Notas iniciais
Desculpem a demora tive problemas de saúde e um corre corre sem sim em minha casa devido as festas de fim de ano então aqui está mais um capitulo espero que gostem beijoss e otimo domingo a todos !!!

I've been sleepless at night

Cause I don't know how I feel

I've been waiting on you

Just to say something real

There's a light on the road and I think you know

Morning has come and I have to go

I don't know why, I don't know why

We need to break so hard

I don't know why we break so hard

But if we're strong enough to let it in

We're strong enough to let it go (oh oh oh oh)

Let it all go

Let it all go

Let it all out now

Rhodes feat Birdy — Let it all go

Pov Oliver

Ando de um lado para o outro com minha consciência pesando. Minhas mãos suam e meu coração está disparado. Passo as mãos pelos cabelos depois tiro o terno e a gravata. Como ela achou o arquivo?! Por Deus. Ela nunca vai me perdoar por ter escondido isso dela, e como vou convencê-la que não li o maldito arquivo?! Quando me entregaram eu deveria ter queimado, mas guardei como um idiota. Uma agente da A.R.G.U.S entregou a Diggle a ficha do Ray e que os papéis da Felicity estavam em um arquivo secreto da A.R.G.U.S, o que me deixou muito curioso afinal. E no meio das suas lágrimas, após ela ter jogado tudo o que sentia na minha cara, acabou me desarmando por completo. Ir atrás dela não iria amenizar sua irritação, então deixei que ela fosse para casa se acalmar e a noite poderíamos conversar melhor.

– Pare de andar de um lado para o outro Oliver, você está me deixando tonto – disse Diggle me tirando dos devaneios.

– Não está vendo como estou? – esbravejo abrindo os braços.

– Culpa sua, eu disse para você dar um fim no arquivo, mas você foi teimoso e guardou – murmura. Fecho os olhos massageando as têmporas.

– Ela foi para casa? – questiono tentando controlar os mil sentimentos que me rodeiam.

– Não sei – responde baixo. Abro os olhos e o encaro incrédulo, que olha para os lados e pisca nervoso.

– Como não sabe? O Scott? Você não falou com o Scott hoje !?

– Então – engole em seco – ela não saiu no carro dela e não sabemos como ela chegou até aqui – sorrir torto. – Ele não a viu saindo do prédio – murmura.

– O que? – grito socando a mesa.

– Oliver acalme — se. Você está muito nervoso – disse vindo até mim.

– Diggle ela está sozinha com a Rose. Sem o segurança que aliás eu pago para mantê-la protegida e segura, mas agora não está com ela e também não tem a mínima ideia de onde ela esteja – digo irritado pegando o celular e discando o número dela e espero.

“Você ligou para Felicity. Não posso atender no momento. Por que estou ocupada ou não quero falar com você Oliver. Tente mais tarde ou talvez nunca’’ encerra o correio de voz que deixou gravado para mim.

– Ela não quer atender – esbravejo. Volto olhar para a tela e disco para Thea. No segundo toque ela atende.

– Olie – sorrir animada.

– Thea a Felicity está com você? – pergunto direto. Noto seu sorriso desaparecer.

– Não. O que houve? – questiona alarmada.

– Brigamos e ela não quer me atender – murmuro.

– A culpa só podia ser sua – rosna.

– Certo, não preciso de sermões agora, preciso encontra-la se ela for até você me ligue imediatamente – ordeno sério.

– Vou conversar com ela primeiro – suspira – depois eu vejo se te ligo – disse sarcástica encerrando a ligação. Bufo e aperto o celular com força entre os dedos, tentando não jogá-lo na parede; volto o olhar para Diggle que também falava ao celular ao se aproximar de mim.

– Ela não voltou para casa – disse sério – o Scott disse que o carro dela está na garagem e que não parou nenhum táxi com ela e também que ela saiu.. – para abruptamente de falar me fitando nervoso.

– Saiu? O que Diggle? – questiono erguendo uma sobrancelha.

– Ele disse que ela conseguiu sair do prédio sem ser notada porque Felicity leu o arquivo então descobriu do segurança e que tem um rastreador no carro, por isso ela teve a ideia de pedir carona a um vizinho segundo as câmeras da garagem – disse erguendo as sobrancelhas.

– Que vizinho? – questiono já sabendo a resposta.

– Marcus – murmura fazendo todo meu corpo ficar rígido e ferver de raiva.

Pov Felicity

Vejo Rose dormir na cama quietinha, coloco travesseiros ao seu redor e saio do quarto indo para sala, me jogo no sofá e fito o teto. Abraço a almofada fofa e começo a lembrar dos nossos momentos juntos assim com a Rose e com ele. Será que fui tão idiota de acreditar em tudo que Oliver me dizia? Os vestidos que me dava eram vermelhos por que é a minha cor favorita.. irônico não? Saio dos devaneios com o barulho da porta se abrindo. Me levanto do sofá e a fito com sorriso.

– Caitlin – sorrio indo abraça-la – por que demorou !?

– Não é tão fácil invadir o apartamento de um Queen rico que a qualquer momento pode aparecer e ver você furtar suas coisas e da Rose – murmura sarcástica – graças a você e a ele, tem uma chave extra debaixo do vaso da samambaia e com o tablet pude ver toda a movimentação do prédio pelas câmeras de segurança, se ele chegasse eu fugiria pela saída de emergência.

– Pegou tudo que pedi? – questiono nervosa.

– Nem tudo. Só o essencial e Felicity não é para tanto. Logo vocês se acertam e transam deixando...

– ... Cait é sério, não sei se vou voltar para casa. Ele mentiu para mim e me usou, estou magoada – resmungo indo para o sofá. Ela sorri e me segue pegando minhas mãos – temos muito o que conversar – digo olhando seus olhos.

– Sim. É uma longa história, tenho um filho com o Tommy.. o Sam – suspira – e uns segredos trágicos que me fizeram partir sem dizer adeus – murmura olhando envolta – a última vez que estive aqui foi tão triste e tive que ir embora – suspira distante – não consegui vender esse apartamento por que tudo nele lembra o Tommy e também era nosso esconderijo do mundo Felicity. Sempre que você brigava com o Ray você ficava comigo aqui – alisa meu rosto com carinho – mantive os custos dele por que sabia que um dia eu iria voltar, mas quando eu cheguei aqui não tive coragem de ficar. Então fui para outro apartamento.

– Espero que não se importe que eu fique aqui por alguns dias – digo.

– Claro que não, me casa es su casa lembra?

– Velhos e ótimos tempos – sorrimos juntas – que tal almoçar comigo? Podemos preparar uma comida e você me contar essa história.

– Vou te contar tudo – se ergue me levando junto – mas que tal me apresentar a Rose !? – questiona animada.

– Claro, ela está dormindo no quarto – digo a puxando, mas paro abruptamente e volto a encara-la – e cadê o Sam !?

– Adivinha? – questiona gargalhando

[...]

Pov Oliver

– Ela não voltou para casa até agora, já são vinte horas. Não atende a droga do telefone – esbravejo jogando o copo de whisky na parede.

– Vamos listar Oliver; Donna disse que a Felicity está bem com a Rose, Thea disse que ela está bem com a Rose e Caitlin disse que ela está bem com a Rose. Você já foi ao apartamento antigo dela, no da Donna, também no da Thea e o da Caitlin está fechado porque ela é uma médica e precisa dar plantão; todos sabem dela menos você. Significa que, ela não quer saber de você agora e pediu espaço – disse com aceno.

– Mas o lugar dela é aqui com a Rose e comigo – suspiro.

– Talvez ela só precise de um pouco de espaço no momento – disse calmamente segurando meus ombros – deixe ela hoje sozinha e amanhã você procura um jeito de falar com ela e traze-la para casa.

– Não. Quero ela em casa ainda hoje – rosno – nem que eu tenha que colocar Star City de cabeça para baixo.

– Pois acho muito difícil – sorri sarcástico. Fecho a cara e ele acena em rendição. Abro a boca para falar, porém a campainha toca. Passo por ele em passos largos indo até a porta. Ao abrir fico surpreso com o que vejo.. meu queixo não só caiu no chão e sim meu corpo todo.

– Tommy – digo.

– Você chama e eu venho, sou fácil. Fácil – disse sorrindo passando por mim e com um menino de no mínimo dois anos nos ombros que por Deus é a cópia do Tommy em miniatura. Fecho a porta ainda de boca aberta parando ao seu lado. Diggle tem a mesma cara que a minha.

– Ele é.. é.. Seu filho? – gaguejo apontando para o menino.

– Sim. Samuel Thomas – disse sorrindo e com orgulho. – Hey Diggle – estenda a mão para cumprimenta -lo.

– Você sabe que não precisa de DNA para saber que ele é seu filho não é? – questiona Diggle apertando a mãos perplexo.

– O Sam é meu filhote – disse o tirando dos ombros e o colocando no chão. Ele sorri para nós com as covinhas aparecendo e vai para o sofá pegar o Puk da Rose. Todo mundo gosta desse ursinho talvez eu faça um trato com a Rose, Puk pelo Let. Solto um sorriso bobo quando Tommy me chama atenção cutucando com o braço.

– Então você e a Felicity brigaram?

– Ela brigou comigo...

– Por que você mentiu pra ela – murmura Diggle indo até o Sam. Faço uma careta e volto atenção para Tommy.

– Eu não menti – esbravejo – eu recebi a droga do arquivo pessoal dela e guardei sem propósito para mim, agora ela achou e está pensando que sou um maníaco sem controle que a deixou aqui por que tem uma ficha limpa e não é perigosa para a Rose – bufo.

– E porque você não disse isso a ela? – pergunta Tommy confuso.

– Eu tentei mas Felicity já chegou me batendo e não deixou eu falar. Pensei que ela voltaria para casa para podermos conversar com mais calma – suspiro – só que ela não voltou.

– Já procurou no seu antigo endereço?

– Sim e liguei para todos os seus contatos, enfim todos sabem dela menos eu. Por que ela está me evitando – rosno.

– Nossa imagino vocês dois um longe do outro quando...

– Tommy sem gracinhas – alerto. Ele sorri e volta a fitar o Sam.

– Ele parece muito com você – digo olhando o garotinho brincar com Puk e Diggle.

– Ele não tem nada da Cait... – disse parando abruptamente e me olhando confuso – espera – aponta o dedo e parece refletir.

– O que?

– Você ligou para os contatos da Felicity e todos disseram que ela está bem, certo?

– Sim – dó de ombros

– Mas ela não está na casa de ninguém certo?

– Onde quer chegar Tommy? – pergunto apreensivo

– Eu estou com o Sam porque Caitlin disse que tinha uma cirurgia importante para realizar e a babá dele teve problemas pessoais – murmura pensativo – mas todas as vezes que eu liguei para ela hoje não parecia estar no hospital.

– Como assim? – questiono sem saber onde ele quer chegar.

– Faz alguns dias que conversamos e nós acertamos que nesse período eu estou sempre buscando o tempo perdido com o Sam – suspira – e por estar aprendendo a cuidar de uma criança nada melhor do que questionar a mãe dele, então eu sempre ligo para ela em meio ao seu expediente.

– Ainda não estou entendo onde você quer chegar – digo sério. Ele revira os olhos e sorri.

– Quando ligo para a Caitlin ela sempre está no meio de pessoas que fazem muito barulho, assim vejo que está no hospital. Mas hoje todas as vezes que liguei ela estava calma e não tinha barulho nenhum até que escutei um choro de bebê, ela logo encerrou a ligação dizendo que tinha uma emergência – disse. Franzo o a cenho e a ficha começa a cair.

– Então ela...

– Vamos tirar a prova – interrompe pegando o celular. Disca um número que começa a chamar ao viva voz.

Hospital de Star. Em que posso ajudar? – questiona uma voz masculina e formal.

– Boa noite sou Tommy Merlyn, noivo da Dr. Snow não consigo falar com ela. Você poderia chama-la por favor – disse Tommy sério.

Um instante senhor – disse. Esperamos alguns segundos até o mesmo voltar – Sr. Merlyn a Dra. Snow hoje está de folga e não compareceu ao hospital.

– Oh. Obrigado vou tentar no celular dela – disse incrédulo. O rapaz assente e se despede encerrando a ligação. Abro a boca mas sou interrompido – Sim Oliver, Caitlin está com a amiga de faculdade ou seja Felicity – sorri e pisca.

– Por que você está calmo? – pergunto nos oitavos.

– Será porque não é a primeira vez que ela mente para mim e porque claro que ela está protegendo a Felicity – dá de ombros.

– E por que Thea não está com elas?

– Mas você faz muitas perguntas e eu não sou detetive..

– Tommy – interrompo sério.

– Por que Thea acima de tudo é sua irmã e não resistiria e contaria a você onde Felicity está – disse.

– Então vamos para o apartamento da Caitlin – digo pegando minha jaqueta preta.

– Elas não estão lá – disse sorrindo. Abro a boca para responder, mas ele é mais rápido – Eu acho que sei onde elas estão.

Pov Felicity

Olhando para a tela da TV assisto um casal apaixonado aos beijos enquanto você está separada do homem que ama, comendo seu sorvete favorito, talvez não seja uma boa mistura. Suspiro longamente e tento não chorar todas as pitangas que estou sentindo no momento.

– Felicity tenho que ir – murmura Cait enchendo Rose de beijos que gargalha e puxa os cabelos solto da Cait.

– Não nos deixe. Rose já ama você e esqueceu que eu existo e só quer você – digo me fingindo de magoada. Ela solta uma risada e se contém.

– Rose é tão fofa, com essas bochechas rosadas e essa gargalhada gostosa – disse erguendo ela no colo – mas tenho que voltar, meu filho está com o Tommy que ainda está aprendendo a cuidar dele. Me liga a cada cinco minutos e você mesmo percebeu isso.

– Você e o Tommy. Não acredito que não me contou quando começaram a sair – resmungo.

– Era tudo recente esperei o momento certo. Só que você sabe o Ronnie me tirou isso – suspira distante.

– Mas ele se foi, não que eu deseje a morte de ninguém, mas você agora está livre e feliz, pode sim recomeçar e ficar com o homem que tanto ama – digo sorrindo e a confortando com olhar.

– Assim como você Felicity – se aproxima me entregando a Rose – olhe, vocês dois tem uma filha linda que precisa dos dois juntos. Não deixe que papéis afetem sua relação. O que estava escrito lá são só detalhes, o que vocês sentem um pelo o outro é o que importa de verdade. Faça isso por você e pela Rose, dê a chance para ele se explicar pelo o que você me contou; ele é um homem protetor e que ama as duas acima de tudo.

– Estou só magoada Cait preciso de espaço por hora – murmuro beijando os cabelos da Rose que puxa minha blusa com as mãos e resmunga.

– Tudo bem – se ergue – mas não deixe isso acabar com que vocês dois estão construindo.

Solto um sorriso torto. Ela talvez tenha razão, eu acabei me exaltando um pouco, mas o que ele fez me deixou magoada; não por ter papéis sobre mim mas sim pela desconfiança que fez ele se elevar ao nível exagerado.

– Eu vou voltar para casa amanhã é só um susto e vou dar essa chance a ele – ergo o dedo em sinal de aviso – só essa chance – digo séria – não posso ficar com a Rose, ela nem é minha de verdade e talvez ele já tenha acionado a polícia.

– Duvido muito. Oliver confia em você e todos sabem onde você está menos ele – sorri sarcástica.

– Veremos o que ele tem a dizer – suspiro.

– Ótimo seremos uma família feliz – disse dando pulinhos. Reviro os olhos e entrego a Rose para que eu possa me levantar do chão, ela pega e começa a brincar com ela. Em pouco tempo que a Cait está aqui Rose pegou amor por ela como de tia para sobrinha, o que me deixa feliz e o que vai deixar Thea enciumada. Saio dos devaneios com a campainha tocando. Minha comida finalmente.

– Chegou o jantar – digo sorrindo. Abro a porta e me arrepio com o que vejo, a sensação de pânico começa a gelar todo o meu sangue.

– Sua comida querida – disse a voz fria do Ray, tento fechar a porta imediatamente, porém ele é rápido e a segura empurrando para frente, fazendo com que eu me desequilibre, mas não caia. Pego uma faca que está em cima da bancada e aponto pra ele me posicionando a frente de Rose e Cait.

– Não se aproxime Ray – grito – eu não vou pensar duas vezes antes de enfiar essa faca em você.

– Que isso amor – sorri gélido – só vim buscar você para terminar nossa conversa do estacionamento.

– Não sou seu amor – rosno séria – e não temos nada para conversar, dois passos seus e eu te mato.

– Você não teria coragem – gargalha soltando a comida no chão – mas eu tenho – disse em um movimento rápido puxando uma arma da cintura e apontando para nós. Prendo a respiração e meu coração dispara em pânico.

– Por que disso Ray? Não temos nada mais em comum – questiono nervosa.

– Você foi tola, fraca e perdeu a Lily minha filha – rosna balançando a arma.

– Não fui fraca, eu passei sete meses sozinha grávida dela, enquanto você me abandonou porque não teve a decência de me apoiar quando mais precisei – digo em alto e claro bom som.

– Sou um homem de negócios Felicity e você queria que eu ficasse em casa o dia inteiro. Eu precisava viajar andar pelo mundo – grita – ter uma filha no auge do meu trabalho não seria uma boa ideia então a deixei, mas depois me arrependi do que fiz e você a perdeu. Você é a culpada por isso tudo, por me tornar esse monstro.

– Não tenho culpa de nada Ray. Lily se foi porque não era o destino dela ficar aqui. Eu a amo e vou ama-la para sempre – digo com as lágrimas escorrendo e molhando a minha pele. Ele parece refletir e abaixa a arma por um momento, olho para trás e Cait está pálida segurando a Rose em proteção. Minha pequena eu daria a vida por ela – se você quer se vingar que seja de mim. Rose não tem nada a ver com isso – volto olhar para ele que me fita frio.

– Vamos venha – chama apontando com a arma para saída. Olho para Cait que balança a cabeça em negativa – largue a faca no chão e ande na minha frente onde eu a posso ver – rosna – e nada de tentar algo ou se arrependerá. Engulo em seco e solto a faca no chão tento me mover, mas meu corpo parece ter congelado. – Ande — grita mirando a arma no vaso de flores e atirando fazendo meu coração parar por um momento. Rose começa a chorar alto, me viro rapidamente para ela que soltou a chupeta e está vermelha pelo choro.

– Rose meu amor vai ficar tudo bem – digo tremendo e chorando – o papai vai cuidar de você.

– Felicity a próxima bala será na Caitlin – rosna atrás de mim. O que me faz estremecer e o pânico termina de dominar o meu corpo. Aliso o rosto de Rose e ela se acalma entrego sua chupeta novamente e ela suspira longamente me fitando com seus olhinhos azuis intensos.

– Cuide dela por mim – murmuro com tristeza. Rose sorri como só ela consegue fazer e dando os bracinhos – eu te amo minha pequena, você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida – fecho os olhos com força sentido meu coração se partir em mil pedaços – diga a ele que eu o amo Cait e que vou amá-lo para sempre.

Desvio o olhar quando Ray começa a me puxar para fora do apartamento.

– Sem gracinhas Caitlin ou você também morre – sorri apontando a arma.

– Não tenho medo de você seu babaca, tenho nojo – grita ela, fazendo-o apontar a arma com fúria em direção a Cait.

– Seu problema é comigo Ray – tento intervir rapidamente – deixe-as em paz – imploro.

Ele bufa e sai me arrastando para fora do apartamento, vejo uma última vez Rose chorar e me olhar como se percebe que eu estava mesmo de partida.

– Vamos pela saída de incêndio – rosna e me faz descer pelas as escadas no fim do corredor. Todo o meu corpo treme e minha respiração falha, minhas lágrimas são como brasa tocando minha pele. Não acredito que eu estou falando com o mesmo homem que a tempos atrás disse que me amava e que compartilhávamos algo como uma casa e uma vida juntos. Não planejávamos a Lily quando descobri minha gravidez, mas foi a melhor coisa que poderia nos acontecer. Porém ele me deixou e abandonou a própria filha antes dela nascer. Paro abruptamente e me viro o encarando com todo ódio que posso sentir.

– Você é miserável, um lixo e hipócrita – cuspo as palavras friamente, me aproximo e sentindo o metal gelado encostar-se ao meu busto – a Lily não podia ter um pai como você.

Ele me encara surpreso, mas volta ao seu olhar habitual de monstro e com sorriso seco.

– Eu teria tirado ela de você – disse me prendendo contra a parede com a arma deslizando pelo meu rosto – então agora você está vivendo um conto de fadas? Com uma filha que não é sua e com um homem mesquinho.

– Sou a mulher mais feliz do mundo e nada nem ninguém podem tirar isso de mim – digo mais para mim do que para ele – a Rose é minha filha de coração e eu a amo como fosse minha de verdade, tenho o Oliver que é muito mais homem do que você na vida e na...

– Pare – grita – ou eu terei o prazer de te matar e depois ir atrás da sua família querida começando pela Donna, que está com o capitão Lance.

Tento me soltar dos seus braços mas ele me gira e faz eu continuar descendo as escadas. Tudo que sei é: não estou pronta para morrer ou muito menos deixar aqueles que tanto amo.

Pov Oliver

– Dá para você dirigir mais rápido – resmungo.

– Estamos no meio do trânsito com vários pedestres indo e vindo não posso correr como no filme de – estala os dedos para lembrar o nome – velozes e furiosos querido – resmunga Diggle.


Solto uma risada seca e volto a fitar a rua. Que lugar longe Felicity inventou para se esconder de mim, mas não por muito tempo porque hoje eu a levo para casa nem que seja carregada pelos ombros.

– Papai – saio dos devaneios com Sam chamando Tommy no banco de trás.

– O que foi Sam? – questiona segurando ele em seu colo. Nossa.. Tommy pai.... essa eu pensava que iria demorar para ver – está com fome? – vejo pelo retrovisor ele sorrindo e balançando a cabeça positivamente. Solto um sorriso torto com a cena e imagino Rose com a Felicity sempre em uma bolha. Nunca quer nada só a mãe, nada no mundo pode separa-las mesmo que a Felicity tenha raiva de mim e não queira me amar. Rose sempre será dela nada mais importa.

– Chegamos – disse Tommy animado – Sam vamos entrar e eu te dou sua mamadeira. Ele sorri para Tommy e saímos do carro. Olho o prédio que parece caro e sofisticado.

– Tommy a Caitlin é rica? – pergunto admirado – tem certeza que estamos no lugar certo.

– Ela não é rica, esse prédio ela comprou com todas as economias dos seus pertences quando veio de Central City – revira os olhos.

– Então vamos logo – murmura Diggle me empurrando pelos ombros – deixem a curiosidade para depois.

Assinto e nos encaminhamos até o saguão do prédio no mesmo momento em que Caitlin sai do elevador pálida e chorando muito, saio quase correndo em direção a ela.

– O que houve? Cadê a Felicity? – pergunto exaltado.

– Ela se foi Oliver... foi tudo tão rápido – gagueja chorando.

– Como assim se foi? Cadê ela? – grito com o medo fazendo meu sangue gelar e todo meu sistema nervoso intensificar.

– O Ray apareceu armado e a levou – suspira – eu não pude fazer nada, sinto muito Oliver.

– Meu Deus pra onde aquele maldito a levou? – rosno olhando para os lados com uma mistura de raiva e medo. Olho para minha filha que está com a face úmida de chorar e com os olhinhos assustados.

– Caitlin amor você está bem? – pergunta Tommy puxando ela para seus braços com o Sam e a Rose entre eles em um abraço único. Prendo a respiração.

– Um cara saiu pela saída de emergência agora levando uma loira com uma arma apontada para ela – disse o porteiro sem fôlego chegando ao nosso lado.

Em um movimento rápido tomo a arma de Diggle que está no seu cinto por trás da jaqueta. Quando ele vem atrás de mim já estou correndo o mais rápido que posso por onde o porteiro veio. Ao chegar na rua de trás vejo um carro preto saindo em disparada e Felicity bater no vidro com força me chamando em lágrimas. Vou mata-lo é a única coisa que tenho certeza nesse momento.

– Oliver – grita Diggle ao longe. Olho mais a frente e vejo um cara com uma namorada aos beijos, chego a sua frente e aponto a arma.

– A moto – rosno. Ele se afasta e puxa a garota para trás de si. Ponho a arma na cintura e saio em alta velocidade atrás do carro que já dobrou a esquina. Desvio dos carros a minha frente e encaro o carro ao longe. Se ele tocar em um fio de cabelo dela eu vou encher cada centímetro do corpo dele de balas ou eu não me chamo Oliver Queen.

Notas finais
Então? Ray malvado meu Deus e agora o que vai acontecer ? hahaha bjsss e até a próxima deixem seus comentários !!!!