All of me
10 Visitas especiais
Notas iniciais
Quando eu me propus a ajudar a Geysa com o Maiquel, eu particularmente não tinha idéia alguma do que iria fazer. Até esse momento a minha vida amorosa está tranqüila, não que esteja uma maravilha, mas, apesar de todos os acontecimentos, nós estamos bem. Eu pensei em diversas maneiras de ajudá-la, mas eu estava tendo um certo tipo de bloqueio que eu não conseguia pensar numa coisa melhor.
— Hello. Terra chamando Rebeca. Disse Rana quase gritando.
— Larga de ser escandalosa, mulher. Respondi.
— Estava viajando em que planeta? Perguntou Gey
— Num planeta bem distante chamado “à tarde que eu passei com o Nicolas”. Respondi.
— Então, eu acho que a senhorita pode contar exatamente tudo que rolou. Disse a Rana.
— Para falar a verdade. Não aconteceu nada demais. Respondi.
— É claro que alguma coisa aconteceu. Você chegou em casa com um sorriso lindo de se ver. Chegou a ser fofo. Disse Rana,enquanto Geysa somente observava e dava algumas risadas da situação.
— Ai ta bom. Pensei que seria fácil esconder alguma coisa de vocês. Enfim, vamos lá. Endireitei-me na cama e respirei fundo. – Bom, nós almoçamos juntos, uma lasanha deliciosa de frango. Trocamos poucas palavras durante a refeição. As meninas me olhavam com uma cara de que não queria saber de todos os detalhes. – Nós conversamos um breve período de tempo e logo depois ele começou a me beijar e o clima foi esquentando e esquentando até que...
—Meu santo Deus. Não vai me contar que vocês transaram na cozinha? Disse Rana horrorizada.
— Até que a minha consciência deu um grito e eu travei completamente.
— Como assim? Como você travou na hora mais importante? Sabe quantas meninas queriam estar no seu lugar nesse momento? O Nicolas é o segundo menino mais cobiçado daquela escola. Sem falar que é um gato. Disparou Geysa de uma maneira nada sutil.
— Cruzes Geysa. Eu travei sim. E sei muito bem que as meninas da escola são loucas por ele. E que eu sou muito sortuda por estar em um relacionamento com ele. Só achei que não fosse o momento correto para acontecer. Tudo tem seu tempo. Respondi sendo sincera.
— Relaxem o coração meninas, a noite mal começou. E além do mais, isso é super normal. Demorou cerca de três meses para que eu e o Thiago pulássemos para a “próxima” fase. Então foi o que a Rebeca disse, querida Geysa. Tudo em seu tempo
— Mas os dois estão juntos há quatro meses, Rana.
— Ai Geysa. Ela não se sentiu confortável para seguir. Admira-me você, logo você, toda santa e pura, vindo com esses assuntos. Euhein.
Depois que a Rana fez aquele discurso, elas começaram a rir. Quer dizer, eu ri para disfarçar o meu desconforto com as palavras e a opinião da Geysa. Fomos interrompidas com o barulho de alguém batendo na porta.
— Filha posso entrar?
— Oi mãe. Claro que sim. Aconteceu algum problema?
— Nenhum, querida. É que eu e seu pai fomos convidados para jantar na casa de um conhecido nosso. Mas a casa fica distante daqui e por isso vamos passar a noite fora.
— É um jantar da empresa do papai?
— Não meu anjo. Nada demais, apenas vamos nos divertir.
— Então ok. Sem problemas. Até a amanhã.
— Beijos, meninas. Se cuidem e não se esqueçam de trancar a porta.
— Beijos tia. Responderam as duas juntas.
Geysa P.O.V
Não gostaria e não queria contar para a Rebeca que eu tive um “lance” com o Nicolas durante o primeiro ano. Não queria deixar que as coisas entre nós ficassem estranhas por uma coisa boba, uma coisa que aconteceu faz tempo. Nós apenas ficávamos. Algumas vezes ele até que queria e tentou pular para próxima “fase”, como diz a Horrana. Mas na época eu ainda era virgem e inocente e ele como um rapaz decente respeitou a minha vontade e nunca mais tentou algo. Depois de alguns meses, eu conheci e comecei a namorar o Josh. E sim, foi com ele com quem eu tive a minha primeira vez. Que foi horrível, convenhamos. Eu o amava, mas ele, nem tanto. Faltavam dias para completarmos 10 meses de namoro, e sem mais nem menos ele pediu transferência na escola e se mudou para a Califórnia. Terminou comigo poucos dias antes de ir viajar e depois acabamos perdendo contato. Não que eu faça questão alguma de ir atrás dele, ou ligar e perguntar como ele está. Na realidade,ele me usou,fez o que quis e quando enjoou, me jogou para escanteio. Por isso eu morro de medo de tentar algo com alguém e acabar sofrendo novamente. Praticamente o Maiquel é o único que sabe de toda essa minha história com o Josh. Namoramos em segredo por meses. E por ser melhor amigo de Josh, ele acabou descobrindo tudo. E quando tudo aconteceu, foi ele que me ajudou a me reerguer. Catou cada caquinho do meu coração estilhaçado e me ajudou a colar e colocar no lugar, me ajudou a ficar inteira novamente. E como gratidão, eu acabo me apaixonando por ele. Que mundo engraçado, não acha?
Horrana P.O.V
Aquele bate boca da Rebeca com a Geysa,estava tomando um rumo problemático e eu sabia aonde iria parar. Todos do grupo já sabem que a Geysa já se relacionou com o Nicolas, mas como ela não quis abrir as pernas para ele, na hora que ele queria, ele acabou dando um fora nela. Depois que a poeira abaixou, eles acabaram virando amigos. Não vai ser eu que vou contar esses fatos antigos para a Rebeca. Isso vai deixá-la mais insegura do que já está. Espero que essa bomba não exploda perto de mim. Tive uma brilhante e magnífica idéia. Como os pais da Rebeca saíram e só voltam amanhã, bem que a gente poderia fazer uma festinha particular na mansão da Rebeca.
— Vocês não vão acreditar na brilhante idéia que eu tive. O que vocês acham de ligar para os meninos e fazer uma festinha particular aqui? Falei toda animada.
— Por um acaso, você bebeu? Eu aqui dizendo que quero evitar o Maiquel, e você quer trazer ele pra cá?
— Eu acho que seria uma boa. Eu estou com saudades do Nick. Disse Rebeca.
—Mas vocês têm que pensar em uma coisinha. O Ian também faz parte da “galera’, seria mancada não chamar ele também.
— Mas ele iria ficar de vela. Que graça tem? Disparou Rebeca.
— Eu soube de umas coisas hoje. Fiquei sabendo que ele a Jordana estavam se pegando na sala do treinador dos meninos.
— Nossa que rápido ele. E ainda na sala do treinador, que classe. Disse Rebeca com uma cara nada contente.
— Vamos chamar ela também, daí ninguém fica sozinho. Temos que pensar juntas meninas. Oito é um número par. Disse Geysa.
— Então quer dizer que a senhorita vai ceder pro Maiquel? Pergunto
— Claro que não. Eu não disse isso. Eu só não quero que uma pessoa fique deslocada. Disse defendendo-se
— Ahaaaaaaaaam. Acreditamos nisso. Dissemos eu e Rebeca ao mesmo tempo.
Rebeca P.O.V
Quando a Rana falou em festa eu logo me animei. Peguei meu celular e disquei o número do Nicolas, ao terceiro toque ele atendeu com o maior bom humor possível. Era bem provável que ele estava dormindo.
— Rebeca? Aconteceu alguma coisa? Ele diz ao atender a chamada.
— Oi meu amor, tudo bem? Pergunto.
— Tudo e você? Aconteceu alguma coisa?
— Eu estou ótima. Não se preocupe, não aconteceu nada. Não quer vim aqui em casa? Eu e as meninas vamos dar uma festinha particular. Chame os meninos.
— Defina “meninos”. Eu estava imaginando ele fazendo aspas com os dedos.
— Ah. Você sabe. O Thiago, Maiquel, Ian. O nosso grupo de sempre. E chama a Jordana também.
— Eu ouvi direito? A Jordana? Tem certeza?
— Claro. E porque não? Tragam cervejas e o que tiver de coisas para comer. Beijos, até daqui a pouco. Disse encerrando a chamada.
Nicolas P.O.V
Eu acordei muito puto com alguém me ligando. Tudo bem que hoje é sexta, mas uma vez ao mês a escola tem aula dia de sábado. E por um acaso caiu de ser esse, fora que amanhã também tem jogo e eu realmente preciso estar descansado, eu precisava marcar pelo time. Mas quando eu vi quem era do outro lado da linha, a raiva logo passou. Depois de eu ficar impressionado com a história de chamar a Jordana para a festa na sua casa, vi que suas intenções não eram as melhores, talvez fosse. Mandei mensagem para os meninos e resolvi ligar para a madame da Jordana.
— Puta que pariu Nicolas. Você não gosta de dormir não? O que quer?
— Boa noite, querida Jordana. Tudo bem? Disse na maior ironia
— Vamos pular a parte que você finge gostar de mim e vai me dizer logo o que quer. Como sempre uma flor de pessoa.
— É sempre uma honra conversar com você, querida. Seguinte se arruma que daqui a vinte minutos eu estou passando aí pra te buscar, para a gente sair.
— Porque diabos, eu tenho que me arrumar? E por um acaso a sua namorada sabe disso?
— Para sua informação, ela sabe sim. Foi ela que mandou te chamar.
— Não to afim. Não curto ménage.
— Querida, guarde seus sonhos eróticos para depois. É apenas uma festa. Sabe o que significa?
— Por um acaso, eu sei. E porque ela me convidou? Ela não me odeia?
— Eu não acredito que ela te odeie. E ela também não quer deixar o Ian desocupado. Arruma-se logo. Daqui a vinte minutos eu estou chegando.
Ian P.O.V
“uma nova mensagem”
Quem será a alma perdida que está me mandando uma mensagem há essa hora? Será que a pessoa caiu da cama e lembrou-se de mim?
“Festa na casa da Rebeca,levem cerveja. Nick”
Uma festinha particular na casa da Rebeca. É isso mesmo produção? Eu espero que seja hoje que a nossa briguinha idiota acabe.
Rebeca P.O.V
Eu espero do fundo do meu coração que eles não demorem a chegar. Eu estou totalmente ferrada com os meus pais. Eu sei que provavelmente irei ficar de castigo por dar uma festa sem autorização deles. Mas se for para se divertir com quem eu gosto vai valer a pena.
— Não vai me dizer que você vai receber os convidados de pijama, dona Rebeca? Disse Rana
— Meu Deus, eu nem me liguei nisso, eu vou me arrumar e já volto.
E em vinte minutos eu já estava pronta. As meninas também estavam, cada uma se arrumou em um canto dessa casa enorme e exagerada. Estávamos lindas para a nossa primeira festa. Depois de me olhar no espelho centenas de vezes, eu fui para a cozinha e separei o que tinha de besteiras, vulgo comida empacotada para o pessoal. Coloquei em alguns potes aqueles salgadinhos empacotados e coloquei em cima da mesa na sala. A campainha soou, indicando que alguém dos cinco havia chegado. Fui em direção a porta para saber quem era. Abri e dei de cara com o Maiquel, Thiago e o Ian. Todos com dois fardos de cerveja na mão. E o Thiago ainda trouxe comida. Acho que eu vou começar a gostar dele.
— Eai, Rebeca. Tudo beleza? Perguntou Thiago.
— Oi meninos. Tudo bem e vocês? Enfim as meninas já vão descer. Aguardem só mais um pouquinho. Podem ficar a vontade. Respondi com entusiasmo.
— Pelo amor de Deus. Nunca diga ao Maiquel para ele se sentir a vontade na sua casa. Daqui a pouco ele vai estar pulando no sofá. Disse Ian
— Ai cara. Para de queimar meu filme. Eu sou uma pessoa super educada.
— Não tem problema. Não estragando o sofá da minha mãe. Está de boas. Respondi sem vontade.
— Viu só, idiota. Ela me deixou pular no sofá. Disse Maiquel.
— Seja menos, Maiquel. Quantos anos você tem? Cinco?
— Claro que não. Idiotas.
Carreguei os fardos em direção a cozinha para colocar todas as cervejas para gelar. E eu tive aquela sensação de que estava sendo observada. E não era pra menos. Tinha um par de olhos azuis me secando de cima a baixo,sem parar e nem piscar. Eu sabia que ira ter problema com o Ian aqui em casa. Espero que essa festa ocorra super bem.
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