All I Need

8 Just some hours


Notas iniciais
MIL DESCULPAS! Eu ainda não respondi os reviews, mas com isso de arrumar malas e encaixotar coisas, e confirmar mil vezes se está tudo certo, eu não tive muito tempo, hoje então aff... -_- Comecei o dia pensando que teria tempo, e no final nao tive MERDA DE TEMPO NENHUM. Mas eu prometo responder os reviews ainda hoje e...
OMFG EU TOU SURTANDO POR ISSO AQUI TER 3 RECOMENDAÇÕES!!!!
(arigato May-chan ^^)

*/Narradora’s pov\\*

– Não vai dar! – O rapaz de cabelos castanhos jogou os papéis que tinha sobre a mesa no chão.

– Você deveria ter mais calma. – O moreninho á sua frente avisou.

– Não dá Yutaka, não dá! Eu estou tentando contactar aquela merda de galeria á três dias! Três malditos dias! – Yutaka abriu um largo sorriso. Admitia que aquilo não lhe incomodava nem um pouco, porém, parecia ser o fim do mundo para seu assistente.

– Você deveria esquecer isso. – Provocou.

– Mas que porra, Kai! Eu odeio ser seu assistente! – Gritou irritado, ouvindo uma gargalhada de seu patrão.

– Não há o porquê de se preocupar tanto! – Exclamou. Estava pasmo com a preocupação de seu assistente.

– Kai! Kai meu amor olha pra mim! – Segurou o rosto do moreno em mãos. – Você já viu a oportunidade que é, você expor seus quadros numa galeria tão conceituada?! – Perguntou desesperado.

– Eles não me parecem querer por lá. – Deu de ombros.

– Porque eles ainda não viram seus trabalhos! Mas quando virem, eu tenho certeza de que – O moreno interrompeu-o com um olhar repreensivo.

– Pela minha sanidade, e, pelo seu bem-estar. Esqueça isso, Saga. Vá para casa. Já é quase manhã. – O assistente suspirou, vendo seu patrão deixar a sala.

Quando ele deixaria de ser um simples pintor?

– Você é humilde demais, Kai. – Voltou a suspirar, começando a arrumar suas coisas.

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– Eu já entendi que ele te beijou Ruki. – Declarou Aoi em tom de tédio.

– Foi tão lindo… — Ruki pousou levemente seus dedos sobre os lábios, ainda agora sentindo o beijo.

– Para de ficar brisando e me ajuda a raciocinar.

Aoi se levantou, começando a andar pela sala espaçosa de Ruki, como se aquilo o fizesse pensar melhor. E, de certa forma, lhe fazia bem mesmo.

– Hiroto? – Perguntou ao menor, enquanto passava os dedos gentilmente pelas têmporas.

– Dormindo que nem pedra. – Respondeu.

– Melhor assim.

Yuu voltou a andar pela sala, não percebendo o olhar, quase irritado, de Ruki sobre si. A cena se repetiu por mais algumas vezes, até que, perdendo a paciência, o baixinho jogou umas de suas pantufas sobre o maior.

– Mete o cu nesse sofá, Shiroyama. – O moreno, um pouco surpreso pelo susto, sentou-se ao lado do baixinho. — Me manda parar de pensar no beijo mais delicioso dessa vida, para ficar passeando pela minha sala? – Um suspiro foi ouvido e logo o moreno começava a falar.

– Por mais que eu tente entender… Eu não consigo. Não sei o que está acontecendo, não sei quem ele é, mas ele sabe perfeitamente quem eu sou. – Olhou para o baixinho, que assentia devagar, ponderando sobre os fatos. — Será que o Nao também sonhou? – Questionou já olhando para o telefone, vendo Ruki negar freneticamente com a cabeça.

– N-não ligue para ele! Não a essa hora! – Quase implorou.

– Aé… Ele é bipolar. – Suspirou.

– Então devemos procurá-los? – Perguntou o moreno.

– É o jeito ne? Talvez devêssemos contratar aqueles detetives. – Yuu começou a rir, acariciando a face do menor.

– É muito caro Ru-chan. A não ser que se ofereça a pagar por mim. – Takanori estreitou os olhos, reparando na cara pedinte do amigo.

– Tá! Mas é só porque o Reita e o Uruha valem a pena!

– O que tem o Rei-chan e o Uru-chan…? – Os dois amigos olharam para trás, vendo a figura curiosa de Hiroto, de cabelos completamente bagunçados e feição de sono.

– Você os conhece?!

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*/Reita’s pov\\*

Eu precisava de cuidados. Precisava urgentemente de tratamentos médicos, ou até mesmo de levar uns socos, para ver se acordava para a realidade.

– Aki! – Vi Kouyou se jogar em minha cama, rindo histericamente. – Eu te avisei! Eu te avisei que ele existia!

Eu não pude esboçar outras reações que não supresa e angústia. As duas se entrelaçavam por meu sangue e faziam meu corpo gelar.

Kouyou só poderia estar brincando…

– Do que você está falando, Kouyou? – Minha pergunta saiu mais desesperada do que queria.

– Do sonho Aki! – Gritou radiante.

– Está brincando… — Ri. Era lógico que ele estava me zuando.

– Claro que não Aki! Não lembra!? Você tava comigo! – Neguei com a cabeça segurando em seus ombros.

– Você não está falando sério Kouyou. – Ele se perdeu em minhas expressões. Começou a passar a mão por meu rosto, como que querendo suavizá-las.

– Eu estou falando a verdade, Rei… Você estava lá comigo, não se lembra? – Olhou-me profundamente.

– Não, Kou! Nada disso! – Exclamei irritado.

– Reita, pára de negar! Eu sei que você se lembra! – Neguei fechando os olhos.

– Uruha, me deixe sozinho. – Pedi.

– VOCÊ SABE QUE É VERDADE! – Gritou e eu encarei vermelho de raiva.

– LÁ PORQUE VOCÊ ESTÁ LOUCO NÃO QUE DIZER QUE EU TAMBÉM ESTEJA! – Explodi, sentindo meu sangue esquentar e correr mais rápido por minhas veias.

Mas nada daquele desabafo e explosão, melhorou a situação. Na verdade, só piorou, pois, assim que minha consciência foi voltando, Kouyou estava a minha frente, me olhando incrédulo, com feição triste demais para ser normal.

– Você tem razão. – Sibilou, quase automático, se levantando da cama e saindo do quarto.

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*/Aoi’s pov\\*

Eu encarei Hiroto como se ele tivesse sete cabeças, eu sei disso, porém, a forma íntima de como ele chamou aqueles nomes…

– Você os conhece?! – Questionei impressionado, me levantando e indo até ao garoto.

– Ah… — Ele bocejou e depois me encarou indiferente. – Eles iam no restaurante. São meus amigos…

– ELES SÃO SEU AMIGOS, SUA PESTE!? PORQUE PORRA VOCÊ NÃO DISSE ANTES! – Ruki berrou e eu apenas vi Hiroto se encolher.

– Ruki! – Repreendi. O pequeno apenas virou a cara, emburrado.

– Não liga Hiro-chan. Ruki só está um pouco impaciente. – Ele assentiu, sorrindo por conta do apelido. – Mas me diz… onde eu posso encontrá-los?

– Hmm… — Ele pôs a mão sobre o queixo, pensativo sobre a questão. – Eu só conheço eles do restaurante, eles iam lá com frequência, mas assim… O Uruha é compositor, acho que você pode pegar o número dele na internet. – Concluiu sorrindo, mas, eu só pude negar.

– Não tem nada na internet sobre ele. – Mordi o lábio em sinal de nervosismo. Mas logo sorri, nervoso.

– Ele não usa “Uruha”, ele usa U-sama. – Falou de forma engraçada, me deixando com um sorriso que de nervoso, passou para bobo.

– Ruki!? – Olhei para o pequeno, pronto para pedir o laptop, mas ele já o ligava, me sorrindo radiante.

– Quando você vem com a farinha, eu já estou comendo o bolo. – Brincou, digitando a senha e xingando em seguida, percebendo que o laptop ainda estava iniciando – Coisa lerda!

– Nee porque vocês querem saber do Reita e do Uruha? – O mais novo perguntou ainda mais curioso.

– A gente tem algo importante pra falar com eles. – Expliquei. E ao contrário do que eu pensava, Hiroto se contentou com aquela declaração, não demonstrando mais interesse.

– Eles moram juntos, então se vocês forem atrás do Uru, provavelmente encontrarão o Reita também. – Recomeçou Hiroto.

Eu sabia que a cena poderia ser hilariante, pois assim que eu e o Ruki ouvimos “moram juntos” ficamos desesperados.

– Mas não é que eles sejam namorados nem nada do tipo, eles só são amigos de infância. – Voltou a explicar, após perceber a nossa dúvida desconfortável.

– Achei! – Ruki gritou. Eu tinha a certeza que nunca tinha visto um sorriso tão lindo e esperançoso em sua face. Estava escrito na sua testa “Ansioso por encontrar o Rei-chan”.

– Devemos ligar? – Perguntei incerto.

– Eu não ligaria, sequer são seis da manhã. E bem… Uruha sempre me disse que seu escritório era no sótão, então, provavelmente, esse telefone também está no sótão… Considerando que ele está no quarto dormindo, ele não vai ouvir. – Hiroto voltou a se manifestar, e eu poderia dar um beijo nele, e tudo o que ele quisesse, por ser a ponte que nos ligava àqueles dois.

– Uruha já te disse a que horas ele acorda? – Foi a vez de Ruki perguntar.

Eu não podia deixar de notar que sua voz tinha um tom entediante e birrento, quase sempre que se dirigia a Hiroto. Talvez eles realmente tivessem sido rivais, ou algo do tipo, em outra vida.

– Eu não sei… Mas como ele trabalha em casa, acho melhor ligar no horário de almoço.

– Tudo isso?! – Perguntei mais para mim mesmo que para os outros dois, recebendo risinhos.

– Ah Yuu, relaxa! – Ruki veio até mim, com um sorriso diabólico nos lábios, e eu sabia, que alguma bomba estava para estourar em minha cabeça.

– Seu loiro vai esperar. – Sussurrou em meu ouvido, para que apenas eu ouvisse. Um arrepio percorreu todo meu corpo, ao me lembrar da face de Uruha, daquele sorriso de criança contagiante, ele era tão lindo… Eu tinha mesmo sido companheiro dele em outra vida? Digo, eu sou tão simples…

– Como sabe que ele é loiro?! – Inquiri curioso, até que com um sorriso ainda mais diabólico Ruki apontou para a tela do laptop, e nela estava uma foto de Uruha.

– Tem mais… ele tem uma galeria de imagens no site… Ele tem posts diários também, falando sobre seus dias, feitos e etc. – E eu sei que voei até ao laptop começando a mergulhar naquela galeria, revirando todas as fotos e me perdendo na beleza daquele homem.

– Só mais umas horas Uruha… — Sibilei.

Talvez eu morresse de ansiedade ali mesmo, só por saber que apenas algumas horas nos separavam.

Notas finais
Repararam que a fic tem capa nova? *-* Foi feita pela Liza ♥
Arigatooo Liza-chan!
Bjinhos gente e eu juro que respondo as reviews ainda hoje
MIL DESCULPASSSS11