Ally: Jogo de Amor
36 Colo

Domingo, 02 de Agosto. (Continuação)
Após o efeito do encanto cessar Ally escova os dentes ao lado de Nick e vai para o quarto se arrumar. Na parte da manhã todos terminam de guardar as coisas que trouxeram dentro das malas e ajeitar os quartos. No almoço Sophie e Ana preparam algo simples para não dar trabalho, e assim que acabam de comer se organizam para irem embora. Ally coloca Luna dentro de um transporte de gatos cor de rosa e vai o carro onde todo mundo já se encontra:
— Temos 5 lugares para 7 pessoas, duas vão ter que ir no colo. — Sophie diz planejando.
— Eu vou no colo de Nick! — Felícia sugere atrevida — E Ally vai no colo de Victor!
— Jamais! Depois do que aconteceu na primeira semana que estávamos aqui, Victor não encosta na Ally! — Ressalta.
— Tia, eu estava fora de si! — Victor reclama chateado.
— Mesmo assim! Bem, Felícia você vai no colo do seu irmão e Ally no colo de Nick! — Acentua esperta. — Tudo bem para você querida? — Pergunta para Ally.
— Hã... Sim! — Responde receosa.
Nick a olha um tanto malicioso:
— Ok. Coloque a Luna nos seus pés! — Conclui.
— Okay! — Exclama meiga
Nick entra no carro primeiro e senta no canto perto da janela, Ally entra tensa e se senta no colo dele com o coração disparado, encaixa Luna nos pés enquanto todo mundo se ajeita. Os dois estão no canto, Ana no meio, Felícia e Victor perto da porta, Sophie dirige e Nane está no banco do carona. O percurso começa calmo, sem perturbações, porém com duas horas de viagem eles pegam um trânsito ruim, e ficam parados por uma hora:
— Está tudo bem? — Ally pergunta doce para Nick por estar sentada em suas pernas durante muito tempo.
Ela recebe a resposta com um sorriso bobo:
— Está... Está sim! — Diz com um ar de malícia.
Felícia e Victor observam os dois calados. Finalmente o trânsito acaba e seguem caminho:
— O que acham de pararmos um pouco para esticar as pernas e comer algo? — Sophie pergunta olhando pelo retrovisor.
— Pode ser! — Os cinco falam juntos, e se olham com a situação.
Sophie para em um restaurante rústico, onde sua especialidade é carnes:
— Não se preocupe Ally, eles tem pratos especialmente para vegetarianos! — Diz abrindo a porta do estabelecimento.
— Está bem! — Tranquiliza.
Enquanto todos comem churrasco e costela com molho Ally lancha delicadamente uma torta de legumes com palmito e orégano. A refeição acaba e Nane chama o garçom para pedir a conta:
— Eu volto já! — Ally diz se levantando.
— Está bem querida! — Exclama Nane.
O tempo passa e ela demora a voltar, na TV a previsão do tempo preocupa Sophie e ela pede a Nick para chamá-la:
— Filho, você pode chamar a Ally para mim? — Pede. — Estamos indo para o carro!
— Ok. — Diz sério e vai até o banheiro.
Ao chegar na porta vê uma mulher saindo:
— Com licença, tem uma moça de cabelo roxo dentro deste banheiro? — Pergunta educado para ela.
— Não sei meu filho, me dê licença! — Diz grossa e sai.
— Aish! — Reclama e entra no banheiro.
— Moço, este é o banheiro feminino! — Uma mulher exclama assustada.
— Sim, eu sei. — Ressalta. — Allyson? Allyson? — Chama.
— Nick!? O que faz aqui? — Indaga tensa dentro de uma divisória.
— Precisamos ir embora, está vindo uma tempestade de neve e temos que sair antes dela chegar! — Explica.
— Eu... Eu já vou... — Gagueja constrangida. — Me espere lá fora.
— Ok. — Caminha para sair. — Droga, cadê minhas chaves? — Resmunga passando a mão no bolso. — AFF! — Volta para o banheiro e achá-as no chão.
Guardando o chaveiro com as chaves dentro do bolso ele escuta Ally resmungando no divisório, já sem ninguém no banheiro:
— Aff, será que eu não posso pensar em paz?! Garoto irritante! — Cochicha.
Sério ele sai e fecha a porta. Encostado na parede antes do corredor do banheiro ele percebe que ela demora já tendo passado um certo tempo e decide voltar. Ally não consegue sair do corredor por ter um rapaz na sua frente a importunando:
— Me deixe passar! — Pede.
— Não antes de me dar seu telefone. — Diz entrando na frente dela.
— Não! — Frisa.
— Ora, por que não!? Você está sozinha, eu estou sozinho, nós dois somos charmosos, o que custa nos conhecermos? — Indaga. — Vamos sair e conversar um pouco!
— Desculpe, não estou afim. — Ressalta séria. — Agora, por favor me deixe passar!
— Daqui você não sai! — Entra bruscamente na frente dela.
— Com licença, a deixe passar! — Nick pede com a voz firme atrás dele.
— E quem é você? — Questiona estúpido.
— Deixe a minha namorada passar, por favor! — Frisa olhando para ela.
O rapaz abre espaço:
— Venha! — Pega a mão dela sério.
Ally está confusa e inibida:
— Ela disse que não tem namorado! — O rapaz grita os vendo sair.
— Ela mente! — Ressalta andando.
Já saindo do restaurante Nick a solta a mão:
— Não se preocupe, só falei aquilo para ele te deixar em paz sem confusão! — Esclarece sem olhar para ela.
— Você mentiu! — Acentua surpresa.
— Não, eu não menti. — Assegura.
— Mentiu sim! — Insiste.
— Não. — A para e encara. — Eu omiti. Me diz Ally, o que nós dois temos?! Somos amigos? Não. Somos namorados? Não. O que temos não tem nome, é inominável. Eu falei uma verdade retorcida. — Explica ríspido.- Agora vamos! — Caminha para o carro.
Ela fica parada, sente como se toda a esperança e alegria momentânea ao qual sentiu estivessem morrido:
— Anda! — Grita frio.
Voltam todos para dentro do carro e partem para casa. O silêncio prospera até que o celular de Ally toca, ela o pega e resmunga:
— Quem é querida? — Nane questiona vendo sua expressão.
— É um garoto da minha turma, acho que quer saber sobre o começo das aulas. — Responde. — Ele já ligou antes.
— E por que não atende?
— Porque ele fica puxando assunto, ele é irritante, adora me atormentar! — Explica.
Nick sorri relembrando do banheiro:
— Eu falo com ele! — Pega o celular da mão dela.
— Mas... — Resmunga.
— Alô. — Atende.
— Este é o celular da Ally? — Pergunta.
— É sim, o que quer? — Indaga sério.
— Quero saber quando começam as aulas.— Diz tenso.
— É amanhã Rodrigo, aula normal. — Afirma.
— Ok, obrigado.
— De nada. — Desliga o celular. — Pegue!
— Obrigada! — Ela agradece boba.
Um sorriso leve recebe de volta como dizendo 'Por nada'. Já perto de chegar, faltando uma hora de viagem o clima muda e trás o frio de uma tempestade que se aproxima rápido:
— Está frio. — Sophie diz ligando o aquecedor. — E este aquecedor não resolve nada! — Reclama.
— Sim, e meu casaco está dentro da mala. — Ally comunica vendo que todos estão agasalhados.
— E não deixou fora por quê? — Felícia questiona aquecida no colo de Victor.
— Não imaginei que fosse esfriar assim. — Explica doce.
— É uma tonta mesmo! — Debocha rindo.
Um vento frio entra pela brecha da janela e ela treme, como imediato sente algo a apertando, olha para baixo e vê os braços de Nick a abraçando, ele a encara sedutor:
— Está melhor assim? — Pergunta.
— Está. Mas não precisa me apertar tanto! — Reclama.
De propósito ele a cola mais com os braços envolta de sua cintura:
— É melhor você sentar no meio. — Sugere.
— O quê? — Entende que é para trocar de lugar com Ana.
— Sentar no meio Ally. — Abre as pernas e ela cai entre as pernas dele. — Assim!
— Mas...
— Pare de reclamar! — Diz atraente.
Ally encosta a cabeça no peito de Nick, ele a abraça forte e por seu corpo estar quente e agasalhado ela se aquece rápido. Sophie sorri vitoriosa vendo a cena pelo retrovisor. Eles passam uma hora assim, e ao chegar em casa a tempestade aparece forte, Felícia e Victor vão para casa rápido pois sua mãe os vem buscar ligeiro, porém Ally fica na casa Blacker:
— Falou com sua mãe Ally? — Nane pergunta.
— Sim, ela deixou eu passar a noite aqui. — Responde meiga.
— Melhor assim, a tempestade está forte! — Exclama.
— Sim. Bem, vou levar minhas coisas para o quarto de hóspedes, amanhã levo para casa. — Informa.
— Ok.
Subindo as escadas ela tropeça em um degrau:
— Eu ajudo você! — Nick diz chegando atrás dela.
— Obrigada. — Sussurra.
Para o jantar Sophie pede pizza, de chocolate, vegetariana, quatro queijos, margherita e a tradicional de muçarela, para não ter trabalho com a louça. Em seguida todos se banham e se arrumam para dormir. Nick encontra sua mãe na cozinha quando vai beber água:
— Eu vou dormir agora querido! — Diz para ele. — Boa noite! — Beija sua testa.
— Boa noite mãe. Durma bem! — Diz doce.
— Você também querido. Ah, veja se a Ally vai dormir agora, se não for, faça companhia à ela! — Pede.
— Ok.
Caminhando até a sala ele encontra Ally no sofá, ela adormecera sentada:
— Menina tonta! — Resmunga sorrindo bobo. — Parece que faz de propósito, apenas para eu levá-la e sentir seu corpo. — Insinua a pegando no colo.
O corpo dela está quente e coberto com um grande moletom de Nick. Lentamente ele abre a porta do quarto de hóspedes e a põe na cama; fica sentado ao lado dela admirando sua beleza enquanto dorme:
— Você é tão linda! — Cochicha enamorado acariciando seu cabelo. — Eu não sei quanto tempo mais vou aguentar... Estes sentimentos explodindo dentro de mim! — Suspira.
Ele passa a mão pelo rosto dela e vê uma pequena cicatriz na testa, relembra o acidente com Philippe:
"Por favor! Fique comigo, abra os olhos! Por favor, por favor!"
— Eu tive tanto medo de te perder! — Resmunga. — Fiquei apavorado... Eu nunca senti algo assim por alguém. Você está me transformando por completo! — Aproxima o rosto e a beija doce tocando os lábios suavemente. — Me deixe lhe mostrar que estou diferente! — Pede encantado com a testa encostada na dela e se levanta.
Nick sai, fecha a porta e vai dormir, sem sucesso.
Às aulas começam normalmente e a rotina sem nada especial volta, com isto a primeira semana após às férias se passa.
Domingo, 09 de Agosto.
Na casa Blacker Ally chega para passar o dia ao lado de Sophie e Nane (e Nick). Para o almoço ela e sua parceira Sophie fazem algo novo, com sucesso. Por todos terem criado laços com Ally as refeições ficaram diferentes, mais saudáveis, variadas e leves, porém de vez enquanto comem as suculentas carnes.
De tarde na sala Nick vê TV sentado no sofá ao lado de Ally, quando a campainha toca e ele vai abrir a porta por Ana estar afastada pelo fato de Sophie ainda estar pensando na situação dela.
— E aí cara?!
Ally escuta na sala:
— Como você está? — Ouve voz feminina.
Se levanta ao ver as pessoas que chegam. Douglas e Carina aparecem na sala, ele está com o braço sobre o pescoço da namorada:
— Ally, estes dois pombinhos vieram passar a tarde conosco! — Nick diz chegando atrás deles com as mãos nos bolsos.
Ela caminha até eles:
— Olá! — Diz doce.
— Oii! — Carina responde sorridente.
— Então... finalmente vou conhecer de verdade a interessante Ally! — Douglas ressalta a encarando. — Já estava na hora!
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