All Over Again
36 Capítulo 36
Notas iniciais
É meninas, estamos caminhando para a reta final. Acho que ainda teremos uma média de dez capítulos ou menos :/
Voltamos para casa agarrados um ao outro e admito que até mesmo para passar pela porta foi complicado. Não queríamos nos desgrudar em momento algum apesar de o contato físico nos deixar ainda mais grudentos de chocolate. James abraçou-me com carinho assim que chegamos na nossa sala e aproveitei para envolver meus braços em seu pescoço. Ele sorriu e beijou-me com carinho chupando meus lábios com tamanha lentidão que me fez permanecer no céu por alguns segundos. Eu, por outro lado, acariciei sua nuca deixando-o arrepiado. Não demorou para que nos separassemos em busca de ar apesar do romantismo do contato anterior e Jay permaneceu olhando em meus olhos.
— O que foi, sujinho? – Eu perguntei fazendo-o rir — Sabia que você fica incrívelmente linda desse jeito? Ainda estou abismado como chocolate fica bem em ti. Bati de leve em seu braço com o deboche e meu marido apertou-me ainda mais contra o seu corpo. Relutei um pouco empurrando-o de brincadeira, o que fez com que eu ganhasse algumas mordidas pelo ombro e bochechas. — Sai, sai! – Eu dizia entre risos – Vai tomar banho e coloque essas roupas para lavar a parte, não quero sujando todo o resto do cesto. — Vem tomar banho comigo, prometo que lavo seus cabelos com cuidado. – Ele sussurrou em meu ouvido já me envolvendo em uma futura cena sexual — Não, tarado. Toma banho, fica bem cheiroso e trate de ir ao hotel pegar o resto das suas coisas. Aliás, de onde saiu essa roupa? – Perguntei apontando para as roupas que supostamente não estavam no nosso armário desde a separação — Mala da Espanha. — Ainda no carro, James Walker? — AMOOOR, amor, amor! O que eu posso fazer? Eu sequer desfiz as malas de quando sai de casa. — JAMES! — Deu preguiça, pequena. – Ele fazia dengo enquanto cheirava meu pescoço e distribuia beijinhos – Além do mais, quem me garantia que eu ia ficar a vida toda no hotel? Dito e feito, minha rainha voltou para mim. — Você é desorganizado, sabia? Aposto que está tudo amassado e que ainda tem algumas peças sujas jogadas pelo bagageiro do carro. James apenas rolou os olhos provavelmente me recriminando em pensamentos por criticar seu senso de ordem e organização. — É sério. Quero que fique limpo e se livre desse chocolate todo. Depois, pelo amor de Deus, vá logo ao hotel e encerre sua conta, traga suas coisas e preencha o vazio de novo. — Do armário apenas? — Não, de mim. — Achei que tinha preenchido todo e qualquer espaço teu mais cedo. — Porra amor, deixa de ser safado! Parece um adolescente com os hormônios à mil. – Eu disse já distribuindo alguns tapas em seu peitoral enquanto ele ria se afastando – Vem aqui, vou te fazer repetir o que disse. — Eu? Não, vem atrás de mim se é mulher o bastante! – James gritou já do alto da escada instigando uma espécie de pique pega que eu já sabia muito bem que terminaria na cama — Pois sim! Vai tomar banho, porquinho, tenho que decidir o almoço com a Julieta. — Mas rainha do meu lar, o que será do meu banho sem ti? – O bico em seus lábios denunciava chantagem e das boas — O mesmo que eram teus banhos no hotel. Tão baixo e quase sem som, pausadamente meu marido disse para que eu lesse seus lábios: “E como acha que eram?” logo em seguida movimentando a mão direita proxima a seu pênis simulando o ritmo de masturbação que eu mesma dediquei a ele algumas vezes. Rolei os olhos me segurando para não rir e apenas ergui o dedo do meio tentando que a gargalhada não escapasse pelos meus lábios. Em meio aos risos, meu marido seguiu para o nosso quarto e pude, enfim, ir até a cozinha ainda com um sorriso estampado no rosto. Julieta estava próxima ao fogão preparando o feijão e aquele cheiro maravilhoso de comida de mãe invadiu meu olfato. — Hmmm, que delicia. Feijão preto? — Acertou. – Ela disse correspondendo ao meu sorriso. – Quer um pouco? — Não, na verdade comi chocolate o bastante, esperarei pelo almoço. — Só a senhora que comeu ou seu cabelo também? Levei as mãos ao meu cabelo lembrando de James sujando-o e não pude evitar uma gargalhada. Minhas bochechas coraram – sabe-se lá Deus porque, nem tinhamos transado para que eu ficassem sem graça – e tentei me redimir. — Prometo que não terá que lavar essas roupas. — Não se preocupe, senhora, não sou eu quem as lava. — Não? — Não sabe mesmo do funcionamento da casa, não é? – Ela riu — Nem um pouquinho. – Falei me apoiando na bancada – O que vamos almoçar hoje? — Pensei em fazer um prato tipico. Feijoada! — Sérioooo? Tenho tido tanta vontade de ir ao país dos meus pais e de repente você vem com essa comida. Pode ser sinal, heim. — Ela riu. — E sobremesa? — Precisa de doce pra esse coração todo adocicado já? – A vi brincar sendo que, é claro, a sobremesa já estava mais do que pronta. — Ai Julieta, estou tão apaixonada! — É muito bom ver o senhor James de volta, seu sorriso hoje de manhã denunciava. — Eu sei! Tenho que ligar para minha mãe, ela ficará tão feliz com a notícia. – Disse já descendo e tratando de sair da cozinha, mas fui impedida por Julieta
— Senhora? — Sim. — Alguém ligou para cá diversas vezes, mas não falou nada ao telefone. — Como assim? — Dava para ouvir a respiração, só que ninguém falava nada. Eu atendi, pedi até mesmo que o Roberto atendesse e nada. — Estranho. A bina identificou o número? — Não senhora, restrito. Parecia até que estava esperando alguém atender. — Pode ter sido engano. — Não mesmo, foram diversas vezes. — Vamos esperar que o fantasma ligue de novo. – Brinquei e vi Julieta passar as mãos pelos próprios braços como se estivesse protegendo a si mesma – Não está assustada com um trote, né? – Ela se manteve calada – Bem, vou subir, está bem? Ela assentiu e subi as escadas em direção ao quarto. O chuveiro do banheiro estava ligado, mas eu não iria mais uma vez cair na tentação de ter o banho compartilhado. Sentei na cama esperando a oportunidade de poder limpar todo o doce que impregnava meu corpo e ouvi o celular tocando. Deveria ser Ryan ou algum dos meninos, eu estava realmente com saudade deles. Olhei o visor e não identifiquei o número, concluindo que aquele poderia ser o celular de Trisha, a esposa de Ethan. — OOOOOOOOI! – Atendi gritando de felicidade — Que recepção maravilhosa, Giselle. — Alejandro? — Você custa a atender o telefone da sua casa, heim, aquela velha é muito insistente em perguntar quem é. Aliás, como foi o passeio mais cedo? — O que... – minha voz falhou- O que você quer? — Achou mesmo que eu apenas te expulsaria do meu carro ontem a noite e deixaria que vivesse um conto de fadas com seu marido?
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