Almost Valentine
13 Things of boys and girls
Elena
Já fazia algumas horas que eu estava deitada em minha cama, encarando o teto, pensando em como minha vida havia mudado tanto em apenas... Do que eu estou falando? Não mudou nada, apenas o fato de que eu parei de ter meu encontro diário com a lixeira ou o vaso sanitário do banheiro feminino. Sobre o jantar de ontem? Desastroso não é o suficiente para descrever, sem falar que agora Damon inventou que quer continuar com isso, custe o que custar.
– Querida. — Olho para a porta, vendo a cabeça de Damon para dentro de meu quarto.
– Não sabe bater? — Pergunto, bufando e colocando um travesseiro em meu rosto.
Eu vou contar pra você uma história sobre mim. Eu estou com sono, eu vou dormir com sono, eu acordo com sono e quanto mais eu durmo, mais sono eu sinto. Eu deveria estar dormindo agora, mas eu não estou, porque eu passei a noite toda tendo sonhos com meu "querido" "namorado". E só pra deixar bem claro, não foram sonhos ruins.
– Pra que bater? Não precisamos disso, somos um casal, lembra? — Ele disse, abrindo a porta e entrando no meu quarto, se jogando em minha cama como uma criança se joga em uma piscina de bolinhas.
Rolo os olhos, sem me preocupar em encará-lo. Será que eu não posso ter um dia em paz, sozinha, me entupindo de sorvete e ouvindo Maroon 5? Não, eu não posso. Por que? Pelo simples fato de que eu passo mais tempo no hospital do que em minha própria casa. Eu sou literalmente a garota mais odiada dessa cidade.
– Você de tpm? — Damon pergunta, tirando o travesseiro de meu rosto.
Por que ele fez isso? Agora eu tenho que encará-lo com aquela camiseta regata branca, mostrando o resultado de suas horas gastas na academia, os olhos mais azuis do que eu me lembrava, cabelo um pouco molhado e bagunçado e a melhor parte... Na minha cama. Eu acho que isso estava em alguma parte de meus sonhos, eu e Damon em uma cama... Eu só não me lembrava as roupas que el usava.
– O que você tá fazendo aqui? Não tem alguma pobre alma pra atormentar ou algo do tipo? — Pergunto, me levantando e cruzando os braços. Posso ver os olhos de Damon sobre meu corpo, ele sorri de lado, encarando minhas pernas. — Pervertido.
– Eu não sou um pervertido. Eu não tenho culpa se você está vestida assim, meus instintos masculinos reagem á... Isso. — Ele aponta para meu corpo. — E nós temos um belo show para organizar. Você vai ser minha namorada... De novo, só que agora de verdade, quer dizer... Quase de verdade.
– Eu não vou ter um bebê, Damon. — Falo, me virando e indo em direção a porta. Ele só pode estar louco se pensa que eu vou engravidar dele.
– Eu não estava falando sério. Imagina ter um bebê com você, ele seria como uma daquelas aberrações de show de horrores. — Ele diz, me seguindo quando eu saio de meu quarto e começo a descer as escadas. Acho que esqueci de dizer que além de sono, eu tenho fome, muita fome.
– Obrigado pela parte que me toca, "namorado" — Falo, soltando uma risada.
Vejo algumas malas ao lado da porta. Papai e mamãe devem ter voltado mais cedo e é claro, já devem ter ido para o trabalho.
– Aonde está meu irmão? — Eu sei que ele é um protótipo do próprio capeta, que no caso é o Damon, mas ele ainda é meu irmão mais novo e eu obviamente tenho que me preocupar com ele.
– Ele falou alguma coisa sobre... Um bode. — Damon diz, parecendo tão confuso quanto eu.
Dou de ombros, pegando o leite e jogando dentro da tigela de cereal.
– Por que não toma um café da manhã de verdade? — Ele pergunta, se aproximando de mim e cruzando os braços. Eu posso dizer com toda a certeza do mundo, que Deus foi muito generoso com Damon Salvatore.
– Claro, Sr. Nutricionista. O que me recomenda? — Pergunto debochada, vendo-o sorrir. Damon pega a tigela de cereais de minha mão.
– Vá se sentar, eu preparo seu café. — Ele diz, aproximando o rosto do meu e selando nossos lábios. Não sei se durou um segundo, um minuto ou horas, mas você sabe aqueles filmes de romance, quando a mocinha finalmente é beijada pelo mocinho? por fora eu estava petrificada, o encarando como se ele fosse um maluco psicótico -o que na verdade não é totalmente mentira- mas por dentro, eu estava flutuando. Qual é? Quantas garotas como eu tem a chance de ser beijada por Damon Salvatore?
Dou um sorriso sem graça, caminhando até uma cadeira e me sentando, apoiando os cotovelos sobre o balcão, enquanto o observava pegando ovos, bacon, panelas e pratos. Como esse ser podia conhecer minha casa melhor do que eu.
– Como está seu rosto? — Pergunto, o observando parar de fazer o que estava fazendo por alguns segundos, para depois voltar sem me dar uma resposta.
– Se concentre na sua atuação, precisamos convencer um público. — Ele disse, colocando o bacon pra fritar na panela. Desde quando essa criatura sabe cozinhar?
– Na verdade... Apenas a Katherine e seu pai, seu irmão, sua madrasta e...
– Não importa, princesa. Não se esqueça que se você pisar na bola, eu vou fazer o inferno ser o paraíso dos doces, ao lado da sua vida. Você vai sofrer. — Ele fala, dando aquele maldito sorriso insano. Rolo os olhos, eu estou até me esquecendo que isso não passa de uma grande mentira.
– Claro, claro. Porque eu queria muito fazer parte desse seu teatrinho. — Damon sorri.
– Gosto de você assim. — Ele diz, se apoiando no balcão e deixando nossos rostos perto um do outro. — É sexy.
– Se você acha que eu vou cair nesse seu papinho mole, pode retirar o filhote de equino da perturbação pluviométrica. — Falo, dando um sorriso irônico. Damon balança a cabeça e volta ao fogão.
Isso escravo, me alimente.
Ficamos em silêncio por alguns minutos, Damon colocou uma prato de ovos e bacon na minha frente, depois uma bandeja com panquecas e uma jarra com suco de laranja. A ceia do diabo.
– Come, eu estou ouvindo seu estômago reclamar daqui. — Ele diz, se sentando a minha frente e começando a tomar seu café. Por que ele não faz isso na casa dele?
Não digo nada, faço o que ele diz, até porque eu estava morrendo de fome e aquilo estava com uma cara ótima.
Okay. Se ele não fosse um maniaco duas caras, ele seria o marido ideal. Como Deus pode ter colocado tantas qualidades em alguém como ele? Ele era o capiroto em pessoa.
– Está ótimo. — Falo, fazendo-o me olhar com um sorriso quase doce. E ele já mudou outra vez.
Eu sei que as chances de eu me apaixonar por Damon são muitas, porque o destino é um grande filho de uma senhora que pratica serviços sexuais para ganhar dinheiro e ele quer que eu me foda. Mas talvez, só talvez, exista algo mais além do monstro que ele se mostrou ser nos últimos anos de minha vida.
Termino de comer e pego os pratos, os levando até a pia. Claro que não existe, olha pra ele, uma cobra esperando para dar o bote.
– Quer ajuda? — Damon coloca as duas mãos na pia, cada uma de um lado do meu corpo, sua boca está próxima de meu ouvido e seu corpo está... bem próximo do meu. Eu sei que disse que não ia cair na teia dele, mas ele tem esse maldito perfume.
Damon deposita um beijo em minha orelha, sua mão se firma em minha cintura, enquanto seus lábios tocam meu pescoço e nuca. Sinto seus dentes roçarem em minha pele e sua mão me puxar para trás, fazendo-me sentir o que ele tinha entre as pernas. Não conseguir evitar e gemido que escapou de meus lábios, o que foi a brecha para que ele continuasse a fazer aquilo, me prensou contra a pia, me virando de frente para ele. Uma de minhas pernas foi parar em sua cintura, enquanto sua boca tomava a minha em um beijo profundo e ardente, seu membro roçando em minha intimidade, me fazendo suspirar contra seus lábios. Que homem.
– Damon... Para. — Falo, tentando afasta-lo quando sua boca volta para meu pescoço. — Meus pais... meus pais podem chegar...
– Seus pais estão viajando. — Sua voz é rouca, o que me faz estremecer mais ainda. O que eu estou fazendo? Ele é o inimigo.
Espera um pouco...
O afasto de mim, segurando seus ombros e encarando os olhos negros de desejo. Damon soltou minha perna, sustentando meu olhar.
– De quem são as malas na sala, Damon? — Pergunto, podendo ver o sorriso diabólico crescendo em seus lábios.
Oh não, não, não. Mil vezes não!
– Não vai me dar as boas vindas? Sou seu novo colega de quarto.
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