Almost Valentine
1 Welcome To My Life
Notas iniciais
Elena
–Elena... Elena.– Caroline balançava a mão de um lado para o outro na frente de meu rosto. — Que bom, você tá viva.
Ela fecha os olhos e dá um longo suspiro, antes de se levantar e apoiar as mãos na cintura. Ela ainda sorri quando passa por cima de mim e caminha para junto das outras pessoas.
A Sra. Macknogail assopra aquele maldito apito na frente de meu rosto, fazendo com o que eu aperte os olhos com uma certa força.
Tomara que ela morra engasgada com esse apito.
Me levanto do chão com uma certa dificuldade. As pessoas parecem girar ao meu redor, suas vozes estão alteradas, e eu sinto que não estou pisando no chão.
E eu realmente não estou.
Jake atravessava o pátio comigo nos braços, seu rosto mantinha uma expressão divertida enquanto um sorriso debochado brincava em seus lábios.
Decidi não dizer nada agora.
Acho que estava tonta de mais para dizer algo.
A ultima coisa que me lembro foi do som irritante do apito da Sra. Macknogail. Caroline acenando para mim do outro lado da rede. E então uma bola vindo na direção do que antes costumava ser o meu rosto.
Acho que se aparecer mais um hematoma em meu corpo, meu pai me manda para um convento.
Da ultima vez ele perguntou se eu estava frequentando algum tipo de orgia masoquista, ou sei lá o que.
Como se não bastasse a obsessão da minha mãe com minha vida amorosa e sexual, agora eu tinha meu pai, vasculhando minha vida e me imaginando em orgias.
Ótimo.
Minha vida não poderia ser mais perfeita.
Aliás, meu nome é Elena Gilbert. Geralmente me chamam de careta ou qualquer apelido "carinhoso" que eles invetam. Moro com meu pai, Alaric e minha mãe Jenna. Tenho apenas dois amigos... Literalmente.
Nunca fui a garota mais popular da escola, eu dei até um nome pra lata de lixo aonde me jogam todo santo dia no mesmo horário.
Sem falar que já nem me importo quando afundam minha cabeça no vaso sanitário.
É um tipo de ritual deles... Todos os dias, há quase onze anos.
Não é tão ruim quando parece... Exceto quando as faxineiras esquecem de limpar os banheiros.
– Como vai, querida? — Essa é a Meg. Eu passo tanto tempo na enfermaria do hospital, que sei até o nome de cada formiga da casa de Meg.
– Bem... Ainda não jogaram meu almoço em mim... E eu não estou cheirando a lixo. — Suspiro e dou-lhe um sorriso. — Me sinto fantástica.
E então iniciamos a mesma conversa de todos os dias, enquanto ela faz um curativo em minha cabeça e me entrega alguns remédios para dor.
O gato de Meg fugiu novamente, então ela foi até seu vizinho como faz todas as manhãs, assim que sente falta do Senhor Bigodes. E como sempre, o vizinho sobe na árvore, resgata seu gato e ela o convida para tomar café em sua casa e blá blá blá...
Não tenho nada contra Meg... Ela é uma mulher solitária, que tem um único propósito em sua vida... Acordar todas as manhãs e procurar por seu gato.
– Já pode ir, querida. — Ela sorri docemente.
Desço da maca em um pulo, corro até a porta e saio da enfermaria.
Jake estava encostado na parede, me esperando como faz todos os dias.
Ele é um dos meus dois amigos do qual falei. Jake Payton. O J.P.
– Me pergunto... Como vai ser a reação do seu noivo, quando te levar pra lua de mel e você se desmontar. — Rolo os olhos para seu comentário. — Você é provavelmente a pessoa mais remendada que conheço.
– Não é tudo isso. — Dou uma cotovelada fraca em seu braço.
Ele ri e me abraça.
Era sempre isso.
A mesma coisa.
– Tenho que ir. — Falo olhando para o relógio.
Me afasto do P.J e corro pelos os corredores. Minhas pernas estão doloridas (Como sempre), por conta das várias voltas que minha "querida" professora me fez dar.
Não demoro até chegar no lado de fora da escola, aonde o grupo de drogados e "populares" se juntam todos os dias.
– Pensei que não viria mais, princesa. — Damon. O diabo em pessoa.
Esse psicopata já me empurrou de um telhado... Claro que foi depois de eu jogar meu carro em cima dele, e fazer ele quebrar a perna. Mas isso foi um acidente e eu já me perdoei.
– Vamos logo com isso... Tenho prova de matemática. — Rolo os olhos e caminho em sua direção.
– Jer... Faça as honras. — Jeremy solta uma risada, antes de me pegar no colo e me jogar dentro da lixeira.
Bem na hora.
Esqueci de mencionar que Jeremy é meu irmão?
– Boa prova. — Damon diz e sai dando sua risada psicótica.
Esse garoto tem sérios problemas mentais.
Alguém deveria internar ele em uma clínica ou... Sei lá. Dar uma passagem só de ida pra China.
Ele sempre foi um tipo de rei na escola... Sempre. A primeira coisa que ele fez quando nos conhecemos, foi quebrar meu nariz. Com a minha boneca.
Eu nem sabia que alguém poderia usar uma boneca pra quebrar um nariz.
– Você está tendo um ótimo dia. — Caroline, a outra amiga. Me ajuda a sair de dentro da lixeira.
– Só está começando. — Suspiro, olhando meu relógio e marchando para minha prova de matemática.
Eu odeio matemática.
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