Notas iniciais
Oi oi! O/ Antes de tudo a música está a itálico e sublinhado. O nome dela é "That man" e é cantada por Hyun Bin (meu ator favorito ♥) É uma balada, e então acho que não custa nada ler ouvindo, já que ela vai significar muito pra uma certa pessoa aí... hihihi
Na boa... Capítulo que eu considero pequeno... Mas vai ter gente pulando que nem o Ruki quando o GazettE toca DISCHARGE.
E porquê? Não digo hhhaahahahaha É surpresa!
Boa leitura ♥ (eu li e reli, mas se tiver erros, por favor me perdoem)

*/Aoi’s pov\\*

O moreno á minha frente observava atentamente cada uma de minhas ações. Inclusive quando eu fechava os olhos deliciado com o sabor da comida feita pela mãe do mesmo. Empatava com a comida da minha ex-sogra!

– Está bom? – Perguntou curioso.

– Se você come a comida de sua mãe todos os dias, deve saber que está delicioso. – Ele suspirou emburrado.

– Mas a minha opinião não vale! – Fez bico, enquanto cruzava os braços á altura do peito. Certo.

Nível de infantilidade: Matsumoto Takanori

– A comida está muito boa. Na verdade, é uma das melhores comidas que já pude degustar em toda a minha vida. – Sorri simpático, vendo a expressão do adolescente á minha frente suavizar.

– Ainda bem…! – Sorriu esbanjando alívio.

Eu não havia conversado muito com ele, não até agora… Mas sabia que ele tinha dezessete anos, estudava num colégio perto do meu apartamento, era infantil, me lembrava…me lembrava… Mort!? Sim, ele era tipo igualzinho o Mort! Aquele do filme Madagáscar! É, ele tinha olhos grandes e curiosos tipo o Mort. Deu pra imaginar?

– Você acredita em reencarnação Hiroto-kun? – Ele me olhou indiferente e riu.

– Não. Isso é idiota, a gente morre e vai pro céu, ou inferno. É nisso que eu acredito. Cada um tem sua missão aqui, e depois que a cumpre, deixa esse mundo. – Suspirei. Ele era pior que eu. Eu não cria em nada daquilo que não via, e ele tinha uma crença.

– Então você nunca tem aquela sensação de “eu conheço essa pessoa”? – Voltei a comer normalmente.

– Não. Isso não existe, é tudo inventado. – Sentenciou com certeza do que dizia.

– Como sabe que essa vida no céu ou inferno é verdade? – Perguntei o encarando, procurando qualquer dúvida em seu olhar.

– Não é como se eu precisasse ter provas. Sei que é assim, Sinto que é. – Explicou, paciente. Ah… mas se fosse o Ruki discutindo comigo, eu já tinha levado porrada. No fundo eles não eram tão parecidos assim.

– Se eu disser que tenho a sensação de que te conheço de algum lado, o que irá pensar?

– Que é uma desculpa e que você se amarrou em mim. – Estreitou os olhos num sinal de repreensão.

Ah, claro, e para além de tudo o mini esquilo se achava. Certo, mantenha a calma para não ofender ninguém Yuu, não é culpa sua se você prefere o Uruha…

Espere? Que tipo de pessoa é o Uruha…?

– Não se preocupe… Eu não me amarrei em você. Apenas gosto de… discutir sobre esse assunto. – Inventei rindo para mim mesmo. Ultimamente eu tenho tido de mentir muito…

– Hum… Entendi. – Terminei de comer e paguei. Ainda elogiei a cozinheira pessoalmente, até porque, agora iria começar a comer neste restaurante mais vezes…

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*/Pov da Narradora\\*

O loiro fitava a folha de papel imaculado há mais de uma hora. Fixava sua completa atenção nela, sua cabeça feita num turbilhão de pensamentos incríveis para alguém comum, e definitivamente odiosos para o loiro que quase quebrava o lápis em suas mãos.

Uma fresta de luz mais clara surgiu no ambiente um pouco sombrio no qual o loiro trabalhava tão intensamente. Enervou-se, quebrando o lápis que tinha em mão, trincando os dentes e dando um soco na mesa.

– Não consigo fazer merda nenhuma! – Berrou irritado assustando o amigo que tinha aberto a porta.

– Você esteve trabalhando até agora? Está louco? Você passou mais de setenta e duas horas seguidas acordado, novamente! – O homem se aproximou do amigo, mesmo que não quisesse gritar o estado do outro o desesperava. Vendo os olhos fundos e as olheiras escuras.

A quanto tempo ele não dormia tranquilamente? Aquilo estava acabando com a pessoa que conhecia. Não, aquele não era o rapaz sorridente que tinha conhecido quando adolescente.

Sentiu os olhos marejarem ao ver ali uma pessoa acabando pela própria consciência louca. Queria ajudá-lo, queria poder acabar com aquele sofrimento interno que o mesmo feria. Mas o que faria? Ele nada podia fazer, não poderia obrigar o outro a entrar no consultório psiquiátrico e se tratar.

– Isso está acabando com você Kouyou… Vá dormir. – Não conseguiu conter o tremor em suas palavras, era amargo demais. Um homem tão talentoso, tão belo, tão jovem, se matando da forma mais dolorosa, se deixando levar pelo vício que sua mente exigia. O vício da perfeição.

– Akira, por favor, eu estou quase terminando isso aqui. – O loiro chamado Akira, que por sua vez tinha uma faixa tapando seu nariz, fechou os olhos com força, torcendo mentalmente para que o loiro á sua frente aceitasse. Não queria, não mesmo, ter de novamente usar amplictil.*

– Por favor Kouyou, vá para cama. Estou te pedindo. Sabe o quanto me dói ter de te aplicar um injeção á força toda vez que faz essa birra? Por favor, vá dormir. – Pediu no tom mais calmo e delicado que a situação lhe permitia. – Você não é louco, não preciso estar fazendo isso apenas para que você durma.

– Mas Reita! Mesmo que eu vá para a cama não conseguirei dormir! – Aumentou o tom de voz, mesmo que para uma pessoa qualquer ele estivesse falando num tom normal, para o mesmo aquilo era muito alto, já que, quando não estava nervoso, praticamente sussurrava.

O loiro de faixa suava frio, doía fazer algo como aquilo. A dosagem de Kouyou era descontrolada, já que o loiro nem sempre precisava, mas mesmo assim, era péssimo. Cada vez via o amigo pior.

Tudo indicava que brevemente ficaria com anemia, se não se cuidasse. As quedas de pressão eram mais frequentes, o cansaço era notável mesmo que o amigo não trabalhasse fora de casa, e até mesmo custava para se mover. Tudo o que Akira conseguia pensar era “O que estou fazendo?”.

– Se continuar assim, eu serei o responsável pela sua destruição Uruha… — Sibilou em tom choroso. Vendo os olhos do loiro mel começarem a se fechar, permitiu sorrir minimamente por saber que, mesmo não estando numa boa situação, ao menos não tinha sido necessário o uso de amplictil.

Aproximou-se rapidamente do amigo, sorriu quando o tinha em seus braços. Ele continuava tendo aquela feição frágil, ninguém diria o quão teimoso ele era.

Apagou a luz do sótão que Uruha usava como escritório e desceu lentamente as escadas.

– Aki… Canta pra mim? – Sorriu com o pedido do amigo sonolento. – Você é legal cantando em coreano… — Falou fracamente antes de fechar o olhos num sono pesado.

Han namjaga geudaereul saranghamnida

Geu namjaneun yeolshimhi saranghamnida

Maeil geurimjacheoreom geudaereul ttaradanimyeo

Geu namjaneun useumyeo ulgoisseoyo

(Um homem te ama

Esse homem ama você de todo o coração

Todos os dias, como uma sombra, ele te segue

Quando este homem sorri, ele está chorando por dentro)

O loiro de faixa caminhava pela casa sussurrando melodiosamente a música. Contemplava a face tranquila do homem em seus braços. Ele sempre dormia assim, quando ouvia essa música cantada pelo mais velho.

Eolmana eolmana deo neoreul

Ireohke baraman bomyeo honja

I baramgateun sarang i geojigateun sarang

Gyesokhaeya niga nareul sarang hagenni OH

Jogeumman gakkai wa jogeumman

Hanbal dagagamyeon du bal domangganeun

Neol saranghaneun nan jigeumdo yeope isseo

Geu namjan umnida

(Quanto tempo mais

Terei de olhar pra você sozinho

Esse amor que é como o vento

Esse amor inútil

Se eu continuar tentando farei você se apaixonar por mim

Se aproxime um pouco mais

Apenas um pouco mais

Eu sou aquele que ama você

Agora mesmo, ao seu lado

Esse homem está chorando)

– Aoi… — O nome deixou a boca do loiro mel assim que o mesmo foi deitado na cama confortável.

– Entenda Kou… Infelizmente, isso é apenas a sua imaginação. – Akira sussurrou acariciando os fios loiros do amigo. – Por favor, fique bem. Esse homem, não existe… — Depositou um beijo sobre a face do amigo e após o cobrir com um cobertor, deixou o quarto. Estava pesado demais, para si…

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Não! Você prometeu! Prometeu que não esqueceria! Porquê mentiu!?

O moreno acordou completamente transpirado, a cabeça rodava, podia ouvir claramente os gritos de uma voz sofrida. Alguém o chamava, Uruha o chamava. Mas não sabia onde ele estava, não sabia se ele existia. E cada vez mais, acordava dessa forma, com gritos sofridos e demasiado reais para si mesmo.

– Eu vou dar em louco! – O moreno gritou desesperado. Levantou aos tropeços da cama, tremendo loucamente. Precisava de um banho frio, precisava acordar, queria voltar á realidade. Aquilo não era a sua vida. Definitivamente não era!

– Eu te imploro, vai embora… — Sussurrava levando as mãos á cabeça.

Entrou debaixo dentro do box, sentia a água gelada escorrer por todo o seu corpo coberto por roupas, apenas precisava acordar, perceber que aquilo tudo era um sonho. Logo tudo ficaria bem, certo?

Começou a relaxar aos poucos, retornando ao seu estado normal, retirou as roupas calmamente. Não sentia frio. Senti calor, mesmo debaixo da água gelada sentia-se em brasa, como no mais louco inferno. Como se estivesse sendo castigado por algo que sequer sabia o que era.

Perdeu a conta de quanto tempo ficou debaixo da água gelada, apenas se deixou levar pela sensação de ter seu corpo mais fresco.

– Eu não te prometi nada, por isso apenas saia… — Voltou a sussurrar, ofegante e de olhos fechados.

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– AAAAAAH! – Akira levantou com rapidez da cama, desesperado com o grito. De novo os gritos.

– Kouyou! Que foi!? Kou fala comigo!? – Sacudia o amigo que tinha o olhar petrificado em algum lugar do teto.

– Ele me mandou embora Aki… Eu ouvi… ele me quer longe… — Reita suspirou pesaroso. Estava com medo, com medo por seu amigo, seu irmão que apesar de não ser de sangue, era mais importante que qualquer um.

– Kou… Está tudo bem. – Abraçou o loiro mel de forma apertada.

– Aki, ele… ele não lembra de mim, esqueceu nossa promessa… — Soluçava retribuindo desesperadamente o abraço do amigo. – O Aoi, ele disse que não me prometeu nada. Me implorou pra ir embora…! – Continuou sendo cortado pelos próprios soluços.

– Kou… ele não existe. – Akira falou num choro tão desesperado quanto o de Kouyou.

– EXISTE SIM! ELE EXISTE AKIRA! SAIA DAQUI! VOCÊ NÃO ACREDITA EM MIM! SAIA!!! – Gritou histérico e completamente descontrolado. Começando a empurrar o amigo com as forças que tinha.

Ele estava tão fraco, pensava Akira. Mesmo que usasse todas as forças, ele não era o Kouyou, nem sequer era semelhante ao Kouyou que um dia conheceu, um Kouyou mais forte que o Akira idiota que batia nos amigos do loiro mel. O Kouyou do colegial.

– Por favor, fique quieto Kouyou. – Pediu. Tinha aprendido aquilo á pouco tempo, não queria arriscar, mas se aprendesse e acertasse, seria muito melhor do que aplicar dosagens pesadas de sedativo no amigo. Com algum receio pressionou um ponto algures no ombro de Uruha vendo o mesmo adormecer prontamente.

– Boa noite Uruha… Me desculpe por ter de fazer isso. – Voltou a deixar o quarto mais uma vez aquela noite.

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– Se acalme Yuu! – A mulher estava deitada ao lado do moreno, acariciando seus cabelos. O mesmo a havia chamado no meio da madrugada, chorando, desesperado. – Me conte o que está acontecendo…! – Pediu exasperada.

– Shizue… Eu… eu ouço uma voz, ela me cobra que eu me lembre de algo. De uma promessa. Ela sempre diz, que só eu a posso salvar, e que se não me lembrar, “todos” serão afetados. Ela diz que eu vou estragar tudo…

A garota parou de acariciar os cabelos do moreno, assustada com o que acabara de ouvir. Se melhor amigo estava sofrendo perturbações mentais.

– Yuu, você precisa fazer algo, imediatamente! – Exigiu suplicante. – Olhe o seu estado… Nunca te vi assim, você está numa aflição desesperadora… Eu vou procurar um bom psiquiatra. – Avisou voltando a acariciar os cabelos do mais velho. – Agora se acalme e durma… Por favor. Ficarei com você até ao amanhecer.

O moreno dormiu recebendo aqueles carinhos, um pouco mais tranquilo. Talvez o melhor fosse ajuda. Não aguentava mais ouvir essa voz. Queria sua paz de volta. Apenas isso.

*Amplictil é um sedativo usado para crises de histeria, esquisofrenia e outros problemas psicólogicos.

Notas finais
Meio tenso? Talvez... *-*
Bom, agora que o Uru-chan e o Rei-chan entraram na fic aposto que tem gente com um sorriso de orelha a orelha :P
Aproveitando que eu estou com um ÓTIMO humor, eu queria agradecer a todos os que lêm a fic e os que deixam review. E claro que eu vou pedir isso novamente. Você que acompanha e ainda não deixou review, deixa um? Sério, eu vou ficar eternamente agradecida ^o^
Bjinhos e obrigada por lerem ♥