Notas iniciais
Fico feliz que tenham alcançado a meta, meus amores. Pelo visto algumas leitoras novas apareceram e já darei as boas vindas pessoalmente. Como vocês estão? Ansiosas pela reta final? Eu estou ansiosíssima e ainda insegura sobre como farei o último capítulo, até porque tenho medo da reação de vocês rs Enfim, não vou falar muito e deixarei meu coração me guiar. Gostei da ideia de colocar metas para os capítulos, assim vocês não ficam tanto no clima de Halloween (minhas fantasminhas lindas! rs). Chegamos aos 200 né? Posto a próxima com 213. Um beijão e as amo demais s2


– Vem buscá-lo.
– Eu vou, vou onde você quiser.
– Muito bom Giselle, porque é exatamente isso que eu quero, que faça o que eu mandar.
– Onde ele está? Onde você quer que eu vá?
– Acha mesmo que eu falaria tão facilmente para que você? Seu exército particular e a policia apareçam por aqui, preciso garantir que estará sozinha.
– Eu estarei. — Prometi já continuando a descer as escadas e escondendo-me no estacionamento antes que algum dos seguranças me encontrasse
– Ótimo. Até porque, você sabe que só o verá se seguir as instruções, a decisão é tua.
– Onde quer que eu esteja? Diga e eu estarei.
– Vá até o restaurante no qual jantamos quando se ofereceu vergonhosamente para mim e eu mesmo te buscarei. Lembre-se que se algo me acontecer não encontrará o peste.
– Certo.

Desliguei o telefone apressadamente jogando-o no bolso traseiro e procurei pelas chaves do meu carro. Merda! Haviam ficado com James. Tateei minha calça procurando por dinheiro e havia algum trocado no bolso da frente, talvez isso fosse o suficiente. Dei a volta pela casa indo até a dependência de empregados e passei pela área de serviço pegando no varal um chapéu de cozinheiro e um avental. Me dirigi com urgência à saída de empregados que eu sabia que também estaria sendo vigiada, mas que certamente não teria a mesma atenção que a principal, e mentalmente rezei a todos os santos para não ser percebida pelos seguranças. Assim que alcancei o portão, dois homens de terno o abriram. Olhando para baixo e tentando esconder alguns fios que ficaram para fora do chapéu, passei por eles com facilidade sentindo meu coração parar a cada batida. Por sorte, parece que eles adotaram uma politica de proteção à quem já estava dentro da casa, deixando a maior vigilância para quem entrava, visto que o inimigo provavelmente partiria de fora. Sendo assim, agradeci aos céus por tudo estar contribuindo e andei apressadamente por mais alguns metros até me garantir de que estava longe o bastante. Desfiz-me do desfarce enquanto andava até a rua principal e desesperada fiz sinal para todos os taxis acreditando que seria dificil obter transporte no momento. Prontamente, um deles parou próximo a mim e entrei indicando o caminho adequado. As coisas pareciam estar colaborando tanto que passei a acreditar que era meu destino estar naquele lugar e isso fez com que meu coração se apertasse ainda mais.


JAMES POV:

Desci as escadas um pouco mais despreocupado acreditando que Giselle estava me esperando, mas ao contrário disso me deparei com Julieta aflita andando de um lado para o outro. Parei logo após descer os degraus encarando-a com curiosidade.
– Senhor, graças a Deus! — Ela andou um pouco apressada em minha direção como se tivesse encontrado a luz no final do túnel
– O que houve?
– A senhora Giselle! Ela me perguntou sobre o menino Nicolas e quando disse que um dos seguranças havia ligado dizendo que o buscaria, ela... ela se transtornou e saiu correndo. Eu não sei o que fazer!
– Que segurança? Do que você está falando? — Julieta tremia e sua fala se tornava cada vez mais embolada e rápida, tornando mais complicado entender. — Pelo amor de Deus, fale devagar. Me conta o que aconteceu!
– Eu soube do incidente no trabalho da dona Giselle e um dos seguranças da equipe me disse que buscaria o Nicolas e o levaria para lá, trazendo para casa com vocês dois.
– Não foi dada nenhuma ordem para isso!- Uma onda de adrenalina já me invadia — O NICOLAS NÃO TÁ AQUI, PORRA! — gritei
– Foi o que a patroa me disse e depois disso ela saiu desesperada. — Julieta abaixou a cabeça parecendo constrangida pelo deslize que sequer era dela
– Para onde ela foi? — Perguntei atônito controlando minhas mãos para não sacudi-la em troca de respostas mais rápidas
– Pelas escadas!

Assim que nossa empregada apontou corri na direção descendo-as tão rapidamente quanto um maratonista em busca da medalha de ouro. Apesar da pressa evidente, não havia sinal nenhum de onde ela poderia estar. Caralho! Por que ela fugiria dessa maneira sem me contar o que estava acontecendo? Atravessei a mão pelo cabelo agoniado enquanto percorria a passos largos o caminho que levava até o estacionamento. O carro da minha esposa permanecia no local e os seguranças estavam aparentemente tranquilos, sem demonstrar que algo estava fora do controle. Liguei para Petterson explicando o ocorrido e dentro de instantes pelo menos setenta porcento da equipe estava reunida próximo ao portão de saída tentando criar um plano tático para encontrá-la. Aflito, meus dedos não paravam de discar seu número e por mais que insistisse, Giselle parecia não atender... Ou não poder.


GISELLE POV:

Meu celular tocava repetidamente e sua tela já indicava quatorze chamadas perdidas de James. Certamente eles já haviam dado minha falta, mas agora era tarde o suficiente para desistir, eu resgataria meu filho e o traria em segurança para casa. O taxi parou exatamente em frente ao restaurante e senti um misto de medo e ansiedade. Acredito que, se pudesse, meu coração teria parado no momento, mas minha gana em encontrar meu primogênito era tão intensa que não me deixaria abater por tão pouco. Paguei a quantia necessária me certificando de que o troco estava certo — não que eu fosse do tipo economista, mas não sabia como voltaria com Nicolas para casa e talvez o dinheiro fosse necessário — e atônita procurei com os olhos por qualquer sinal do meu até então sócio. Olhei no relógio. Céus, como as horas pareciam irreais quando se tem pressa em solucionar alguma coisa! Fiquei cerca de uns seis minutos parada naquela maldita esquina rezando baixinho até que uma caminhonete preta estacionou ao meu lado. Os vidros escuros foram abaixados e pude ouvir aquela voz inconfundível ordenar que eu entrasse. Olhei para os lados mais uma vez me certificando de que não havia sido seguida, mas as pessoas pareciam tão perdidas em seus próprios afazeres que — se quisesse — Alejandro poderia matar-me ali mesmo que todos estariam concentrados apenas em seu próprio umbigo. Onde estavam os malditos papparazzis nesse momento?
– Para onde vamos? — Me certifiquei antes de abrir a porta
– Se quer ver o pirralho, entre AGORA. — Ele frisou — Eu não vou repetir.
Entrei no automóvel e ele deu a partida. "Que Deus nos proteja", pensei.