Notas iniciais
Aqui vai um capitulo novo só pra vocês...

N: Pamela.

Eu estava no meu teclado tentando criar um solo para uma música nova do Leo. Ruiva e Leo são os guitarristas e compositores da banda. Os melhores, na minha humilde opinião. Então, recebi uma ligação. Adivinhe?! Law! Como fiquei estranha. Se apaixonar é uma droga, sinceramente. É só ele ligar que meu coração acelera. Odeio sentir algo assim por alguém!

_Pam?

_Lawrence? Sim sou eu!

_Oi. Aconteceram algumas coisas... gostaria de tomar um sorvete comigo?

Tive uma parada cardíaca aqui! Pronto. Os batimentos normalizaram. Odeio me apaixonar! _Claro! Por que não?

_Ótimo! Vou aí te buscar em uma hora, ok pra você?

_Claro! Tudo bem!_ dou uma risadinha.

_Valeu. Te encontro lá, Pam.

_Te encontro lá então._ minha voz saiu acidentalmente trêmula.

Ele desligou e eu me levantei correndo. Pego minha bolça e vou correndo para a porta, mas quando eu iria fechar... lá estava ela. Uma bela e enorme Bíblia encima do meu teclado. Então ouvi aquela voz dentro do coração dizendo:

“Se vai sair com ele, leve a Minha palavra, filha. Seja Meu instrumento na vida dele. Fale de Mim à ele.”.

Era evidente que era a voz do Espirito Santo. Entrei, peguei aquela Bíblia e saí correndo. Chegando na porta de saída, vi a ruiva entrando e me perguntando:

_Pam, tudo bem?! Pra que tanta pressa?!

_Lawrence, sorvete, uma hora... estou levando a Bíblia!

_É assim que se faz, garota!

_E... ruiva?_ pergunto vendo ela segurar uma lata de coca grande e com canudo.

_Fala!

_Você odeia coca. O que aconteceu? Lavagem cerebral?

_Não!_ ela responde surpresa.

_Que bom, porque isso é estranho.

Ela revirou os olhos e prosseguiu. É isso! Eu tenho um encontro e um propósito missionário com o tecladista da banda Escola de Rock! Meu dia só estaria mais perfeito se a ruivona não estivesse tão estranha.

N: Lawrence.

Eu estava com meu carro na porta da gravadora à espera de Pam. Ela veio do outro lado da rua deslumbrante como sempre. Cabelo não muito longo liso e loiro, com franja e lindos olhos castanhos. A blusa era dourada e se alça e a saia preta e social, como a sandália meia pata preto com salto prateado. Ela se senta ao meu lado e sorri dizendo:

_Boa tarde, Sr. Legal.

_Oi, Pam. Está linda.

_Você também não está mal._ ela pegou meus óculos e colocou no rosto dela.

_Pode me devolver? Não posso dirigir sem eles.

Ela tira os óculos do rosto e me devolve. Fomos para uma lanchonete, onde pedimos sandeis de chocolate e fomos para a praça, onde sentamos em um banco de madeira e conversamos. Contei o que havia acontecido:

_Gus In Roses é covardia!_ ela diz indignada.

_Eu sei! Nós nunca ganharemos deles!

_Não diga isso! Colocar um garotinho contra um gigante também é covardia, e quem venceu? O garotinho! Davi!

_Conheço essa história, Pam.

_Então saiba que há uma chance.

_Acredita mesmo que isso aconteceu?

_Não é óbvio?!_ ela diz com uma ponta de indignação.

_Me desculpe! Não quis te ofender!

_Tudo bem. E tem algo muito errado com a ruiva.

_Que ruiva?_ perguntei.

_Allysson. Eu quase só a chamo assim.

_O que tem ela?

_Odeia Coca-Cola...

_Isso eu já sabia.

_... e estava bebendo hoje, e bebeu ontem, e... sei lá. Pra ela fazer uma coisa dessas, não pode estar bem.

_Pamela, eu já vi grávidas comerem sabonete.

_Mas é impossível a ruiva ficar grávida! Ela evita isso de todas as formas possíveis dês da morte de sua mãe, quando Daniel nasceu! Ela tem pavor de engravidar! Eu duvido.

_Não acabou de dizer que nada é impossível?

Pamela ficou pensativa. Como se montasse um quebra-cabeça em sua mente. Então ela diz: _Faz sentido.

Ela pegou uma Bíblia da bolça e abriu para lermos. E eu gostei do tempo que passamos juntos lendo. As histórias são incríveis e eu acabei por acreditar que aquilo era real, e quando me dei conta, era de noite, eu a deixava em casa e estava louco por mais. Tanto dela como daquele livro que ela lia junto comigo. Eu estava apaixonado e em um triângulo amoroso com Pamela e aquele livro, ou talvez Pamela e o Deus que falava naquele livro... sei lá. Eu me sentia diferente.

Notas finais
Então... especulação rolando solta, concordam?