Alone In The Shadows Of The Night.
5 Capítulo 5
No fundo do rio, a última coisa que eu vi foi aquela bonequinha, e uma voz dizendo: "Ela está... Te observando.".
Depois disso, o rio se encheu de sangue. Estava batalhando para nadar, mas eu estava com a perna sangrando e eu não tinha mais muito fôlego. Eu não tinha tempo para pensar em nada, nem mesmo de quem era aquela voz. A voz era muito familiar, porém eu não havia a reconhecido.
Até que um milagre aconteceu. Depois de muito esforço, eu cheguei até a superfície. E o que vi, foi apenas as estrelas do céu. A chuva havia parado. Não sabia como eu tinha conseguido subir até a superfície do rio, eu estava sem fôlego algum e muito exausto. Coloquei minha cabeça sobre os meus braços na superfície, ainda com meu corpo no rio e respirei fundo.
Um tempo se passou e minha dor foi aliviando. Subi na calçada do lado do rio e tentei andar.
-Aaarg! — gritei de dor. Eu precisava de muita ajuda, mas achei um curativo no chão, sentei no bando e cobri minha perna com o curativo, que logo ficou vermelho. Resolvi continuar a andar, mesmo com aquela dor insuportável que me dominava. Enquanto isso, eu só pensava na frase da pessoa. "Ela está... Te observando!". A voz era de uma mulher, porém não era daquela menina estranha.
Eu tinha atravessado a rua e o rio havia ficado para traz. Mesmo assim, dava para escutar as pequenas ondinhas na água do rio, fazendo um barulho reconfortante e natural. Depois, ouvi algo realmente estranho. Era a mesma voz que eu havia ouvido antes, vindo do rio.
Resolvi correr até o rio para ver de quem era essa voz misteriosa e ouvir o que ela estava dizendo. Eu ouvi a mesma coisa que ela havia dito antes, mas tinha algo a mais.
-Ela está... Te observando! Cuidado! Mantenha a calma, tenha cuidado! Você pode... Resolver esse enigma. Ache a chave de tudo que está escondido e você encontrará a resposta. — a voz ecoava quando falava, o que deixava um som de mistério. — Você entendera o motivo que tanto o faz pensar e refletir... Porém, tenha cuidado... — a palavra "cuidado" foi ecoando e a voz parou de falar. Era difícil identificar de onde a voz vinha. Não havia ninguém ali. Mas... Será...? Aquela voz... Seria a voz da minha...
...Continua
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