Notas iniciais
Aeeho, consegui postar. Gente, comentem para eu saber se vocês estão gostando ou não.

Os dias que se sucederam depois que eu me declarei foram os melhores. Eu finalmente havia recolhido toda a minha coragem e havia contado para Melissa o que eu estava sentindo. O que eu sei é que eu havia sido um idiota um ano antes e que eu havia me deixado levar pelos meus desejos carnais e nunca pelos sentimentais, e quando dei por mim eu já havia a perdido, mas eu sabia, bem aqui dentro, que alguma coisa ainda estava por vir. E eis que agora estamos “juntos”.

Melissa estava com medo porque todos nos desaprovavam e que com certeza os amigos dela cairiam em cima dela, então resolvemos esconder por um tempo, mas eu não conseguia disfarçar. Era ela que estava causando isso em mim. Quando sorria, quando passava a mão pelos cabelos, quando a franja caía em seus olhos, quando se escondia atrás das mãos quando estava sem graça... Era ela.

–Não, sério, por que moscas não têm chifres? –Zabini perguntou de repente. Estávamos todos em Hogsmeade tomando cerveja amanteigada. Estavam Zabini e Dominique, que haviam conseguido se acertar, eu e Melissa, Hugo, Rose, Scorpius, Sam.

–Eu ainda acho que é porque o homem mosca traiu a mulher mosca. –Melissa o respondeu.

–Mas a traiu com quem? –Dominique revirou os olhos.

–Oras, é claro que foi com outro homem mosca! –Hugo acrescentou e todos começaram a rir.

–Concordo plenamente. –comentei rindo. –Assim a mulher mosca ficou muito chateada e frustrada por ter sido trocada por um homem.

–Olhem, eles estão ali. –a voz nos chamou atenção e todos olhamos pra porta e nos deparamos com Derek, Gabe e Oliver.

–E ae gente! Senta aí. –Hugo os chamou e eles logo se acomodaram.

–Você tem uma barbinha, não é Albus? –olhei para Gabe e franzi o cenho enquanto concordava com a cabeça. A menina de cabelos loiros e curtos mexeu na bolsa procurando alguma coisa e depois puxou um lápis. –Posso te pintar?

–Gabe! A namorada dele está ali do lado, não pode sair perguntando essas coisas. –Oliver a repreendeu e as duas olharam para Melissa que tinha acabado de tomar um gole de cerveja amanteigada.

–Hm, se ele deixar, não vejo problema. –ela riu e eu senti vontade de matá-la. Gabe pintou meu queixo e todos começaram a rir, inclusive Mel. Levantei-me depois para poder me limpar e deixei com que eles continuassem conversando.

Quando voltei me curvei perto de Melissa e sussurrei no seu ouvido: Vamos sair daqui?

A morena olhou pra mim e concordou com a cabeça. Demos uma desculpa qualquer e nos levantamos e logo já estávamos andando para longe de Hogsmeade.

–Ela te chamou de minha namorada. –comentei enquanto a puxava pela mão e depois passava um dos braços pelo seu ombro.

–Queria que eu tivesse negado? –ela sorriu marota e eu não consegui reprimir um sorriso.

–Não, só achei engraçado. –pisquei e olhei para o céu. O tempo já estava começando a mudar e a ficar mais frio. –Sabe, hoje eu quase convenci minha mãe a comprar um cachorro.

–Sério? –Mel se animou. –E o que ela falou?

–Ou é você ou é o cachorro. –a menina caiu na gargalhada e me empurrou levemente.

–Até porque você dá mais trabalho que o próprio cachorro. –fiz beicinho e ela tampou meu rosto com as próprias mãos, mas eu já estava sorrindo por ouvir o som da sua gargalhada.

–Eu queria um pincher. –continuei falando. Achamos um banco que estava desocupado e nos sentamos ali enquanto passamos a observar o lugar sendo coberto aos poucos com pequenos flocos de neve.

–Odeio pincher. –ela fez uma careta e eu virei o rosto pro lado fingindo que estava a ignorando. –Mas se quer tanto, coloca na mochila e leva pra casa.

–Se eu fizer isso, minha mãe vai ME colocar na mochila e vai me devolver no lugar do cachorro. –Mel riu e encostou a cabeça no meu ombro e passou as pernas por cima das minhas. –É um cachorro bem caro, sabia?

–Ué, adota. Sempre tem feiras de adoção pelo mundo trouxa. –A morena levantou o rosto e passou a me encarar. –Eu tenho dois gatos, dois cachorros e uma coruja. Queria ter um peixinho gordo.

–Quer tudo também! –gritei e começamos a rir. Ela ficou passando as mãos pelo meu cabelo e seus olhos azuis escuros me encaravam com cautela. Parecia que eu iria me afogar se eu continuasse os encarando, parecia o mar.

–Bem, se você aparecesse lá em casa com um pincher, eu te expulsava e dava o pincher para o meu irmão. –ela sorriu zombeteira e eu a puxei mais pra perto e a beijei.

–Você não vai se livrar de mim tão fácil. –coloquei alguns fios que insistiam em cair no rosto dela atrás da orelha e a beijei várias vezes.

Aquela menina era um mar que me afogava, que me levava embora e depois me trazia de volta para a areia. Que apesar de ser rebelde às vezes, sabia ser calma. Que eu fazia questão de me perder para que pudesse me encontrar. Melissa Alphen era o meu mar.

(...)

–Albus, tem certeza que está tudo bem entre você e a Melissa? –Hugo me perguntou de repente enquanto estávamos preparando uma brincadeira.

–Claro que eu tenho. Por que a pergunta? –franzi o cenho.

–Tenho certeza que você vai magoá-la. Não deveria ser assim. –Hugo resmungou e terminou de colocar a água no balde. –Sabia que os meninos estão apostando né? Quanto tempo vai durar vocês dois.

–Eu imaginei que fossem fazer algo do tipo. –eu me levantei e sequei as mãos na calça. –Já terminei, jogue quando quiser. –com isso apenas me retirei dali e fui procurar Melissa, o que não foi tão difícil de encontrar. A achei deitada na grama com um livro na cara, eu sorri e me aproximei.

–Deve ser bem melhor ler assim, não? –indaguei enquanto me deitava do seu lado.

–Definitivamente, ainda mais pra quem é míope. –ela tirou o livro do rosto e o apoiou na barriga. –Olá Potter. –Mel me deu um breve selinho e eu sorri com o gesto.

–Alphen, você sabia que estão apostando? –comentei enquanto passava a mão pelos cabelos dela e depois passei a acariciar o rosto.

–Apostando no que?

–Em nós. Em quanto tempo iremos durar. –seus olhos ficaram mais escuros do que de costume e naquele mesmo instante me arrependi de ter falado.

–É normal que façam isso, vamos aproveitar o agora. –Melissa beijou minha testa e depois deitou a cabeça no meu peito. A abracei com força e beijei o topo da cabeça da menina.

E nós ficamos ali, deitados na grama, abraçados enquanto tentávamos ignorar o resto do mundo. Eu olhei pra você e tive vontade de te abraçar com força como se estando ali com você fosse afastar tudo isso, como se nós fôssemos outras pessoas e que não houvesse ninguém no mundo que estivesse prestando atenção em nós, porque só seríamos duas pessoas que se gostam aos olhos do mundo e não duas pessoas que tem mais chance de dá errado do que certo aos olhos que quem nos conhece.

Notas finais
Então...?