Notas iniciais
Boa tarde! Espero que gostem.

N: Dewey.

Acordei no dia seguinte pensando naquelas duas horas e meia de música. Letras que falavam de uma alegria inexplicável cantadas com uma paixão maior do que cada vez que peguei uma guitarra e toquei rock pra minha própria diversão. Eles tinham um propósito maior que o nosso.

É... falar essas coisas nunca foi a minha cara, mas só confesso a verdade! A Escola de Rock se preocupa com um show psicodélico que o público vai adorar. A Banda Light tenta agradar um público específico: Deus. O Deus que eles servem é a motivação deles.

Depois de um banho e um super café da manhã, fui para a rádio, onde encontrei Summer bolada com alguma coisa. Então me aproximei e perguntei:

_Qual é, Summer? O que é que tá pegando?

_Gus in Roses! Vamos perder! É o duelo da semana!

_Se lembra da Batalha das Bandas?

_Como posso esquecer?

_Perdemos, não foi? Então! Foi nossa primeira vez! O que importa é que estamos cumprindo nossa meta: levar a galera à loucura com a nossa música.

_Não foi mais ou menos o que Allysson disse ontem depois da segunda música? Ela disse: “O que importa é que estamos cumprido nossa meta” mas ao invés disso, ela disse “Ganhar almas para Cristo com a nossa música”.

_Ok, eu admito que eu tenha sido tocado em alguns momentos, mas...

_Dewey, não seria incrível se, pela primeira vez na história uma banda novata vencesse?

_É, mas isso é impossível!

_Está dizendo que a Banda Light também não tem chance de ganhar?_ perguntou Lawrence, me assustando.

_Light tem tanta chance como nós._ disse Summer.

_Ou seja: nem uma._ conclui.

Lawrence portava na internet as fotos do show, mas a maior parte das fotos era da tecladista. Devo admitir que é uma mulher incrível. Divertida, maluquinha, mas gentil e sabe ser racional, só que não é sempre. Do pouco que eu conhecia dela na época, era isso e ela tinha fisgado o Lawrence bonito!

_Quase todas as fotos são da Pamela!_ disse Summer.

_Não! Tem uma só do Leo, outra da Amy e do Jeremy e cinco da Allysson!_ Sr. Maneiro se defendeu.

_E as outras 20?!_ perguntou Summer, enquanto Tomika e Alicia entravam.

_O que está acontecendo?_ perguntou Tomika.

_O duelo dessa semana é Gus In Roses contra a Escola de Rock._ expliquei.

_Vamos perder!_ ela respondeu.

_Acredito que nada é impossível._ comentou Alicia.

Todos nós olhamos pra ela. Isso foi bizarro. A palavra que Leo trouxe no show falava sobre isso mesmo. Será que ela se comoveu? Espero não estar perdendo meu pessoal. Zack quebrou o silêncio:

_Então, ano que vem, talvez...

_Quem sabe?_ perguntou Summer retoricamente.

_Mas foi bom pra banda entrar nesse concurso. Nós só temos de agradecer._ eu comentei.

Mas não importa o que eu falasse, a galera ainda estava mal. E quando o resto chegou, contamos à eles. Kate mostrou um pouco de esperança, assim como alguns outros. Me orgulho desse pessoal.

N: Allysson.

Eu estava em pé debruçada na bancada de mármore da cozinha olhando o notebook. Duelo da semana: Gus In Roses vs Escola de Rock. Eles não tinham mais chance. Ou tinham? Eu não sabia. Nada é impossível, mas as chances eram minúsculas! Eles estavam com a derrota marcada. O que eu queria saber era, se eles ganhassem, porque Deus (já que só Ele pra conceder esse milagre) lhes daria tal vitória?

Eu estava sem minhas luvas e Cris chegou e fiou ao meu lado. Eu estava séria de uma forma não muito comum. Ao menos não pra mim. Ele arrastou minhas luvas na minha direção e eu respondi.

_Não quero mais usá-las, Cris. Minhas mãos estão com coloração desigual. Precisam de sol.

_Achei que não gostasse de olhar sua tatuagem!

_Mudei de ideia. Muitas coisas mudaram de tempos pra cá. Primeiro meus pais me tiram do Brasil e me trazem para os Estados Unidos. Depois me colocam em uma escola cheia de regras onde eu era a única que ouvia rock. Aprendi ballet, dança contemporânea, dança de salão e algumas outras. Então me surge o professor dos sonhos de toda roqueira, como eu.

_Prof. “S”._ ele completa.

_O sínico do Dewey Finn, que eu admirei dês que ele montou a banda. Fui tão rebelde na minha adolescência que fiz essa tatuagem, mais um furo em cada orelha e um no nariz que minha mãe não deixou que ficasse. Ela tirou o piercing e o furo cicatrizou.

_Você me contou essa história. Na época estávamos namorando.

_Sim, eu me lembro. E então, você foi convidado para ir a um festival de música evangélica e disse que só iria se eu fosse._ ele riu um pouco e eu ri com ele _O que eu ia fazer? O que não faço por você? Estávamos namorando a pouco tempo e iria ter rock, então...

_Onde tinha rock, você queria estar. Era loucura. Quando tinha Rock In Rio então... você aproveitava que era brasileira e ficávamos na casa da sua avó. Com uma única condição...

_Nada de imaturidades, eu me lembro._ completei _Mas isso foi antes daquele festival. Quando Jesus entrou no meu coração, me mudou completamente, e do jeito bom. Cris, o que passou, passou. É o que decidi agora: esquecer como eu fui.

_Estou feliz por você._ ele disse e logo me beijou.

_Vou para a piscina. Gostaria de me acompanhar?

_Adoraria._ ele sorri.

Eu seria uma nova Allysson.

Notas finais
Comentem, fiquem com Deus e até a próxima!