All I Need

5 Ribbonized


Notas iniciais
Ain eu pensei que não fosse conseguir atualizar hoje, porque sinceramente, a porcaria da internet não tava ligando de jeito nenhum U.U
Mas bem, eu consegui, vamos lá!
Recomendo a música do pianista Yiruma, o nome dela é "Ribbonized" é lindo de se ouvir enquanto se lê.
Então bora ler!!! ^o^
(voces já sabem sobre os erros, certo?)
Ps: Esqueci de avisar só pus esse aviso agora, pra quem ja leu desculpem. Tá no meu perfil o dia em que eu posto as fics, qualquer duvida podem ir lá. "All I Need" eu posto toda a 5ªfeira.

Sentiu a cabeça latejar fortemente, tudo que via era um branco, um branco nublado. E por trás daquela espécie de névoa via dez vultos.

“Você egoísta demais! Eu nunca me disse que queria me encontrar com você em outra vida! NUNCA! Eu queria você antes! E você inventou essa de sumir!”

– AOI!

O grito soou desesperado, porém baixo, sendo seguido por soluços e logo a seguir o choro alto. Tremia, mordia os próprios lábios, suando frio.

– Não foi por mal Aoi… Eu só queria que você soubesse que eu não te abandonaria nunca mais… — Sussurrou deixando o sangue de sua boca, cortado pelos próprios dentes ali cravados, deslizar.

Uruha sabia, desde sempre que seria difícil. Ele próprio não se lembrava exatamente do que estava acontecendo. Tinha lembranças que nunca poderia ter feito nessa vida, lembrava-se de rostos que jamais tinha visto.

Vozes, risos, lágrimas, gargalhadas, amizade, amor, casamento, sexo, filhos, netos, trabalho, conversas, festas.

– AHHHHHH!

Dessa vez o grito foi alto demais, fino demais, doloroso demais. Sentia tudo rodar, um turbilhão de memórias atingindo sua mente.

“Moreno, eu não vou te recusar mais… Me beije, aqui na frente de todo mundo mesmo. Até porquê, o Saga quer ver um beijo, antes de morrer.”

– Kouyou! – Ouvia de longe a voz de Akira e sentia que ele o balançava, mas isso, era apenas uma visão distante demais.

“Que se foda a puta da sociedade! Eu já caguei em cima dela quando comecei a namorar com você, Aki! Eu quero uma filha e ponto final!”

“MEU CHOCOLATE! SEU ESQUILO DEVOLVE MEU CHOCOLATE!!!”

– AHHHHH! – Voltou a gritar, mas tudo escurecendo. E não sentiu mais nada.

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O moreno acordou ofegante, a mulher ao seu lado dormia tranquilamente, mas ele não ligou, foi até ao banheiro abrindo a torneira e molhando a cara.

– Eu preciso me tratar… Cara… Eu não tou bem… — Mordeu o lábio inferior nervoso.

Saiu do banheiro com pressa e foi até a sala escrevendo um bilhete desajeitado para Shizue. Vestiu uma calça e uma blusa qualquer e pegou um táxi. Eram seis da manhã, mas pouco ligava, precisava conversar.

Foi a pé até á casa de Ruki e assim que lá chegou tocou a campainha.

– Quem é?! – Ouviu a voz grossa e emburrada do pequeno, com certeza o tinha acordado.

– Yuu. – Suspirou tentando fazer sua voz soar firme. Mas sua voz saiu tão fraca e sem vida que o menor não hesitou em abrir a porta do prédio o deixando entrar.

Aoi entrou no elevador com certa pressa, uma pressa intensa de desabafar e falar com Ruki o que andava acontecendo.

Após chegar ao andar que precisava deu de cara com Takanori que segurava o que tinha esquecido em seu apartamento da última vez que lá fora.

Tomou seus pertences da mão de Takanori e fez uma pequena reverência em agradecimento.

– Você está pálido, suas pernas estão tremendo. Aoi, o que aconteceu com você? – Takanori perguntou com calma, não querendo atingir o maior com muitas perguntas.

Deu espaço para o moreno entrar em sua casa, e tão rápido quanto isso o mesmo já estava sentado sobre o confortável sofá de sua sala de estar.

– Eu ouço vozes Ruki. Gritos desesperados. Alguém me pedindo que eu me lembre de algo. Eu estou ficando louco, percebe? Essa pessoa é o Uruha. – Levou as mãos á cabeça puxando os próprios cabelos em sinal de puro nervosismo. – Eu não sei o que vou fazer…

O menor fixou o seu olhar em algum canto da sala, tentando digerir tudo o que lhe era dito. Então Aoi podia ouvir o tal Uruha?

– Nee Yuu… Acho que está na hora de fazermos uma coisa…

********************

*/Reita’s pov\\*

Eu já havia perdido a conta de á quanto tempo Kouyou olhava para o nada, mas ele não olhava fixamente ou petrificado, ele olhava de modo afoito, procurando algo que eu fingia não entender. Por vezes resmungava coisas inteligíveis apenas para si mesmo. Só queria que ele parasse de agir assim, agir como um louco, algo que ele não era.

Apenas me tentava mostrar calmo, alheio e habituado com aquela situação, afinal, não era a primeira vez que ele acordava dessa forma, e eu sabia, que ele ficaria assim por longos minutos, até seu olhar finalmente se dirigir para mim, e a realidade lhe chocar de forma dolorosa contra a cara.

Onde você se perdeu Kouyou?

Seu coração, sua alma, sua vida?

Tudo se perdeu no vazio da inexistência?

Pare de agir como louco… Por favor…

Minha mente gritava, aos poucos, eu iria enlouquecendo com ele. Afinal, foi ele que me tirou da desgraça, que me salvou no dia em que eu mais precisava. Foi por ele que eu parei de ser aquele babaca, foi com ele que eu aprendi o que era amizade, com ele eu aprendi a sorrir, com ele eu tive meu primeiro beijo e minha primeira vez, mesmo mais tarde tendo vindo a descobrir que ambos não servíamos como casal.

Eu queria o Kouyou de volta. E eu não mediria esforços para o ter. Faria de tudo, porque eu sabia, se eu tirasse o Kou daquela aflição, quando ele estivesse em pé e eu caído, ele me levantaria. Ele seria meu apoio até que ambos estivéssemos em pé, e de cabeça erguida.

– Aki… — Seu olhos finalmente foram direcionados para mim, num olhar melancólico, depressivo, desiludido.

– Está com fome? – Perguntei tendo noção da resposta.

Ele meneou um “sim” com a cabeça e eu me retirei do quarto, indo até a cozinha e pegando o suco de laranja que havia feito, o pondo no copo, e pegando também um pedaço de bolo. Pus tudo numa pequena bandeja.

Assim que voltei ao quarto me deparei com sorriso tímido, e automaticamente sorri também.

– O que foi hein? – Inquiri ainda com um sorriso nos lábios. Depositei a bandeja sobre seu corpo e o encarei esperando uma resposta, vendo ele começar a comer.

– Eu estou inspirado. – Sorriu abertamente mostrando seus dentes infantis. – Eu já sei como terminar aquela música que eu estava escrevendo. – Meu sorriso se tornou igual ao seu, eu ficava aliviado cada vez que ele terminava um música, pois sabia que com apenas uma teríamos dinheiro para os próximos quatro ou cinco meses. Kouyou não era um compositor muito famoso, e também não compunha para artistas muito famosos, porém, ganhava até bastante bem em comparação a muitos. – Eu tive aquele ataque de madrugada… Mas ele me ajudou a terminar aquela balada. Já que pediram algo dramático e melancólico, ficará perfeito. – Voltou a sorrir.

Eu me sentia preocupado, e ao mesmo tempo feliz. Feliz, porque sabia que pelo menos ele teria inspiração para terminar aquela música e relaxar por algum tempo. Preocupado, porque sabia que aqueles sonhos acabavam com a sanidade e saúde dele.

– Vai pro sótão agora? – Perguntei, e ele apenas acenou com a cabeça, terminando de comer rapidamente e se levantando apressado. Totalmente típico de quando ele tinha uma ideia, uma luz, ou outra coisa que queiram chamar.

– Não demora nem vinte minutos, daqui a pouco eu desço e tomo um banho. Pode ir trabalhar tranquilo. – Finalizou se retirando do quarto.

Voltei para meu quarto e peguei em meu laptop. Começando a trabalhar em meu novo projeto, e cancelando a entrega de amplictil. Sim, aquilo era proibido, mas eu tinha meus contatos. Contatos esses que não seriam necessários novamente, enquanto conseguisse por Kouyou para dormir de uma maneira mais segura.

Após tudo terminado apenas voltei ao trabalho, começando a traduzir os documentos que a empresa me tinha enviado para traduzir.

O bom de ser tradutor, era que, para além de conhecer várias línguas, coisa que para mim era uma paixão, ainda poderia trabalhar em casa, e apoiar Kouyou no que fosse necessário.

E cada vez eu ficava mais aliviado por não necessitar de sair de casa para trabalhar. Apenas eu sabia o quanto aquilo era perfeito.

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*/Aoi’s pov\\*

– Ruki! Será que dá para dirigir mais devagar!!!? Vai acabar com o meu carro desse jeito! – Gritei pela milésima vez. Sério, Takanori era um perigo no volante.

– Não! Porque eu quero chegar logo! – Rebateu irritado. Seus olhos faiscando.

– Chegar aonde, criatura?! – Perguntei já sabendo qual seria a reação seguinte dele.

– … — Sim, silêncio.

– Anda logo e pára de besteira. Onde a gente tá indo, hum? – O ruivo trincou os dentes, e suspirou.

– Eu não sei muito bem… — Voltou a suspirar e eu arregalei os olhos.

– Como assim não sabe muito bem!? Você está conduzindo á mais de 40 minutos, eu estou faltando ao trabalho e tive que mentir dizendo que estava doente como desculpa, tudo por sua causa! Hoje é domingo, seria o dia em que eu ganharia mais, por trabalhar quando é descanso de todo mundo! E você não sabe onde estamos indo!? – Exclamei numa mistura de inquietação e indignidade.

– Caralho! Fecha a porra dessa boca Shiroyama Yuu! Ou fecha a matraca ou eu te jogo aqui no meio do nada! – Respondeu com um grito merecedor de um prémio em filme de terror. E eu, bem que eu tentei rebater, mas é, eu fiquei caladinho e todo cagado de medo com aquela expressão, até porque, ela mostrava que ele estava meio inseguro.

E passamos a viagem “sem destino”o tempo todo calados. Até que, ele parou em um prédio extremamente alto e luxuoso.

– Conhece alguém que mora aqui? – Indaguei extremamente impressionado.

– Na verdade não, mas, eu acho que a descrição do tal moreno com quem Nao fode em sonhos todas as noites, serve para encontrarmos mais um. E… – Antes que o pequeno terminasse olhei em desaprovação para ele, mesmo que ele estivesse com cara de zuação. – Eu andei pesquisando e esse lugar tem os melhores detetives. E também, depois de você sair todo bixa lá de casa, o Nao me disse que ele já tinha visto em seus sonhos que moreno era um pintor.

– Então você sabia pra onde vínhamos! – Rosnei com raiva.

– Não, não sabia! Eu tomei o caminho por impulso, e poderia muito bem ter errado e me perdido, por isso eu NÃO sabia! – Apontou o indicador em meu nariz, seus olhos novamente faiscando. Acabei dando um passo atrás e fechando a cara.

– Tá, tá. Mas quem vai pagar o detetive? – Inquiri despreocupado.

– Você. – Informou no mesmo tom que eu.

– Ah, tá… … … HÃ!? ENLOUQUECEU!? EU NÃO TENHO DINHEIRO PRA ISSO!! – Gritei muito alto, vendo algumas pessoas que estavam na rua olharem na direção de nosso carro.

– Chega de drama, eu tava brincando, estava apenas querendo que você relaxasse, você anda muito tenso com esse tal de Uruha. – Torci o nariz, era verdade que eu andava tenso, mas isso não dava o direito de ele brincar com o meu dinheirinho ne? – O Nao falou que vai bancar essa investigação todinha.

Respirei fundo, aliviado, ao menos do meu dinheiro eu não teria que abrir mão.

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– Enfim, Nao, eu vou te mandar uma foto com o retrato falado que o homem desenhou. – Ruki tinha descrito exatamente, com todos os detalhes o rosto e corpo do tal moreno que Kai dizia estar em seus sonhos. E, sinceramente, se aquele moreno, fosse igual ao que estava desenhado ali, ele era bastante bonito.

Poucos minutos se passaram e apenas recebemos uma mensagem de Nao dizendo para avançar, pois o homem que estava ali era exatamente igual ao de seus sonhos.

– Ele não falou que ligaria de volta? – Perguntou curioso.

– Quero ver se alguém desenhar o Uruha, se você vai ter coragem de erguer a voz durante as próximas semanas, do jeito que você é, é capaz de ficar mudo pra sempre.

Ah Takanori… O quanto eu ansiava por socar sua boca, de vez enquanto, porém eu não faria isso. Só porque eu sou uma pessoa legal. (Mentira, eu tenho medo dele.)

Porém, apesar de tudo, ele está sendo uma espécie de balança, para mim. Apesar de toda aquela angústia, ele consegue me fazer rir, me irritar, e de certa forma esquecer o quanto eu andava sanado neste ultimamente.

– Certo, será que conseguem encontrá-lo por essa imagem? E pela tal pista. – O detetive a nossa frente suspirou, coçando a cabeça. – É, será bastante difícil, afinal ele pode ser um pintor não muito famoso. Com certeza não é uma tarefa fácil. Terei de contactar meus companheiros em outras cidades do Japão.

– Tudo bem, não se preocupem, apenas façam vosso melhor. Naoyuki pagará tudo, aliás, ele virá ainda hoje acertar os detalhes.

Ruki continuou conversando com o detetive e nesse momento senti um pequeno aperto no coração.

Como eu acharia Uruha sem a menos saber sua cara?

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– Não acha exagero o Nao por um detetive atrás desse cara? – Não resisti em perguntar, sinceramente eu achava estupidez.

– Você fala isso, mas se fosse o Uruha, você iria mover céus e terra. – Revirei os olhos. Ok, Ruki já estava começando a me irritar. Sempre que eu falava alguma coisa ele tinha que pôr o Uruha no meio.

Tá. Talvez, mas apenas talvez, eu fizesse o que Nao estava fazendo para encontrar Uruha.

– Estou com fome. Quer almoçar lá em casa? – Ponderei alguns segundos até ter uma ideia melhor.

– Na verdade, conheci um moleque que me parece ser um de nós. – Ruki parou no sinal vermelho. Virou-se para mim com uma cara nervosa. Eu sabia que ele iria brigar.

– E porque você não disse antes, seu idiota! – Bufei.

– Estávamos ocupados Ruki! Agora pare de pegar no meu pé!

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– Restaurante Ogata? – Vi Ruki torcer o nariz ao olhar para a placa do restaurante de família.

– O que foi, hein? Aviso já, a comida é excelente! – Takanori não me respondeu, apenas começou a adentrar o local de uma forma que parecia ansiosa.

No balcão, entediado, reconheci Hiroto. O local estava cheio, porém todos já tinham sido atendidos, e o moreninho se concentrava em desenhar círculos em um papel.

– Yo, mesa pra dois. – Ele levantou a cabeça rapidamente e me lançou um sorriso.

– Vamos embora. – Takanori falou com voz emburrada e eu não entendi o porquê.

– Enlouqueceu? Estou morrendo de fome. Vou comer aqui! – Hiroto olhava curiosamente para Ruki, analisando cada uma de suas feições. Teria ele reconhecido? Ou pressentido algo?

– Nee, a comida é boa… Seu amigo pode confirmar isso. – Informou o mais novo num tom manso.

– A questão não é a comida, a questão são as pessoas que aqui se encontram. – Ruki disse entre dentes. Vi Hiroto se encolher um pouco.

– Lamento, mas não consigo entender o que o Senhor está dizendo. Sinceramente, este é um restaurante de família, e de respeito. Nunca houve qualquer confusão causada por pessoas inoportunas, mas, se o Senhor acha que este lugar não é apropriado para si e seu grau de narcisismo e calibre, não o manteremos nesse local obrigatoriamente. Porém, se for ficar, e continuar ofendendo o restaurante de minha família, que é algo que construímos e mantemos com muito trabalho e esforço, queira retirar-se por favor.

Eu tinha perdido a noção do que estava acontecendo. Aquele “garoto”, tinha acabado de dar uma bronca a Takanori, o deixando até mesmo sem jeito.

Eu tinha achado aquela repreensão muito certa, já que, todo mundo naquele local era educado e simpático, então sinceramente, não via o porquê de Ruki implicar com eles.

– Desculpe… — Ruki murmurou, sem jeito, mas eu via claramente que ele ainda se encontrava com alguma raiva.

– Certo! Então, mesa para dois! – Hiroto voltou a abrir um enorme sorriso, e nos levou até uma mesa ao lado da janela que dava vista para a rua quieta. – Assim que tiverem feito vossos pedidos façam um sinal, sim? Virei atendê-los de imediato.

Quando vi que Hiroto já tinha se afastado de nossa mesa, fuzilei Takanori com o olhar.

– Qual é a sua? – Questionei irritado.

– Não gosto dele. Tenho a impressão que ele foi um pé no saco em minha vida passada! – Não resisti e comecei a rir da raiva infantil de Ruki.

– Tá, mas da próxima vez que quiser criticá-lo, ataque-o diretamente, se atacar as coisas que ele ama, vai acabar por se dar mal. – Voltei a rir recebendo um tapa de Takanori.

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*/Reitas pov\\*

– Então, onde vamos almoçar? – Perguntei para Uruha que sorriu bobamente olhando para o papel da música.

– Ogata-chan? – Perguntou sorrindo.

– Claro, lá está ótimo. Vamos? – O puxei praticamente á força da frente da mesa. – Uru-chan, agora que a música está perfeita, vamos comemorar, depois vamos dar um passeio pela cidade, comprar um sorvete, ir ao cinema, mais tarde vamos beber, e por fim, quando já estivermos cantando feito loucos pelas ruas, voltamos pra casa. Tudo bem? – Kouyou se lançou e meu pescoço e deu um selo casto em meus lábios de seguida abrindo um sorriso infantil.

– E o que seria de mim sem você, Aki?

Após isso, descemos as escadas calmamente, contando coisas bobas um para o outro. Decidimos que eu conduziria já que Kouyou afirmou que não gostava de dirigir comigo ao seu lado, porque eu sempre tinha a impressão de que ele bateria o carro.

Conversamos alegremente até chegarmos ao local. Uruha saiu do carro infantilmente já entrando rápido no restaurante tão bem conhecido por nós.

– Não comece a encher a cabeça do Hiroto com suas maluquices antes mesmo de almoçarmos! – Gritei quando ele já tinha entrado no local, provavelmente nem me ouvindo.

Tranquei o carro e respirei fundo e aliviado, era tão bom se todos os dias fossem assim. Calmos e sem problemas.

– SEU IDIOTA! COMO ASSIM PERDEU AS CHAVES!!! – Ouvi um gritinho irritado, inconscientemente ri baixinho. Encarei a pessoa que gritava. Ele parecia comer um moreno bonito com seu olhar, enquanto o mesmo se defendia tão irritado quanto o menor. Era uma cena cómica. E aqueles dois, realmente não me pareciam estranhos…

– Achei!! A próxima merda que tu fizer hoje eu te arranco as bolas! – O meu esforço para não rir era tão grande que minha cabeça doía. Apesar dos outros dois não me terem visto, se eu soltasse a gargalhada que estava presa em minha garganta, eles iriam perceber, e eu sou tímido.

– Ah, chibi! Cale a boca! E me dê isso! Eu conduzo! – Vi o rosto extremamente bonito do ruivinho ficar escarlate de raiva. Ele era realmente bonito, e eu parecia conhecê-lo, sim.

Aff… No que estou pensando? Estou passando muito tempo pensando nas maluquices do Uruha.

Apenas entrei no restaurante, pronto para comer até quase rebentar.

*Continua*


Notas finais
Quero agradecer aos leitores,e aos que deixaram reviews, essa fic é muito gostosa de se escrever, e tão gostoso como isso é receber reviews. Então obrigada aos que têm deixado reviews, e eu espero ansiosamente que, os outros leitores que ainda não deixaram, deixem hoje. Bjinhos e obrigada por lerem ♥