Notas iniciais
OIIIIIIIIIIIII!!! Você de mal humor!!! Você que está cansada da escola! Que já ta mandando todo mundo tomar bem no olho do cu! SORRIA :D ( não censura palavrões, censura? O.O)
É que tem capítulo novo *----------*
A música de hoje é "Lullabye" da cantora "Caroline Lufkin"
Link aqui: http://www.youtube.com/watch?v=OupDG0YG51g
Boa leitura ^^
(eu já falei que amo voces? ♥♥)

“Tell me

When you

When you

Melt

Hope someday

You'll grow a heart

‘Cause I choose you

Tell me

When, when, when

Oh someday

You'll grow a heart

‘Cause I choose you

Oh someday

You'll grow a heart”

O loiro mel se sentou numa mesa ao lado de uma janela, esperando que o garoto reparasse em sua presença, porém, o mesmo parecia demasiado perdido em pensamentos para reparar que estava ali um conhecido.

Kouyou torceu o nariz, emburrado, assim que Akira entrou e acabou com sua “surpresa”, ao ir cumprimentar o mais novo. Sim, Kouyou odiava quando Akira fazia isso.

- Você é tão inconveniente Aki! – Zangou-se ouvindo a risadinha do mais novo entre eles.

Não negava, gostava muito do mais novo. Hiroto tinha princípios diferentes, e uma alegria que poderia ser sentida de longe. Ah… Juventude. Não que Kouyou fosse muito mais velho, apenas, já era um adulto e tinha a vida aborrecida que a maioria das pessoas em sua fase adulta tinha.*

- Então… Será que é hoje de que te convenço de umas coisinhas? – Uruha iniciou vendo Hiroto abrir um sorriso desafiador.

- Pois eu duvido que me deixe sem argumentos! – Retrucou.

E ia começar denovo… Akira sorriu divertido.

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*/Aoi’s pov\\*

- Tipo assim, isso é perturbante! – Olhei para Takanori já chateado. O pequeno nunca estava satisfeito, sempre tinha algo errado, aquela coisinha bipolar não fazia menor sentido!

- Ainda bem que a gente não se beijou… Caralho, tu tira minha paciência... — Respirei fundo, falando num tom que não era nervoso, e sim cansado.

- Ah me deixe! – Praticamente gritou, sendo alvo de olhares das pessoas que se encontravam naquele parque. – Nee, Yuu… Eu me lembrei de algo. – Arregalei os olhos, pela primeira vez no dia me encontrava verdadeiramente interessado no que ele dizia.

- O que é? – A pergunta deixou minha boca de modo afobado.

- O nome… Sakamoto Takashi… Te diz alguma coisa…? – Fechei os olhos com força, sentia minha cabeça latejar fortemente. Aquele nome com certeza me era conhecido. Não que eu tivesse o ouvido em qualquer lado, eu conhecia esse nome, muito bem.

- Vamos, eu vou te levar pra casa. Você parece cansado Ruki… — O pequeno afirmou. Já havia reparado que sempre que ele se lembrava de algo, sua expressão ficava cansada e seus olhos tendiam a pesar, era algo como sono.

- Procure por ele, sim? – Eu não sabia muito bem como fazer aquilo, mas apenas afirmei com a cabeça. Alguma coisa eu teria de fazer, para alguma coisa eu teria de ser útil. Tudo que eu tinha feito até agora era ter encontrado um garoto que sequer se sentia familiarizado connosco, teria de continuar tentando convence-lo, ou fazendo-o lembrar de alguma coisa. Na verdade, eu não sabia como agir com Hiroto, já que, ele tinha respostas para tudo, e sua mente não parecia estar aberta a novas ideias.

Assim que entramos em meu carro e eu dei partida, reparei que Ruki já dormia no banco do lado, aquilo realmente o desgastava. Talvez fosse como puxar por alguém morto? Eu também não entendia bem.

Sentia dentro de mim, a necessidade desesperada de correr atrás de algumas pessoas, uma necessidade que eu sequer sabia que existia, ou quando tinha começado, era algo anormal. Era como uma vontade insana de me sentir completo, de ver que não estava sozinho e que já não tinham pedaços de mim faltando.

E como essas pessoas me completariam? O que elas fariam? O que éramos antes?

Eu estava confuso demais…

Assim que parei em frente ao prédio de Takanori, tomei a liberdade de tirar a chave de sua casa do seu bolso. Abri a porta do prédio e depois peguei-o no colo, com um pouco de dificuldade tranquei o carro.

Quando entramos no elevador vi o menor começar a se remexer um pouco, abrindo os olhos devagar e segurando minha camisa com força.

- Nee… Você poderia ficar lá em casa…? Pode usar meu computador pra ver se acha o tal Takashi… Eu só não quero ficar sozinho… estou inseguro Yuu… — E naquele momento meu coração apertou, via nos olhos daquele homem a mesma solidão e saudade que havia nos meus.

Por mais que ele fosse birrento e infantil, ele ainda era meu amigo. Não, ele era muito mais que um amigo, ele era um irmão, e eu tinha de cuidar dele.

Naquele instante era como se todo o peso do mundo caísse sobre mim, como se as palavras que soavam roucas e pesarosas em meu ouvido, durante a noite, voltassem com mais intensidade e verdade, me fazendo sentir como o pior canalha do mundo.

- Eu fico Ruki. – Assenti e num ato espontâneo depositei um beijo em sua testa. Como um irmão mais velho, e talvez fosse por isso que eu gostasse tanto de aturar aquele insuportável…

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*/Uruha’s pov\\*

Havia sido um bom almoço, e é claro, tínhamos rido muito, eu fiquei bem mais descontraído, e por momentos consegui esquecer a tensão que rondava meu corpo durante os últimos tempos.

Para ser sincero, eu sempre, desde pequeno, me sentia sozinho. Muito mais sozinho que as outras crianças, e a única pessoa com quem eu conseguia brincar era um menino baixinho do qual o nome esqueci. Mas ele mudou de cidade, e aí eu fiquei ainda mais sozinho. Eu tive amigos, eu até que tinha bastantes amigos, mas nenhum deles me completava. Até que eu conheci o Aki. O Aki completou uma parte de mim, me lembrava aquele menino que conheci quando pequeno, porém, não era ele. E desde que eu conheci o Aki, essa minha vontade de encontrar o que faltava, cresceu de forma violenta, a ponto de cada dia mais, eu ficar obcecado e correndo atrás desse pedaços que me deixavam vazio.

Devo confessar que á medida que o tempo foi passando, ficou mais difícil de esconder minha solidão, eu fiquei fragilizado demais. E aí eu me apeguei ao trabalho, á vontade de ser perfeito. Eu já era perfeccionista demais antes, mas depois que começaram essas crises de solidão, e que eu comecei a ter flashs e lembranças estranhas em minha memória, eu tive que achar uma maneira de fugir. Então eu passei a deixar de dormir para trabalhar, eu comecei a exigir demasiado de mim, passando horas e dias a fio sem dormir e comer mal, mas esse perfeccionismo começou a acabar comigo, e a acabar com Akira também. É claro que eu me sentia culpado, não é bom ser peso para alguém, e querendo ou não, eu sou assim para o Akira. Um peso, e nada menos.

Por mais que minhas músicas tivessem passado a valer muito mais, por sua letra bem trabalhada, pela estrutura delicada e perfeita, pela canção melodicamente aperfeiçoada e detalhada por minha cabeça, isso não compensava o esforço que Akira tinha para comigo.

Eu precisava mudar, e eu sabia que sim. Mas não se sentir sozinho era impossível quando sabia que havia alguém me procurando.

Eu descobri que o nome da pessoa que eu necessitava se chamava “Aoi”, eu sabia, era dele que eu precisava, não só dele, mas principalmente ele. Eu fico sim paranóico e nervoso, eu ouço a voz dele, e não estou mentindo quando o digo. Mas Akira não acredita, ninguém acredita, e pior que isso, é saber que o Akira me dá como louco, e infelizmente, eu sei que ajo como tal.

- Kouyou? – Olhei em direção a Akira, sorrindo melancólico, mesmo que eu desse meu melhor sorriso ele saberia se era verdadeiro ou não, afinal, estava á minha frente o homem que me conhecia melhor que os próprios pais.

Eu não evitei deixar lágrimas aflitas escorrerem de meus olhos quando ele me abraçou apertado. Não evitei esconder meu rosto na curva de seu pescoço e descansar ali. E não evitei sorrir ao ouvir sua voz suave e rouca sussurrar melodicamente em meu ouvido.

- Eu te amo

E eu sabia que aquele amar, era um amar de amizade, e não mais que isso. Sabia que aquela frase era num sentido de família, num sentido de poder contar com ele pra tudo. Então eu apenas retribuí á frase com carinho.

- Também te amo, Aki…

E eu sabia, que se o tivesse ao meu lado, ele me daria forças para encontrar a felicidade.

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*/Aoi’s pov\\*

Eu olhava para tela do computador, já estava cansado.

Há quanto tempo procurava aquele nome?

Sabia que fazia mais de três horas.

Mas eu não iria desistir, não até sentir aquela sensação de que alguns dos Sakamoto Takashi, pudesse ser quem procurávamos.

E por alguma razão, senti um frio na espinha quando ouvi o meu celular começar a tocar.

Olhei o visor que piscava “Hiroto” e eu sabia, algo me dizia, que coisa boa não era.

- Hiroto-kun… Algum problema?

- Yuu-san… me ajude… — Sua voz estava embargada e os soluços eram bem audíveis do outro lado da linha.

- Se acalme, o que aconteceu…? – Ele pareceu respirar fundo, para depois começar a falar mais baixo e devagar, apesar de na minha opinião ele estar praticamente berrando.

- Minha família tinha uma grande dívida, e por conta disso, nos tiraram o restaurante… Nós morávamos nos fundos dele, entende? Éramos até felizes… Mas agora meus pais e meu irmão foram pra casa de minha tia, mas ela não gosta de mim, me descrimina e diz que sou uma aberração por ser gay, minha família quis sair de lá e ficar comigo por causa disso… Mas eu não quero que eles venham para a rua, e por isso disse que eu sabia onde ficar… Mas eu não tenho pra onde ir… Por favor, Yuu-san, me ajude… Por favor… — O soluços voltaram a ser altos e tudo o que eu conseguia fazer era ficar de olhos arregalados.

- Onde você está, garoto?! – Me assustei quando Ruki, que eu sequer tinha reparado acordar, tomou o celular de minha mão.

- Naquele parque… Em frente o restaurante… — Ouvi, afinal ele não conseguia moderar o tom da voz.

- Certo, estamos chegando. – Ruki desligou e me entregou o celular. Eu ainda olhava estático para ele.

- Vamos! Está esperando o quê?! Ele não tem pra onde ir! – Mordi o lábio assentindo, nunca tinha passado por uma situação igual, ou parecida e por isso estava nervoso. E por mais que Ruki tentasse se manter firme, eu via no fundo de seus olhos, a mais pura e genuína preocupação.

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Quando chegamos ao parque me assustei com o abraço apertado que me envolveu, e as lágrimas que começaram a molhar minha camisa. Mas eu só consegui retribuir.

Eu estava tão sem reação e sem saber o que fazer, que quase tudo que fazia era automático.

- Obrigado…

Troquei alguns olhares com Ruki e pouco depois ele se aproximou de nós, tocando no ombro de Hiroto. O mesmo pareceu se assustar um pouco mas me largou, olhando para Ruki, com certo temor.

- A casa do Yuu é pequena demais, e ele é safado e leva muitos putos pra lá. Então você vai ficar na minha casa. – Sentenciou e eu arregalei os olhos. Não pela frase mentirosa que ele tinha dito antes, mas sim pela que veio a seguir, e a sua ação carinhosa ao sorrir infantilmente para Hiroto e o abraçar. Ruki talvez fosse um pouco bipolar… — Mentira, o Yuu simplesmente trabalha demais, e chega morto em casa, eu trabalho menos, então acho que ficará melhor comigo.

Não conti um sorriso ao ver Ruki me piscar o olho e sorrir quando Hiroto finalmente retribuiu o abraço com uma força que me pareceu insana.

- Eita porra… Dois gnomos numa casa só, puta que pariu, quanta fantasia.** – E eu consegui arrancar um riso abafado de Hiroto e um olhar letal de Ruki. Mas eu não sentia medo. Não agora. Eu tinha mais do que certeza de que Ruki não poderia ser mais que gentil naquele momento.

Sim, Ruki é amável.

*Frase do meu professor favorito, amoroso e fofinho que me dava conselhos de namoro, na escola, e na vida alheia e tudo mais *-----* Ele já me disse que a infância é legal, porque muitas pessoas quando são adultas não conseguem mais se divertir. É algo como “Acordar, comer, trabalhar, dormir” e poucas coisas a mais que isso…

**O Hiroto tem 1.67,8, se não me engano… se for mais que isso é muito pouco kkkk’

Notas finais
Manda review? Eu tou de bom humor... *-* Manda review? Eu amo as opiniões e comentários de vocês!!! *-* Obrigada por lerem ♥
(Ne Liza-chan? Obrigada coisa fofa, pela recomendação ♥)