All I Need
3 Hurt
Notas iniciais
Boa leitura!
*/Aoi’s pov\\*
– Você… acredita em reencarnação?
Fiquei encarando o baixinho com a minha melhor cara de retardado. E depois comecei a rir.
– Ah, Taka! Nem vem! – Tentava prender o riso, já que, estavam quase se tornando gargalhadas.
– O que é!? – Indagou ríspido. Tá, fiz merda. Assim que parei de rir, fiquei sério, o olhei no fundo dos olhos. É, ele não estava brincando.
– Isso é sério? É ridículo Takanori!
Ele me mandou infinitas facadas com o olhar. Eu podia ver nos olhos dele, a reprodução perfeita de um crime. Eu vacilei… estraguei tudo… merda!
– Então me deixe quieto com essa minha ideia toda ridícula! Eu vou descobrir o porque de me lembrar desses nomes e de “achar” que você é um irmão, ou melhor, uma merda de irmão! – Praticamente cuspiu as palavras na minha cara e deixou o local. Preciso dizer que as pessoas estavam olhando para mim com cara de repreensão?
Podem me chamar de todos os nomes ruins. Ele é infantil mesmo, não vai me perdoar sem um bom argumento… Sei que estou errado, mas ele não precisava ter atuado dessa maneira, precisava? Ele gritou pra quem quisesse ouvir… Merda Takanori, que merda!
*********************************************************
Sabem, quando a consciência pesa, é muito ruim. Eu estava mau, muito mau mesmo. Por mais que eu tivesse convivido com Ruki por menos de seis horas, eu já sabia que, apesar de ele ser extremamente bizarro e birrento, ele não sabia esconder mágoa por trás de sua máscara. E sim, eu sabia, o havia magoado de uma forma profunda. Eu tinha brincado com algo que ele levava demasiado a sério. E aquele sentimento tão ruim de erro, ficava ali, depositado no fundo mais sensível de meu coração.
Olhei no relógio, já passava das três da manhã, com certeza se eu ligasse para ele a essa hora, pra além de não ser perdoado, seria mandado pro um lugar nada bom.
Porquê tudo tinha mudado tão de repente? Eu era apenas um dentista recém-formado, esperando pelo emprego perfeito enquanto trabalhava naquele lugarzinho dos infernos. Então como todo aquele sentimento estranho de “conhecer pessoas” me atingiu?
Eu ainda estava na idade de pensar que a vida era infinita, então porquê ter esse tipo de preocupação aos meus vinte e três anos de idade? E porquê pensar dessa maneira me fazia sentir o pior porco do mundo? Que sensação de correria é essa no meu peito!?
Angústia, angústia, angústia…Dor…
– Saia… — Sussurrei escondendo minha cabeça debaixo do lençol, como uma criancinha assustada. – Você está tirando meu sono… saia… — Pedi sentindo meu coração bater descontrolado. Medo? – Uruha… — Chamei entre o silêncio da noite e o escuro de meu quarto.
E aquela era a pior sensação do mundo. Era a sensação mais desesperadora e medonha. Sabe porquê? Porquê eu não sabia a razão pela qual me sentia assim…
Quando você está vendo a desgraça acontecer diante de seus olhos, você tem noção do que te assusta, do que não te assusta, do que pode evitar, do que pode aprovar. Mas, eu não sabia nada… Eu não tinha razões… Eu não tinha conhecimentos… Eu só tinha minhas dúvidas, e minha angústia descontrolada, gerando medos e inseguranças. Gerando lágrimas, gerando soluços e gerando um pânico exagerado. Um pânico extremo ao ponto de me deixar com um nó na garganta, com vontade de gritar e chamar por alguém que eu nem sabia quem era, mas por quem sentia um sentimento mais forte que qualquer outro? Eu não tinha a mínima ideia.
– Porquê eu tenho medo de te perder? – Mais uma vez minha voz ecoou no negro de meu quarto.
Sem perceber, eu dormi. Um sono nada tranquilo, um sono forçado, forçado pela minha própria mente pesada. Não sabia quanto tempo tinha chorado, e nem quando tinha dormido. Só senti as pálpebras pesarem e tudo se tornar definitivamente escuro. Mergulhei por fim, na dor, na dor de meu pesadelo real, sem noção e assustador. Dor.
“Cold, cold is the sheep with no wool.
Black, black is the shade of my skin.
Plain, plain is the simple we seek.
Fake, fake is the lie we all use.”
*********************************************
Sábado.
Mais do que nunca, esse dia me parecia assustador. Eu estava perturbado demais para ficar sozinho em casa, precisava de ver pessoas, estar no meio delas, mesmo que, entre elas, não encontrasse a razão de meu desespero.
Não liguei para roupas, peguei a mesma com que tinha saído no dia anterior. Não comi, nem isso queria fazer sozinho. Segui para uma padaria que havia em frente minha casa.
Comecei a relaxar quando vi a rua movimentada. Assim estava melhor, muito melhor. Não é como se eu tivesse medo de ficar sozinho em casa, mas com barulho, carros, pessoas, vento e tudo mais, eu me sentia mais calmo. Simplificando, era um pouco mais difícil de estar pensando completamente e unicamente no que vinha acontecendo comigo de dois dias pra cá.
Entrei na padaria e ri ao constatar que a empregada do local, e também minha ex-namorada, brigava com um cliente. Ah… ela nunca mudava.
– Shizue, os clientes têm sempre a razão! – Seu patrão interferiu e a garota torceu o nariz. Esqueci de dizer que, seu nome não tinha nada a ver com sua personalidade. A não ser que, você pense que “tranquila bênção”, tenha tudo a ver com uma mulher, barulhenta, barraqueira, cheia de si, extrovertida, e irritadiça. Acho que agora concorda com meu pensamento. Estou certo?
Me sentei numa mesa afastada e assim que Shizue me viu, ignorou o patrão, ou melhor, pai. E veio até mim.
– Yuu-chan!!! – Se jogou no meu colo. Assim mesmo! Eu tenho dom pra passar vergonha em qualquer lugar que se coma. Comida… seus pervertidos…
– Shizue… você não deveria fazer isso do nada, ainda mais com seu pai por perto. – Ela se levantou, se deu conta do que fazia e riu baixinho.
– Desculpa, as vezes esqueço. – Sorriu marota.
– Sei… — Retribuí o sorriso, um pouco mais animado. Ela não era só uma ex-namorada. Ela era aquela que mulher que puxa sua orelha e gasta seu dinheiro. Definindo: Melhor amiga.
– O que vai querer? Com você, é por conta da casa. – Resmunguei inconformado. Mas sabia, não valia a pena recusar, ela era mais teimosa que eu, iria fazer escândalo e eu chamaria atenção mais uma vez.
– Me traz um pedaço daquele bolo de maçã e canela que tá cheirando da janela do meu apartamento, e um copo de leite puro. E diz pra sua mãe que eu amo ela. – Ela riu murmurando um “interesseiro” e saindo de perto.
Aproveitei para pegar meu celular e digitar o número do baixinho. Eram dez da manhã, ele já deveria ter acordado, ne?
– Quem é? – Perguntou com voz grogue. Ah… eu acordei ele…
– Yuu… — Sibilei com receio.
– Bom dia. – Disse educado, me assustando com seu tom natural, como se não tivesse ficado magoado comigo na tarde anterior.
– Bom dia, Taka. Me desculpe por ter te acordado. Mas… eu precisava te pedir desculpas por causa daquele meu jeito imbecil de ontem… Sei que só um telefonema é injusto. Então, queria te pedir desculpas com um pedaço de bolo de maçã e canela e um leitinho fresco. O que me diz?
– Traga pra minha casa. Agora. – Mandou embolando as palavras e desligou o telefone. Ah… doce Ruki.
Assim que meu pedaço de bolo chegou, devorei-o rapidamente e depois me despedi de Shizue e seus pais.
É, eu sabia onde o Ruki morava, já que, ele tinha me contado que era num de dezoito andares e azul claro ao lado do shopping mais próximo. É lógico, foi fácil. Eu só não sabia qual andar e número era.
– Sobe!!!! – Me assustei com um grito e olhei para a varanda. O Ruki estava de pijama branco com bolinhas vermelhas, eu iria rir, mas antes que tal acontecesse entrei no prédio contendo meu riso, se ele percebesse a razão de meu riso com certeza o pedido de desculpas iria por água abaixo.
– Décimo segundo andar número quarenta e sete. – A voz dele ecoou pela escada. Entrei no elevador e assim que o mesmo chegou ao local ele nem me disse nada, apenas arrancou a caixa das mãos e a garrafa com leite.
– Vai ficar com isso e fechar a porta na minha cara? – Ele apenas fez um sinal com a cabeça indicando para que eu entrasse.
Me assustei um pouco com o apartamento um tanto… luxuoso, do baixinho.
– Que foi? Achava que baixinhos não podiam produzir dinheiro? Se ferrou! – Falou ríspido com a boca cheia de bolo. Arqueei a sobrancelha com aquela cena. Parecia um anãozinho guloso e um tanto mal-humorado sentado no sofá, e não um “cara normal”. Talvez… um smurf que não é azul…?
Me sentei ao seu lado e ri baixinho. Mas, por fim, o silêncio reinou e tudo que se ouvia era o, quase silencioso, mastigar de Takanori.
– Taka, eu não acredito em reencarnação, mas se você me diz que existe, eu vou passar a acreditar. – Ele se engasgou com o bolo e eu tive que dar tapas leves em suas costas. Quando ele finalmente conseguiu volta ao seu normal o encarei preocupado – Você está bem?
– Eu estou… é só… como pode acreditar porque eu disse? – Perguntou apreensivo.
– Eu confio em você. Só isso. Se você diz que existe. É porque existe. – Sorri.
Vi seus olhos quase marejarem.
– Ah qual é!? Vai chorar porque eu fui profundo e legal? Pensava que era mais forte que isso. – Tentei brincar mas ele continuava com aquele olhar de cachorrinho abandonado. – Cara na boa… Não chora… — Ele continuou com aquela carinha. Eu já estava quase ficando com o mesmo olhar que ele quando ele gargalhou.
– Yuu! Você é demais! Você fala de mim, mas caiu direitinho! – Começou a gargalhar descontroladamente. Maldito.
– Desculpe se você sempre tem cara de cachorrinho abandonado! – Revidei irritado.
– Tipo daquela vez que que meu sorvete foi para no chão e eu quase chorei e você caiu e começou a tentar me controlar!? – Riu desdenhando.
– Do que está falando? – Perguntei confuso. Ele parou imediatamente de falar e me encarou assustado. – Eu… eu não sei… — Eu sabia, ele agora não estava fingindo. – Eu só me lembrei disso.
– Como era essa situação? – Perguntei curioso. Isso era tão irreal…
– Eu briguei com alguém, que não conseguia ver… e aí meu sorvete caiu, eu fiz a famosa carinha e você ficou com pena e fez a famosa cena triste… — Fechei os olhos tentando inutilmente lembrar de algo, mas minha cabeça apenas doeu…
– Eu não consigo me lembrar de nada. Desculpe. – Ele assentiu, absorto em pensamentos.
– Tem o número do Naoyuki? – Perguntou aleatório.
– Sim, quer se encontrar com ele?
****************************************************************
O tempo passou muito rápido. Eu e Ruki contamos tudo, com todos os detalhes ao Murai, e ele parecia viajando com o que falávamos. Por vezes ele sorria, e outras ficava sério. Não que houvesse muito para contar mas, o pouco que havia, era bastante “conclusivo” e “obvio”, na opinião de um certo ruivo baixinho.
– Isso é estranhamente nostálgico. – O bochechudo sentado ao meu lado no sofá da casa de Ruki, revelou.
– A gente não está te zoando Nao-kun.
– Estamos tão confusos quanto você. – Ruki disse incerto.
– Eu acredito em reencarnação, então acho que isso é uma possibilidade. – Ele sorriu amigável. Claramente um pouco inseguro sobre o que dizia.
– Esperem um pouco. – Ruki se levantou e foi até ao corredor, ouvi uma porta se abrir e barulho de coisas sendo remexidas. Pouco tempo depois ele voltou com um bloco de papel e uma caneta.
– Shiroyama Yuu. Murai Naoyuki. Matsumoto Takanori. – Falou enquanto escrevia no papel. – Somos dez, só faltam mais sete pessoas. – Arregalei os olhos. Como assim éramos dez?
– Como sabe disso?! – Eu e Naoyuki inquirimos ao mesmo tempo. O pequeno deu de ombros.
– Intuição. Eu nunca tinha dito porque, um moreno de piercing, disse que não acreditava em reencarnação. – Estreitou os olhos me deixando desconfortável.
– Desculpe. – Ele voltou a dar de ombros.
– Então faltam sete pessoas. Entre elas está… — Olhou para mim.
– Uruha. – Ele assentiu.
– Será homem ou mulher? – Indagou para si mesmo mas eu respondi.
– Homem. – Ele me encarou de lado, um sorriso estranho nascendo no canto de seus lábios.
– Sei… é intuição, ne Yuu? – Maldito… Brincando com meu coração machucado… Esperem, machucado porquê? Eu estou ficando doido…
– Não fale besteira! Eu… apenas… me lembrei do que disse antes! – Me defendia encarando o teto.
– Você se lembra, ou estranha de alguma coisa Naoyuki? – O baixinho se virou para o bochechudo.
– Bem… eu de vez em quando tenho… uns sonhos… — Corou violentamente.
Sabem, eu tenho medo do Ruki. É que, ele tem um olhar demasiado potente para alguém tão “frágil” como o Naoyuki…
– Eróticos!? – O ruivo praticamente pulou em cima de Naoyuki.
– Saia. – É, acho que a casa caiu. Eu sentia, sim, aquela coisa nostálgica em cada um dos atos que os dois manifestavam á minha frente, porém, aquilo havia sido incrível. Nunca pensara que o bochechudo teria tanta firmeza na voz. Ele amedrontou o Ruki.
– Ele é moreno, tem um corpo bem definido, sorriso encantador com direito a covinhas. Olhos escuros, mas não tanto como os do Yuu-san. – Falou sem pudor. Tá, agora deixem eu me acalmar… O Naoyuki tem dupla personalidade!?
– Você não sabe o nome dele? – Perguntei vendo que o baixinho não voltaria a falar tão cedo hoje, não com o Naoyuki.
– É mudo.
– O que é mudo. Ele é mudo? – Inquiri confuso.
– Os sonhos são mudos. – Estreitou os olhos. É, eu não sei porque, mas acho que ele aprendeu a fazer isso com alguém…
– Então é tudo o que temos. Nós três estamos reunidos, temos o tal Uruha, e esse moreno dos seus sonhos. Com isso somos cinco. Mas nós precisamos de pistas concretas! – Takanori bufou, completamente irritado.
– V-você vai procurá-los? – Naoyuki indagou gaguejando. Personalidade fofa *on*?
– Claro que vou! Eu quero saber o porquê de estarmos assim! Eu sempre fui curioso! E estou sentindo que pra além de amigos… tem alguém importante no meio. – Então… será que ele sentia o mesmo que eu? Será que era com o Uruha também? Espera… eu nem sei quem é Uruha…
– Ruki, você parece ter mais “informações” que nós. Continue se esforçando para podermos descobrir mais sobre isso. – Pedi.
– Não é como se eu pudesse simplesmente “fazer”! Entenda Yuu! Toda a vez que eu lembro alguma coisa, parece que minha cabeça vai explodir! Eu estou fazendo um esforço grande demais! Se eu forçar mais um pouco é capaz de minha cabeça explodir! – Me repreendeu – Era bom se você ajudasse! Você está aqui tipo intruso não sabe de nada! Não lembra de nada! E nem parece interessado com nada!
– Isso é mentira Takanori! Eu estou completamente louco com essa situação! Sabe quantas vezes o “fantasma” Uruha, me perturba!? Você não sabe! Então cale-se! – Nós íamos brigar…
– Discutirem não ajuda, sabiam? É melhor pararem.
Já estava pronto para dizer um bom “não se meta!” para Nao, quando reparei na risadinha baixinha dele, familiar demais.
– Eu vou pra casa. – Informei saindo apressado do local.
**************************************************
Eu me sentia tão perdido, mais desnorteado que barco sem leme.
O vento frio batia violento contra minha pele, tornando-a muito mais fria do que o normal. Gelava ainda mais o coração que antes parecia aquecido pela solidão e, agora, a mesma o deixava congelado de maneira cruel. E porquê?
Tinha esquecido a chave do carro na casa de Takanori, e sinceramente, não estava nem um pouco a fim de voltar e a pegar, mesmo que isso custasse uma hora andando a pé pela noite fria.
Eu nunca tinha acreditado em reencarnação, mal acreditei em mim mesmo quando disse a Ruki, que acreditava se ele dissesse que era verdade. Estava cansado, eram demasiados ‘porquês’ rondando minha cabeça. Tantas perguntas, nenhuma resposta, não uma conclusiva, não uma que pudesse ser cientificamente comprovada, e claramente aceitável na minha cabeça racional e materialista. Talvez eu devesse parar de ser tão incrédulo… Talvez devesse aceitar isso por mim mesmo, e não porque o Ruki disse.
Continuei caminhando calmamente, já passava das dez, estava esfomeado, por isso entrei em um pequeno restaurante que encontrei pelo caminho.
O local estava com bastante movimento, as pessoas ali alegres, alegres demais para minha paciência curta, e para piorar, acompanhadas demais, para minha solidão. Pensei em sair do local mas, assim que fiz menção de fazê-lo e virei as costas, uma mão circulou meu pulso.
– O que! – Olhei para trás um rapaz com olhos curiosos e arredondados e num tom castanho amendoado me sorriu.
– Você se sente sozinho? Se for assim eu me sento com você! – Encarei aquele rapaz, para não dizer pirralho, ele deveria ter o quê… dezesseis anos? – Não me olhe com essa cara! Não estou querendo nada com você seu pervertido! E alem disso estou quase com dezoito anos. – Reclamou com um sorriso pedinte. – E outra… a gente quase não tem movimento durante a semana… por isso, pra compensar, não podemos deixar clientes escaparem no final da semana… juro que a comida não é ruim! – Implorou o adolescente á minha frente. É com cada um que aparece na minha frente…
– Tá, tá bom. – Sibilei num misto de irritado e derretido com o pedido do rapaz. Podem me chamar de estúpido agora, mas eu jamais negaria alguma coisa pra ele, porque ele me parecia igual ao Ruki ou ao Nao. É, talvez eu devesse conhecê-lo melhor. Quem sabe assim o Ruki deixaria de me chamar de inútil? – Mas você tem que se sentar comigo, e me responder perguntas sobre você! – O moreninho estreitou os olhos, quase pronto pra me chamar de pervertido denovo, tenho certeza, mas por fim suspirou e assentiu. – Sou Shiroyama Yuu, prazer.
– Ogata Hiroto, prazer. — Me sorriu. E eu soube, ele não sentia a mesma nostalgia que eu.
Fale com o autor