Almost Valentine

14 Do you like your enemy?


Notas iniciais
EU SEI, GUYS. EU DEMOREI. CORTEM-LHE A CABEÇA E TALS. Mas, tive um longo bloqueio. Daqueles ruins mesmo, sabe? E os recentes acontecimentos na nossa vida de fã não ajudaram muito não. MAS ENFIM. VOLTEI. Não sei se esse capítulo está satisfatório, mas está ai, louco e sem sentido, como vocês gostam. Espero que gostem desse também. Boa leitura sz

Elena

Eu não quero levar pro lado auto-depreciativo, do tipo "Meu nome é Elena Gilbert, tenho 17 anos e sou gótica" não é nada disso, mas a ideia de cometer suicídio cortando minha jugular com uma faca de serra, era bem presente em meus pensamentos agora. Primeiros passos para ser considerada uma garota problemática pela sociedade? Automutilação, frases depressivas em redes sociais, maquiagem preta nos olhos... Eu deveria começar a fazer isso, já que a partir desse momento vou ter que conviver com meu pior pesadelo. Sabe aqueles filmes de terror aonde a garota estúpida pergunta se tem alguém ai, como se o capiroto fosse responder "claro senhora, estou aqui na cozinha, deseja alguma coisa?" eu estou passando pela mesma situação de quem estaria vendo o filme: raiva, desespero e uma vontade tentadora de ser aquele psicopata. Pelo menos eu teria uma desculpa caso alguém perguntasse a razão de ter afogado Damon Salvatore com o travesseiro enquanto ele dormia.

Agora são exatamente 4:45 da manhã, eu poderia estar dormindo e tendo sonhos lindos e fofos com unicórnios rosas saltitando em nuvens de algodão doce e liberando calda de chocolate pela bazuca anal. Poderia, sim, sonhos lindos aonde eu brincaria de "acerte a toupeira" com um machado... Adivinhem quem seria a toupeira? Ah, sim, o campeão mundial no quesito infernizar minha vida. o desgraçado está dando uma festa desde segunda-feira. Hoje já é quarta... Bem, quinta. Eu tentei me distrair de todas as maneiras possíveis. Li meus livros favoritos, ouvi minhas músicas favoritas, assisti minhas series favoritas, filmes favoritos, programas de televisão favoritos, comi minhas comidas favoritas e quase quebrei meu braço tentando coreografar algumas músicas, eu recebi prêmios e fiz turnês no chuveiro, cai, cai de novo, cai tentando me levantar depois de ter caído e por fim, aqui estou eu, deitada no chão do meu quarto, olhando para o teto e ouvindo a Miley Cyrus cantar algo sobre fumar maconha. E pelo cheiro, não é só ela.

Você deveria tentar, quem sabe isso não te ajude a cair fora dessa toca e ir se jogar em cima do Damonlicia.

O que há de errado com você? Deveria me apoiar a manter o máximo de distância possível daquele sociopata.

É impossível resistir ao lado negro da força... ainda mais quando vem fantasiado de Damon.

Meus próprios pensamentos estão contra mim. Hey, isso não está certo. Talvez eu devesse ler mais um pouco...

– Huum... Você tá uma... Delicia nesse vestido. — Damon entra no meu quarto, quase caindo quando abriu a porta e fazendo elogios á uma cadeira que continha meu vestido especial para a apresentação de amanhã... Sim, claro que eu não comentei que minha mãe me inscreveu no concurso de Miss Mystic Falls, isso porque ela faz o mesmo todos os anos e todos anos sempre tem alguém que pergunta: Quem é essa garota? Uma dica? Palcos e holofotes não são uma boa ideia para desajustados.

– É bom você ficar bem longe desse vestido. — Digo, me levantando e colocando aquela coisa horrível em um lugar seguro. Não seria uma ideia ruim deixar Damon vomitar em cima dele, assim eu teria um motivo para não passar por toda aquela coisa chata. — Quem dera funcionasse assim...

– Eu que bebo e é você quem conversa sozinha. — Damon ri, se esticando em minha cama como um gato folgado... E que gato folgado.

– O que você quer aqui, Damon? — Pergunto, fechando a porta por conta do barulho alto que vinha de fora.

– Chamaram a policia. Algum vizinho careta disse que nossa casa virou um chalé de drogas e prostituição. — Ele ri enquanto fala e eu devo acrescentar minha enorme aversão pela palavra "nossa", quando dita por ele, referindo-se a minha casa. — Eu to muito chapado.

– Sério? Não dá nem pra reparar. — Falo ironicamente e ele começa a rir como um retardado insano. Ele vai mesmo rir de tudo o que eu falar? — Qual é o seu problema?

Ele ri, mas logo para e encara o teto do meu quarto. Paro de recolher os discos que havia largado pelo chão do meu quarto e me ajoelho, o olhando. A música para de tocar e eu posso ouvir lamentos e alguma coisa sobre atirar em alguém, mas isso não é relevante no momento.

– Meu pai me odeia. — Ele diz, quase que em um sussurro. — A única pessoa que já gostou de mim está morta e... — Ele volta a rir depois de algum tempo, me fazendo questionar se a aparente crise depressiva era real ou se era apenas mais uma cena dele. — Eu estou perdido, Eleninha... Eu estou completamente perdido.

Um silêncio absurdamente constrangedor e, por incrível que pareça, incomodo, se estendeu por longos minutos. A pior maldição da minha vida é esse bendito de olhos azuis, eu poderia ajudá-lo andar até a janela e depois empurrá-lo de lá, porque ele merece de toda a merda que ele jogou no ventilador e mirou na minha direção, mas o sentimento que dominava meu peito naquele momento, era uma angústia dolorosa e irritantemente sufocadora por vê-lo daquela forma, depois de dizer aquelas coisas. Eu deveria estar assim. Eu sou a garota que é atirada na lixeira todos os dias, eu que tenho um irmão que prefere me empurrar do topo de uma escada ao me dar bom dia de manhã e sou eu que tem pais que convidam o psicopata que quer me ver destroçada para morar sob o mesmo teto que eu. Não ele... Não o garoto mais popular, mais desejado e mais idolatrado de toda a cidade. Eu estou falando sério, se você estiver sendo assaltado e disser que conhece ele, os ladrões roubam outras pessoas e entregam o que roubaram pra você.

– Pare de reclamar. — Digo, me levantando e me cansando de todo aquele drama digno de novela mexicana e seriado de vampiro. — Você é Damon Salvatore.

Digo e posso ver um meio sorriso se formar em seu rosto. É impressão minha ou meu coração bateu estranho? Sabe como é lembrar que se respira? Eu odeio me lembrar que eu respiro, porque ai eu começo a pensar em como eu faço pra respirar e começo a respirar do jeito que eu to respirando depois de ver o sorriso dele. Por que isso aconteceu? Por que eu to me lembrando do nosso beijo nada inocente na cozinha semana passada? Por que eu estou olhando para ele com uma cara de bode? Ele viu. Ele tá levantando.

– Você é a pior e a melhor coisa que existe na droga da minha vida fodida. — Ele diz, me olhando com aquele olhar alcoólico. — Eu gosto.

– Não vem com essa, Salvatore. Você não aguentaria. — Digo, entrando no jogo doentio dele.

Ele ri, não a risada drogada de antes, mas uma risada gostosa que quase me colocou em coma alcoólico.

– Gostei do pijama. — Ele diz, me olhando de baixo a cima. — E eu estava procurando essa camisa hoje, entendo por que não encontrei.

– Ela tava jogada por ai... — Digo, sentindo meu rosto queimar de constrangimento. É claro que eu sabia que a camisa era dele. E eu não estava usando pijama, será que ele não reparou no jeans e no tênis?

– Vem, deixa eu te mostrar uma coisa. — Damon não me deixa falar, apenas segura minha mão e sai me arrastando para fora do meu quarto.

Ele entrelaçou nossos dedos. E estava andando comigo, na minha casa, repleta de gente estranha que, claramente, eram seus amigos. Eu olhei para ele, acabava de acender um cigarro, eu nunca reparei como ele ficava sexy quando acendia aquele cigarro e nem o quanto aquilo combinava com sua jaqueta de couro e suas roupas pretas e com o seu jeito... Era tudo tão... Damon.

– Gosta? — Ele pergunta, acho que referindo-se a si mesmo, quando se dá conta de que eu o olhava.

– Ainda estou pensando nisso. — Digo e ele sorri, passando o braço por cima dos meus ombros e siando de lá comigo.

Que porra tá acontecendo? Eu realmente, REALMENTE, estou gostando de fingir ser a garota dele?

Sim. Eu estou começando a gostar disso e eu sei que de todas as piores atrocidades que já me ocorreram nesses dezessete anos de vida, este "gostar" virá a ser o que, definitivamente, vai me destruir.

Notas finais
TAVA NO FLUXO, AVISTEI A ELESMA NO GRAU, SABE O QUE ELA QUER? PAU PAU PAU PAU ELA QUER PAU E TEM QUE SER UMA ARREBATADA DE PAU PRA ACALMAR ESSE FOGO PETROVA. ENTÃO QUER DIZER QUE A GILBERTO TÁ GOSTANDO DE FAZER A LINHA BISCATERA E FALSIANE COM O GOSTOSÃO? EPA EPA EPA, TÁ COM CARA DE QUEM VAI PEDIR ANAL ROTATÓRIO E TREPA TREPA DE PÉ COM OS PEITO ROÇANDO NA CERCA. DAMON TÁ FAZENDO A CASA DO SEU ZÉ NA RESIDÊNCIA DOS GILBERTO, TENHA ELESMA QUE AGUENTE SEGURAR O BRIOCO COM A QUANTIDADE DE POMBA QUE TÁ TENO. QUEM PRECISA DE TOMORROWLAND QUANDO SE TEM UM DAMONLICIA NA VIDA? MOMENTO DE MUITAS REVELAÇÕES NESSA CONVERSA ENTRE ESSES DOIS, PARECEU ATÉ CASOS DE FAMÍLIA. E É ASSIM QUE CHEGAMOS AO FIM DE MAIS UM CAPÍTULO DA ÚNICA NOVELA QUE ENSINA COMO SER EMO GÓTICO TREVOSO, COMO SER CHAMADO DE FILHO DO CAPIROTO PELAS TESTEMUNHA DE JEOVÁ E, É CLARO, COMO TOMAR NO CU. PATROCINADO PELOS PRODUTOS IVONE, PELO TIO DO LEITE, E POR AQUELE CANAL DE VENDA DE GADO QUE NINGUÉM NUNCA ASSISTIU. COM TRILHAS SONORAS DE: ~Agora que eu cresci você quer me namorar, baby baba, baby baba...~ E ~Eu já falei pro mister Catra e vou repetir gostoso Ai Negão tô com o cú pegando fogo...~ NÃO PERCAM O PRÓXIMO CAPÍTULO DA NOVELA QUE É UM BADALO. QUASE NAMORADOS. sz