All I Need

10 The Beginning


Notas iniciais
Oi *leva pedrada* Eu sei, estou tipo a minutos de estar uma semana atrasada... Me desculpem por isso... O tempo tem andado curto, sem contar com outras coisas que vêm acontecendo.
The Beginning é um dos capítulos mais importantes da fic... a música é a do One Ok Rock.
Link da musica: http://www.youtube.com/watch?v=x5dXDckCkEg mesmo que não consigam ler com ela, leiam a letra, afinal tem muita a ver com esse cap.
ATENÇÃO ÁS NOTAS FINAIS
Boa leitura ^^

*/Reita’s pov\\*

– Alô?

– Olá, aqui quem fala é Shiroyama Yuu. Eu gostaria de saber com quem falo.

Por segundos, as palavras não me saíram, nem mesmo passaram por minha cabeça. Mas quando me dei conta daquela voz, tão conhecida, e ao mesmo tempo, tão desconhecida, eu só pude me camuflar e tentar me manter sóbrio.

– Suzuki Akira. Com quem deseja falar?

– Uruha-san, ele se encontra?

O tom em sua voz foi claramente alterado. Algo como uma insegurança, um tremor quase insignificante mas que eu notara perfeitamente.

– Ele está descansando nesse momento. Não poderia falar comigo? – Eu tinha a perfeita noção de que o meu tom beirava ao mal-educado, porém, não era como se eu pudesse evitá-lo. Eu estava perdido e isso era como uma auto-defesa. Eu me tornava bruto em situações como essa.

– Você seria… Reita-san? – Perguntou incerto, em tom mais alto.

– Sou sim. – Respondi impaciente. Eu estava claramente odiando essa situação.

– Eu queria saber se posso vê-los.

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*/Narradora’s pov\\*

– Onde eu estava com a cabeça!? – O loiro de faixa exclamou, derrubando um vaso no chão.

E foi quase automático. Logo Kouyou saía de seu quarto, já de banho tomado, mas ainda secando os cabelos com uma toalha, completamente abismado com o amigo.

– Aki…? O que está acontecendo? Oh meu Deus, você está sangrando! – Foi até ao mais baixo tocando sua face devagar, e a erguendo.

Ele parecia insano.

Aquele olhar estava longe de ser doce, não se parecia com o seu Akira. O homem á sua frente sequer ostentava raiva em seu olhar. Ele sustentava ódio, um ódio incompreensível e até mesmo fora do comum. E Kouyou nunca o tinha visto com tal sentimento em seu olhar.

– Aki…? – Voltou a chamar.

– Shiroyama Yuu. Você, com certeza, o conhece. Estou errado, Kouyou? – O loiro mais alto congelou diante do amigo. Aquele nome… aquele era o nome do seu amado, era o nome da pessoa que tanto amava, era o homem que lhe dava calor desde sempre. Aquele era o homem a quem dedicava músicas e mais músicas. Era o homem que lhe tirava do sério, por quem perdia sono.

Oh sim, aquele era o seu Aoi.

– Ele está vindo, Uruha. Não só ele como o tal Takanori também. – Suspirou. – Não me pergunte o porquê de eu ter permitido tal absurdo. Apenas… me explique. Não fuja mais de minhas perguntas, por favor. – Praticamente implorava, não se importando com o fato de ainda ostentar tanto ódio no olhar.

– Para quê explicar se você não vai acreditar? – Perguntou Kouyou, com um olhar indecifrável.

E Reita ficaria intrigado, se não estivesse tão alterado.

– Porra Kouyou! Será que você não pode simplesmente desembuchar?! Estou cansado de ver você ficando dando uma de vítima pelos cantos! Tudo bem que eu não sou muito legal, mas caralho, está me tirando do sério! – O próprio Akira não se reconhecia naquele momento. Ele estava dando altos berros com seu irmão e, aquilo lhe doía mas ao mesmo tempo se sentia na razão de fazê-lo.

Porém, aquilo foi a gota de água para Kouyou que simplesmente se aproximou de Akira o empurrando com força e se dirigindo ao seu quarto.

Iria ignorar, antes que também perde-se a paciência e começassem a trocar socos. Coisa que nunca tinham feito.

– Uruha! Não me ignore! – Akira gritou assim que viu que Kouyou se trancara no quarto.

– Desculpe se não estou a fim de ser chamado de louco outra vez! – Uruha gritou do quarto, já sentindo seus olhos arderem.

Akira fechou os olhos com força, a consciência lhe esfaqueando aos poucos.

O que estava fazendo?

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– Takanori... para quê tudo isso? – Yuu murmurou. Estava impressionado com o pequeno.

Não. Ele não estava com uma roupa informal. Ele estava pronto para matar. O típico tipo de roupa que as pessoas só usariam para ir em uma boate seduzir alguém: Calça preta de couro que ficava completamente apertada no menor, uma camisa social vermelha, também apertada, os botões quase todos abertos, revelando o peito de aspeto suave. Coturnos negros e pulseiras também negras. Já a maquilhagem era pesada. Quilos de sombra negra, diante da pele tão clara, e um gloss avermelhado dando á boca do menor, um ar sensual.

– Não me perturbe! Estou indo ver o Reita! – O menor falou desesperado, pondo mais alguns “litros” de laca no cabelo.

– Ruki-san… Não chega? – Hiroto, que observava tudo, encostando na ombreira da porta, tão impressionado quanto Yuu, perguntou de modo tímido.

– Você fica calado! – Exclamou, estreitando os olhos para o mais novo, que apenas se encolheu, mas logo relaxou quando Aoi se aproximou apertando seu ombro carinhosamente.

– Ele só esta nervoso. – Sussurrou no ouvido do menor.

– Eu sei mas… Vai ser difícil do cabelo dele voltar a ter uma textura macia depois desse… penteando… — Hiroto disse de forma entrecortada, arrancando risadas baixas do moreno.

– Pronto! – O menor disse sorrindo para o espelho. – O que acham? – Ele perguntou virando-se para os dois.

– Está muito bonito Ruki-san. – Hiroto disse arrancando um sorriso largo do menor.

– Sim… eu te comeria. Agora vamos. – O moreno disse recebendo um olhar letal de Takanori, mas não estava sequer ligando para isso, afinal, finalmente reencontraria o seu amado.

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A campainha soou pelo apartamento e Reita, que terminava de juntar todos os cacos do vaso, sentiu uma fisgada em seu coração.

Tão rápido assim?

A porta do quarto de Kouyou foi aberta pelo mesmo. Ele usava uma roupa comum, porém suas feições estavam longe de serem comuns. Era mais do que clara a ansiedade estampada em seu rosto.

Por quanto tempo havia esperado por aquilo?

Ele sabia as regras do jogo, sabia que ele não poderia tomar iniciativas, que teria de se mover com o ritmo que os outros tomassem.

Completamente inútil.

Permitiu a entrada dos dois e olhou para Akira, que assustadoramente, ainda tinha alguns traços de ódio esboçados em sua face, no entanto, não tão visíveis.

– Por favor… Não os magoe. – Uruha pediu num fio de voz, tentando conter seu medo e nervosismo.

E parecia ter sido contado. Foi apenas Kouyou dizer isso e logo a campainha se fazia presente novamente.

Akira andou a passos firmes até a porta, deixando Kouyou, que havia paralisado no caminho, um pouco surpreso pela atitude. O loiro mais alto não pensava que o amigo fosse abrir a porta, porém seus pensamentos foram largados em um canto desconhecido quanto avistou na porta o pequeno amigo de tantos anos e… Yuu.

Seu olhar se fixou apenas no moreno, e sequer reparou que Reita havia saído às pressas do apartamento, sendo seguido pelo mais baixo de todos.

O moreno foi até ao loiro, a passos que mais pareciam estar em camêra lenta.

Não sabia sequer se aquilo era real.

E se fosse somente mais um sonho?

– Você... Me desculpe a demora, Uruha. – Sussurrou quando parou á frente do loiro.

Não conseguiu manter o controle diante do loiro por mais tempo e, sem ter muita noção de suas ações, puxou o loiro para si de forma bruta, fazendo com que os dois caissem no tapete.

Não, ele não sentia dor, mesmo que suas costas latejassem o dobro por conta do peso sobre si, ele se sentia completo, melhor do nunca.

– Você demorou... — O loiro beijou o peito do amado, encarando a face bela e tão conhecida por si.

– Eu sei meu amor... Eu sei... Agora, você me ajuda a me achar? Eu ainda não sei quem sou... — Suspirou, melancolicamente encantado com o brilho intenso nas íris dos olhos cor de mel.

– Eu sempre estive aqui. É só você pedir por mim Yuu... Eu vou estar. Aqui. — Beijou o pescoço do moreno, inebriado pelo cheiro.

Sabia que não valia a pena ser precipitado, e apenas por isso ficaram daquela forma, sem mais toques ou palavras, por um tempo indeterminado.

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– Porque... você está fugindo de mim? — O mais baixo segurou na manga do loiro mais alto, com olhar perdido e triste. — Eu não estou entendendo. — Mordeu os lábios, tentando conter as lágrimas. — A gente se conhece desde sempre! — Acabou gritando, não ligando para as portas do corredor, que aos poucos eram abertas, enquanto pessoas curiosas saiam de suas casas para observar. — Onde vai?! — Voltou a gritar quando Reita tirou sua mão de sua manga, bruscamente.

– Embora. Não te conheço de lugar algum. E também... tenho mais o que fazer. – Recomeçou a andar, tentando ignorar o fato de ter a face triste de Ruki gravada em sua mente.

Odiava ver pessoas chorando, ou com expressões de tristeza. Isso o tirava do sério.

Desceu as escadas a galope, seu coração batia rápido demais para que pudesse andar devagar. Saiu pela rua, apressado, sem rumo, nem via o que acontecia á sua volta, no entanto seus olhos acabaram por ver algo que o deixou ainda mais confuso.

Eram apenas dois homens. Mas ambos lhe pareciam tão familiares, fazendo com que sem perceber ele sorrisse só de vê-los ao longe.

– Eu devo estar ficando realmente louco. – Confessou para si mesmo. Desgostoso pela alegria que tomava conta dele, e pela vontade de voltar para o apartamento e abraçar Ruki com força até que ambos desmaiassem por falta de ar.

– Oh Deus… O que devo fazer…?

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– Você está com dor, não é? – O loiro perguntou tentando se levantar, mas foi novamente puxado para o peito do moreno.

– Eu não estou. Apenas continue assim, por favor… — Sibilou, apertando Kouyou possessivamente. Como se de repente ele fosse desaparecer, ou, como se de repente fosse acordar.

– Yuu… — Kouyou chamou, beijando o peito do moreno, mais propriamente o coração do mesmo. – Eu queria tanto ouvir seus batimentos. E eles estão tão fortes… — Disse voltando a beijar o peito do moreno, no mesmo lugar, muitas e muitas vezes.

– Bate forte por você, amor… — Yuu confessou, se ajeitando melhor no tapete, e fazendo Uruha se aninhar mais contra seu corpo.

– Acho que finalmente podemos dormir em paz. – O loiro sussurrou já de olhos fechado.

– É… — Murmurou o moreno.

E deitados naquele tapete eles dormiram tranquilamente e profundamente, como não faziam há muito tempo.

Mas isso era apenas o início. O início de uma batalha completamente confusa e incerta.

Notas finais
Venho para já anunciar que não há mais datas para postagem. Ou seja, não é mais na quinta-feira, é quando der mesmo...Mas eu juro que não vou vos fazer esperar mais que duas semanas ou algo do tipo, nunca fui de demorar tanto assim. E não é só com All I Need, isso também vai se aplicar a outras fics minhas, espero que entendam. E TAMBÉM!!!!! AVISO MUITÍSSIMO IMPORTANTE!
Com essa coisa do nyah, eu já sei pra onde vou, e é definitivo, ou seja, assim que chegar o dia 31 de Dezembro, as fics em andamento (que espero já estarem terminadas) passarão a ser postadas lá, assim como outras novas fics. Vou para o animespirit!!!!! ^o^
Link do meu perfil aqui: http://animespirit.com.br/cynuu-chan
Obrigada a todos que deram opiniões de para onde eu poderia ir etc. etc.
E já agora! Eu prometo responder a reviews amanhã... está tarde e... eu to com sono... então...
Bye bye e até ^^