Almost Valentine

12 She is like a Big Bang


Elena

Katherine me lançava um olhar mortal, seu estado emocional demonstrava fortes traços de anormalidade aguda. Mental, eu poderia dar um diagnóstico se seu cérebro não fosse do tamanho de um átomo, mas eu posso dizer que ela está em um estado avançado de demência. Físico? A vadia perfeita, é só começar a cobrar. Não posso negar que tenho inveja de seus seios cirurgicamente colocados, eles chamam atenção.

– Espero que alguém me dê uma boa explicação. — Ela diz entredentes. Tudo bem, acho que a essa altura vocês já devem ter percebido que isso não vai prestar.

– O que ela tá fazendo aqui? — Sussurro para Damon, que está encarando Katherine com frieza, eu conheço esse olhar mortal, ele geralmente o usa comigo.

Tá bom, digamos que eu seja a namorada falsa do cara que eu tenho forte aversão, mas que agora não me parece tão ruim sentar ao lado dele em um jantar com sua família que aparentemente, é tão estranha quanto ele, o pai ausente, o irmão problemático, a namorada vadia do irmão problemático e a madrasta com o cérebro menor que o de uma ervilha, e então, como se nada estivesse ruim o bastante, temos como convidada de honra na casa dos horrores, Biskath Petrovadia, ou apenas a ex namorada do meu falso atual namorado. Agora, vocês são capazes de entender a confusão em que eu me meti?

– Katherine... O que você pensa que está fazendo? — Damon se levanta, eu me encolho na cadeira, apertando os olhos e imaginando a grande defecação que aquilo se tornaria... Ou na linguagem moderna, isso vai dar merda.

– Desculpa querido, mas até semana passada eu era a sua alma gêmea. — Katherine diz, com uma calma invejável. — E agora você me troca por essa... por essa... essa coisa.

– Minha namorada. E eu gostaria que você demonstrasse respeito a ela. — Eu já o tinha visto bravo algumas... Ok, muitas vezes, mas agora parece que ele está a ponto de explodir. — Saia da minha casa, agora.

– Ou o que? — Katherine cruza os braços acima do peito. — Você e sua namorada falsa vão inventar outra mentira?

– Eu protesto. — Digo, batendo na mesa e me levantando.

– Cala a boca, inseto. — Katherine diz sem nem olhar para mim

– Tudo bem. — Volto a me sentar, encarando minhas mãos... Espera ai, o que eu to fazendo? Essa vadia invade a casa do meu namorado, me insulta e ainda me manda calar a boca? — Tudo bem uma ova, eu acho que já passou da hora de você tirar dessa sua cabecinha a possibilidade de existir algo entre você e o meu namorado.

– A possibilidade? Querida, eu segurei suas pernas enquanto ajudava ele a te afogar no lixo da escola.

– Eu acho que essa mulher precisa de ajuda, alguém tem o número do manicômio? eles perderam um paciente. — Sorrio para Katherine, podendo ver a raiva queimando em seus olhos.

– Você não faz ideia de com quem está se metendo. -

– Ah... Eu sei sim, a ex namorada rejeitada, louca pra ser o centro das atenções de alguém... — Começo a me aproximar de Katerine, até ficar cara a cara com ela. — Você precisa entender, que você nunca passou de uma diversão sexual pra ele. — Alguém pode, por favor, pular a parte em que eu apanho?

Sabe o que as pessoas dizem sobre as brigas de garotas envolverem arranhões e puxões de cabelo? A mão de Katherine pousando em meu nariz, é a prova real de que isso não passa de...

Tudo bem, delinquente juvenil não era a primeira impressão que eu esperava causar na família de meu namorado.

Eu estava agora sentada em uma cadeira na delegacia, Damon estava ao meu lado, segurando uma bolsa de gelo em sua testa. Meu braço sangrava um pouco e eu ainda estava tonta, mas por incrível que pareça -ou não- aquilo não me incomodava nada.

– Eles descobriram. — Falo, olhando para a frente. Damon fica quieto, é a primeira vez que o vejo sem uma resposta ou um sorriso debochado. — Acho que agora eu posso ressuscitar o meu avô e quem sabe ir passar uns dias na casa dele... Só até a Katherine parar de querer arrancara a minha pele...

– Não acabou. — Ele me interrompe. Cara, qual é a deficiência desse ser? — Até aonde eles sabem a Katherine é minha ex namorada maluca que invadiu a minha casa e agrediu você... e a mim... eu mais do que você, enfim...

– Damon, eles sabem que não estamos juntos há tanto tempo quanto dizemos e agora o xerife provavelmente deve estar falando da nossa longa ficha de atentados um contra o outro... você mais do que eu... na verdade, só você.

– Eles sabem de algumas coisas, mas isso não significa que é o fim... eu tenho outro plano.

– Por que estamos cochichando? — Pergunto, encarando-o. Damon olha para mim.

– Porque estamos desenvolvendo um plano diabólico.

– Inventar mentiras sobre o nosso namoro de mentira é um plano diabólico? Eu pensei que eram só... mentiras

– Tenta se concentrar, Elena... Nova versão... Eu trai a Katherine com você e você está gravida.

– O QUE?

– Damon. — O pai de Damon sai da sala do xerife, juntamente com sua madrasta. — Vamos para a casa, alguém irá levar essa garota para a casa dela.

– Essa garota tem nome.

– Ela tem? Porque a essa altura eu não me surpreenderia se ela fosse uma prostituta disfarçada. — Agora eu estou ofendida. Por que eu sempre tenho que estar envolvida em algum tipo de perversão sexual?

– Ela não é uma prostituta... Ela ainda não se candidatou ao cargo de sua esposa.

Aconteceu rápido demais, em um momento Damon me defendia e no outro ele recebia uma mãozinha do pai... Uma mãozinha em formato de punho e bem no olho esquerdo.

Eu não sei se deveria estar irritada com isso, mas eu estou, o que é algo muito novo para mim já que eu não costumo me irritar tão fácil... Qual é gente, eu passei os últimos anos da minha vida sendo jogada em uma lata de lixo e ainda conseguia chegar a tempo para a prova de matemática, eu devo ser a pessoa mais calma desse mundo.

– QUAL É O SEU PROBLEMA? SERÁ QUE DENTRO DESSA CASCA PODRE QUE VOCÊ USA COMO PELE EXISTE ALGUMA COISA? — Grito o empurrando e ficando na frente de Damon. — Você não é digno de ser chamado de pai.

Deixa eu ver se minha lista de inimigos tem um espacinho pro pai do Damon... Olha, um lugarzinho bem aqui.

– Vem... Ele não vale a pena. — Damon sussurra, segurando meu braço e me arrastando para fora da delegacia.

– Damon... — Damon abre a porta do carro e praticamente me joga lá dentro. Posso ver a raiva transparecer em seus olhos, as mãos apertando com força o volante do carro, os músculos tensos... Ele não estava apenas com raiva, ele estava magoado e isso era mil vezes pior.

Damon

O caminho até a casa de Elena foi quieto, completamente diferente do que eu imaginei para aquela noite. Eu não estava surpreso por ter brigado com meu pai outra vez, era apenas mais uma das milhares, eu estava surpreso porque a garota que dormia no banco do passageiro, parecia ser mais importante para mim do que eu mesmo naquele momento.

Paro o carro no meio do caminho, deixo minhas mãos escorregarem até minhas pernas, encosto a cabeça no banco do carro e olho para ela. Por alguma razão, olha-la me trazia uma calma inexplicável.

– Você parece um psicopata me encarando desse jeito. — Ela resmunga, sua voz rouca por conta do sono. — Por que está tão quieto?

– Eu quero continuar. — Sussurro e presumo que ela saiba do que estou falando, já que abre os olhos para poder me olhar. — é questão de honra.

Sorrio, me virando no banco e ficando de frente para ela. Aquele era um daqueles momentos super gays dos filmes românticos que fazem mulheres de tpm chorarem igual condenadas.

– Eu topo o que você quiser. — Sua voz é quase inaudível, sua respiração leve e cansada... ela parece ser tão... não ela.

– Elena. — Chamo-a, ficando sem resposta e suspirando após notar que ela havia pegado no sono.

Eu deveria falar alguma coisa super clichê, mas eu gostaria de falar sobre aquele momento e naquele momento não existiam palavras boas o suficiente para descrevê-lo. Então optei por apenas observá-la dormir.

Notas finais
Eu sei que vocês esperavam muito mais, mas eu tenho tido alguns bloqueios, e foi o máximo que consegui fazer... Espero que me perdoem. BORA APLAUDIR DE PÉ A AUDÁCIA DA ELESMA, SÓ LI VERDADES. PAPAI SAZONTORE SE REBELOU, COLOCA A CARA NO SOL AMIGA. STEKENGA FICOU APAGADO NESSE CAPÍTULO, ELENA LACRADORA DE KOLS ROUBOU TODO O BRILHO DELE. BISKATH TAVA VENENOSA, CUIDADO XENT, ELA É DO MORRO E TEM O FOGO DAS PETROVADIAS, DAMONLICIA GAYZANDO AS PARADA TUDO, SPERAN UM MOMENTIN, COMACIN DESCOBRIRAM? TAPORRA ELESMA RECEBEU IANCONDA VIA BLUETOOTH E AGORA TÁ PRENHA. E essas foram as emoções de A usurpado... Opa, emissora errada, produção, qual é o script? Não percam sua novela favorita, com seu elenco favorito que conta com a menina do Silvio Santos dublando Elesma Gilberto, o carinha do comercial do posto ipiranga dublando Damonlicia Sazontore e o travesti da esquina como dublador da Stefania -sem-Salvatore. Episódio patrocinado por Super Nani, com a trilha sonora de maior sucesso ~dói um tapinha não dói um tapinha não dói um tapinha não doi~Uma novela aonde você vai aprender a ser rebelde, não ser rebelde, ser malvado, ser humilhado, se cortar, ser a protagonista e acabar pegando o boy magia, ser virgem, produzida pelas organizações tabajaras e roteiros de xitãozinho e xororo. Não percam as próximas emoções de sua novela favorita... Quase namorados. ~narrador sinistro. Até mais xent ♥