Allysson Grey Vs Escola de Rock
26 A chegada de Rachel
Notas iniciais
N: Allysson.
Eu estava nervosa. Não apenas por estas subindo em um palco com uma barriga totalmente imprevisível de nove meses e gravando um dos DVDs mais importantes da carreira da Banda Light. Mas também por... é, acho que é só por isso mesmo.
"Não toque guitarra dessa vez. Ela é pesada e isso pode acabar fazendo a sua bolça romper"
"Sem dança hoje! Você não está em condições."
"Evite ficar pulando. Eu sei que é o estilo, eu sei que é uma de suas características, mas hoje não."
"Separei algumas músicas lentas que pedi ao Leo para ser só voz e violão. E vocês ficarão sentados em um banco no centro do palco."
Como me sinto à respeito disso? "DEIXE DE SER CHATO, CRIS!" Eu sei que ele é meu marido, mas...
O bom é que, a pesar de tudo, Deus nos ajudou e eu senti que o Espirito Santo estava naquele lugar. Em cada música cantada, em cada solo feito, em cada palavra dita, em tudo. E quando Amy assumiu o microfone para trazer a mensagem pela primeira vez, vi que muitos olhos estavam molhados e vermelhos. Esse é um lema que seguimos também:
"Uma lágrima vale mais que mil aplausos"
Muitas almas se renderam ao Senhor naquele dia. Foi Acho que foi a noite mais feliz da minha vida. Nunca pensei que o momento que virou minha vida ao avesso seria depois de um show. Mas foi quando percebi que o avesso era meu lado perfeito.
durante a última música, não aguentei e dei alguns pulos no ritmo da música. E então, quando a música acabou, Jeremy basicamente pulou da bateria enquanto Leo e Amy colocavam seus instrumentos em um pedestal. Pam se afastou do teclado e se colocou ao meu lado, junto com Leo, enquanto do outro lado, Amy e Jerry se abraçam ainda lado a lado. Demos as mãos e, enquanto saldávamos a plateia, senti algo.
Uma contração. "Por favor, agora não" pedi, mesmo sabendo que o bebê não me ouviria.
Quando nos erguemos novamente, sorri e acenei para todos, enquanto o resto da banda fazia o mesmo. Fui a primeira a começar à se afastar. Fomos para o camarim e Jerry começou a dizer:
_Daqui a pouco o pessoal vai vir aqui pedir autógrafo.
_Sempre achei palhassada._ disse Pam.
_Você sempre diz isso.
_Gente, eu não vou ficar._ afirmei, me sentando cuidadosamente em uma cadeira acolchoada.
_Ruiva, você é a vocalista! É quase a líder! Você fica._ insiste Pamela.
Cris entra enquanto eu falo: _Estou dizendo que não posso.
_Amor, você está bem?_ ele perguntou.
_Está de frescura com seja lá o que for._ responde Pam.
Me levanto rapidamente e digo: _Cris, eu..._ senti algo molhar minhas pernas e o chão.
_Ai, meu Deus!_ falou Amy assustada.
_Era o que eu estava tentando dizer.
Enquanto Cris corria em minha direção, eu sentia novamente uma contração, e essa havia sido mais forte que a primeira. Senti os braços de meu marido ao redor da minha cintura e da barriga.
_Ally, tudo bem?
_Senti uma contração depois da última música._ afirmo.
_Ok... a ruiva não vai ficar._ disse Pamela.
Cris me levou para fora, onde passamos por algumas pessoas que perguntavam o que estava acontecendo. De longe, ouvi a voz de Leo falando:
_Me desculpem, mas houve um imprevisto. Pelo que parece, Allysson está prestes à dar a luz e...
Só ouvi isso. Depois, já estávamos longe. Começou a chover logo que entramos no carro. Assim que saímos, vi outro carro conhecido atrás de nós. Era do Leo. Ele estava levando Pamela no banco da frente e, provavelmente, Jerry e Amy atrás. Tiro meus olhos do espelho e me concentro em minhas orações, pedindo à Deus que tudo dê certo. Perdi a concentração com outra dor. Dessa vez, soltei um gemido.
_Aguenta firme, querida. Estamos chegando.
_Se eu não aguentar, a culpa é sua.
É claro que eu estava zoando. Cris revira os olhos e se concentra na estrada. Encostei a cabeça no banco do carro e relaxei, procurando esquecer a dor. E aquela não é uma dor fácil de esquecer.
Quando chegamos, uma enfermeira trouxe uma cadeira de rodas e Cris me ajudou a me sentar. Logo depois, o resto da banda atravessa a porta e ver rápido em nossa direção. Pamela me abraça e diz:
_É hoje! Eu vou ser tia! Minha sobrinha vai chegar!
_Sobrinho, espero eu._ eu estava séria, e me concentrava em minha respiração.
_Não fala assim, ruiva...
_Estou sento otimista dizendo que vou te ver de novo, levando em conta o que aconteceu com minha mãe.
_Esquece o que aconteceu com sua mãe._ diz Cris segurando minha mão.
_Não pelo fato de que o que houve com Bianca foi sério e você está bem._ como foi confortável ouvir aquela voz de novo! _Mas porque minha filha é uma mulher forte.
A voz do meu pai surge na multidão. Ele se aproxima de mim com Daniel no colo e se abaixa da minha frente. Eu não o via há anos! Ele acariciou meu rosto e eu perguntei.
_O que faz aqui?
_Eu ia fazer uma surpresa no seu camarim.
_Obrigada._ acaricio os cabelos do meu irmão de quatro anos.
_Escute bem o que vou dizer, filha. A partir de hoje, tudo vai mudar. Você vai fazer coisas que nunca pensou que faria. Vai amar esse ser que entrará em sua vida talvez mais que à você mesma. Eu sei porque te amei mais do que a mim mesmo._ ele beijou minha testa, se levantou e se colocou na frente de Cris, dizendo: _Parece que tem cuidado bem da minha filha, Christopher.
_Sr. Grey, ela é minha esposa. Eu a amo.
_Me chame de Jack.
Foi a primeira vez que vi meu pai falar tão bem com meu marido! Fico feliz por eles terem se dado bem. Logo depois, eu fui para a sala de parto, ondo eu não vou dar detalhes do que aconteceu por lá. Até porque, eu prefiro não mencionar. Mas o primeiro choro do bebê foi o som mais doce que eu já ouvi.
_Luke._ eu disse bem baixo, encarando eu e Cris trocávamos olhares aliviados.
_Ela tem nome?_ perguntou uma enfermeira.
_O que?_ perguntei surpresa.
_Sua filha! Ela já tem nome?_ ela insiste.
_Não pode ser Luke._ afirma Cris.
_Não mesmo!_ confirmo.
Cris a pega no colo e se coloca ao meu lado. Era perfeita. E não me importo com o que dizem, que recém nascido tem cara de joelho, pra mim, ela era linda.
_Pensei em Rachel.
_É... não é ruim.
_Então outro.
_Não! Gosto de Rachel!
_Então tá. É que com "não é ruim", você quis dizer que é bom, mas tem melhores.
_Cris! Rachel é perfeito.
Então, ficou assim: Rachel Grey Rowley, filha de Christopher Rowley e Allysson Azevedo Grey Rowley. Puxa! Meu nome de casada é grande!
Então, meses se passaram e eu estava louca pra sair do resguardo e ir para o Brasil. Meu pai foi embora dois dias depois do nascimento da primeira neta e eu estava louca para rever ele, meus tios, tias e primos brasileiros, a pastora Fernanda... E quando esses meses se passaram, eu chamei alguns amigos para uma reuniãozinha na minha casa. Observo Cris com Rachel no colo e entro na sala mexendo em meus cabelos recém-tingidos.
_Nossa Allysson voltou!_ disse Dewey, vendo que meus cabelos estavam vermelhos novamente.
_Senti falta dessa cor!
_Todos sentimos, Ruiva!_ afirma Pamela.
_Ok... eu sei que não pareço eu mesma com o cabelo laranja.
_Que isso, amor! Está linda!_ diz Cris se levantando. Ele me dá um beijo e entrega Rachel no meu colo.
_Como é ser mãe?_ perguntou Amy.
Jerry a encarou com uma sobrancelha erguida. Depois deu de ombros e a abraçou por trás.
_Difícil!_ respondi rindo _Mas sem arrependimento.
Ouço o telefone tocar. Então, fui até ele e atendi:
_Oi?
_Allysson?
_Pastora! Oi!
_Seu pai disse que você pretende vir pra cá. Verdade?
_Não definitivamente, mas vou sim passar um tempo aí!
_Que bom! Estou louca pra conhecer a Rachel!
_Sim. Ah! O pessoal da Banda Light está aqui!
_Coloca no viva voz! Seria ótimo conhecê-los!
Coloquei no viva voz e pus o telefone na plataforma. E então, falei:
_Pessoal, essa aqui no telefone é uma amiga minha do Brasil, é pastora, e se chama Fernanda Brum. Conheço ela já há anos e é como se fosse minha conselheira.
_É um prazer enfim conhecê-los._ ela diz em português. Traduzi para os outros.
_Bom, Fernanda, Aqui na sala estão Pamela, Leo, Jeremy, Ayume, Summer, Zack, Dewey, Freddie e Lawrence.
_Alguns desses nomes eu conheço de outras histórias.
_Sim, são da Escola de Rock.
_Oro por vocês dês de que conheci Allysson._ ela diz à todos.
_Ora, ora! Não me lembrava de que você falava inglês!
_Faz um tempo...
_Se lembra de que eu falei de uma amiga minha que nós duas juntas parecemos você e aquela sua amiga... Eyshila, não é?
_Sim, lembro.
_Então, é a Pamela!_ naquele momento, Pam se levantou e foi até mim quase correndo.
_Você é aquela amiga que a ruiva tanto fala! É muito bom conhecer você... mesmo que não pessoalmente.
_Ela fala tanto de mim assim?_ perguntou Fernanda.
Soltei uma risada, assim como ela. _As vezes. As muitas vezes, na verdade.
_Soube do seu problema de coração.
_É? Pra mim, ele é insignificante.
_Que bom. Espero que Deus continue cuidando de você da mesma forma como no ano passado quando teve aquele problema.
_Amém.
_Allysson, eu vou precisar desligar, ok? Emerson vai precisar falar com o pessoal da gravadora, tudo bem?
_Sim, nos vemos quando nós três chegarmos no Rio.
_Tchau.
O telefone desligou. Summer se aproximou para segurar um pouco a Rachel e perguntou:
_Gravadora?
_Sim, ela também é cantora.
_E então... que tal um lanche?_ perguntou Cris.
_Gostei da ideia._ concordei.
Fale com o autor