Almost Valentine

2 My Name? Is Despair


Notas iniciais
Oieee meninas, obrigado pelos o comentários. Eu amei e em breve vou responde-los. Espero que gostem do capítulo, ficou pequeno, mas vou recompensa-los no próximo ♥

Elena

Finalmente o sinal havia batido, indicando que eu poderia correr para o único lugar seguro em minha vida. Meu quarto.

– Não vai se despedir, princesa? — O demônio fantasiado de gente para na minha frente, impedindo minha passagem.

Rolo os olhos e tento desviar dele, o que é inútil, já que ele agarra meu braço e me joga contra o armário.

– Qual é... O seu problema? — Empurro ele e me ajeito. Cruzo os braços e encaro seus olhos azuis.

Tão lindo... Eu poderia matar ele e arrancar os olhos.

Olha Damon... Eu sei que você é um psicopata triste e sozinho, que não tem nenhuma outra alegria na vida a não ser atormentar as pessoas. Mas eu realmente preciso ir para a casa, então sai da minha frente. — Ele puxa o canto dos lábios, dando seu habitual sorriso debochado.

– É melhor tomar cuidado com as palavras, amor. — Ele passa os dedos em meu rosto, dando seu sorriso de demente e me olhando daquela forma psicótica dele.

– Você é doente. — O empurro novamente, passando por ele e caminhando para fora da escola.

– Não vira as costas pra mim, Lena. — Ele caminha do meu lado. — Sabe o quanto eu odeio isso.

– O que diabos você quer? — Grito, parando de andar e olhando para ele.

– A pergunta certa, seria o que eu não quero, amor. — Ele sorri. — Preciso que faça... Uma coisinha pra mim.

– Não vou fazer sua lição, nem seus trabalhos... Nem nada por você. — Falo e vejo seu sorriso desaparecer.

– Eu tentei ser gentil, Leninha... Então, ou você faz o que eu estou te pedindo para fazer, ou eu conto aquele nosso segredinho. — Damon sussurra em meu ouvido, enquanto aperta a carne do meu braço com força. — A gente se vê por ai, princesa.

E então ele sai andando, para dentro de seu carro caro junto com uma vadia.

Suspiro pesadamente, e começo a andar para casa antes que mais algum maniaco entrasse no meu caminho.

A parte boa?

Hoje é sexta-feira... E a parte ruim...

– Vocês precisam mesmo ir? — Pergunto tirando as roupas da minha mãe de dentro da mala.

– Elena Gilbert. — Minha mãe me manda um olhar de repreensão.

– Por favor. — Aperto sua blusa contra mim. — Eles vão me comer viva.

– Meu amor, são só duas semanas. — Ela ri, enquanto toma a blusa de minha mão e joga de volta na mala. — E o Jeremy vai estar aqui, o tempo todo.

Tá legal. Isso deveria me fazer sentir melhor?

– Ele vai ser o primeiro a me jogar no caldeirão. — Sussurro para mim mesma.

– Não precisa se preocupar... Nada de ruim vai acontecer. — Mamãe sorri docemente e logo depois, deposita um beijo em minha testa. — É só você obedecer o Jer.

Isso definitivamente, não é para me fazer sentir melhor.

Quando me tranco em meu quarto, penso em arrumar as malas e ir escondida no carro... Ou então fazer uma corda de lençóis, ou estocar comida o suficiente para duas semanas, ou...

Comprar ácido e colocar no copo do seu irmão?

Essa é uma boa ideia.

– Por que seus pais estão fazendo as malas? — J.P invade meu quarto, sendo seguido por Caroline.

– Eles vão mesmo te mandar para um convenio? — Caroline arregala os olhos e coloca uma das mãos sobre o peito.

– Não, Care. — Jake se joga em minha cama, tomando meu salgadinho e comendo. — Eu disse que eles iriam viajar.

Duas semanas de pura tortura... Imagina o que eles farão comigo em duas semanas. Eles podem me transformar em uma escrava sexual.

Isso seria ruim?

– Eu posso falar com minha mãe... Sabe, se você quiser dormir lá. — Caroline começa a esvaziar meu guarda-roupas.

– Meus pais nunca iriam deixar Jeremy aqui sozinho. — Rolo os olhos, me levantando e jogando as roupas lá dentro. — E além disso... Eu vou ficar bem, contando que eu não saia do meu quarto durante os próximos 15 dias.

O que não vai ser um grande sacrifício, já que eu faço isso há mais de... A vida inteira.

– De qualquer jeito... Vou falar com ela. — Caroline bate as mãos, entusiasmada.

– E como vão as coisas na sua casa? — Olho para Jake, que me lança um sorriso debochado.

– Além do fato de eu ter um meio irmão, malvado e... Psicologicamente perturbado? Está maravilhoso. — Ele sorri abertamente.

Eu comentei que Jake e Damon são irmãos? Ou meio irmãos. Pois é... Se vocês acham que minha vida é ruim, imagina a dele. Ele convive com o próprio demônio.

– A gente já pesou em fugir? — Pergunto.

– Já... E nós voltamos pra casa cinco minutos depois porque estávamos com fome. — Caroline sorri.

– Eu fiquei de castigo durante meses. — Rio, me lembrando da vez em que decidimos fugir.

Elena, estamos indo. — Papai grita, fazendo um desespero tomar conta do meu coração.

Eu vou morrer.

Eles ainda estão abraçando Jeremy, que finge estar triste por eles terem que nos deixar sozinhos por tanto tempo... Falso.

Como se isso fosse um problema.

Jeremy é tão perverso quanto Damon. E ele é meu irmão. E caso ninguém notou, eu sou o saco de pancadas preferida do Salvatore mentalmente perturbado.

– Minha princesa. — Papai me aperta, como se fosse a ultima vez que me via. — Se comporte enquanto eu estiver fora, e pelo o amor de Deus... Não arrume problemas para o seu irmão.

PERDÃO?

– Pode deixar papai... Eu vou cuidar muito bem da minha irmãzinha. — Jeremy me abraça de lado, enquanto acena para nossos pais da varanda.

Isso não pode ser real.

Notas finais
E ai? Gostaram? Odiaram? Comentem, sua opinião é importante ♥