Era difícil identificar de onde a voz vinha. Não havia ninguém ali. Mas... Será...? Aquela voz... Seria a voz da minha...


Eu estava pensando sobre aquilo quando aquela menina estrava me interrompeu. Ela estava olhando para o rio, porém não olhava diretamente para mim.


- Então... Você está descobrindo, não é? — ela dizia como se nada estivesse acontecendo.


- Foi você, não foi? — perguntei para ela. — Foi você que me salvou do prédio que estava caindo.


- Talvez sim... Talvez não. — ela deixou o mistério no ar como muitas outras vezes.


- Kelley, espere! — chamei ela, porém era tarde demais. Ela havia desaparecido na névoa e eu estava ficando cansado disso. Ela SEMPRE desaparecia. Talvez, ela possa me ajudar... Mas não assim. Não desse jeito! Kelley desaparece o tempo todo, isso não tem sentido algum.


Continuei a andar, a única coisa que eu sabia sobre Kelley, é que ela é MUITO estranha, e mais estranha ainda de ter acontecido a mesma coisa que aconteceu comigo, sobre os meus familiares. Isso... Era normal acontecer? Creio que não. Creio que... Seja apenas uma armadilha da vida. É isso. Uma armadilha da vida, querendo levar tudo de mim, inclusive minha família. Por quê...? Por que logo comigo? Depois de pensar sobre isso, comecei a pensar em como ela disse "Talvez sim. Talvez não.". Bem, ela era a única que poderia ter me salvado daquele prédio... A não ser que...


Uma luz branca e forte interrompeu meus pensamentos. Por traz dessa luz, havia uma mulher de cabelos castanhos, quase parecia um anjo.


- Ela está te observando. Cuidado! — ela tinha a mesma voz da mulher que havia falado no rio. E eu havia reconhecido ela... Mas não pode ser! Ela, ela... E-Eu sou... Ela é a... — Sim, Drake. Sou a sua mãe.

...Continua