Alvo Severo Potter
10 Natal
Notas iniciais
Bato na porta do professor e escuto uma voz masculina lá dentro nos permitindo entrar. Entro com Brian encolhido logo atrás de mim o que não me deu muita coragem para continuar andando, mais como disse é apenas um professor, ele não estaria furioso como os outros centauros, pelo menos essa era a minha expectativa.
– Olá meninos, o que trás vocês aqui? – pergunta o professor Firenze nos encarando com certa curiosidade para mim, acho que já deve ter reparado de quem sou filho, pois sou muito parecido com meu pai. – São do primeiro ano não são?
– Sim, professor – Digo um pouco apreensivo – Viemos aqui para te perguntar uma coisa, o senhor sabe sobre o que aconteceu com o professor Lupo? – faço a pergunta um pouco duvidoso de que ele responda.
– Olhem meninos, isso é um assunto importante de Hogwarts que será resolvido pela diretora e os aurores, e não posso dar esse tipo de informação para alunos.
– Eu disse para você que ele não nos contaria – Fala Brian finalmente dizendo alguma coisa com um ar triunfante no rosto.
– Me desculpem, por não poder ajuda-los, mais porque dois alunos do primeiro ano estão interessados nesse assunto? Vocês não vão causar nenhum tipo de problemas não é meninos? – Diz o professor levantando um das sobrancelhas, como se já soubesse que íamos fazer algo.
– Não, senhor – digo – Só queríamos poder ajudar o diretor da nossa casa.
– Entendo, quanto a isso não posso fazer nada, apenas dar um conselho: tomem cuidado meninos. – Com isso nos despedimos do professor.
Passamos dias procurando pistas que pudessem nos ajudar, porém não obtemos sucesso.
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Acordo e vejo Win perto da janela, vou ao encontro dela e reparo na neve caindo levemente sobre o chão, Hogwarts acordou coberta com mais de um metro de neve. Percebo que o natal estava se aproximando. James, Luky e Fred haviam se metido em problemas por terem feito um boneco de neve gigante que eles enfeitiçaram correr atrás de Filch fazendo ele desmaia de susto ao ver o boneco, o que foi uma cena hilária por sinal, entretanto a essa altura mamãe já deve estar vermelha de raiva com as travessuras de James.
Está cada vez mais frio em Hogwarts, a sala comunal da Corvinal apesar de ser uma das mais aéreas, e com janelas altas é quente e aconchegante no frio, acredito que por ter sido planejada por Rowena Ravenclaw, que era simplesmente brilhante, esse salão comunal tenha sido feito pensando em cada um desses pequenos detalhes. Os corredores estão congelando quando passo por eles a coisa que mais preciso no mundo é um chocolate quente, porém o mais difícil tem sido aguentar as aulas de defesa contra as artes das trevas agora ministradas pelo professor Neville, nas masmorras que é de longe o lugar mais frio que tenho que suportar em Hogwarts nesses dias de inverno.
Saímos das masmorras ao final da aula, o Professor Neville ensina muito bem defesa contra as artes das trevas, ele até trabalhou como auror com meu pai e tio Ron antes de vir a Hogwarts e se tornar professor, no entanto eu sentia falta do professor Lupo e me sentia cada vez mais intrigado sobre o que realmente esta acontecendo. Rose, Scorpion, Brian e eu, estávamos andando pelos corredores gélidos a caminho do salão principal e logo em frente do salão encontramos Hagrid que estava sendo escondido por um enorme pinheiro que atrapalhava a passagem.
– Tudo bem ai, Hagrid? – Perguntou Brian
– Quer ajuda? – Perguntou Scorpion
– Ah, olá meninos – Disse Hagrid, reparando que estávamos ali o observando levantar aquele pinheiro. – Não obrigado, estou quase terminando aqui, tenho que sair daqui a pouco para dar uma olhada nas corujas que chegaram recentemente, e estão muito machucadas por conta das nevascas. E não faça Win sair agora Alvo, o clima não está bom para isso, ela pode acabar machucada.
– Pode deixar Hagrid!
Entramos no salão e ele estava esplendido. A professora Suzanne Flannagan, de Feitiços e o Professor Slughorn, estavam colocando os últimos enfeites no salão. Havia visco e festões de azevinho em cada parede, e estavam dispostas no salão 12 árvores natalinas, nunca tinha visto tantas árvores de natal em um só lugar e era uma mais bonita que a outra. Olhando aquela decoração me lembrei de que mamãe, Lily e eu sempre decorávamos A Toca para as festas de natal enquanto vovó preparava seus deliciosos pratos, ou terminava de costurar seus inestimáveis suéteres, imagino que ela fique costurando suéteres o ano todo, nossa família é enorme e ela consegue costurar suéteres para cada um de nós. Dessa vez acho que só seriam mamãe e Lily decorando a casa para nós, espero que Hugo as esteja ajudando.
– Eu não acredito que já estamos no meio do nosso primeiro ano em Hogwarts, isso é incrível. Você vai n’A Toca para as festas como sempre não é, Rose? – pergunto para minha prima.
– Claro que sim Al, eu sempre vou! – Responde Rose – E vocês onde vão passar as festas? – Pergunta Rose para Scorpion e Brian.
– Eu vou passar as festas na casa dos meus avós levando bronca da minha mãe, pois sou a ovelha negra da família. – diz Scorpion entristecido abaixando a cabeça.
Toco no ombro dele tentando anima-lo e digo: — Bem vindo ao clube irmão – Consigo vitorioso arrancar um sorriso dele que afinal era meu objetivo desde o princípio.
– E eu vou me proteger contra incêndios provavelmente – Diz Brian sorrindo – Se quiser estar vivo para voltar a Hogwarts.
No dia seguinte estávamos embarcando no expresso de Hogwarts. Dali a algumas horas eu estaria em casa novamente. Meus primos estavam animados e pela primeira vez ficamos todos juntos em uma cabine, o que foi desconfortável mais muito divertido. Victoire, Roxanne, Louis, Dominique, Fred, Lucy, James, Rose e eu em uma única cabine, foi como se o natal já tivesse chegado estávamos rindo e comendo guloseimas sem parar. James tinha soltado explosivos em um vagão cheio de sonserinos e no momento estávamos rindo da cara de idiota que o Zachary fez quando isso aconteceu.
Estavam todos reunidos n’A Toca, minha família é enorme, apesar de algumas vezes eu ficar irritado por não ter muito espaço e adoro poder sentar a mesa e ver todos eles juntos.
Como se fosse uma tradição, estávamos todos sendo obrigados a ouvindo o programa de natal apresentado pela cantora favorita da vovó, Celestina Warbeck, tio Bill disse que antigamente sua esposa Fleur costumava a tentar falar mais alto do que o canto de Celestina o que só piorava a situação, atualmente parece que ela já se acostumou como todos nós. Fred, James, Molly, Dominique, Hugo, Rose, Lily e eu estávamos em uma animada partida de snap explosivo. Enquanto os outros estavam conversando o mais baixo possível para não atrapalhar a Celestina e apenas rezando para que acabasse logo. Ao fim do programa todos sentamos a mesa para a ceia natalina. E tudo que me lembro depois disso na noite foi tio Jorge nos contando sobre o anjo/gnomo que estava no topo da árvore de natal e das suas inúmeras historias sobre coisas que ele e tio Fred aprontaram em Hogwarts, até que minha mãe completamente irritada atrapalha uma de suas historias, indagando que ele só esta dando novas ideias para James e Fred.
No dia seguinte passamos o dia inteiro jogando Quadribol, o que acho ótimo porque além de amar o jogo, preciso treinar se quero levar a Corvinal para vitória. Estávamos no meio de uma partida quando alguém sai de dentro d’A Toca.
– Ei meninos, parem o jogo por enquanto que a Sra. Weasley esta pedindo que entrem para comer, não querem ver a Sra. Weasley irritada não é? – Olho para baixo e vejo que é o meu pai que esta ali nos chamando para almoçar.
Todas as vassouras aterrissam e uma grande quantidade de pessoas sai correndo em direção à porta. Lembro-me de que na noite passada, o ministro da magia estava n’A Toca e meu pai estava muito ocupado com os convidados que nem ao menos conversamos, ao vê-lo hoje ali parado olhando pra mim não me contive e desci da vassoura aos pulos e fui abraça-lo.
– O que esta achando de Hogwarts, Campeão? — Ele pergunta retribuindo toda a minha felicidade.
– Hogwarts é incrível, pai. Mais estão acontecendo algumas coisas estranhas, como o professor Lupo ter sido capturado por centauros.
– Como você sabe disso, Al – pergunta meu pai – é um assunto confidencial somente os funcionários de Hogwarts e alguns funcionários do ministério sabem.
– Brian e eu escutamos a diretora McGonagall conversando com um homem do ministério, mais pai, porque vocês os aurores não vão e simplesmente resgatam o professor?
– Podíamos fazer isso facilmente, porém só vai aumentar a fúria dos centauros, achamos melhor proteger o castelo e descobrir o motivo dos centauros estarem agindo desse jeito para chegarmos a uma decisão diplomática e eu te peço que não tente fazer nada, Al.
– Tudo bem, pai — Digo desapontado
– Quer que eu te ajude a treinar? — diz meu pai finalmente depois de um breve silencio.
– Claro que eu quero! — Falo esboçando um grande sorriso, pois eu queria isso desde que cheguei ali, papai era um grande apanhador e podia me ajudar a ficar melhor.
Com essa ultima fala nos juntamos aos outros para o almoço.
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