Notas iniciais
Esse será o penúltimo capitulo e logo estarei postando uma nova fic chamada "D.D.G. Experience", inspirado no DVD da banda Oficina G3. Vai ser muito legal e espero que leiam.

N: Allysson.

Eu estava nervosa. Não apenas por estas subindo em um palco com uma barriga totalmente imprevisível de nove meses e gravando um dos DVDs mais importantes da carreira da Banda Light. Mas também por... é, acho que é só por isso mesmo.

"Não toque guitarra dessa vez. Ela é pesada e isso pode acabar fazendo a sua bolça romper"

"Sem dança hoje! Você não está em condições."

"Evite ficar pulando. Eu sei que é o estilo, eu sei que é uma de suas características, mas hoje não."

"Separei algumas músicas lentas que pedi ao Leo para ser só voz e violão. E vocês ficarão sentados em um banco no centro do palco."

Como me sinto à respeito disso? "DEIXE DE SER CHATO, CRIS!" Eu sei que ele é meu marido, mas...

O bom é que, a pesar de tudo, Deus nos ajudou e eu senti que o Espirito Santo estava naquele lugar. Em cada música cantada, em cada solo feito, em cada palavra dita, em tudo. E quando Amy assumiu o microfone para trazer a mensagem pela primeira vez, vi que muitos olhos estavam molhados e vermelhos. Esse é um lema que seguimos também:

"Uma lágrima vale mais que mil aplausos"

Muitas almas se renderam ao Senhor naquele dia. Foi Acho que foi a noite mais feliz da minha vida. Nunca pensei que o momento que virou minha vida ao avesso seria depois de um show. Mas foi quando percebi que o avesso era meu lado perfeito.

durante a última música, não aguentei e dei alguns pulos no ritmo da música. E então, quando a música acabou, Jeremy basicamente pulou da bateria enquanto Leo e Amy colocavam seus instrumentos em um pedestal. Pam se afastou do teclado e se colocou ao meu lado, junto com Leo, enquanto do outro lado, Amy e Jerry se abraçam ainda lado a lado. Demos as mãos e, enquanto saldávamos a plateia, senti algo.

Uma contração. "Por favor, agora não" pedi, mesmo sabendo que o bebê não me ouviria.

Quando nos erguemos novamente, sorri e acenei para todos, enquanto o resto da banda fazia o mesmo. Fui a primeira a começar à se afastar. Fomos para o camarim e Jerry começou a dizer:

_Daqui a pouco o pessoal vai vir aqui pedir autógrafo.

_Sempre achei palhassada._ disse Pam.

_Você sempre diz isso.

_Gente, eu não vou ficar._ afirmei, me sentando cuidadosamente em uma cadeira acolchoada.

_Ruiva, você é a vocalista! É quase a líder! Você fica._ insiste Pamela.

Cris entra enquanto eu falo: _Estou dizendo que não posso.

_Amor, você está bem?_ ele perguntou.

_Está de frescura com seja lá o que for._ responde Pam.

Me levanto rapidamente e digo: _Cris, eu..._ senti algo molhar minhas pernas e o chão.

_Ai, meu Deus!_ falou Amy assustada.

_Era o que eu estava tentando dizer.

Enquanto Cris corria em minha direção, eu sentia novamente uma contração, e essa havia sido mais forte que a primeira. Senti os braços de meu marido ao redor da minha cintura e da barriga.

_Ally, tudo bem?

_Senti uma contração depois da última música._ afirmo.

_Ok... a ruiva não vai ficar._ disse Pamela.

Cris me levou para fora, onde passamos por algumas pessoas que perguntavam o que estava acontecendo. De longe, ouvi a voz de Leo falando:

_Me desculpem, mas houve um imprevisto. Pelo que parece, Allysson está prestes à dar a luz e...

Só ouvi isso. Depois, já estávamos longe. Começou a chover logo que entramos no carro. Assim que saímos, vi outro carro conhecido atrás de nós. Era do Leo. Ele estava levando Pamela no banco da frente e, provavelmente, Jerry e Amy atrás. Tiro meus olhos do espelho e me concentro em minhas orações, pedindo à Deus que tudo dê certo. Perdi a concentração com outra dor. Dessa vez, soltei um gemido.

_Aguenta firme, querida. Estamos chegando.

_Se eu não aguentar, a culpa é sua.

É claro que eu estava zoando. Cris revira os olhos e se concentra na estrada. Encostei a cabeça no banco do carro e relaxei, procurando esquecer a dor. E aquela não é uma dor fácil de esquecer.

Quando chegamos, uma enfermeira trouxe uma cadeira de rodas e Cris me ajudou a me sentar. Logo depois, o resto da banda atravessa a porta e ver rápido em nossa direção. Pamela me abraça e diz:

_É hoje! Eu vou ser tia! Minha sobrinha vai chegar!

_Sobrinho, espero eu._ eu estava séria, e me concentrava em minha respiração.

_Não fala assim, ruiva...

_Estou sento otimista dizendo que vou te ver de novo, levando em conta o que aconteceu com minha mãe.

_Esquece o que aconteceu com sua mãe._ diz Cris segurando minha mão.

_Não pelo fato de que o que houve com Bianca foi sério e você está bem._ como foi confortável ouvir aquela voz de novo! _Mas porque minha filha é uma mulher forte.

A voz do meu pai surge na multidão. Ele se aproxima de mim com Daniel no colo e se abaixa da minha frente. Eu não o via há anos! Ele acariciou meu rosto e eu perguntei.

_O que faz aqui?

_Eu ia fazer uma surpresa no seu camarim.

_Obrigada._ acaricio os cabelos do meu irmão de quatro anos.

_Escute bem o que vou dizer, filha. A partir de hoje, tudo vai mudar. Você vai fazer coisas que nunca pensou que faria. Vai amar esse ser que entrará em sua vida talvez mais que à você mesma. Eu sei porque te amei mais do que a mim mesmo._ ele beijou minha testa, se levantou e se colocou na frente de Cris, dizendo: _Parece que tem cuidado bem da minha filha, Christopher.

_Sr. Grey, ela é minha esposa. Eu a amo.

_Me chame de Jack.

Foi a primeira vez que vi meu pai falar tão bem com meu marido! Fico feliz por eles terem se dado bem. Logo depois, eu fui para a sala de parto, ondo eu não vou dar detalhes do que aconteceu por lá. Até porque, eu prefiro não mencionar. Mas o primeiro choro do bebê foi o som mais doce que eu já ouvi.

_Luke._ eu disse bem baixo, encarando eu e Cris trocávamos olhares aliviados.

_Ela tem nome?_ perguntou uma enfermeira.

_O que?_ perguntei surpresa.

_Sua filha! Ela já tem nome?_ ela insiste.

_Não pode ser Luke._ afirma Cris.

_Não mesmo!_ confirmo.

Cris a pega no colo e se coloca ao meu lado. Era perfeita. E não me importo com o que dizem, que recém nascido tem cara de joelho, pra mim, ela era linda.

_Pensei em Rachel.

_É... não é ruim.

_Então outro.

_Não! Gosto de Rachel!

_Então tá. É que com "não é ruim", você quis dizer que é bom, mas tem melhores.

_Cris! Rachel é perfeito.

Então, ficou assim: Rachel Grey Rowley, filha de Christopher Rowley e Allysson Azevedo Grey Rowley. Puxa! Meu nome de casada é grande!

Então, meses se passaram e eu estava louca pra sair do resguardo e ir para o Brasil. Meu pai foi embora dois dias depois do nascimento da primeira neta e eu estava louca para rever ele, meus tios, tias e primos brasileiros, a pastora Fernanda... E quando esses meses se passaram, eu chamei alguns amigos para uma reuniãozinha na minha casa. Observo Cris com Rachel no colo e entro na sala mexendo em meus cabelos recém-tingidos.

_Nossa Allysson voltou!_ disse Dewey, vendo que meus cabelos estavam vermelhos novamente.

_Senti falta dessa cor!

_Todos sentimos, Ruiva!_ afirma Pamela.

_Ok... eu sei que não pareço eu mesma com o cabelo laranja.

_Que isso, amor! Está linda!_ diz Cris se levantando. Ele me dá um beijo e entrega Rachel no meu colo.

_Como é ser mãe?_ perguntou Amy.

Jerry a encarou com uma sobrancelha erguida. Depois deu de ombros e a abraçou por trás.

_Difícil!_ respondi rindo _Mas sem arrependimento.

Ouço o telefone tocar. Então, fui até ele e atendi:

_Oi?

_Allysson?

_Pastora! Oi!

_Seu pai disse que você pretende vir pra cá. Verdade?

_Não definitivamente, mas vou sim passar um tempo aí!

_Que bom! Estou louca pra conhecer a Rachel!

_Sim. Ah! O pessoal da Banda Light está aqui!

_Coloca no viva voz! Seria ótimo conhecê-los!

Coloquei no viva voz e pus o telefone na plataforma. E então, falei:

_Pessoal, essa aqui no telefone é uma amiga minha do Brasil, é pastora, e se chama Fernanda Brum. Conheço ela já há anos e é como se fosse minha conselheira.

_É um prazer enfim conhecê-los._ ela diz em português. Traduzi para os outros.

_Bom, Fernanda, Aqui na sala estão Pamela, Leo, Jeremy, Ayume, Summer, Zack, Dewey, Freddie e Lawrence.

_Alguns desses nomes eu conheço de outras histórias.

_Sim, são da Escola de Rock.

_Oro por vocês dês de que conheci Allysson._ ela diz à todos.

_Ora, ora! Não me lembrava de que você falava inglês!

_Faz um tempo...

_Se lembra de que eu falei de uma amiga minha que nós duas juntas parecemos você e aquela sua amiga... Eyshila, não é?

_Sim, lembro.

_Então, é a Pamela!_ naquele momento, Pam se levantou e foi até mim quase correndo.

_Você é aquela amiga que a ruiva tanto fala! É muito bom conhecer você... mesmo que não pessoalmente.

_Ela fala tanto de mim assim?_ perguntou Fernanda.

Soltei uma risada, assim como ela. _As vezes. As muitas vezes, na verdade.

_Soube do seu problema de coração.

_É? Pra mim, ele é insignificante.

_Que bom. Espero que Deus continue cuidando de você da mesma forma como no ano passado quando teve aquele problema.

_Amém.

_Allysson, eu vou precisar desligar, ok? Emerson vai precisar falar com o pessoal da gravadora, tudo bem?

_Sim, nos vemos quando nós três chegarmos no Rio.

_Tchau.

O telefone desligou. Summer se aproximou para segurar um pouco a Rachel e perguntou:

_Gravadora?

_Sim, ela também é cantora.

_E então... que tal um lanche?_ perguntou Cris.

_Gostei da ideia._ concordei.

Notas finais
Nos vemos no próximo e último capitulo!