All of me
12 É Hoje
Notas iniciais
Depois de um mês ter se passado, desde aquela confusão, com a vitória do time no dia seguinte a festa, fez com que as coisas voltassem ao seu devido lugar, lentamente. Aos poucos, Nicolas ia esquecendo o “quase” beijo que o Ian me deu na festa, e estava pensando em voltar a falar com ele. Mas por decisão própria, continuei a ignorá-lo nos corredores da escola, quando nos esbarrávamos e principalmente na sala de aula. Nossos amigos decidiram que não iriam se meter no assunto, pois se fizessem isso teriam que escolher um lado, e eu com toda certeza do mundo, não gostaria de estar no lugar deles nesse momento. Quinze dias depois da confusão, ficamos sabendo por terceiros sobre o suposto namoro do Ian com a Jordana. Não que isso tenha me incomodado, pelo contrário, eu esperava isso da parte dele. Ian não é o tipo de cara que tem uma relação sexual com a menina e depois a ignora, de uma maneira estranha, ele fez a coisa certa. Eu por minha vez, estou muito bem com o Nicolas, e cada dia que passa, eu sinto que fiz a escolha certa em ficar com ele. Com o tempo a culpa que me consumia por ter ficado com o melhor amigo dele no inicio do nosso namoro estava desaparecendo, mesmo sabendo que uma hora ou outra, a verdade iria ser exposta para todo mundo. Nicolas tinha o dom de tornar as coisas mais simples e maravilhosas enquanto estávamos juntos. Hoje completamos cinco meses de namoro, e a cada mês, ele me surpreende ainda mais. Cheguei a escola e dei de cara com uma cena nada legal para o meu psicológico: Ian e Jordana aos beijos na entrada da escola. Um belo jeito de começar o dia.
— Bom dia, Rebeca. Dormiu bem? Disse Rana, olhando para minha cara de nojo com a cena que estava acontecendo bem na nossa frente.
— Bom dia, Rana. Eu dormi e você? Disse lhe dando um abraço.
— Maravilhosamente bem. Respondeu-me sorrindo. – Cada dia que passa, fica mais nojento de ver esses dois juntos. O Ian é meu amigo e eu sei que a Jordana não é a garota certa para ele.
— O que fica cada dia mais nojento? Pergunta Geysa, entrando na conversa.
— O mais novo casal do ano ali. Disse apontando para o Ian conversando com alguns dos meninos do time, agarrado com a Jordana.
— Ah, esses dois. Eu particularmente já superei e me acostumei com isso. Depois que o “suposto” namoro começou, ela parou de encher o saco das líderes. Ela disse enquanto fazia um coque improvisado em seu cabelo. – A propósito, Rebeca. Seus pais não irão te deixar de castigo por conta da festa né?
— Relaxa guria. Eles nem desconfiam de que algo aconteceu naquela casa. Quando eles chegaram os meninos já haviam ido embora, nem precisei me preocupar muito. Respondi.
— Menos mal. Disse Gey.
O sinal soou indicando o início das aulas, mas eu me esqueci que deixei os livros no armário e provavelmente irei me atrasar. Quando eu fechei a porta do armário, tomei um susto, quando encontrei o Ian, fechando o seu também. Quando ele notou que eu observava-o enquanto ele organizava as suas coisas, ele sorriu para mim.
— Oi. Ele disse envergonhado.
— Oi. Respondi seca.
— Nossa, que grossa. Até quando vai ficar me tratando mal? Perguntou.
— Não estou te tratando mal. Respondi.
— Está me evitando todas as vezes que me encontra. E sempre faz cara feia.
— Eu apenas não quero arrumar problemas com sua namorada.
— Não, meu anjo. Você estava me evitando muito antes do meu namoro com a Jordana começar.
— Tudo bem Ian. Quer saber a verdade? Sim, eu estou te evitando o máximo que eu posso ok? Eu não consigo olhar para você e não se lembrar de tudo que aconteceu na sua casa ou tudo que aconteceu na festa lá em casa. Você quase arruinou o meu namoro com o Nicolas, e eu te garanto que eu nunca faria isso com o seu. Então por favor, pare de falar comigo.
— Eu não quero e nem pretendo parar de falar com você. E se preciso for, eu irei correr atrás disso. Qual foi, éramos melhores amigos. E eu sinceramente gosto de estar com você, Rebeca. Gosto da sua risada por mais infantil que ela seja, gosto do seu jeito atrapalhado de ser. De inicio, eu confesso que queria acabar com o seu namoro. Ele respirou fundo e olhou em meus olhos. – Queria mostrar que o Nicolas, mesmo sendo meu amigo, ele aprontou muita coisa comigo, coisa que você nem imagina, e mesmo assim eu perdoei. Por tudo que é mais sagrado nesse mundo, volte a ser minha amiga. Não passo um dia sequer sem pensar na possibilidade de te perder definitivamente para ele. E antes que me pergunte, sim, eu gosto de você e faria qualquer coisa por você.
— Então, porque diabos está namorando a Jordana, se tem sentimentos por mim?
— Porque eu fui o cara que tirou a virgindade dela. E isso acabou se tornando uma obrigação para mim. Eu gosto dela, mas eu gosto muito mais de você.
— Mas eu amo o Nicolas, e isso você não vai mudar. Quer ser meu amigo, novamente? Ótimo, eu volto a ser a sua amiga. Mas se você tentar fazer qualquer coisa para me separar dele, você pode ter a certeza que você nunca mais vai falar comigo, e eu posso lhe garantir isso.
— Obrigado por me dar uma segunda chance. Eu sei que você o ama, e eu não quero fazer nada para mudar isso. Se você é feliz com ele, eu fico feliz por você.
— Faça por merecer. E obrigada, eu acho. Disse por fim sorrindo e indo em direção a sala, mas para a minha infelicidade haviam passado vinte minutos e eu não iria poder entrar somente na segunda aula.
Os trinta minutos restantes passaram numa lentidão que quase me fez dormir. Quando o sinal soou indicando o final da primeira aula, eu finalmente consegui entrar na sala. Nicolas não estava com uma cara legal. E para piorar a minha situação, Ian entrou logo depois de mim. O professor do período estava de atestado médico e faltou a aula. Nicolas saiu me puxando corredor a fora e me levou para uma sala do primeiro ano vazia, devido a um passeio que a escola proporcionou para eles. Nicolas trancou a porta e me fez sentar em cima da mesa que seria do professor e começou a me fazer muitas perguntas.
— Porque demorou tanto para ‘“pegar” seus livros? Porque o Ian entrou ao mesmo tempo em que você? Vocês estavam juntos? Ele tentou alguma coisa com você?
— Nicolas, respira e relaxa. Vai com calma, ok? Eu estava pegando os meus livros e ele os dele. Educadamente ele pediu para conversar comigo, e eu educadamente aceitei. Foi apenas isso.
— Nunca vi ter tanto assunto com você. Afinal, conversaram sobre o que?
— Ele disse que queria me pedir desculpas pelo o que aconteceu lá em casa e também pediu para que voltássemos a ser amigos.
— E é claro que você negou, não é mesmo?
— Não. Eu estava cansada de tentar ignorá-lo. Ele foi a primeira pessoa com quem eu fiz amizade nessa escola. Sem contar que ele era o meu melhor amigo. Estava muito difícil, fingir que ele não existia.
— Eu não acho que você tenha feito o certo. Mas eu não sou você. Disse amuado.
— Se eu não te achasse tão fofo com esse ciúme todo, eu já teria terminado tudo com você. Não gosto de gente ciumenta. Disse sorrindo para ele e colocando as minhas mãos em seu pescoço e ele por sua vez colocou em minha cintura. Aquilo me arrepiou por inteira. Nicolas e o seu poder sobre mim.
— Quer dizer que você terminaria comigo? Como se fosse fácil sobreviver sem os meus beijos que são uma maravilha.
— Você é muito, muito, mais muito convencido. Disse rindo.
— Não sou e eu posso e irei te provar isso. Em questão de segundos, os seus lábios encontraram o meu. O beijo iniciou de uma maneira calma como sempre e logo foi esquentando. Eu fazia carinho em sua nuca enquanto ele passava as suas mãos nas minhas coxas e subia para a minha cintura. Ele me levantou da mesa e me fez subir em seu colo. Ele apertou a minha bunda com uma vontade monstruosa e como reação eu parti o beijo e ele reclamou.
— O que eu fiz de errado agora? Perguntou.
— Não se faça de desentendido. Você apertou a minha bunda. Respondi
— Como se isso fosse uma coisa terrível. Se eu quiser eu aperto de novo.
— Você é um tarado.
— Não, eu não sou. Disse apertando a minha bunda com um sorriso malicioso. Como resposta eu dei um leve tapa em seu braço.
— Ai, essa doeu. Ele disse.
— É obvio que não. Respondo
— Ok. Mas eu só irei te perdoar se a senhorita for dormir lá em casa hoje.
— E por um acaso, você acha que meus pais vão deixar, a filhinha querida deles, dormir na sua casa?
— Sobre isso, eu lhe garanto que não vai precisar se preocupar. Combinei com a Rana e ela vai dizer que você irá passar o final de semana na casa dela para fazer um trabalho muito importante para segunda-feira.
— Nicolas, hoje é sexta-feira. Você acha que eles vão acreditar que um trabalho vai durar dois dias para ser realizado?
— Você também vai passar o final de semana com a sua amiga que brigou com o namorado e precisa da sua ajuda. Que não passa de uma bela mentira e que você vai passar o final de semana comigo, na minha casa. Meus pais viajaram para Miami, porque estão de férias e me deixaram sozinhos em casa. Então, você topa?
— Eu prometo que irei pensar.
— Meu amor, eu não aceito não como resposta.
— Tudo bem. Senhor “não aceito na como resposta”.
— Essa é a minha garota. Te amo. Disse me roubando um selinho.
Ficamos planejando o nosso final de semana até o sinal soar novamente indicando que o intervalo finalmente havia chegado, e nós saímos em direção ao refeitório. Quando eu encontrei as meninas sentadas e conversando. Eu as convidei para reunião diária do “clube das meninas” no banheiro da escola e contar toda a situação que aconteceu antes do intervalo.
— Eu acho que. Eu acho não, tenho certeza que mereço uma caixa de chocolate como agradecimento, minha querida amiga. Disse Rana.
— Eu acho que. Eu acho não, tenho certeza que você merece uma tapa por me esconder isso de mim. Respondi.
— Vamos para a parte que mais me chocou. Como assim a Jordana é virgem? Metade do time de futebol disse que dormiu com ela. Disse Geysa, inconformada com a informação.
— Olha, foi o que o Ian me contou. Eu não posso contestar sem saber se é verdade ou não. Respondi.
— Vamos para a parte principal, o famoso “x” da questão. Que lingerie você irá usar na noite de sexo selvagem? Perguntou Rana.
— Como assim? Sexo selvagem? Queridas, vocês esqueceram que eu sou virgem?
— De que jeito. Vai me dizer que não fizeram nada naquele banho. E ainda por cima voltaram com um sorriso maior que a cara. Disse Geysa.
— Claro que não. Nós apenas tomamos banho e com roupa ainda. Respondi.
— Ai meu Deus, Rebeca. Se eu bem conheço o Nicolas, ele provavelmente já deve estar subindo pelas paredes. Ele nunca deve ter ficado em abstinência. Coitado, mas é engraçado o ver sofrer com isso.
Rana e eu, automaticamente começamos a rir, parecíamos duas crianças. Geysa por sua vez ficou sem entender nada, ficou com uma cara de quem dizia “do que estão rindo? Suas retardadas.”
— Por mais idiota que a frase da Geysa tenha soado, ela tem razão. Se ele não tentou nada nesses cinco meses, é porque ele gosta muito de você. Disse Rana.
— Também acho. Mas eu sou uma pessoa um pouco insegura. Deveria achar que tenho sorte? Perguntei.
— Claro que sim. Respondeu as duas ao mesmo tempo.
— Seguinte. Eu irei te ajudar com as lingeries para hoje a noite. Vamos passar à tarde no shopping e comprar tudo para você arrasar nesse final de semana. Vai ser uma pena a Geysa não poder ir. Maldito curso. Disse Rana.
— Ok. É por isso que eu amo muito vocês duas. Disse.
— Eu também te amo meu anjo. Mas quero que esse “trabalho” seja feito da melhor maneira possível. O professor tem que dar um “A+”. Disse Geysa, rindo igual a uma hiena.
— E você ainda tem dúvida sobre isso? É claro que vai ser feito da melhor maneira possível. Disse rindo.
No momento eu estava descontraída e me divertindo com as piadas que as meninas faziam, mas eu temia com as minhas atitudes no final da noite. Saímos do banheiro e fomos aproveitar os 10 minutos restantes de intervalo que tínhamos. Sentei-me ao lado do Nicolas. Geysa ao lado do Maiquel e Rana ao lado de Thiago. Para a nossa surpresa, Ian e a Jordana, se sentaram na mesma mesa que a nossa. O que deixou todos nós confusos.
— Porque vocês, mulheres, demoram tanto no banheiro? Perguntou Maiquel.
— Como você mesmo disse meu anjo. Coisas de mulheres. Respondeu Geysa.
— Então, MEU ANJO. Eu sempre soube que tinha alguma coisa entre vocês. Está na hora de assumir o relacionamento de vocês. Disse Thiago, as gargalhadas. – Já que temos muitos casais surgindo do nada, o de vocês não iria me surpreender tanto. Completando a sua frase e alfinetando o Ian.
Todos, sem exceção, caíram na gargalhada e a coitada da Geysa ficou tão vermelha, que parecia um pimentão. Depois de alguns segundos, as risadas cessaram e ela pode falar algo.
— Querido, não existe nenhum tipo de relacionamento ou rolo entre nós dois. Somos apenas amigos. Ela retrucou com um pouco de raiva.
— Que eu saiba, amigos não se pegam em uma festa, ou fora dela. Disse Nicolas.
Eu dei um tapa leve em seu braço e olhei para o Ian, que por sua vez já me observava.
— Eu não estava no controle dos meus atos, naquele dia, eu estava bêbada. Disse Geysa.
— Mas eu acho que agora você está lúcida o suficiente para saber o que está fazendo, não é mesmo? Perguntou Maiquel.
— Por um acaso, sim. Por quê? Perguntou Gey.
Maiquel não deixou a menina responder e a puxou para perto de si e a beijou. Os meninos começaram a bater na mesa e gritavam feito loucos para o mais novo não assumido “casal” do grupo. Quer dizer, não tão novo.
O sinal, infelizmente, soou novamente, indicando o final do intervalo. Todos seguiram para a sala, rindo do recente fato. Como era de costume, eu me sentei ao lado das meninas no meio da sala, e os meninos, foram para o fundão da sala. Sem mais e nem menos uma pessoa pediu para sentar com a gente. Consegue adivinhar quem era? Sim, a doce e querida Jordana. Opa pera.
— Oi, meninas. Posso me sentar com vocês? Perguntou meia sem graça.
— Claro que pode. Você agora faz parte do nosso grupo. E gostaria que você se sentisse a vontade. Respondi rapidamente. Horrana me olhou com aquela típica cara de “O que você acabou de fazer?”
— Obrigada. Respondeu a menina.
— O que aconteceu? O que houve com as líderes, Jô? Perguntou Geysa.
— Na realidade, não aconteceu nada. Depois que eu comecei a namorar o Ian e conviver mais com vocês, percebi que vocês são mais legais e sinceras que elas. Às vezes ser a capitã do time é ruim, nem sempre as pessoas são sinceras com você. Respondeu
— Ah, se tem uma coisa que eu sou, é sincera. Então se acostuma. Fora isso, seja bem vinda ao grupo. Disse Rana.
— Obrigada novamente. Respondeu a menina com muita vergonha.
As aulas se arrastaram mais do que nunca. Depois de três períodos cansativos de matemática, finalmente à hora de ir embora chegou. Juntei as minhas coisas, na velocidade da luz e finalmente saímos da escola. Rana me apressava cada vez mais. Quando chegamos em casa para deixar o material escolar, ela convenceu a minha mãe a deixar eu passar o final de semana. Se ela não conseguir entrar na faculdade de medicina, tenho certeza que ela vai ser atriz, porque ela atuou maravilhosamente bem. Nós almoçamos em minha casa e de lá fomos direto para o shopping. Geysa tinha curso e não pode nos ajudar com as compras “especiais”. Depois de andarmos meia hora pelo shopping, paramos em uma loja especial. Paramos em frente a Victoria’s Secret. Nada mais nada menos que a melhor loja de lingeries do mundo inteiro.
— Estou começando a achar que a senhorita está querendo me falir. Disse.
— É obvio que não. Mas você não acha que o Nicolas tenha que te achar gostosa o suficiente? Perguntou.
— Eu não acho que ele precisa achar algo. Por um acaso tem coisa atrás disso? Perguntei e ela sorriu
— Olha, vou confessar. Até tem, mas eu não irei contar. Ela respondeu sorrindo.
Escolhemos as melhores que pudemos encontrar que resultou em seis conjuntos de lingerie e uma conta de 350 dólares.
— Não sei se meu cartão de crédito vai passar. Ficou muito caro amiga. Disse
— Relaxa. Ela puxou de sua carteira um cartão de crédito cujo dono se chamava Nicolas Allen Turquetti.
— Eu vou matar o Nicolas. Disse
— Ele apenas quer o melhor para esse final de semana. Pois ele sabe que esse vai ficar marcado pro resto da sua vida. Quer dizer, só se você realizar tal ato hoje à noite.
Depois que ela pagou a conta com o cartão, seguimos para as outras lojas do shopping. Compramos vestidos soltinhos, macacões lindos. As horas pareciam estar voando, nunca imaginaria que passariam tão rápidas. Depois que chegamos na casa da Rana, eu arrumei a mala para os próximos dias. Separei as roupas que eu achei mais bonita e coloquei-as em cima da cama e fui tomar um bom banho, demorei quase meia hora debaixo do chuveiro. Queria me certificar que nada estava fora do lugar. Quando saí, fiquei cerca de quinze minutos, até um carro buzinar em frente à casa da vaca que eu chamo de amiga. Eu estava muito nervosa e isso estava claro, pois minhas pernas tremiam feito vara verde.
— Então amiga. Chegou à hora. Disse Rana.
— Eu sei amiga. Não me deixa mais nervosa do que eu já estou. Respondi sendo sincera.
— Fique tranqüila, ele não vai te forçar a fazer nada que não queira. Nicolas é um cara legal. Disse, para me tranquilizar.
— Eu sei que sim. Respondi por fim.
Segui para a porta de entrada da casa com uma mala nas mãos e quando a porta se abriu lá estava o moreno dos olhos verdes como esmeraldas com um sorriso lindo. Caminhei até chegar perto dele e logo o abracei para sentir aquela segurança que ele sempre me passava quando me abraçava.
— Espero que tenha gostado dos presentes. Disse baixo no meu ouvido.
— Espero que não tenha um enfarte quando a conta chegar. Respondi.
— Pare com o desespero, Rebeca. Quase não gastamos. Disse Rana rindo.
— Horranna, minha querida. Muito obrigada pelo favor. Ficarei lhe devendo uma.
— Nada que umas latinhas de cerveja não resolvam Nicolas. Respondeu ela.
— Você é das minhas. Vamos Rebeca, temos muito que fazer esse final de semana. Disse Nicolas.
— Adeus, queridinhos. Aproveitem bastante. Disse Rana.
— Pode deixar que iremos aproveitar. Disse Nicolas.
Entramos no carro e ele deu partida indo em direção a sua casa que não ficava muito longe dali. Depois de dez minutos chegamos e ele saiu rápido do carro para abrir a porta para eu sair. Entramos e a casa estava escura e a cozinha estava iluminada pelas velas acesas e pela mesa de jantar havia pétalas de rosas vermelhas e a mesa estava posta para um jantar romântico.
— Eu pensei muito no que fazer. Botei o Maiquel e o Thiago para trabalharem a tarde inteira. Espero que goste. Disse Nicolas, meio sem graça.
— Eu amei. Respondi sorrindo e quase chorando, como eu sou emotiva meu pai amado.
— Para o nosso jantar, a Lucy sugeriu uma lasanha de frango ao molho branco.
— Se quer me conquistar pelo estômago, está fazendo o certo. Disse sorrindo feito uma criança.
— Eu já te conquistei pelos meus beijos maravilhosos.
— Já falei que você é muito convencido garoto? Perguntei.
— Acho que já. Respondeu
— Já falei que eu te amo, mesmo você sendo convencido? Perguntei.
— Isso você nunca me falou, senhorita. Respondeu
— Então, eu te amo mesmo você sento muito convencido.
— Eu te amo mesmo você sendo muito chata. Ele disse selando os nossos lábios.
O beijo parecia ter uma urgência avassaladora. Ele me beijava como se fosse o nosso último. E para deixar claro, eu estava adorando aquilo. Deixei que ele aprofundasse ainda mais aquele beijo. Eu sentia sua mão passeando por todo meu corpo, meu Deus, eu acho que estou profundamente apaixonada por esse menino. Agora eu tenho certeza de que ele seria o meu primeiro homem e provavelmente o ultimo homem com quem eu me deitaria na vida.
Ele tirou a lasanha do forno e trouxe para mesa junto com uma garrafa de vinho tinto e nós jantamos a luz de velas e uma música romântica ao fundo que tocava suavemente aos meus ouvidos e eu estava amando aquele momento,conversamos sobre coisas tão banais que nem vimos a hora passar,era tão bom passar um tempo com ele,mesmo com todo aquele jeito marrento de ser parecia ser e é uma boa pessoa.Depois que estávamos cansados de ficar sentado na mesa fomos para o quintal onde fica a piscina e a hidromassagem e a luz da lua que estava cheia e brilhante ele me abraçou por trás e começou a falar.
— Eu estou tendo a leve impressão de que eu estou ficando completamente apaixonado por você. O que você fez comigo menina?
— Eu tenho a certeza de que estou completamente apaixonada por você, senhor Allen.
— Meu Deus, ninguém me chama pelo nome do meio. Somente a minha mãe, quando está furiosa comigo. Só que ela fala meu nome inteiro. Tipo assim “NICOLAS ALLEN TURQUETTI, DESCE AQUI AGORA”. Disse imitando a sua mãe. – Vai me dizer que está irritada comigo? Perguntou.
— Claro que não. Eu estou feliz, e o motivo da minha felicidade é você. Disse virando-me para ele e colando meus braços em torno do seu pescoço e ele apertando a minha cintura. – Você pode ser irritante às vezes, mas hoje, você se superou. Disse rindo.
Eu sabia que falta bem pouco para eu me entregar por completo a ele. Eu sinceramente estava muito nervosa e ao mesmo tempo tranqüila. Algo me dizia que ele era o certo. Ele estava tão nervoso quanto eu, ele estava soando frio e isso era engraçado.
— Rebeca, eh, ahn. Eu vou tomar um banho. Está muito calor e eu não quero fazer algo suando. Se quiser tomar banho também, tem um banheiro aqui em baixo com uma toalha limpa. Ele disse e em seguida saiu em disparada para dentro da casa e me deixou sem entender nada.
Eu corri para o tal banheiro com a minha mala. E depois que me despi completamente, tomei um banho rápido para aliviar a tensão. Chequei tudo novamente para ver se estava tudo certo e respirei aliviada. Coloquei uma nova lingerie, era uma preta de renda, juntamente com uma camisola, também na cor preta, e saí do banheiro. Subi para o quarto do Nick, mas quando eu entrei e não vi ninguém e a porta do banheiro estava entre aberta. Com uma voz um pouco desafinada, eu o ouvi cantar “Maps — Maroon 5” e eu abostadamente, sem olhar para onde andava, acabei esbarrando na sua escrivaninha e fez um barulho. Ele saiu do banheiro imediatamente para ver o que havia acontecido. Ele me carregou até a cama delicadamente e começou a fazer um monte de perguntas.
— Está tudo bem? Machucou-se? Está doendo?
— Calma Nicolas. Eu só esbarrei na sua escrivaninha, estou bem meu amor.
— Você sabe que eu sou super protetor em relação a você, meu anjo. Disse beijando minha testa.
— Claro que sei.
— Vem. Ele me puxou para fora do quarto indo em direção ao primeiro andar da casa, indo para cozinha logo depois.
Ele me colocou sentada no balcão da cozinha, como fizemos dias atrás. Percorreu toda a área atrás das taças e uma nova garrafa de vinho e me entregou. Bebemos todo o conteúdo do copo e ele começou a me beijar de surpresa, começou pelo meu pescoço, dando leve chupões e mordidas. Eu tinha certeza que aquilo iria deixar marcas permanentes, mas não me importei com aquilo no momento. Depois de algum tempo eu o puxei para cima e o beijei com tudo e ele aceitou sem reclamar, aprofundamos o beijo cada vez mais. Eu sentia suas mãos apertando as minhas coxas com força, em resposta eu pulei em seu colo, cruzando as minhas pernas em seu quadril. Nós subimos as escadas sem ao menos partir o beijo, por fim chegamos em seu quarto, sem fôlego algum, ele me soltou para trancar a porta, era uma coisa desnecessária, já que seus pais estavam viajando, mas todo cuidado é pouco. Eu já estava sentada na cama o esperando. Ele me deitou e retirou a sua camisa e voltou a me beijar.
— Você tem certeza que quer ir adiante? Perguntou ofegante.
— Cala a boca e me beija. Disse puxando-o para mais um beijo quente.
Ele me deitou na cama e ele abaixou a alça da minha camisola e do meu sutiã e beijou o meu ombro com toda a delicadeza do mundo e depois voltou o seu olhar para o meu rosto e disse.
— Quer colocar uma música para entrar no clima? Perguntou
Eu instantaneamente comecei a rir de nervoso e assenti. Ele saiu de cima de mim e da cama e foi em direção ao seu criado mudo. Ele ficou cerca de três minutos escolhendo uma música e finalmente decidiu algo, colocou “Wicked Games – The Weeknd”. Nicolas voltou para cama e subiu em cima de mim novamente e começou a beijar meu pescoço delicadamente, enquanto apertava a minha cintura, e aquilo me fez fechar os olhos e sentir meu corpo ficar todo arrepiado com os toques dele. Comecei a enrolar seus cabelos em meus dedos, enquanto ele observava com um olhar super malicioso, voltou a beijar o meu pescoço até alcançar finalmente a minha boca. Ele me beijava calmamente e profundamente, e eu senti como se choques elétricos percorressem meu corpo inteiro e me arrepiasse toda. Não me lembro de ter recebido um beijo tão intenso quanto aquele antes. Acabamos invertendo as posições, me deixando por cima dele, com uma mão de apoiada de cada lado de sua cabeça. E ofegantes. Nick sugou meu lábio inferior, quebrando o beijo. Encarei aqueles olhos verdes, que retribuíam meu olhar com um brilho intenso. Em meio aos meus cabelos caídos ao redor de meu rosto, eu sorri, ajeitando-os, colocando eles para trás das orelhas. Ele tirou minha camisola e me deixou somente de roupas íntimas e eu sentia que meu rosto corava de vergonha e ele sorriu de canto.
— Você fica linda até quando está morrendo de vergonha. Disse
— Você me deixa assim. Respondi sem graça.
Ele inverteu as posições novamente e levou suas mãos em minhas costas para tirar meu sutiã e fez isso sem muito esforço. Depois que o mesmo caiu, ele me fez sentar em seu colo e logo depois, ele fez uma trilha de beijos desde os meus seios até a minha boca, com uma pausa demorada em meus seios, me fazendo gemer baixinho e depois ele passou a mão em toda a extensão do meu corpo e parando na parte interna da minha coxa. Ele me deitou na cama e foi abrindo minhas pernas devagar e beijou a minha intimidade por cima do pano da calcinha e isso fez uma onda de prazer subir por todo o meu corpo.
— Vai me torturar? Perguntei
— Só um pouquinho. Respondeu
— Isso não é nem um pouco justo. Eu estou praticamente sem roupa alguma e você só tirou a camisa.
— Isso não é nenhum problema. Disse tirando a calça e ficando somente de cueca.
— Agora é minha vez de torturar. Disse
Subi e sentei em seu colo e ele deitou na cama. Eu dei uma breve rebolada em seu colo e ele apertou a minha bunda com muita força. Era visível a sua ereção. Com muita calma eu retirei a cueca dele que aos poucos foi revelando o seu membro. Além de lindo e com um físico de dar inveja, ele era bem dotado. Na realidade, eu não sabia o que fazer, mas eu sempre ouvir que deveria começar com um beijo na cabeça do membro e foi o que eu fiz. Ele não me deu nem dois segundos para fazer outra coisa. Ele me puxou e me beijou ferozmente. Ele tentou rasgar a minha calcinha, e quase obteve sucesso, e eu não pude deixar de reclamar.
— Opa, essa era da Victoria Screts.
— Foda-se. Eu compro a loja inteira, se preciso for. Respondeu.
Ele beijou a minha intimidade descoberta. Ele lambeu e sugou o meu clitóris, e aquilo me levou a loucura e eu gemia cada vez mais alto. Eu agarrava os lençóis com força e minha respiração estava descompassada e eu sentia que nós estavam sendo desatados em meu ventre, aquela sensação era divina. Sem mais nem menos eu gozei. Ele levantou a cabeça e sorriu e eu retribui. Ele levantou e pegou em seu criado mudo um pacote prateado e rasgou com a boca e cobriu o seu membro com a camisinha. Olhou em meus olhos e me perguntou.
— Se doer, você promete que vai me avisar?
— Pode deixar. Agora por favor, não me faça implorar. Respondi.
Meu corpo estava entrando em combustão, tudo em mim parecia pegar fogo, e eu precisava dele. Ele me penetrou bem devagar no início, como eu estava bem lubrificada, eu não senti tanta dor, apenas uma ardência. Ele ia cada vez mais fundo, até que eu senti uma dor, então naquele momento eu sabia que não era mais virgem. Ele saiu de mime eu vi que a camisinha e o lençol estavam sujos de sangue.
— Ai meu Deus, me desculpa. Disse não sabendo onde enfiar a minha cara.
— Rebeca, não se preocupe. Isso acontece sempre. Ele respondeu com calma.
Ele se levantou e trocou o preservativo e voltou a me penetrar, dessa vez com mais rapidez e força, as investidas dele estavam cada vez mais prazerosas e eu sabia que iria atingir o segundo orgasmo da noite em segundos. Nicolas me beijava e me penetrava ao mesmo tempo e eu sentia que estava indo para o paraíso. Eu estava completamente soada e gemendo feito louca, e ele não fica atrás. Depois de mais algumas investidas o orgasmo chegou sem aviso prévio, um pouco depois o Nick conseguiu o dele. Ele se jogou do meu lado na cama e me beijou.
— Eu te amo Rebeca Matter.
— Eu te amo Nicolas Turquetti.
Aconcheguei-me em seu abraço. Ele beijou a minha testa e sorriu. Eu estava completamente esgotada.
Deitei em seu peito e ele beijou a minha testa,estava me sentindo completa e muito cansada.
— Boa noite meu amor. Ele disse.
— Boa noite. Disse por fim.
Não demorei muito a pegar no sono. Eu estava me sentindo completa, eu realmente estava apaixonada pelo o Nicolas.
Fale com o autor