Allysson Grey Vs Escola de Rock
8 Só amigos... por enquanto.
Notas iniciais
N: Pamela.
Eu estava no meu teclado tentando criar um solo para uma música nova do Leo. Ruiva e Leo são os guitarristas e compositores da banda. Os melhores, na minha humilde opinião. Então, recebi uma ligação. Adivinhe?! Law! Como fiquei estranha. Se apaixonar é uma droga, sinceramente. É só ele ligar que meu coração acelera. Odeio sentir algo assim por alguém!
_Pam?
_Lawrence? Sim sou eu!
_Oi. Aconteceram algumas coisas... gostaria de tomar um sorvete comigo?
Tive uma parada cardíaca aqui! Pronto. Os batimentos normalizaram. Odeio me apaixonar! _Claro! Por que não?
_Ótimo! Vou aí te buscar em uma hora, ok pra você?
_Claro! Tudo bem!_ dou uma risadinha.
_Valeu. Te encontro lá, Pam.
_Te encontro lá então._ minha voz saiu acidentalmente trêmula.
Ele desligou e eu me levantei correndo. Pego minha bolça e vou correndo para a porta, mas quando eu iria fechar... lá estava ela. Uma bela e enorme Bíblia encima do meu teclado. Então ouvi aquela voz dentro do coração dizendo:
“Se vai sair com ele, leve a Minha palavra, filha. Seja Meu instrumento na vida dele. Fale de Mim à ele.”.
Era evidente que era a voz do Espirito Santo. Entrei, peguei aquela Bíblia e saí correndo. Chegando na porta de saída, vi a ruiva entrando e me perguntando:
_Pam, tudo bem?! Pra que tanta pressa?!
_Lawrence, sorvete, uma hora... estou levando a Bíblia!
_É assim que se faz, garota!
_E... ruiva?_ pergunto vendo ela segurar uma lata de coca grande e com canudo.
_Fala!
_Você odeia coca. O que aconteceu? Lavagem cerebral?
_Não!_ ela responde surpresa.
_Que bom, porque isso é estranho.
Ela revirou os olhos e prosseguiu. É isso! Eu tenho um encontro e um propósito missionário com o tecladista da banda Escola de Rock! Meu dia só estaria mais perfeito se a ruivona não estivesse tão estranha.
N: Lawrence.
Eu estava com meu carro na porta da gravadora à espera de Pam. Ela veio do outro lado da rua deslumbrante como sempre. Cabelo não muito longo liso e loiro, com franja e lindos olhos castanhos. A blusa era dourada e se alça e a saia preta e social, como a sandália meia pata preto com salto prateado. Ela se senta ao meu lado e sorri dizendo:
_Boa tarde, Sr. Legal.
_Oi, Pam. Está linda.
_Você também não está mal._ ela pegou meus óculos e colocou no rosto dela.
_Pode me devolver? Não posso dirigir sem eles.
Ela tira os óculos do rosto e me devolve. Fomos para uma lanchonete, onde pedimos sandeis de chocolate e fomos para a praça, onde sentamos em um banco de madeira e conversamos. Contei o que havia acontecido:
_Gus In Roses é covardia!_ ela diz indignada.
_Eu sei! Nós nunca ganharemos deles!
_Não diga isso! Colocar um garotinho contra um gigante também é covardia, e quem venceu? O garotinho! Davi!
_Conheço essa história, Pam.
_Então saiba que há uma chance.
_Acredita mesmo que isso aconteceu?
_Não é óbvio?!_ ela diz com uma ponta de indignação.
_Me desculpe! Não quis te ofender!
_Tudo bem. E tem algo muito errado com a ruiva.
_Que ruiva?_ perguntei.
_Allysson. Eu quase só a chamo assim.
_O que tem ela?
_Odeia Coca-Cola...
_Isso eu já sabia.
_... e estava bebendo hoje, e bebeu ontem, e... sei lá. Pra ela fazer uma coisa dessas, não pode estar bem.
_Pamela, eu já vi grávidas comerem sabonete.
_Mas é impossível a ruiva ficar grávida! Ela evita isso de todas as formas possíveis dês da morte de sua mãe, quando Daniel nasceu! Ela tem pavor de engravidar! Eu duvido.
_Não acabou de dizer que nada é impossível?
Pamela ficou pensativa. Como se montasse um quebra-cabeça em sua mente. Então ela diz: _Faz sentido.
Ela pegou uma Bíblia da bolça e abriu para lermos. E eu gostei do tempo que passamos juntos lendo. As histórias são incríveis e eu acabei por acreditar que aquilo era real, e quando me dei conta, era de noite, eu a deixava em casa e estava louco por mais. Tanto dela como daquele livro que ela lia junto comigo. Eu estava apaixonado e em um triângulo amoroso com Pamela e aquele livro, ou talvez Pamela e o Deus que falava naquele livro... sei lá. Eu me sentia diferente.
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