All of me

11 Noite das meninas // Parte 2


Notas iniciais
Oie,tudo bem ? Então,desculpem demorar tanto para postar o cap,mas meu pc deu problema e eu estou postando pelo celular juntamente com o cap escrito no bloco de notas.

Como era de se imaginar, as meninas não demoraram muito para descer. Fiquei na cozinha esperando o Nicolas chegar, porque eu não queria que o Ian ficasse o tempo todo me encarando. Nossa amizade se tornou um pouco estranha depois dessas séries de acontecimentos tão rápidos. Eu estava distraída, mas ouvi passos vindos da sala em minha direção, e eu estava orando para que não fosse o Ian, mas os deuses não estão de bem comigo. Porque na minha frente apareceu um loiro de olhos azuis penetrantes. Tentei não ficar nervosa e ter um ataque ali mesmo. Eu precisava fugir daquela conversa.

— É então. Quer alguma coisa? Pergunto toda atrapalhada.

— Queria conversar. Podemos? Te mandei mensagem sei lá quantas vezes.

— Con-conversar?

— Sim. Foi o que eu falei.

— E qual seria o assunto?

— Rebeca. Eu sinceramente gostaria de saber o que aconteceu com a gente.

— Não aconteceu absoluta nada. Apenas estamos dando um “tempo” na nossa amizade, eu acho.

— Mas quem disse que eu quero dar um “tempo”. Disse fazendo aspas com as mãos. – Na nossa amizade? Por Deus, éramos melhores amigos. Por favor, não mude isso.

— Eu não queria e nem gostei de ter mudado isso, mas fui obrigada. O que fizemos foi errado, Ian. Eu não consigo olhar para o Nicolas, sem me lembrar de cada minuto daquela tarde.

— Então porque você não conta a verdade para ele?

— E com que cara eu vou dizer? “olha Nicolas, eu e o seu melhor amigos ficamos num dia desses. E olha que azar, eu já namorava com você.”

— Não dessa maneira. Bom, eu acho melhor você terminar esse namoro logo. Você não sente nada por ele mesmo.

— Mas foi como você disse. É o que você acha, mas eu não sou você. E o que te leva a pensar que eu não tenho sentimentos por ele?

Dei as costas para ele, abrindo a geladeira pegando uma latinha de cerveja e sai, deixando ele sozinhas. Enquanto eu estava caminhando para a sala, eu ouço a campainha tocar, e eu sinceramente esperava que fosse o Nicolas, porque naquele momento eu estava precisando de uma dose de amor e não de mais culpa. Abri a porta e para o meu azar, era a Jordana e não quem eu esperava. Ela sorria tímida, parecia ser um sorriso falso.

— Oi Rebeca. É... ahm. O Nicolas está no carro acabando de pegar as cervejas e pediu para que você fosse ir lá ajudá-lo.

— Oi Jordana. Tudo bem? Obrigada por me avisar, entre e sinta-se a vontade. O Ian vai lhe mostrar onde fica a cozinha.

— Ah sim. Obrigada por me convidar, mesmo eu não sabendo o motivo, mas mesmo assim, obrigada.

— Digamos que, estávamos enjoados de um grupo impar e decidimos colocar um a mais no bando. E eu que agradeço a sua presença.

Jordana sorriu e entrou na casa e logo fechou a porta atrás de si. Fui em direção ao carro do Nicolas. Ele estava encostado na porta do carona com um sorriso lindo de fazer qualquer uma se apaixonar perdidamente.

— Nossa não imaginava que iria demorar tanto.

— Eu estava fazendo um tour com a Jordana pela casa. Disse rindo. – Porque me chamou aqui fora? Está muito frio aqui.

— Porque eu queria fazer uma coisa. Que provavelmente lá dentro eu não iria poder fazer sem chamar a atenção de todos.

— E o que seria essa coisa? Perguntei enquanto ele colocava a sua jaqueta de couro por cima dos meus ombros.

— Seria isso. Ele enlaçou-me pela cintura e me aproximou dele,selando nossos lábios em um beijo calmo e que com o passar dos segundos ele foi esquentando cada vez mais. Era como se meu corpo recebesse choques elétricos. Mas não eram aqueles dolorosos e sim prazerosos. O oxigênio já não se fazia mais presente eu meu corpo e eu parti o beijo a procura de ar.

— Você me faz ficar sem ar. Meu Deus. Disse respirando fundo e colando as nossas testas, logo depois que eu lhe dei um selinho demorado.

— Sua culpa. Você me faz querer roubar seu oxigênio. Eu quero você só pra mim.

— Eu já sou toda sua. Senhor ladrão de oxigênio de meninas indefesas. Disse rindo.

— Ladrão de oxigênio de meninas indefesas? Ai meu Pai. Só você para me fazer rir essas horas. Disse passando a mão nos cabelos e logo em seguida pegando a latinha de cerveja que estava em minhas mãos. – Você não pode beber muito. Ele acabou com o restante do liquido que tinha na garrafa.

— Vamos entrar Nick. Está muito frio aqui fora.

— Vamos. Só me ajuda a carregar o resto dos fardos lá pra dentro. Ele abriu o porta malas e eu me assustei com a quantidade de fardos que tinham ali dentro.

— Caramba. Você trouxe muita cerveja Nick. Isso aqui daria para duas festas. Todos vão sair tortos daqui.
— Isso estava lá em casa, sobrou do casamento do meu irmão.
— Você tem um irmão? Que mais que eu não sei sobre você?
— Ele é meu irmão de consideração, mas com o tempo você saberá tudo sobre mim. Disse carregando quatro fardos, enquanto eu levava apenas dois. Bom eu era uma menina e ele tinha um porte físico de dar inveja em muitos garotos da cidade. Entramos na casa e fomos em direção a cozinha para colocar tudo no congelador.

Horrana P.O.V

Fazia algum tempo que eu havia percebido que o Ian não parava de olhar para a Rebeca, mesmo com a Jordana ao seu lado. O que será que aconteceu entre os dois? Porque diabos eles estariam brigados? Parece que aconteceu uma coisa bem grave. Até porque ela não me contou nada. Ele por sua vez estava bem bêbado, seria fácil arrancar a verdade dele.

— Ian, meu anjo. Queria conversar com você, posso?

— Claro Rana. Vamos conversar. Respondeu quase caindo da cadeira aonde estava sentado.

— Mas antes de qualquer coisa, vamos à cozinha beber um copo de água, porque você está mal.
Ele concordou e apenas me seguiu. Tivemos um pequeno problema durante o trajeto. Ele caiu sentado no chão. Eu tive um trabalhão para levantar o pobre coitado. Ele estava muito bêbado. Quando chegamos à cozinha, coloquei-o sentado na cadeira e enchi um copo de água da pia e lhe entreguei. Como não sou boba nem nada, comecei a fazer as perguntas.

— Ian, querido. Porque que a Rebeca está brigada com você?

— Eu não sei. É bobeira da parte dela. Acredita que ela quer dar um tempo na nossa amizade? Disse ele estendendo a mão para me entregar o copo. – Depois do que aconteceu lá em casa, ela ficou toda estranha comigo.

— E o que foi que aconteceu na sua casa? Perguntei ansiosa demais pela a resposta, mas recebi um balde de água fria na cara por ser fofoqueira.

— Não aconteceu nada demais. Apenas brigamos por uma coisa idiota. Brigamos porque faltei uma semana de aula.

— Ah sim, entendi. Mas isso é coisa pouca logo vocês vão voltar a se falar. Disse ajudando ele a se levantar. – Vem, vamos voltar para sala.

Eu sinceramente não estava me reconhecendo. Que tipo de amiga eu acabei de ser? Eu não deveria ter feito aquilo, se ela não se sentiu confortável para contar, você não deveria fazer esse tipo de coisa. Nunca mais faça isso novamente Horrana. Pelo amor de Deus.

Ian P.O.V

A Horrana queria saber demais, mesmo bêbado, eu consegui me segurar e não abrir a boca, mas eu não sei por quanto tempo eu vou conseguir me segurar. Ah dona Rebeca, olha a furada em que você me meteu. Agora ela já não é aquela menina assustada de meses atrás. Mas você não deixou de ser a minha doce e amada Rebeca, a menina linda que eu esbarrei propositalmente na entrada principal da escola. A Jordana estava me esperando no mesmo lugar de quando eu fui à cozinha. Eu estava um pouco melhor, depois daquele como d’água e um pouco de ar fresco que vinha da parte de fora da casa. Como não tinha nada melhor para fazer, eu comecei a beijar a Jordana na frente de todo mundo. Todos estavam bêbados, não iram prestar atenção em nada do que estávamos fazendo. Eu me enganei redondamente. Eles começaram a nos zoar.

— Pelo o amor do meu Senhor. Vão procurar um quarto. Não sou obrigado a ver isso. Disse Thiago agarrado em uma latinha de cerveja.

— Subindo essas escadas, a terceira porta a direita. Disse a Rebeca.

Jordana se levantou e estendeu a sua mão para que eu levantasse também. Quando fui puxado para o andar de cima, eu já sabia o que ira acontecer depois.

— Usem camisinha, pelo amor de Deus. Não quero que daqui a nove meses tenha uma cópia do Ian correndo pela casa. Disse Maiquel agarrando o pescoço da Geysa, que por sua vez já estava levemente alterada e rindo de tudo.

Jordana P.O.V

Eu não sabia o que eu estava exatamente fazendo e mesmo assim fui para o andar de cima com o Ian. Não sabia se ele era o cara certo para isso, mas eu já estava cansada de parar as coisas na metade do caminho por ainda ser virgem. E o Ian parecia uma boa pessoa. Pelo menos eu achava se era para se arrepender que seja. Quando chegamos ao quarto de hospedes, ele me levou para a cama de casal e tirou a sua camisa. E vamos combinar, ele era muito gostoso. Ele começou a me beijar lentamente cada centímetro do meu corpo e aquilo estava me deixando muito excitada. Ele retirou a minha blusa e começou a distribuir beijos por toda a extensão do meu pescoço e entre os meus seios. Aquilo me deixava completamente arrepiada. Ele realmente sabia o que estava fazendo. Quando ele foi abrir o fecho do meu sutiã, eu instantaneamente coloquei a mão no mesmo. E ele por sua vez me olhou assustado.

— O que houve? Não quer mais?

— Eu quero. É que... Como é que eu posso explicar isso para você. É que eu ainda sou. Ahm é hm. É que eu ainda não tive nenhuma relação sexual com ninguém.

— Você acabou de me dizer que nunca se deitou com ninguém?

— É isso. Eu fiquei muito vermelha em sua frente e ele ficou rindo e eu fiquei sem entender nada. – Porque você está rindo? Eu fui uma idiota ao pensar que você seria um cara legal e que entenderia se caso isso acontecesse. Eu coloquei a minha blusa e tentei me levantar da cama, mas ele me segurou.

— Espera. Ele segurava meu braço com força e aquilo estava me machucando. Eu puxei meu braço e comecei a esfregar a parte dolorida. – Desculpa, não queria te machucar, ou rir de você. Eu apenas não esperava isso de você. Na realidade quem poderia imaginar que Jordana Hildebrandt, é virgem.

— Porque na realidade, todos pensam que ela é uma vadiazinha de quinta, que faz tudo que qualquer jogador do time pede. Não é mesmo? Mas acontece que eu nunca tive a coragem de abrir as pernas para nenhum deles. E me enganei achando que você era um cara decente. Vai se fuder, Ian. Disse me levantando da cama e indo em direção a porta. Mas ele novamente me segurou.

— Espera menina. Eu nunca te julguei ou pensei mal sobre você. Eu te acho uma menina linda e me sinto lisonjeado por você querer ter a sua primeira vez comigo. Eu realmente fui um estúpido ao lhe dizer essas palavras horríveis. Desculpa-me.

Ele realmente parecia estar arrependido de todas as coisas que ele havia falado. Eu pensei muito e resolvi perdoar.

— Tudo bem, Ian. Está desculpado. Agora eu acho melhor voltarmos para baixo. Eles devem estar pensando mal de mim.

— Eles vão pensar que eu tenho ejaculação precoce. Vamos ficar aqui e conversar e esperar mais um pouco.

— Mas não vamos fazer nada.

— Ninguém precisa saber, não é mesmo?

Eu sorri para ele. Voltamos a ficar sentados na cama e ficamos conversando por quase meia hora. E depois que ele emitiu uns sons engraçados fingindo que estava gozando. Nos finalmente descemos. Mas antes ele me fez despentear os cabelos e jogar um pouco de água no rosto.

Rebeca P.O.V

Eu sabia que se eu chamasse a Jordana para a festa, ela manteria o Ian ocupado o suficiente. Depois que os dois subiram para o quarto de hospedes, todos no andar de baixo estava se pegando com o seu respectivo parceiro e ninguém ligava mais para nada. Depois de meia hora e de alguns barulhos emitidos do andar de cima, os dois apareceram na escada sorrindo. Jordana estava descabelada e suada, o que me leva a pensar que os dois fizeram algo. Depois de muita zoação com o novo casal do grupo, decidi ir até a cozinha e pegar mais uma latinha de cerveja e segui para área externa da casa para respirar um pouco.

— Nicolas? Perguntando e eu ainda estava agarrada na esperança de que tudo iria acabar bem.

— Errou. Tenta novamente. Disse Ian andando meio torto devido o efeito do álcool. Eu achava que ele estava melhor, mas me enganei.

— Oi Ian. Posso te ajudar em alguma coisa?

— Eu queria uma ajuda sim. Eu queria que uma certa loirinha voltasse a ser minha amiga. Você me ajuda? Disse sentando na espreguiçadeira do lado da minha.

— Mas você e essa “certa” loirinha são amigos, Ian.

— Amigos não se ignoram, Rebeca. Ele contestou

— Amigos não se beijam, Ian. Rebati.

— Rebeca. Por favor, entenda uma coisa. O que aconteceu, está feito, não tem como voltar atrás.

— Claro que não se pode. Até porque se pudesse, eu nem na sua casa teria ido, naquele dia.

— Porque você reprime tanto o que sente por mim? Porque se esconde atrás de um namoro que nunca vai dar certo? Até quando? Caia na real, Rebeca

— Porque você não sai daqui? Porque não entra e se senta ao lado da sua amada Jordana? Primeiro que eu não me escondo atrás de namoro algum. Se eu estou com o Nicolas é porque eu gosto dele, e não para fugir de você. Entenda que você não poderá fazer nada para mudar isso. E sim, eu tinha sentimentos por você, meses atrás,mas nunca se tocou e agora perdeu a oportunidade.

Em meio à discussão, nós acabamos bem próximos um do outro. Qualquer avanço da parte de ambos estaríamos nos beijando. E eu sabia que a intenção dele era essa, e com isso ele foi se aproximando cada vez mais e eu me afastei o quanto pude, mas a nossa distância era mínima e eu sabia que era tarde demais. Mas alguém apareceu, e o meu inferno esta apenas começando a piorar.


Nicolas P.O.V

Rebeca havia sumido fazia algum tempo e o Ian também. Posso até estar pensando besteira, mas ele não iria me trair, ele era o meu melhor amigo. Fui em direção a cozinha quando ouço alguns sons vindos do quintal. Quando cheguei do lado de fora eu vi a cena mais ridícula de toda a minha vida: Ian tentando beijar a Rebeca. Naquele instante o meu sangue ferveu e eu sabia que eu estava prestes a fazer uma loucura e que aquilo iria acabar dando merda.

— SEU FILHO DA PUTA. SAI DE PERTO DELA AGORA. Disse indo em direção a ele com a mão direta fecha para acertar a cara dele em cheio,quando a Rebeca entra na minha frente. – Saia da minha frente, Rebeca.

— Não, Nicolas. Pelo amor de Deus, não faça nada. Ela implorava.

— E você quer que eu assista o meu melhor amigo dar em cima da minha namorada, sem fazer nada?

Eu estava bufando de raiva e quando me dei conta, todos estavam ali de platéia nos observando.

— Não aja como um idiota, Nicolas. Estamos todos bêbados, não arrume confusão para acabar com a festa.

— Briga não vai te levar a lugar algum cara. Então pelo amor de Deus cara, ignora. Disse Thiago.

— Ah, você vai me dizer que essa situação toda aqui é legal?

— Não Nicolas, não acho. Mas é o que o Maiquel disse, estamos todos bêbados. Você deve estar vendo coisas. Não faça uma coisa que vá se arrepender amanhã. Disse Jordana.

— Vamos parar com essa palhaçada toda. Isso aqui está parecendo um circo. Não aconteceu nada aqui, nós só estávamos conversando. Foi a vez da Rebeca se manifestar.

— Vai me dizer que você conversa com todos os seus amigos assim? A centímetros de distância da boca deles.

— Não Nicolas. A Rebeca não é assim, parece que não conhece a namorada que tem. E você tem que roubar tudo que é meu. Eu cheguei antes de você, mas você não pode perder o costume, não é mesmo?

— Cala a boca seu idiota. Fui em sua direção e acabei acertando em cheio a cara dele com um soco. Ele não revidou, apenas recuou. Thiago e Maiquel me seguraram e me carregaram para dentro da casa. As meninas ficaram histéricas e correram para ajudar o Ian, menos a Rebeca, ela seguiu para dentro da casa logo atrás de nós.


Rebeca P.O.V

Não pensei nem duas vezes e entrei junto com os meninos. Eles o deixaram no sofá e deram um pequeno sermão de que não se bate em amigos. Eu pedi para ficar sozinha com ele para conversar e assim foi feito, logo eles saíram.

— Você pode me dizer o que foi aquilo? Perguntei tentando entender o show que ele deu.

— Ah, você jura que não sabe? Quer que eu desenhe? Disse sarcasticamente.

— Nicolas, eu quero que você entenda que nada aconteceu ali. Realmente estávamos apenas conversando. Nada, além disso. Eu não quero da com ele.

— Porque você acha que eu tenho que acreditar nessa história?

— Porque eu estou aqui com você. Eu poderia estar muito bem lá fora cuidado dele com as meninas. Porque eu te amo, Nicolas Turquetti. Porque eu escolhi você ao invés dele. Então pare de fazer essa cena ridícula para os vizinhos escutarem. Pare de fingir pelo menos uma vez na vida que não sente ciúmes dele, pare de fazer qualquer coisa a não ser me beijar.

Não demorou muitos segundos para ele assimilar tudo que eu disse e me beijar. Ele me beijou com tudo. Era daquilo que eu precisava. Depois que a poeira abaixou, eu tentei levar ele para debaixo do chuveiro, mas ele estava dormindo na minha cama. Eu tentei acordá-lo, mas sem sucesso. Tirei toda a sua roupa, deixando ele somente de cueca e o carreguei para dentro do Box. Ele acordou com o choque da água gelada caindo em seu corpo, me deu pena,mas era preciso para deixar ele lúcido e que o efeito do álcool passasse. Quando eu saí do banheiro para pegar uma toalha limpa para ele, ouço-o gritar.

— Você não quer vim tomar banho comigo?

— Eu acho melhor não, eu tomo depois. Mas era tarde demais. Ele me puxou para dentro do chuveiro de roupa e tudo. Depois de um belo choque térmico tomado, eu acabei de acostumando com a água gelada caindo sob mim.

Ele me olhava com um sorriso malicioso nos lábios e logo começou a me beijar. Meu corpo estava entrando em combustão, mesmo com a água gelada caindo em meu corpo. Ele intensificava cada vez mais o beijo e com as suas mãos habilidosas, fez com que eu quisesse muito mais que um beijo.

Como era de se esperar, ficamos somente nos beijos. Mesmo eu querendo realizar tal ato, eu ainda estava insegura em relação a fazer com ele. Depois de ficarmos 15 minutos em baixo da água gelada, decidimos que era melhor sair. Eu lhe entreguei a toalha e peguei meu roupão. Ele saiu para que eu pudesse tirar a minha roupa molhada e trocar por uma limpa e seca. Decidimos sair do quarto e ajudar o pessoal a limpar a casa. Quando chegamos ao andar de baixo, nossos amigos estavam arrumando a sala, menos Maiquel, ele estava na cozinha. Estávamos sorridentes por termos nos acertado e nossos queridos amigos, não perderam a oportunidade de nos zoar.

— Nada que um bom banho não resolva, hein. Disse Thiago.

— Larga de ser implicante, Thiago. Deixa o casal se divertir. Disse Rana.

— Nada melhor que transar depois de uma briga. Disse Geysa e eu automaticamente fiquei vermelha igual um pimentão.

— Eu ouvi direito? Sexo de reconciliação? Disse Maiquel, vindo da cozinha.

— Calam a boca, seus idiotas. Disse Nicolas.

— Acho melhor pararem com isso. Temos muito que arrumar por aqui. Quero ver essa casa brilhando pra amanhã. Disse

— Querida, você quis dizer para hoje, né? Falou Geysa.

— Como assim? Que horas são? Perguntei.

— São exatamente 04h48min da madrugada. Respondeu Rana.

— Daqui a três horas teremos aula, e estamos podres de bêbados. Disse Maiquel rindo da desgraça alheia.

— Claro que não. Ninguém vai pra escola assim, vamos levar suspensão por chegar embriagados. Os meninos dormem no quarto de hospedes e as meninas no meu quarto, comigo. Mas antes, quero essa casa brilhando. Disse.

Depois de trinta minutos a casa estava devidamente arrumada e cada um depois de um bom banho foi para o seu respectivo quarto para dormir e acordar com uma puta ressaca e uma bela dor de cabeça.

Notas finais
Espero que gostem e desculpem qualquer erro,fiz pelo celular e talvez algo saia errado. Beijos e boa noite.