All Over Again
44 Capítulo 44
James puxou delicadamente cada uma das minhas nádegas e seus dedos começaram a percorrer um delicioso trajeto indo desde o meu ânus ao meu sexo, pressionando com delicadeza nessa área em específico. Não demorou muito para que seus dedos começassem a esfregar essa região tão íntima e que me deixava louca. Deixei escapar um gemido suave e ele os posicionou pronto para penetrar-me. Mordi minha boca na expectativa, até que...
– Mamãe, papai! — Batidas altas na porta fizeram com que nos assustássemos. Meu marido rapidamente tirou sua mão do meu corpo e eu pulei da cama me deparando com a excitação evidente que ele possuía, além, é claro, da minha própria. — Por que a porta está trancada? — Nicolas mexia na maçaneta e isso nos deixava ainda mais agoniados
– Calma, rapazinho. Já vou abrir! — James gritou para que ele escutasse e sussurrou algo para mim enquanto apontou para o banheiro. Apesar de não saber ao que ele se referia, corri para o cômodo da nossa suite enquanto deixei que Jay recolhesse as minhas roupas jogadas pelo chão. Ele as escondeu sob a cama e foi até a porta se deparando com nosso filho. — Pronto, o que houve? Teve pesadelo?
– Não papai, vim dormir com vocês. — Nicolas veio andando todo decidido pelo quarto e pulando sobre a cama onde se sentou, havia um telefone celular em suas mãos. Eu observava tudo de dentro do banheiro tomando cuidado para que ele não notasse minha presença. — Cadê a mamãe? Eu ouvi ela fazendo um barulho de dodói e trouxe o telefone pra gente ligar pra policia, papai.
JAMES POV:
– Ligar pra policia? — Perguntei intrigado coçando minha nuca e me sentando ao lado do meu filho — Do que você está falando, pequeno?
– É porque eu sou o homem da casa também né papai e a gente tem que cuidar pra não fazerem dodói na mamãe.
– Que dodói? Sua mamãe tá bem.
– Não tá não! Eu ouvi ela dizendo assim oh: "Aaaaai" — Ele imitou o gemido de Giselle e prontamente meu rosto ficou vermelho. Coloquei as mãos na boca do meu filho impedindo-o de continuar e seus olhinhos arregalaram
– Já entendi, Nicolas, já entendi. — As retirei e ele parecia intrigado
– Então! E como sou um super herói igual o Ben 10, vou dormir aqui com vocês e cuidar da mamãe. Quer que ligue pro policial?
– Não meu pequeno, não precisa. O dodói passou, tá? — Giselle apareceu no quarto enrolada na toalha aparentemente me salvando de uma situação vergonhosa, sorri para ela com cumplicidade e minha esposa piscou para mim — É que a mamãe foi tomar banho e bateu com o pé na porta na hora que entrou, mas o papai já ajudou.
– Ajudou mesmo, papai? — Ele cruzou os braços me encarando como se estivesse questionando a si mesmo se cuido bem da mulher que o colocou no mundo.
– Com certeza, pequeno! — Baguncei seu cabelo
– Você também bateu na porta, papai?
– Hm? Não. Por que? — Perguntei sem saber ao que ele estava se referindo
– É que tá inchado, oh! — Ele apontou para o meu membro volumoso sob a calça graças ao que estava prestes a ocorrer entre mim e minha esposa. Se antes já havia a possibilidade de eu estar vermelho, acredite que agora eu estava em diversos tons de roxo. Roxo de vergonha! — Por que seu piupiu tá grande, papai?
Olhei para Giselle desesperado. Parte de ser casado e ter filhos é saber que sexo não ocorre com tanta facilidade assim, que qualquer minuto sem os filhos perto deve ser aproveitado e, principalmente, que tentar transar quando eles estão em casa é ter noventa porcento de certeza que podemos ser flagrados ou interrompidos a qualquer momento. O problema é quando seu filho te pergunta por quê seu pênis está grande e você não tem a menor noção de como dizer a ele o que é estar excitado. Não se diz uma coisa dessas!
– É que o papai riu quando a mamãe bateu com o pé e ai pra implicar, eu bati nele e ficou assim, entendeu? — Gi o puxou pela mão fazendo com que descesse da cama — Agora você tem que ir dormir no seu quartinho porque tenho certeza que o Ben 10 e todos os outros super heróis estão te esperando.
– Não, eu quero dormir com vocês! — Ele cruzou os bracinhos e ela me olhou pedindo ajuda enquanto aproveitei que que meu filho estava de costas para apontar para o meu membro já incomodado por estar preso sob o tecido e, pelo visto, sem nenhuma expectativa de sexo essa noite
– Está bem, está beeem, pode dormir aqui. — Giselle revirou os olhos e apenas ri. Crianças! Ruim com elas, muito pior sem elas.
– Vou buscar meu boneco do Ben 10, não fechem a porta, tá?
– Tááá Nicolas, não demore.
Minha esposa veio até a cama onde eu também estava sentado parando na minha frente. Eu envolvi meus braços em sua cintura e ela apenas gargalhou. Ficava tão linda gargalhando que sequer me importei com a interrupção. A intenção desde o inicio era fazer com que Giselle se distraísse e esquecesse dos problemas que estamos tendo, se ela sorriu verdadeiramente mesmo que com o nosso pequeno empaca-foda, isso já era o bastante para que eu sorrisse também.
– Desculpa por isso amor, tive que deixá-lo ficar. — Ela me olhava com uma carinha de cão sem dono
– Hey, não se preocupe! — Coloquei uma mecha de seu cabelo atras da orelha — Depois recompensaremos um ao outro, certo?
– Eu espero que sim, estava tão gostoso. — Gi fez biquinho e instintivamente cheguei para frente dando uma mordidinha sobre ele
– Ai, môr! — Seus dedos tocaram os lábios em cima de onde mordi e os retirei dando em seguida um selinho demorado e cuidadoso onde antes havia depositado meus dentes
– Troca de roupa, minha resmungona, logo nosso filho vai aparecer aqui e não queremos que ele te veja nua.
– Estava gostoso, poxa... — Ela saiu bufando, batendo os pés e isso fez com que eu me desse conta do quanto Nicolas é tão parecido com a minha rainha em alguns pontos. Ele fazia birra exatamente da mesma forma e por mais que sua aparência fosse próxima a minha, internamente ele tinha muitos pontos que eram nitidamente herdados dela.
Em alguns minutos lá estavamos os três. Eu, Nicolas e Giselle. Preciso dizer que ele estava no meio? Claro que não preciso. Meu filho se esparramou entre nossos travesseiros e jogou as perninhas uma em cima de cada um. Olhei para Gi que, mais uma vez, me sorriu em cumplicidade. Ela beijou o topo da cabeça do nosso pitoco o abraçou, isso me deu algumas ideias e não perdi a oportunidade de fazê-los sorrir.
– Hey, rapaz, larga que a mulher é minha! — Brinquei puxando-o pelo bracinho com carinho
– AAAAI PAI, ELA É MINHA! — Ele resmungou se espalhando mais ainda e consequentemente diminuindo a distância entre eu e minha esposa
– Sua, é? Cadê? Casou quando, heim? Já era, magrelinho, cheguei primeiro.
Giselle riu da maneira como chamei nosso filho e ele me mostrou a língua incomodado com o desafio.
– Só porque você é "fóti" desse jeito — ele disse tocando meus braços — acha que pode roubar a minha mamãe? Eu sou um super herói! — Nicolas ergueu os punhos fingindo começar uma lutinha
– Vamos ver então quem é mais forte, cai pra dentro! — O chamei para a "briga", mas minha esposa interrompeu.
– Nada disso, minhas crianças. — Ela já o puxava novamente pro lugar, visto que meu filho já pulava sobre mim.
– Opa, como assim minhas crianças? Eu sou muito maduro!
– Claro amor, por isso que chamou seu filho para brigar né? — Ela riu e continuou: — Eu sou dos dois, entendido? Nada de duelos por essa pobre donzela em apuros!
– Pode deixar mamãe, mas ele que começou! — Nick apontou para mim
– Dedo duro! — Mordisquei seu dedo com um pouquinho de força e isso arrancou uma risada gostosa e infantil da boca do meu pequeno homemzinho. Ele abraçou seu boneco do Ben 10 já se preparando para dormir enquanto Giselle acariciava seus cabelos lisos como os meus e, por sorte, pegou com facilidade no sono. Estar com a minha família unida me dava esperança de que as coisas ficariam bem novamente. Desde que estivéssemos os três juntos em momentos tão singelos como aqueles, não haveria problemas, divórcio, traições ou ameaças que pudessem nos separar. Olhei mais uma vez para a cena perfeita que vivenciava e tratei de memorizá-la com apego, se Alejandro cogitava a ideia de que iria conseguir tirá-los de mim, ele estava muito enganado e eu juro, juro que os protegerei com a minha vida se for preciso. Em meio a esses pensamentos, sussurrei baixinho um "eu te amo" para minha mulher que respondeu o mesmo e adormeci tendo como última visão do dia o que eu tenho de mais precioso.
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