Allysson Grey Vs Escola de Rock

27 Canção da Alvorada Epílogo


Notas iniciais
É, galera... chegamos ao fim. Espero que gostem da nova fic que postei hoje. Principalmente se curte a banda!

N: Rachel.

Essa foi a primeira e uma das piores vezes que minha mãe foi chamada na secretaria da escola. Nunca decepcionei minha mãe até aquele momento, e era logo hoje que eu pretendia deixá-la mais orgulhosa ainda! Eu estava sentada em um banco perto da sala dos diretores, esperando minha mãe sair de lá com uma expressão fria e me dar uma bronca no carro. Peguei meu celular e encarei meus olhos azuis no meu reflexo na tela quebrada do meu celular.

Mamãe sai da sala do diretor depois de alguns minutos. E adivinhe... uma expressão fria. Acertei o primeiro! Viva! SQN! Ela deve estar furiosa.

—Rachel, vamos.

—Tudo bem._ digo me levantando.

Então, fomos até o carro, onde me sento no banco da frente, que ganhei direito à bem pouco tempo, quando fiz 12 anos. Me encostei no banco enquanto ela dirigia.

—Você confirma o que o diretor disse?_ ela perguntou.

—Depende. O que ele disse?

—Que você e um aluno brigaram.

—Confirmo.

—E você deu um soco nele.

—Mas o soco nem foi tão forte!

—Rachel!

—Ele disse que Deus não existe!

—Filha, é a opinião dele! E mesmo sendo uma opinião muito errada, devemos respeitar!

—Minha vez de contar a história.

—Como você parece com seu pai..._ ela revira os olhos.

—Obrigada. O professor pediu para escrevermos uma redação com tema livre. Provavelmente, para checar nossa ortografia. E eu, como você me conhece, quis falar de Deus através daquele trabalho.

—É... essa é minha filha.

—E o professor pediu para que alguns alunos, os das melhores redações, lessem em publico. E todo mundo estava nervoso e ninguém queria ser o primeiro. Então eu tive um surto de "Katniss Everdeen".

—Ah... "Eu me ofereço como tributo"?

—Só não com essas palavras, mas foi o que eu quis dizer. E quando eu comecei a ler, o Rodrok...

—O garoto que você socou?

—Sim. Ele disse na frente de todo mundo "Seria uma linda redação se Deus existisse", e eu fiquei... "HEIM?!". Daí eu tentei defender minha tese... e foi só eu falar em vocês, que o coitado abriu a boca e só falou besteira.

—O que ele disse?

—Adivinhe! "Se você é crente, não devia gostar de rock!".

—Mais que idiota de mente fechada!_ ela diz horrorizada.

—Pois é! Então eu disse "A Banda Light é formada por servos do Senhor!" e ele ficou falando que eu me achava só porque sou filha de Allysson Grey!

Mamãe riu. _Sério?!

—Sério! Então eu fui mostrar pro Rodrok que o rock pode ser instrumento de evangelização e adoração e o idiota quebrou meu celular!

—Mentira!

—Você viu como ele ficou depois! Então... e o idiota ainda completa "Quem precisa saber da sua tese?! Você é burra por acreditar em contos de fadas!".

—Ah, não. Agora ele faltou com respeito.

—É aí que entra o soco.

—Olha, embora eu ache que ele mereceu, temos que nos lembrar de "Mateus; 5. 11".

—Sim, mamãe. "Bem-aventurado sois, quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, dizerem todo mal contra vós".

—É assim que se fala. Vamos para o estúdio hoje, ok?

—Com tanto lugar, tia Amy quer fazer o chá de bebê dela lá?!

—Por que não?

—Podiam fazer algo ao ar livre, no Central Park, onde eles se conheceram!

—Mas lá já foi o casamento!

—Grande coisa!

Bom, de qualquer forma, lá tem os muitos teclados da tia Pamela. Que bom que o papai me ensinou a tocar piano! O dia hoje vai ser perfeito! Quando chegamos, Fomos até o estúdio. Na escada para o segundo andar, havia uma prateleira presa na parede com três troféus de prêmios e, entre eles, o do American Music Award, que a banda ganhou quando minha mãe estava grávida de mim, e no dia em que Amy e Clar... Jerry (foi proposital) começaram a namorar. Hoje são Sr. e Sra. Kent.

A porta se abriu e a primeira a nos ver é Pamela, que veio até nós duas e nos abraçou, atraindo a atenção dos outros. Achei bizarro os balões verdes em um chá de bebê, mas então vi os pandas e acabei achando fofo! Era um menino e eles ainda discutiam o nome.

—Oi, ruivas!_ diz tia Pamela.

—Oi, tia!_ digo.

—E aí, loira?!_ disse minha mãe.

—Sua mãe disse que você aprontou na escola._ disse ela.

—Não se preocupe, Pam. A gente já conversou e estamos de ok, não é Rachel?_ responde minha mãe me encarando.

—Sim._ digo, balançando a cabeça.

—A Rachel fazendo besteira?! Eu queria estar lá pra ver!_ diz Sid rindo.

—Cala a boca, Sidney!_ eu pedi... meio grosseiramente.

—Vem calar!_ ele me desafia.

—Você só tem nove anos! Eu sou bem maior que você... ou talvez não, já que você é gordo.

—Você é ridícula._ insiste Sid.

—Filho, o que você tem contra a Rachel?!_ perguntou a tia Pamela.

—Nada, mamãe._ disse Sid, chateado.

Saí de lá e fui até meu pai, que estava conversando com Amy e Jerry. Papai estava com a mão na barriga da Amy, sentindo os movimentos do bebê. Eu estava atrás do Jeremy e caminho sem fazer barulho. Quando estou perto o bastante, me jogo nas costas dele, agarrando seu pescoço e dizendo:

—Oi, Clark!

—Como vai, Jean?!_ meu pai e Ayume riem de nós dois.

—Bem!_ me viro para a esposa dele e digo _Oi, Amy!

—Boa tarde, Rach!_ ela acena pra mim.

Fui até meu pai, dei um beijo na bochecha dele e disse: _E aí, pai? Eles estão se comportando bem?

Eles riem. Mas isso é pessoal. Uma zoeira dele de quando eu era menor.

—Sim, eles estão._ papai responde rindo.

O marido da tia Pamela e pai do Sid, o tio Lawrence, tinha ido com o Leo buscar o bolo e logo eles voltaram. Eu me lembro do casamento dos Kent, mas da tia Pam... O que eu posso fazer? Tinha dois anos e meio!

Quando a festa estava rolando, pedi que tia Pamela ligasse o teclado. Eu estava pronta. Estava aguardando aquele momento dês de que escrevi aquelas palavras naquele papel, três dias antes. Comecei a tocar uma melodia adorável, que chamou a atenção de todos, incluindo minha mãe.

—Filha, que música é essa?

—Fui eu que escrevi!

—Quando?

—Antes de ontem.

Então, com os olhares maravilhados de todos e o sorriso orgulhoso de minha mãe, cantei a primeira música que eu compus:

"Mais uma vez o sol nasce

um novo dia começa

uma nova chance pra todos

e a chance da redenção"

"O Senhor nos manteve aqui

para um novo dia nós vermos surgir!"

"Pela graça de Deus!

Uma nova alvorada!

Pela graça de Deus!

Nos deu um novo dia!

Pela graça de Deus!

Nos deu mais uma chance!

Pela graça de Deus!

O presente de um dia a mais!"

ALGUMS MESES DEPOIS:

Eu estava nervosa, mas tão envolvida na música, que nem ligava mas para o fato de que eu estava em um palco na frente de uma multidão. Apenas deixei a mamãe continuar a cantar:

"Pelo dia de hoje,

somos gratos

e pelo conforto

que tem dado,

e o Teu amor

magnífico

que nos faz glorificar!"

"O Senhor nos guardou até aqui

e estará conosco nos dias que estão por vir!"

"Pela graça de Deus!" (ela)

"Uma nova alvorada!" (eu)

"Pela graça de Deus!" (ela)

"Nos deu um novo dia!" (eu)

"Pela graça de Deus!" (ela)

"Nos deu mais uma chance!" (eu)

"Pela graça de Deus!" (ela)

"O presente de um dia a mais!" (nós duas)

Termino de tocar a música e todos gritam felizes. Minha mãe vai até o teclado, onde eu estava, e me abraçou, me dando um forte beijo na bochecha.

—Rachel Rowley. Minha filha._ ela me apresenta ao público pela segunda vez naquela noite.

Fiz uma pequena saudação, fingindo estar usando um vestido longo e o levantando levemente. Mas eu estava de calça jeans rasgada, uma blusa branca brilhante e uma jaqueta de couro, que eu achei que me deixava parecida com a mamãe. Só que meu cabelo é laranja e bem curto! Mas todos acham que somos parecidas.

Não sei como terminar isso, mas... sei lá! Só sei que tenho que ir agora.

Fique com Deus, pessoal!

Notas finais
Espero que tenham gostado! Os comentários são para a Allysson, ok? Nos vemos em outra fic!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!