Almost Valentine
8 Do you know your enemy?
Notas iniciais
Elena
Minha vida não era de todo ruim. Tinha lá seus momentos bons, por exemplo, quando mamãe e papai me levaram para passar férias com meu avô... Aquele que Damon explodiu.
Hoje eu recebi vários "Sinto muito pela a sua perda, Elena." e também "O que você usou para chantagear ele?"
Agora mesmo, eu estava sendo questionada por Caroline e J.P. Parece que eles consideram o meu "namoro", um ato de traição, já que nossa maior meta pra vida sempre foi odiá-lo, e imaginar como seria sua morte e se ele sofreria.
Na maioria das vezes eu acabava imaginando-o nu... Ele morria no final, mas ele sempre estava nu.
– E quando foi que seu avô morreu? Espera, a quanto tempo esta escondendo isso? E por que só agora resolveram assumir? — Caroline andava de um lado para o outro no banheiro feminino. Os saltos de seu sapato caro faziam um barulho extremamente irritante. — E que tipo de namorado jogaria a própria namorada na lixeira? Como pode aceitar isso Elena? Estavam mantendo as aparências? Ele te odeia, e você sempre odiou ele, e...
– Caroline, eu estou a ponto de arrancar seus pés e amarra-los com sua língua. — Jake grita, do lado de fora do banheiro.
– Desculpa senhor irritadinho, eu estou tentando entender por que a nossa amiga mentiu para nós. — Eu não menti... Quer dizer, isso está acontecendo agora, porque o meu avô explodiu.
Bem, acho que minha vida não vai ser pior do que já era, embora agora eu fique conhecida pela a garota cujo o avô explodiu por conta de uma doença rara. E tudo isso porque Damon Salvatore me pediu em namoro. Quem diria que ele faria tanto estrago?
– ... Sem falar que você jurava ódio eterno a ele. Elena, é o Damon! O cara que te empurrou de um telhado, ele é o demônio em pessoa, é egoísta e cruel. Como pode amar alguém assim? — Fico calada, e Caroline me lança um olhar mortal.
Eu não sabia se deveria responder, porque das duas ultimas vezes que havia tentado, ela quase me enforcou com meu cabelo.
– Ah... Bem... Eu o amo. — Cruzo os braços.
– Isso não é um argumento válido. — Caroline diz. E antes que eu possa responder ela se aventura em uma nova onde de perguntas e críticas.
Não sei quanto tempo passei ali, escutando os sermões de Caroline. Ela só se calou quando Jake disse que estavam nos mandando ir para sala.
A loira virou as costas para mim, rebolando para fora do banheiro. Eu podia sentir a decepção transbordando de seus olhos, quando ela parou na porta e me encarou.
Quando sai, J.P não estava lá também. Mas para o meu desprazer, Katherine Petrova estava. E não estava sozinha.
Ela caminhou em minha direção, com Bonnie e Rebekah atrás. Katherine tinha fúria no olhar, eu podia ver-me dentro de seus olhos, com um machado empunhado na cabeça.
– O que você pensa que está fazendo, Gilbert? — Ela grita, o cabelo loiro perfeitamente arrumado, os olhos azuis estavam quase vermelhos de raiva. — Quem você pensa que é, para ficar perto do meu namorado?
– Seu namorado? Que eu saiba, você é a vadia que o Damon levava pra brincar quando estava entediado. — Cruzo os braços.
Eu e essa minha mania de não saber fechar a boca.
– Você vai pagar caro, Gilbert. — Ela aponta o dedo na minha cara.
– Aceita cartão? — Sussurro, lançando-lhe um olhar desafiador.
Katherine parece se segurar para não avançar em mim ali mesmo.
– Eu vou te destruir. Vou pisar em você, como se fosse um inseto inútil e depois eu vou te pisotear e... Vou... Te destruir. Seu monte de lixo. — Ela sorri, entre as palavras.
Fico a encarando por alguns segundos, não me sentia magoada ou afetada por suas palavras. Eu simplesmente me perguntava se ela não tinha ameaças melhores do que essas.
– Katherine... Eu gostaria de pedir com toda a gentileza, que se direcione até uma certa mulher que aluga seu corpo para serviços sexuais e que acaba de tirar de seu ventre uma criança. — Ela me encara, olhando para suas vadias de estimação e depois para mim. Rolo os olhos. — Vai para a puta que lhe pariu.
Sorrio e saio esbarrando em Katherine. Não sei porque, mas sinto algo dentro de mim formigar. Acho que é a emoção por ter finalmente enfrentado Katherine.
Pela a primeira vez em quase toda a minha vida, eu ainda não tinha ganhado um hematoma. Acho que as pessoas estavam chocadas demais para pensarem em destruir minha vida. Era aula de literatura, e o professor era Niklaus Mikaelson. Meu amante imaginário, o homem com o qual eu construí todos os meus sonhos. Já passou por um desses momentos, aonde o cara que você gosta te olha, e ai ele continua te olhando, e você quer olhar para todo lugar menos para ele? Bem, isso acontece constantemente comigo. Considerando que a maioria dos caras por quem me apaixono, são os que me pedem desculpas depois de esbarrarem “acidentalmente” em mim. Ou... Qualquer garoto do sexo masculino.
O sinal toca, e então eu suspiro aliviada. Eu iria para a casa.
Começo a arrumar minhas coisas, me preparando para sair quando ouço a voz mais perfeita do mundo me pedir para ficar.
Meu. Deus.
– Está tudo bem, Elena? – Ele pergunta, com aqueles olhos me encarando. Ele tem olhos tão bonitos, e uma boca tão beijavel... Será que essa é a hora que ele me agarra e me beija?
– É... Claro, amor... Digo... Sr. Mikaelson. – Ele me olha, por algum tempo. Klaus suspira, se desencostando da cadeira e dando alguns passos na minha direção.
Vem. Eu sou sua.
– Se o que estão dizendo for verdade... Bem, sinto muito por seu avô. – Ele está falando comigo. E é mais do que cinco palavras. E não é sobre a escola. – E bem... Damon é um rapaz de muita sorte, querida.
“Querida”... ELE ME QUER.
– Sim... Ele é um rapaz... – “Cretino, ordinário, filho de uma meretriz? Oh, sim. Ele é.” – Muito... Ele é... Um ótimo namorado.
– Se ele fizer algo que não te agrade... Pode me contar. – Ele sorri de lado. Sua mão estava em meu ombro, e ele estava perto. Ele estava tão perto que eu poderia...
– Elena, aonde é que você se meteu? Eu estou te esperando para... – E a cada dia que passa, a minha vontade de enforcá-lo aumenta.
Damon fez um careta, olhando de mim para o meu professor. Meu rosto corou ferozmente. Por que raios e trovões eu estava corando?
– Obrigado, Sr. Mikaelson. – Digo, acenando para ele enquanto caminho até meu querido namorado.
Passo por Damon, caminhando na frente dele. Ele demora alguns segundos para me alcançar.
– Isso é inaceitável. – Ele diz, segurando em minha mão com certa brutalidade, entrelaçando nossos dedos. – Não pode ficar dando mole pros professores.
– Eu não estava dando mole pra ele. – Falo, indignada... Talvez só um pouco.
Um pouco?
– Ele estava encima de você, e você não fez nada. – Ele parecia nervoso. E irritado.
– Se não te conhecesse, diria que está com ciúmes. – Falo, quase sorrindo. – Cuidado Damon, ta começando a parecer humano.
Ele rola os olhos. Caminho ao lado de Damon, até o carro. Ele abre a porta pra mim, sorrindo falsamente.
Me preparo para entrar no carro. E eu teria entrado, se Damon não tivesse agarrado meu braço e me puxado de volta.
E então, eu estava com a boca grudada na boca do meu inimigo. E aquilo era um lugar proibido para mim, simplesmente por ser ele. A pessoa mais odiavel do mundo, e enquanto em meus pensamentos eu imaginava como matá-lo depois daquilo, o meu corpo já não me obedecia e se entregava descaradamente ao inimigo.
Sim, eu beijei Damon Salvatore. E eu gostei.
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