Alvo Severo Potter
11 De volta a Hogwarts
Notas iniciais
Estávamos no meio do inverno a apenas cinco dias de retornar para Hogwarts, a neve caia em alguns poucos dias e o clima era demasiadamente gélido, a coisa mais certa a fazer em dias como esses seriam ficar em casa tomando uma grande xícara de chocolate quente, no entanto isso não nos impediria. James, papai e eu passamos o recesso caçando gnomos no jardim da vovó ou jogando Quadribol em um morro da onde se conseguia ver as propriedades da família Weasley, Lovegood, Diggory e toda a vila, papai havia colocado alguns feitiços de proteção para que pudéssemos jogar sem sermos vistos pelos poucos trouxas que ainda existiam na vila.
Em uma partida papai inesperadamente começou a voar em direção a quatro pessoas que se aproximavam da nossa casa, ele pareceu reconhecê-los, o que era insano se considerar a distancia que estávamos do local. Quando nos aproximamos reparei que eram os Scamaders, fazia tempo que não via Lorcan e Lysander, era ótimo saber que eles retornaram de sua viagem em completa segurança. Rolf e Luna Scamaders que eram naturalistas saiam em busca de novas e estranhas criaturas frequentemente, mas esta foi a primeira vez que Lorcan e Lysander os acompanharam, o que não achei uma ideia muito boa considerando a facilidade que Lorcan e Lysander tinham para entrarem em problemas e eram consequências de suas imensas curiosidades.
– Acho ótimo que vocês conseguiram voltar vivos da viagem – exclamo esboçando um grande sorriso para Lorcan e Lysander enquanto desço da vassoura.
– Traze-los vivos foi uma difícil missão Al, principalmente quando eles irritaram um bando de Erumpentes – disse Rolf a me ver.
Passamos o resto da tarde em casa comendo doces da dedos de mel e conversando sobre a viagem, a minha entrada em Hogwarts e a futura entrada de Lorcan e Lysander no ano que vem, eles pretendem se tornar artilheiros no time de Quadribol.
Ao anoitecer quando estávamos nos despedindo, Luna veio falar comigo.
– Al, eu estava conversando com sua mãe e ela me disse que você estava chateado com a sua entrada na Corvinal, quer conversar comigo sobre isso? – pergunta ela aparentando grande disposição a me ajudar e ao olhar naqueles doces olhos azuis acinzentados não consegui me forçar a mentir.
– Eu estava mais chateado antes sobre isso, mas agora já comecei a me acostumar e amar a Corvinal, só que ainda não sei o que logo eu, estou fazendo ali, Rose tira notas maiores que eu.
– Al querido, você precisa entender uma coisa, a Corvinal não se trata apenas de quem tira as maiores notas, essa casa esta na sagacidade de enfrentar qualquer situação, ter perspicácia, ser criativo, gentil e encontrar saber nos seus companheiros sem nunca discrimina-los. Qualidades essas que pertencem a você. Então não se preocupe você esta no lugar que deveria estar – diz ela em um gesto de despedida.
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Não demorou muito para voltarmos a Hogwarts. E eu sabia o que tinha que fazer mesmo todos dizendo o contrário, tenho que salvar o professor Lupo Silk.
No trem de Hogwarts escutei as divertidas historias de Brian sobre como o corpo de bombeiros, que são um grupo de trouxas que apagam fogo, ficaram paralisados com o incêndio do pai dele, no final a Sra. Finnegan teve que apagar tudo e usar o feitiço Obliviate nos bombeiros.
– Ei Brian, eu vou à Floresta Proibida atrás do professor Lupo, essa noite – digo decidido.
– Mas Al...
– Não Brian, você não vai me impedir – o atrapalho no meio da fala sem nem ao menos dar uma chance de argumentação.
– Se não pode vencê-los junte se a eles – Diz ele com as mãos para cima em um movimento de rendição.
Ao anoitecer após todos já estarem em seus dormitórios Brian e eu saímos em direção à Floresta Proibida, tivemos algumas dificuldades para passar pelo Filch que estava rondando os corredores, mas nada que exigisse muita habilidade para ser ultrapassado. Prestes a entrar na Floresta Proibida fomos parados por um vulto que surgiu tão rapidamente que nem tivemos tempo de nos esconder.
– Aonde vocês pensam que vão – à medida que chegamos mais perto o vulto vai ganhando forma, o professor Neville que estava na nossa frente impedindo a passagem.
– Nós... é... – digo tentando me explicar, no entanto não consigo formular uma frase.
– Como professor não posso deixar alunos andarem pelo castelo à noite e muito menos deixa-los ir para a Floresta Proibida.
– Nós vamos salvar o professor Lupo e você não vai nos impedir! – falo juntando nessa frase toda a coragem e firmeza que consegui.
– Al – diz Neville se abaixando e me olhando nos olhos – mais do que seu professor, eu sou seu padrinho e vou sempre estar ao seu lado, além disso, há muito tempo atrás aprendi que não se impede um Potter, mas se vocês vão a algum lugar teram que me levar junto.
– Quanto mais, melhor! Na verdade não pretendia enfrentar um bando de centauros sem um bom bruxo ao meu lado. – fala Brian.
– Ei – digo indignado — sei que com toda certeza não me comparo ao Neville, mais ao menos sou um bom bruxo.
– Desculpe, Al. – disse Brian – só estava pensando alto.
Quanto mais adentrávamos a Floreta Proibida mais densa e escura ela ficava, é quase impossível caminhar pela Floresta, pois a vegetação é bastante fechada, no entanto continuamos a busca incessante pelo professor Lupo por horas.
– Olhem eles estão ali – Sussurrou Neville ao se abaixar para se esconder em um arbusto e apenas o seguimos – escutem vocês ficam aqui e eu vou.
– Mas... – começo em protesto.
– Alvo Severo Potter, eu vou sozinho.
– Esta bem – digo em desistência, sabia que ele não desistiria nem se eu tentasse convence-lo – Mas vamos atrás de você se acontecer alguma coisa – quando percebo ele já esta andando em direção aos centauros, nem sei se ele escutou o que eu disse.
Neville levanta a cabeça e se aproxima dos centauros com uma postura digna de Gryffindor, quando olho pra ele esboçando toda essa bravura e confiança, entendo o verdadeiro significado da casa Grifinória e penso que não existe pessoa mais merecedora da casa.
– Olá! Meu nome é Neville Longbottom, sou diretor da Grifinória, e vim em busca de explicações. Porque vocês raptaram o professor Lupo Silk?
– Ele roubou uma coisa que nos pertence – diz um centauro que aparentava ser o líder do bando.
– O que foi roubado de vocês?
– A lança de Merlin, nos a pegamos recentemente de alguns comensais da morte.
– Comensais? Mas o ministério não tinha pegado todos eles?
– Não seja tolo, alguns comensais ainda vagam por ai e eles estão tentando reviver Você- sabe-quem.
– Isso é impossível! Meu pai o matou! – grito e saiu em fúria de trás do arbusto sem me lembrar das ordens de Neville.
– Não é impossível garotinho, ele já reviveu uma vez e pode fazê-lo de novo, se tiver o que for necessário e aquela lança é uma dessas coisas.
– Como eles reviveram Voldemort?
– Eles precisam matar seis pessoas que lutaram ao lado de seu pai na segunda guerra bruxa e precisa ser com a lança de Merlin, pois Você-sabe-quem a impregnou de magia negra um pouco antes de seu pai destruir as Horcruxes.
– Se ele fez isso mesmo poderia ter revivido há muito tempo atrás.
– Não poderia, porque os comensais que lhe eram fieis tinham que achar a pedra da ressureição, nunca pensamos que isso pudesse realmente acontecer, mas eles finalmente acharam depois de todo esse tempo. E como Lupo é um antigo comensal imaginamos que ele ainda seja fiel a Você-sabe-quem e pegou a lança para poder revivê-lo.
– Estão se trazermos a lança, vocês devolvem o professor? – continua Neville.
– Te dou a minha palavra. No entanto teram que trazer a lança rápido e se souber que descumpriram com a sua palavra executo esse professor.
Quando estávamos deixando o bando e partindo de volta para o castelo, sou chamado por um centauro que não exibia tanta seriedade no rosto como o líder do bando.
– Tome cuidado Sr. Potter, o ingrediente final para reviver Você-sabe-quem é o sacrifício de um Potter.
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