Almas de Água
2 Capítulo 2 - A Vila
Acordo e percebo que já era noite, nunca tinha visto aquela floresta antes, acho que estávamos no reino Humano, digo a Mei que precisamos tomar muito cuidado.
Continuamos andando por aquela floresta escura, vejo gotas de sangue no chão.
Yusuke – diz a Mei espantada – isso é do Katsuo ele está ferido e não esta muito longe.
A Mei sai correndo eu sigo ela ate que vemos muitos corpos de soldados no chão, olho para as sombras e vejo a forma de duas pessoas um pouco distorcida, era o corpo do Katsuo deitado naquele chão com a barriga cheia de sangue, ele estava com a cabeça no colo de alguém, com uma armadura prateada, cabelos loiros, me espanto ao perceber que ela era do reino dos seres celestiais.
– O que você fez com ele – digo já puxando minha Foice.
– Eu não fiz nada – diz ela chorando – esse foi meu maior erro, não ajudar ele.
– Qual o seu nome? Você o conhece? – digo desconfiado.
– Meu nome é Stella. Eu e Katsuo somos amigos desde pequenos, sempre nos encontrávamos de noite nas cachoeiras que ficam aqui nesse reino, eu estava indo encontrar ele quando comecei ser perseguida por esses soldados, mas ele me protegeu...de novo.
– Vamos sair daqui estou sentindo mais soldados vindo – diz Mei apreensiva.
Olhamos para o céu a luz da lua praticamente some milhares e milhares de soldados passando por cima de nós, ficamos escondidos em baixo das árvores esperando eles passarem, acabamos dormindo. Acordo com a Mei dizendo que estava com fome, respondo que irei sair pra procurar comida, levanto e entro no interior daquela floresta acho algumas frutas, tiro o casaco para colocar algumas frutas uma luz muito forte chama minha atenção continuo andando e saiu da floresta, vejo um céu azul, pássaros voando um clima agradável, aquilo foi uma sensação ótima, porém estava muito exposto e lutar era o que eu não queria agora volto para lá com as frutas.
– Ha há olha quem está ai – diz Katsuo quase sem voz.
– Já esta melhor?
– Um pouco, acho que exagerei lutando sem usar as chamas – diz ele sorrindo.
– Você odeia mesmo esse poder não é? Mas agora estamos sozinhos precisamos de todo poder possível, mas não consigo acreditar que esses guardas fizeram isso com você.
– Não foram eles, foi o maldito do meu pai, ele estava falando que a melhor coisa que ele fez foi matar a minha e a sua mãe, quando ouvi isso fui para cima dele com um ódio, mas era tarde, ele sabia que eu estava ouvindo e fez isso de proposito, ele perfurou minha barriga e antes de tomar outro golpe me joguei pela janela e consegui fugir, até que a Stella me achou só que não foi em uma hora boa, ela estava fraca por lutar tanto, fui proteger ela e o último daqueles lixos me acertou no mesmo lugar que meu pai, mas já estou um pouco melhor graças a Stella.
– .......Katsuo, me desculpe , mas aquele homem irá morrer.
– Não precisa se desculpar Yusuke, eu estou com você, sempre odiei meu pai.
A Mei pula em cima de mim, e pega meu casaco e começa comer as frutas.
– Mei deixa para gente também – digo sorrindo.
– Desculpa – diz Mei com a boca cheia.
Todos começam a rir, ainda bem que encontramos o Katsuo e a Stella, agora temos mais chances de sobreviver a isso tudo que esta acontecendo.
– Antes de eu fugir para cá, meus superiores estavam falando de um novo poder que nasceu na terra e que isso estava previsto para acontecer, acho que seu tio também está atrás desse poder, precisamos chegar ate o castelo dos Humanos para impedir que esse poder possa cair em mãos erradas – diz Stella.
– Mei, Katsuo e Stella, não podemos deixar que o Jun chegue ate esse poder.
Saímos da floresta, estávamos indo em direção à vila mais próxima para comprar suprimentos e talvez passar a noite lá. Vimos criaturas tão lindas uma espécie de peixe voador gigante, vários e vários juntos. Eu estava feliz por estar ali com eles, queria que pudesse ser sempre assim, mas precisamos ter foco no nosso objetivo que é encontrar aquele poder antes de meu tio.
Após andar a tarde inteira chegamos a vila, pedimos para as meninas esperarem e eu e Katsuo fomos na frente por cima das casas para ver se não tinham soldados por lá, quando entramos na vila vimos que eles estavam todos dentro da taverna totalmente bêbados, estava festejando algo então voltei para chamar as meninas, quando cheguei lá elas estavam conversando alguma coisa, parece que já estavam virando muito amigas, entramos na vila e pedi para o Katsuo e a Stella procurar um local para dormirmos fui com a Mei até um ferreiro comprar adagas para ela, pois as dela ficaram no castelo, quando entramos no estabelecimento vi pendurada duas adagas com laminas brancas e brilhantes como as estrelas a Mei também gostou delas, ela comprou essas duas adagas e mais outras duas com as laminas um pouco machucadas, parece que tinham sido usadas em batalha a pouco tempo, algumas pessoas daquela vila eram um pouco estranhas mesmo estando em uma época de festa estavam depressivos, fomos ao encontro da Stella e do Katsuo que tinham encontrado um local com quartos vagos mas somente tinha duas camas em cada quarto, eu e Katsuo dividimos um e a Stella e a Mei outro quarto, ficamos conversando um pouco no corredor para descontrair depois de beber um pouco fomos para nossos quartos.
– Katsuo, pela manhã vamos comprar nossos suprimentos achar alguns cavalos e partir não podemos perder tempo.
– Sim, apenas quero encontrar ele e poder fazer ele pagar por tudo que fez, ele destruiu nossa família Yusuke, porém temos que ficar mais fortes, as chamas dele são muito poderosas se ele conseguir esse poder ele dominará tudo.
– Vamos conseguir derrotar ele, afinal agora nos quatro somos uma família e vamos estar sempre juntos.
Pela manhã, pegamos nossas coisas e acordamos as meninas, a Stella disse que estava se sentindo mal, mas que não era nada serio, fomos até a recepção para pagar o dono do local, porém ele não estava lá, procuramos por tudo lá dentro e não tinha ninguém nem os outros hospedes estavam lá, quando saímos estava uma neblina tensa nós não enxergávamos nem um metro a nossa frente fomos andando e vimos vultos, uma lança vem em minha direção e acerta meu ombro esquerdo, tiro a foice e fico caído no chão, levanto e puxamos nossas armas e ficamos em formação de defesa, um soldado vai para cima da Mei ela rapidamente mata ele porem os olhos dele não tinham vida mais e mais soldados vem para cima de nós e os mesmo olhares. Então vem a resposta inesperada da Stella:
– Eles foram todos possuídos.
– Pera... O que? –digo espantado.
– Tem um demônio nesse local, nunca tinha visto um, mas esse deve ser muito forte para controlar uma vila inteira, temos que ter cuidado.
Uma risada sombria ecoa pelos becos do local.
– Óh! Doces crianças, vocês não saíram vivos daqui hoje – diz a coisa.
Então ela aparece atrás de nós nos jogando para longe e nos separando, grito perguntando onde estavam para podermos nos reagrupar a Mei me escuta e vem ate mim.
– Precisamos achar eles dois, vamos rapi...
Antes que eu pudesse terminar aquela criatura me acerta outro soco, cuspo muito sangue, acendo minhas chamas, bato minhas asas e dissipo um pouco a neblina.
– Estou pronto, venha – digo zombando da criatura.
Ela aparece perante mim, era enorme, puxo minha foice e avanço para cima dela, mas antes de chegar nela ela já avia sumido.
– Está com medo? – digo provocando ela.
Ela puxa sua espada e avança para cima de mim, me defendo com minhas chamas, mas mesmo assim o dano que levei foi forte, ele continua atacando constantemente e ainda mais rápido uso uma das asas para proteger meu braço esquerdo e uso a outra asa para me impulsionar para cima do demônio rasgo seu peito com minha foice sugando um pouco de seu sangue continuo avançando e o cortando diversas vezes, ele manda soldados zumbis para cima de mim preciso me esquivar dos ataques porem quando fui me defender da espada dele uso meu braço esquerdo e ele quebra meu braço não consigo mais usar a outra parte da foice depois de muitos soldados eu já estava exausto minha barriga e braço não paravam de sangrar não sei por quanto tempo vou aguentar ele aqui. Então ele diz:
– Seus amigos estão ocupados, não fique triste eu fui trazido aqui somente para matar vocês afinal seu tio já sabem que vocês estão indo atrás do novo poder – diz o demônio – agora é seu fim garoto.
– Desculpa Mei e Katsuo, não vou poder continuar a aventura com vocês.
Então escuto o som do ar sendo rasgado pela força que ele colocou em seu ultimo ataque, penso é meu fim.
– VAI FICAR AI CAÍDO? LEVANTA LOGO.
Abro os olhos e vejo o Katsuo, o maldito me salvo.
– Até que esse carinha é forte, Yusuke, depois que acabarmos isso aqui precisamos conversar. – diz ele com um tom serio.
Levanto e dou a volta para trás do demônio, lembro que meu pai disse que nós somos fracos contra demônios e seres celestiais por que éramos um erro que cresceu nos reinos .
– Yusuke, vamos segurar ele até a Stella chegar aqui ela é a única que pode derrotar ele.
A Mei aparece e nos fala:
– Meninos eu sei onde a Stella está, será mais fácil irmos ate lá.
Seguimos a Mei até a onde a Stella estava enfrentando muitos zumbis e como ela estava fraca por conta da maldição que rondava o lugar ela não estava conseguindo se defender direito.
Logo em seguida aparece o demônio.
– Stella, eu e o Yusuke cuidamos desses soldados vá você e a Mei acabar com aquele maldito.
– Mei preciso de tempo para carregar a energia necessária, para minha armadura celestial.
A Mei começar a rodar em volta da criatura com sua alta velocidade e o dando chutes que faziam ondas de vento. A Stella se transforma aquela armadura prateada brilhante que faziam meus olhos arderem só de olhar, a pressão do poder dela fazia meu corpo fraquejar. Então ela diz:
– Pelo nome dos meus Senhores e pela minha deusa, sua existência será apagada.
– Apesar de você ser um ser celestial não tenho medo de você, VENHA E ME DE TUDO O QUE VOCÊ TEM!
A Stella puxa sua espada avançando em cima da criatura o transformando em cinzas. Logo após isso a Stella cai desmaiada no chão sem forças. A neblina sumiu todos os cidadãos que estavam sendo controlados foram libertados, como agradecimento disseram que fariam algo por nós, Katsuo ficou com a Stella enquanto eu e a Mei fomos pegar os cavalos e os suprimentos para partimos, eles até colocaram meu braço no lugar e me fizeram um curativo com ervas para meu braço curar mais rapidamente, eles são pessoas muito boas. Saímos da vila e partimos em direção ao castelo.
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