Almas de Água

1 Capítulo 1 - A traição


Os Exilados não foram aceitos por nenhuma raça e foram banidos para um reino sem vida, foram deixados a própria sorte parar morrer. Meu bisavô era muito esperto e antes deles serem banidos ele roubou uma pedra de teletransporte que permitia ir para os outros reinos, ele juntou um grupo de Exilados e foi ao reino Humano onde a terra era fértil e saudável, pegavam os suprimentos e voltavam ao nosso terrível reino, pois se os vissem ali seriam todos mortos. Sobreviveram por 200 anos assim. Um dia meu bisavô andando por áreas que ele ainda não tinha visto ele cai em um buraco, onde acha runas antigas lhe mostrando um poder desconhecido, ele encontrou onde o poder estava, quando saiu de lá seu corpo estava coberto de Chamas Negras, porém não o queimavam, todos se espantaram ao ver aquilo, os outros reinos descobriram que a raça dos exilados estava viva e estava ficando mais forte. Um tempo depois os cidadãos decidiram que meu bisavô deveria ser Rei, consequentemente ele se casou e teve um filho, quando meu avô atingiu a idade de 18 anos, ele começou a ter insônia, uma força descontrolada, meu bisavô percebeu que ele estava passando por um dos efeitos que estavam escritos nas runas, meu bisavô levou meu avô ate o templo e lá ele passou pelo ritual e ganhou suas Chamas Negras, quando meu pai e meu tio chegaram à Idade de ganhar suas chamas meu avô levou eles no templo, a chamas de meu tio causavam morte e destruição, porém a do meu pai davam vida as coisas, meu avô morreu e meu pai foi escolhido como rei e meu tio nunca aceitou isso. Meu Pai acabou com as idas aos reinos dos humanos para buscar suprimentos, pois agora tínhamos terras férteis, água potável e com o crescimento das árvores tínhamos ar puro. Quando eu e meu primo chegamos à idade ficamos muito animados, eu posso controlar minhas chamas, transformando-as em asas e usar elas pra me defender ou atacar, no mesmo dia ganhei uma arma do meu pai, ele me mostrou como usar, ele é realmente incrível, eu vi ele desencaixando a arma, pensei que tinha quebrado mas não, podia transformar ela em duas armas, ele me disse só para usar quando for necessário, ele também disse “Quanto mais sangue, mais poder”, uma regra antiga dizia que não podíamos mostrar nossos poderes até nos tornarmos reis.

Estamos no ano XX, quatro reinos em uma guerra pelo novo poder que existe no reino dos Humanos, uma anomalia causa uma grande catástrofe, o campo gravitacional do reino dos Humanos atrai os reinos dos Seres Celestiais, Os Demônios e nós Os Exilados. Agora essa guerra só ira ficar pior.

—---Na manhã daquele mesmo dia----

— Yusuke, acorde — diz meu pai apreensivo — você precisa sair daqui a agora.

— O que aconteceu pai? Por que o Senhor está assim?

Olho para ele e vejo suas vestes e sua espada suja de sangue.

— Seu tio Jun, ele me traio, ele quer o reino pra ele, você precisa pegar sua irmã e fugir agora.

— Mas pai por que o tio faria iss...

Antes que eu pudesse terminar a frase guardas do reino entram em meu quarto avançando em cima do meu pai, mas ele mata todos rapidamente.

— Pai o que esta acontecendo – diz Mei assustada.

— Mei, você e seu irmão tem que ir embora AGORA.

Coloco minhas roupas rapidamente e pego minha arma e subo na janela do quarto, coloco minha irmã em meus braços e saio voando, enquanto fujo escuto o grito de dor do meu pai e começo a chorar de tristeza digo enquanto choro:

— Irei te matar Jun...

Meu Tio Jun General do Exercito Real, manda aqueles malditos soldados atrás de mim, desço ate um local seguro e coloco a Mei escondida na floresta, ela ainda estava muito assustada e voltei para enfrentar os soldados.

— Olha se não é o príncipe mimado –diz um dos soldados.

— Por que vocês fizeram isso? Meu pai sempre foi bom com todos vocês -digo chorando.

— Garoto isso é apenas uma revolução daqui a pouco você ira ver o que o General e aquele “Rei maldito” estão planejando -diz o soldado.

— Você é imbecil? Fica contando isso para ele, mas tanto faz você ira morrer meu querido príncipe -diz o outro soldado com uma voz sarcástica.

Não liguei muito para o que eles falaram na hora, enxugo as lagrimas e avanço neles puxando minha Foice de Sangue parto um dos guardas ao meio tão facilmente, antes de acabar com o outro digo a ele:

— Essa linda arma, se alimenta de sangue e agora que tenho o sangue do seu “amiguinho” você não tem chance contra mim.

— O-oque há com esse garoto, esse olhar sombrio, asas de chamas negras.

— Antes que ele pudesse escapar arremesso minha foice, sugando todo seu sangue.

Volto para buscar a Mei que estava chorando, abraço ela e digo que tudo ira ficar bem, voamos ate o fim do reino onde se podia ter a visão de todos os outros três reinos, um terremoto acontece, eu e Mei caímos no chão, olho para ver o que estava acontecendo, vejo que estamos indo para o reino dos humanos em uma alta velocidade, me seguro no chão enquanto seguro a Mei nos meus braços, um grande choque acontece, abro os olhos e só vejo poeira e acabo desmaiando.

Notas finais
Obrigado por ler.