos foi ignorado.
Tão simples dizer – mais uma vez.
Normalmente eu poderia superar em questão de segundo. Aliás, eu já deveria estar acostumado a não ter fé, esperança ou que seja. Mas depois que a reencontrei, muitas coisas ressurgiram no meu interior. Mas agora que foram despedaçados – outra vez, eu não sei o que fazer... Não sei o modo como superar isso.
Quando voltei a focar o banco bambo, finalmente voltei a mim. Dei-me a conta que a maioria dos bruxos novatos já estavam sentados nas suas respectivas casas. O meu olhar foi arrastado até os grifinórios, e o fato de ter reconhecido alguns rostos familiares foi muito desgostoso para mim.
O idiota, garoto boçal, e mais dois que havia deparado no trem por acaso, enquanto eu e Lílian deslocávamos dentro do veículo, atrás de uma nova cabine.
O idiota estava na mesma cada da Lílian.
Pensar que ela teria que aturar as babaquices dele pelo resto dos anos aqui em Hogwarts... Era demais para mim. Não consigo conformar, por que ela teve que ser escolhida para esta casa?
Simplesmente não conseguia tirar os olhos daquele idiota da Grinifória. Não sei se era por choque, raiva... Algo na imagem dele provocava uma intensa ira que eu não conseguia controlar. Apertei os olhos e franzia a testa, fechando ainda mais a mão como se eu estivesse estrangulando a garganta dele. Ele ria com os outros grifinórios de forma tão boçal para um novato. Era frustrante. Muito... frustrante.
– Snape, Severo! – a chamada tirou-me dessa linha de fúria, parecia que eu estivesse levado uma tapa no meu rosto. Até acheguei a me assustar. Balancei levemente a cabeça e voltei a mim. Respirei fundo e comecei a andar. Dei uma olhada rápida para o meu redor antes de ficar de costas para os outros novatos, incluindo-me, havia somente dez alunos que ainda não foram chamados.
Voltei a olhar para frente e de vez em quando eu desviava para o chão, só para não cruzar com nenhum olhar sobre mim. Inspirei todo o ar dentro de mim, não por nervosismo, mas porque tinha alguma coisa que estava pesando dentro de mim. Inquieto? Que nada... Não havia mais nada para me deixar preocupado.
Estava tudo acabado mesmo.
Apenas estava completando um pequeno caminho. Eu estava indo receber a minha sentença final.
Subi os degraus com toda a calmaria, mas não tão lento para fazer o papel de idiota. Os meus pés pareciam pesar que nem um chumbo. Sentei-me no banco, tentei ignorar os olhares perfuradores. Era apenas eu, e o chão. Respirei fundo e senti aquele chapeu cair na minha cabeça.
– Sonserina! – foi num piscar de olhos, chapeu Seletor anunciou a minha casa tão desejada. Era de se esperar, na realidade... Não era obvio?
... Em nenhum momento eu desejei entrar na casa da Grinifória, nem por cima do meu cadáver eu entraria naquela casa. Nem no momento que Lílian fora escolhida, me fez mudar de ideia.
Diferente das demais, fui recebido pelos sonserinos por aplausos, urras eram raríssimos. Por fim ergui o olhar e encarei a mesa da minha casa. Vários rostos pálidos e desgostosos. Olhares superiores e bocas entortadas, prontas para ser rude, irônico e sarcástico a qualquer instante. Alguns estavam de pé, outros sentados. Unas aplaudiam com vontade, outros só juntavam as mãos em intervalos de tempo longos. Perfeito para mim.
É... É perfeito.
Desci os degraus e andei até o lado oposto do salão para juntar-me com os demais alunos veteranos e novatos. Os aplausos continuaram antes e mesmo depois de eu ter chegado à mesa. Procurei por um lugar com olhar, e repentinamente alguém deslizara para o lado, oferecendo-me um espaço suficiente. Olhei-o rapidamente, por isso apenas pude notar na cabeleira extremamente loira que só ressaltava a palidez horrível dele, e também no crachá de monitor que brilhava no peito dele. Ele parou de aplaudir e com uma das mãos deu leves palmadas nas minhas costas enquanto sentava-me. Dei outra pequena olhada, deparando-me com um tortuoso sorriso.
As chamadas restantes continuavam. Continuei ignorando.
Olhei para frente. A mesa da Grifinória estava a duas mesas à frente.
Pude ver vários rostos rindo a toa, completamente desconhecidos, mas apenas um eu cheguei a reconhecer.
Os cabelos cor de acaju se balançavam por ela remexer a cabeça para poder me achar. Quando novamente os olhos verdes me focaram, ela deu um sorriso. Mas com o passar de segundos ela foi entortando. De uma forma ela aguardava alguma resposta de mim.
O que eu poderia fazer ou dizer? Saia dessa casa podre e venha se juntar a Sonserina?
Não... Apenas poderia sorrir torto de volta.
Senti alguma coisa quebrando naquele momento. Ouvi o trincar.
Mas eu o ignorei, iludido que tudo estava tudo bem, que estava normal, não importava o que estivesse acontecido.
Eu deveria ter dado mais atenção a esse trincado. Quem sabe assim poderia tê-lo reparado e tentado fazer algo para impedir toda essa trágica realidade deste momento.
Notas finais
Pensei que estava grande, mas nem tanto '-'
Bem, mas agora que eu penso, lembranças de Hogwarts não vão ser tantos, calculo que sejam apenas três capítulos (incluindo este).
Sofrimento do Snape só continua a crescer a cada capítulo...
Bem, mais um ou dois capítulos vamos chegar na metade do projeto. Vamos lá!
Aguardem o dia 18.
-
Reviews?? Fazem muitíssimo bem para a saúde!
Fale com o autor