Notas iniciais
Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiieeeeeeeeee sumida estou por aqui, não? Mais, eu voltei! Pelo menos por enquanto, vou voltar a trabalhar que nem escrava e fazer curso. '-' Sem enrolação, esperamos que gostem do capítulo. Boa leitura!

When I look at you
I see forgiveness
I see the truth
You love me for who I am
Like the stars hold the moon
Right there where they belong and I know
I'm not alone

Yeah, when my world is falling apart
And there's no light to break up the dark
That's when I, I, I look at you
When the waves are flooding the shore and I
Can't find my way home anymore
That's when I, I, I look at you

(When I Look At You — Miley Cyrus)

Pov Felicity

Olho para trás, observando Oliver desviar dos carros, meu coração nunca ficou tão feliz em vê-lo ali, a poucos metros de mim. Eu o amo como nunca amei ninguém no mundo, cada pedacinho do meu corpo é dele. Eu deveria ter escutado o que ele me disse, eu não estou segura enquanto o Ray respirar. Ele só quer me fazer mal, porque acha que tenho culpa pela perda da Lily. Enlouqueceu e isso me assusta, não posso deixa-lo fazer mal a minha família.

– Oliver. – sussurro para mim passando a mão no vidro o vendo chegar mais perto do carro.

– Ele se acha muito esperto – disse Ray frio. – Mais ele vai pagar pelo o que me fez no estacionamento.

– Ray, por favor... – imploro – Me deixe ir, não machuque o Oliver. – peço com o coração apertado.

– Agora que o jogo está ficando interessante – sorri diabolicamente acelerando o carro virando a esquina tão brutalmente fazendo-me colidir contra o vidro do carro com muita força, abrindo meu supercílio direito. Sinto a pele queimar e o líquido com cheiro forte de sangue escorrer na lateral do meu rosto, minha cabeça começa a girar e minha vista a ficar turva. Minha blusa fica respingada pelo o sangue que já escorre para ela. O carro para de frente a um prédio abandonado, olho para trás mais não vejo Oliver nos seguir. Ray abre a porta do carro e me puxa para fora, mesmo com a dor se alastrando eu tento ser firme. Acerto ele com uma cotovelada e um chute nas suas virilhas, ele grita e se encolhe minha oportunidade de fugir, saio correndo, mais ele segura minha blusa passando o braço pelo o meu pescoço com uma gravata e encostando o metal gelado da arma ao lado do meu rosto.

– Não vai fugir, Felicity. – rosna sem fôlego – Está mais perto de você encontrar a Lily de novo e talvez com seu adorado Queen.

Olho para frente e vejo Oliver descer da moto a metros de nós puxando a arma da cintura e mirando para Ray.

– Oliver – suspiro – Amor, por favor não se aproxime. – digo em pânico.

– Larga ela! – grita com fúria – Ou vai se arrepender maldito!

– Não tenho medo de você! – sorri apertando mais meu pescoço com o braço – Mais vai se arrepender mais Queen, por tê-la na sua vida.

– Não me arrependo de nada. Felicity é minha vida e eu daria a minha pela a dela. – disse sério mais agora olhando para mim – Me perdoe se eu menti para você sobre o arquivo, mas juro pela a Rose, eu não li aquilo por que não importa o que está escrito lá. Nenhuma linha daquelas malditas folhas vai mudar em nada o que eu sinto por você. Por que, tudo o que eu tenho é você, a Thea e a Rose. Mas acima de tudo vem você, porque a acorda todas as manhãs e ver o seu sorriso não tem preço.

Deixo as lágrimas escorrerem pelo o meu rosto em ver a sinceridade nos fundos dos seus olhos, me lembro de cada minuto em que passamos junto até agora, sempre como dois apaixonados, duas pessoas que se amam de verdade, minha vida nunca esteve tão completa e única. Minha casa é o Oliver, tudo aquilo que construímos juntos é eterno, agora não tenho o que temer, nem o que me arrepender, esse homem que está a minha frente é tudo aquilo que sonhei em ter para mim, e ele é meu!

– Parece que vai ter que ficar sozinho, Sr. Queen. – disse gélido Ray apertando mais arma no meu ferimento fazendo eu gemer com a dor. Oliver da mais dois passos e para quando Ray aponta a arma para ele. Estremeço todo meu corpo, não vou deixa ele machucar o Oliver. Seguro firme empurrando a mão para cima o fazendo atirar para o alto, Oliver vem rápido e segura o braço do Ray dando um soco no rosto. Saio dos seus braços caindo na grama fria. Os dois começam uma briga corporal pelo o gramado, as armas de ambos são jogadas próximos a eles. Oliver acerta com outro soco na base do seu queixo e outro no seu nariz, fazendo o sangue escorrer de imediato pelo o rosto do Ray. Os dois rolam para o lado e Ray tenta o acerta mais Oliver que é mais rápido e o prende contra o chão, enquanto Oliver o sufoca com as mãos no pescoço, Ray tenta pegar a arma próxima a ele.

– Oliver, a arma! – grito e tento me erguer mais estou fraca, a pancada na minha cabeça está me levando para o subcontinente aos poucos. Me arrasto tentando chegar perto deles. Oliver o segura com uma mão e tenta impedi-lo de pegar com a outra mão, Ray dá um soco e dessa vez o acerta, fazendo Oliver cair para o lado pegando a arma apontando para ele mais uma vez. Oliver segura com as duas mãos impedindo de chegar até o seu rosto, mais está quase lá, consigo chegar até a arma que está próxima a mim até escutar os disparos. Fecho os olhos com força sentindo o medo gelar meu coração. Abro novamente observando Ray com dois tiros um no peito e outro na barriga, ele me olha friamente uma última vez e cai para o lado.

Olho para trás e vejo Diggle, Capitão Lance e meu segurança pessoal todos apontando as armas, difícil saber quem foi dos três que atirou. Caio de costas no gramado com a dor se intensificando na minha cabeça fecho os olhos e respiro longamente, só sinto um corpo quente e musculoso totalmente familiar se posicionar sobre o meu rapidamente alisando meu rosto em alerta.

– Felicity! – chama nervoso – Olhe para mim. – ordena assustado com a voz embargada. Abro os olhos lentamente até encontrar os de Oliver aflitos.

– Eu gosto quando você diz isso, mas em outras circunstâncias, circunstâncias não trágicas. – sussurro tentando um sorriso com a voz baixa e falha erguendo a mão e tocando seu rosto com as pontas dos dedos.

– Como você consegue ser você mesma nesse momento? – murmura incrédulo. Se inclina e beija meus lábios com doçura.

– Eu te amo Oliver. – digo fechando os olhos novamente – Você e a Rose, nada mais importa. – Escuto ele me chamar mais vezes e os outros chegarem perto de nós com o barulho de sirenes e mais vozes. Meu corpo é erguido do chão, sinto o vento gelado tocar minha pele. Solto um gemido com alguém tocando minha testa, abro os olhos quando sou colocada em uma maca na ambulância.

– Ele se foi? – pergunto em um sussurro exaustivo. Oliver me olha com ternura e sorri, mais acabo sendo vencida pela a dor que insiste em me levar para o total subconsciente. Antes escuto Oliver dizer baixo: ‘Acabou meu amor.’

[...]

Tudo que você ama pode ficar ou ir embora, depende de como elas foram conquistadas ou construídas, pois tudo que mais importa vale a pena ficar. Só os que não significam partem. Minha cabeça ainda está dolorida pela pancada, mais meu coração está aliviado. Eu não desejava sua morte. Por mim o certo era ele ser julgado e condenado pela justiça, mas no momento era ele ou o Oliver, então foi necessário, não iria pará-lo até ele tirar tudo de mim como as pessoas que amo. No último olhar, no seu último suspiro, ele levou embora toda o medo e a dor que eu sentia por ele, foi como uma pedra afundando no oceano, sem ter volta para a superfície. Eu não quis ver seu corpo, que vai ser mandado para uma tia enterra-lo no sul da Inglaterra. Fiquei um pouco abalada pelo o que a aconteceu, o medo de ter quase perdido Oliver me fazia ficar ansiosa e um pouco triste nesses dias, mais tudo foi embora quando eu vi aqueles olhos que transmitem paz e amor, cuidarem de mim mostrando seus sentimentos e quando tive minha bebê de volta nos braços. Não tem preço tudo isso. Diggle disse que encontraram no apartamento dele, fotos minhas e do Oliver, recortes de jornais e outras informações nossas, Oliver ficou furioso com tudo que via e nada tirava de sua cabeça que ele tinha colocado as especiarias dos frutos do mar no meu alimento o que me levou para o hospital algum tempo. Tudo parecia se encaixar, mais também tinha suas pontas soltas, como se ele não estivesse trabalhando sozinho, quem o ajudaria nos seus planos sórdidos? Laurel? Minha mãe disse que

Laurel tinha saído da cidade a mando de Lance para buscar ajuda na sua loucura, acabamos descartando a hipótese. Tudo sufocante, quando será que iremos ter paz de verdade seguir uma vida normal? Me remexo desconfortável na cama e sorrio com a cena ao meu redor. Antes era eu Thea e uma barriga de sete meses, hoje é: Oliver, Tommy e Roy que me fitam animados de frente a minha cama. Rose brincando com o Puk no colo de Oliver, Sam no tapete com carrinho de bombeiro, ele é lindo e fofo com as mesmas características do Tommy. De fato não precisa de exame de DNA para esses dois. Do meu lado esquerdo está minha mãe mexendo nos meus cabelos com carinho com um sorriso acolhedor nos lábios, Thea está debruçada a minha direita esmagando a metade do meu corpo e me abraçando como uma menina querendo colo. E por fim Cait, na beirada da cama com olhar sereno e me fitando com carinho.

– Parece que estão me velando. – digo sarcástica.

– Você passou por muita coisa esses dias. Leva um tempo para processar tudo e eu estou aflita ainda. – resmunga Thea me apertando mais. Solto um sorriso e passo a mão nos seus cabelos curtos afagando com delicadeza.

– Não foi fácil. Ainda estou de olho em você, Smoak. – disse Cait séria – Não tem nada grave nos seus exames, o que não constaram nada fora dos padrões. Você está bem é muito forte!

– Obrigada, Dra. Snow. – solto um beijo no ar. Ela pega e depois me dar um tapa no pé. Ao sorrir juntas solto um gemido pondo a mão no meu curativo.

– Sem esforço, amor. – alerta Oliver sério. Reviro os olhos e pisco para ele.

– Juro que duas balas foram pouco para aquele babaca, porque não fizeram dele uma peneira? – questiona nos oitavos minha mãe e sorrindo com todos dizendo "Donna" em modo de repreensão. – Meu genro além de Adônis é herói, meu Deus que emoção, parabéns minha bebê. – sussurra no meu ouvido.

Coro com Oliver me olhando como se só nós dois estivéssemos sozinhos e a qualquer momento ele fosse me agarrar. Minha mãe tem razão ele é tudo aquilo que uma mulher pode sonhar. Eu o amo tanto!

– Que bom que pensa assim, porque eu também te amo muito. – responde com sorriso. Merda pensei alto! Todos sorriem e eu fico da cor de um tomate.

– Eu também tive minha cota de detetive. – resmunga Tommy se aproximando – Eu localizei meus alvos. – aponta para mim e Cait como os dedos em forma de pistolas – Nada como não lembrar das nossas noites de amor no apar... Ai! – geme com o tapa no braço.

– Tommy, por favor sem piadas. – esbraveja Cait irritada.

– Só falei a verdade! – disse ofendido.

– Merlyn, pensei que não me amava mais. – choramingo sarcástica.

– Imagina você sempre será minha... Ai! Qual o problema de vocês? – questiona com um soco no ombro agora do Oliver. Ele dá de ombros e se dirige a mim – Sinto muito amor, por não ter ligado ou mandando uma carta depois do baile nebuloso. Mais você sabe estava procurando sua amiga ali. – revira os olhos e sorri gentil e beliscando a Thea.

– Ai! – resmunga Thea – Tommy não me faça...

– Melhor eu ir, antes que eu vire saco de pancadas de vocês! – resmunga se erguendo rápido indo até o Sam e pegando-o no colo. Cait revira os olhos e volta a sorrir para mim.

Olho para o relógio e são nove da noite, três dias já se passou, mais é como se tudo tivesse ocorrido a menos de uma hora atrás. Respiro longamente e Thea me solta.

– Melhor irmos cambada, nossa garota precisa descansar. – disse Thea me dando um beijo estalado na bochecha – Eu te amo Lis, você é como uma irmã para mim.

– Eu também te amo! – sussurro apertando suas bochechas. Ela sai e vai até o Roy que acena para mim dizendo melhoras e boa noite com ternura e que é correspondido por mim com agrado.

– É vamos! Você vai ficar bem minha bebê, o Adônis bonitão vai cuidar de você com a própria vida. – sussurra minha mãe com carinho. Beijo seu rosto e me despeço dela. Cait se aproxima animada e se debruça sobre mim tampando minha visão.

– Você está liberada! – sussurra animada.

– O que? De quê? – pergunto confusa. Ela sorri maliciosa e se aproxima do meu ouvido.

– Não se faça de desentendida, Smoak. – beija meu rosto e pisca indo para saída. Todos se foram só Oliver com Rose me fita.

– Vou até a porta com eles. – murmura – Eu já volto.

– Claro. – sorrio – Me dê a Rose. – peço me encostando na cabeceira. Ele vem até mim e a entrega encarando meus lábios só a centímetros do meu rosto. Se afasta e sai em direção a saída do quarto. Volto o olhar para minha pequena que sorri com as bochechas rosadas. Ergo ela e a encho de beijos inalando seu cheiro de bebê misturado ao de Oliver. Abraço seu corpinho e deixo uma lágrima escorrer.

– Estou em casa. – sussurro para ela como também para mim.

Pov Oliver

Vejo todos se despedirem saindo pela a porta. Nunca teve tanta gente na minha casa como agora. Todos se despedem mais Tommy para com o Sam e me olha animado.

– Preciso conversar com você umas coisas importantes. – murmura olhando para os lados – Me encontre na minha empresa a manhã às dez horas.

– O que houve? – pergunto alarmado.

– Não precisa ficar preocupado, são só umas coisas que preciso da sua ajuda. – disse batendo no meu ombro – Boa noite amigo.

– Boa noite. – assinto fechando a porta.

Deixo ombros caírem relaxados olhando envolta. Finalmente foram embora, não que eu reclame da companhia de ambos, mais desde a cena anterior do sequestro tudo era entorno da Felicity e simplesmente não tínhamos privacidade um com o outro, depois que o Scott o matou, sai em disparada a ela que tinha um corte enorme na testa e estava pálida com as mãos geladas. Meu corpo todo travou em vê-la machucada. Depois de desmaiada, nós fomos direto para o hospital onde Caitlin chegou tão rápida quanto o flash. Thea já estava nos prantos em casa com a Rose e o Tommy com o Sam. Caitlin disse que ela estava bem, foi só uma escoriação no supercílio nada grave que ficaria de repouso e depois poderia ir para casa. Quando finalmente voltamos, não podíamos ficar um minuto sozinhos, Thea ou Donna com ela o tempo todo. Tommy tagarelando ao meu lado o dia todo, acho que as indústrias Merlyn ainda vão a falência com Tommy mais ausente do que cuidando dos negócios. Agora finalmente posso conversar a sós com ela sem interrupções, nenhuma a não ser da Rose Charlotte que por incrível que seja nas cenas mais épicas, ela faz seu show, não podia ser filha de mais ninguém a não ser a minha mesma. Solto um sorriso torto e vou até a cozinha e faço um chocolate quente para nós dois, bebo o meu e me encaminho de volta para o quarto com o dela. Ao chegar veja uma das cenas mais linda que sempre gosto de ver. Rose mama com sua pequena mão sobre o peito da Felicity toda enrolada com uma toquinha de lã rosa, olha para Felicity como se conversasse com o olhar. Felicity murmura coisas para ela e sorri alegremente. Com as pernas cruzadas e a segurando com ternura.

– Amor. – chamo.

– Oliver! – suspira fechando os olhos – Você ainda me mata de susto. – sorri. Vou até ela e deixo o copo na cômoda ao lado. Ela me fita animada. Fico de frente para ela e acaricio seu rosto levemente.

– Você está bem? – pergunto.

– Sim. – afirma pegando minha mão e a beijando – Prometo nunca mais sair de debaixo da sua asa.

– Assim espero. – me faço de sério. Ela sorri e se inclina para me beijar com doçura.

– Eu estou morrendo de saudades, amor. – disse dando beijos estalados fazendo meu corpo aquecer e sair um gemido da minha garganta.

– Felicity. – digo me afastando um pouco – Sei que você ficou furiosa por saber que eu tinha um arquivo pessoal seu, mais não é nada do que você estava pensando. – suspiro preciso dizer a ela com sinceridade. Isso está me tirando o sono desde que voltamos ela não falou nada sobre assunto mais prefiro deixar as claras. A verdade é uma das formas mais brandas para se viver.

– Oliver eu sei mais não...

– Não. Você precisa me ouvir. – interrompo me pondo de pé e a encarando sério – Eu pedi um relatório do Ray não seu, mais a agente da A.R.G.U.S disse que em meio as pesquisaS encontrou seu arquivo em um setor privado. Diggle mexeu os pauzinhos e conseguiu seu arquivo, pois estava suspenso para analise ao indivíduo e depois dado como caso encerrado, eu queria ter mostrado para você, mais não tive coragem então deixei guardado. Mais juro eu não li aquilo assim que toquei, eu guardei. – engulo em seco.

– Eu acredito amor. – disse sorrindo – A A.R.G.U.S tem um arquivo meu, porque eu fui uma hacker muito poderosa no passado. O Cooper foi preso e associaram ele a mim, mais não me procuraram porque eu destruí o vírus, sem provas não tinham nada contra mim. – aperta os lábios e ergue as sobrancelhas – Diggle me contou então alguns detalhes, eu dei uma de hacker novamente e entrei no sistema deles e encontrei o porquê de ter esses papéis. Esse é o motivo o vírus. – dando de ombros.

– E por que deram como encerrado?

– Por que tenho ficha limpa, Oliver. – sorri – Estou com estabilidade de vida agora, uma filha linda e fofa, um companheiro milionário, bonito, pai de família, não me veem mais como ameaça e com todos esses anos não infligi nenhuma regra governamental, deram como caso encerrado. – olho desconfiado e fito ela com os braços cruzados sobre o peito. Felicity não parece uma hacker maníaca. Ela é um anjo de olhos azuis serenos, semblante confiante e pensamentos sinceros.

– Então, está esclarecido as coisas aqui. – murmuro apontando para os lados com o dedo. Balança a cabeça concordando.

– Amor... – choraminga se erguendo e vindo até mim – Vai dormir comigo hoje, certo?

– Dormir? Você fala dormi ou...

– Os dois. – sorri maliciosa – Por que não? Estou ótima. – suspira com desdém mordendo o lábio inferior e me fitando com intensidade.

– Não acho uma boa ideia. – resmungo baixo. Ela bufa e pega seu chocolate quente bebendo um gole e sorrindo.

– Veremos. – balbucia alto.

– Veremos o que? – questiono.

– Nada. Vou levar a Rose para o quarto me espere aqui. – disse saindo do quarto. Do de ombros e olho pela a janela a chuva escorre pelo vidro e trazer aquela frieza gostosa. Deito na cama me enrolando sem tirar a camisa. Depois de minutos ela volta sorrindo e se desfaz olhando para mim incrédula.

– O que foi? – questiono confuso.

–Ahh não! Sério isso? – questiona irritada.

– Isso o quê? – franzo o a cenho.

– Não tirou a camisa ainda! – disse irritada engatinhando como uma gata e parando sobre mim – Pode tirar, não sei o que é Oliver Queen dormindo de camisa, é um estranho na minha cama.

– E se eu não tirar? – questiono ofendido.

– Vai tirar! – esbraveja.

– Vamos dormir, venha está frio. – digo puxando ela que se solta e cruza os braços.

– Oliver não! Faz dias. – resmunga – Dias que não dormimos na mesma cama e que você não me toca.

– Felicity, o que você queria? Noite de amor em vez de ser a luz de velas. Seria a luz de Donna e Thea. – digo incrédulo. Ela gargalha e afasta a coberta me puxando pela a camisa fazendo eu chegar a dois centímetros dela.

– Não tem ninguém aqui agora. – sussurra beijando meus lábios. Aperto com força a coberta e tento conter meu corpo que já está aceso ao simples toque seu.

– Você ainda está machucada, precisa de repouso. – fito seus lábios convidativo com a voz rouca – Não podemos. – ela sorri e pega na barra da minha blusa a tirando lentamente, passando as mãos pelos os meus músculos rígidos e segurando meu rosto. Se inclina e me beija com fervor saboreando cada detalhe do nosso beijo. Nos afastando só quando o ar é necessário. Se afasta só um pouco tirando sua camisola e se enroscando em mim. O toque de sua pele nua no meu peitoral me faz soltar um gemido e a pele queimar onde ela possa tocar.

– Não me faça implorar Oliver. – sussurra rouca no meu ouvido. Seguro pela a cintura e a giro delicadamente na cama me colocando acima dela, começando uma trilha de beijos pelo seu pescoço enquanto ela geme e passeia as mãos pelo o meu corpo. Desço a mão lentamente por sua coluna até chegar na sua peça íntima.

– Espero que não seja sua favorita. – digo ofegante e rasgando sua calcinha com movimento rápido, ela arfa e morde meu queixo fechando os olhos e esperando mais contato. Me afasto e tiro minhas últimas peças me posicionando entre suas pernas. Coloco os cotovelos em cada lado do seu corpo e a beijo com ternura e carinho. Ela ergue os quadris e cruza as pernas por minha cintura – Sempre querendo mais.

– Por que é tudo meu. – sorri ofegante. Mordo seu lábio e puxo para mim, sem aviso a preencho fundo e rapidamente ela geme alto cravando suas unhas na minha carne.

– Felicity. – rosno. Começo movimentos lentos para senti-la lentamente ela se agarra a mim e se entrega a sensação de ser preenchida. Como meu corpo não tem mais controle começo movimentos mais rápidos e rígido escutando seus delírios profundo e extasiado. Uma camada fina de suor começa a se forma em nossas peles. Ela geme e se inclina para passar a ponta da língua na curvatura do meu pescoço. Faço o mesmo na base do seu queixo até um dos seus seios saboreando e me firmando com estocadas firmes. Ela geme uma última vez e estremece chegando ao ápice. Continuo só com mais duas e me inclino para beijar seus lábios com mais intensidade chegando ao ápice de maneira pulsante e abrasadora. As batidas do meu coração estão aceleradas de maneira ávida, misturada a nossas respirações ofegantes. Ela beija meu rosto e mordo o lábio quando eu saio de dentro dela tombando para o lado e sorrindo. Depois de alguns minutos com a pele exposta ela sorri corando e me fitando animada. Passos minha mão por suas costas sentindo seu corpo macio e arrepiado.

– Amor. – choraminga piscando os olhos sonolenta – Agora estou com frio.

– Agora Felicity? – solto uma risada, ela balança a cabeça positivamente com o mesmo bico que a Rose faz – Sente na cama. – ordeno com aceno. Ela faz uma careta e sorri sentando na cama com ar de curiosa. Também me sento e pego minha camisa do chão que caiu e a cueca a vestindo e me inclino um pouco para vestir a camisa nela – Pronto.

– Melhor em mim do que em você. – sussurra me derrubando na cama e se aninhando em mim. Beijos seus cabelos e passo o cobertor por nós desligando a luz do abajur. Inalo seu perfume suave e fecho os olhos sentindo seu pequeno corpo aquecendo o meu, até adormecer.

Pov Tommy

A chuva se intensifica deixando o tráfico de carros congestionada literalmente pela avenida. Abro só um pouco o vidro do carro e fito os outros carros buzinando e com palavrões ao longe.

– Tommy! – chama Cait – Amor, feche a janela e ligue o aquecedor do carro. – fecho e a fito pelo o retrovisor que me olha com carinho com sorriso torto e aquecendo o Sam que brinca com seu cordão.

– Cait, eu estava pensando. – murmuro – Você poderia ir morar comigo, meu apartamento é enorme.

– Eu sei, mais o meu está mais próximo da escolinha do Sam. – disse sorrindo e parece refletir – E que, aliás, você vai leva-lo na segunda, porque eu tenho uma agenda intensa no hospital e a Meg está de folga.

– Você sabe que não precisa se preocupar com isso. Sou o pai dele e o amo, vou fazer tudo que estiver ao meu alcance para cuidar dos dois. – murmuro massageando as têmporas.

– O que foi? Parece preocupado. – questiona se inclinando para massagear meus cabelos.

– Estou bem. – suspiro voltando a dirigir já que o trânsito agora que resolveu sair do lugar. – estou só um pouco cansado.

– Tudo bem. – suspira – Vamos eu cuido de você quando chegarmos. – sorri e pisca para mim.

Com muito esforço, chegamos ao apartamento enquanto Cait prepara a mamadeira do Sam. Me dirijo para dar banho nele enquanto isso. Deixo a água quentinha e o coloco no centro da banheira que começa a brincar com um patinho amarelo.

– Papai. – resmunga sorrindo para mim e mordendo o pato.

– Hey, garotão. – digo passando seu shampoo e o sabonete doou por fim seu banho completo. Depois de minutos o levo para o quarto e o seco todo colocando seus pijamas. Cait volta e me dá a mamadeira, deito ele na sua cama mais ele se ergue e deita no meu colo. Reviro os olhos e beijo sua testa. Entrego a mamadeira e ele começa a se alimentar.

– Quando ele dormir, deixe a porta entre aberta e venha para o banheiro, eu estarei lhe aguardando Sr. Merlyn. – disse Cait com olhar malicioso. Pisco para ela que sai em direção ao quarto. Em término da mamadeira ele se agarra a sua chupeta e começa a dormir tranquilamente. Coloco na cama e o enrolo. Verifico as janelas e saio do quarto, chego ao dela tirando a camisa e os sapatos indo até o banheiro.

Ao entrar ela está na banheira com espuma até altura dos seios com os olhos fechados para descansar. Tiro minhas últimas peças e entro. Me encosto na banheira a sua frente e sinto a água quente esvaziar minha tensão.

– O que foi Tommy? Você parece estranho. – murmura preocupada se aproximando a mim.

– Estou be...

– Não está. – interrompe já se debruçando sobre mim e passando as mãos pelo meu rosto – O que houve amor? Não gosto de você tenso.

– Tudo que aconteceu nesses anos que esteve fora foi difícil. Eu achei que não me amava. – abro os olhos e vejo ela me encara em expectativa – Agora sei de tudo e o porquê ele tirou você de mim.

– Mais sinto que não é só isso. – disse beijando meus lábios.

– O que aconteceu com a Felicity... Se fosse com você eu não suportaria, eu não sou o Oliver forte...

– Hey. Pare, você não é o Oliver, mais é o meu Tommy duas pessoas diferentes. Mais que eu e a Felicity mais amamos no mundo. – suspira séria – Acabou Tommy eu e ela estamos livres dos nossos passados. Podemos ser felizes agora.

– Eu sei. – murmuro – Mas..,

– Mais nada. Eu te amo e estamos recomeçando certo? – questiona sorrindo.

– Você venceu. – digo passando o polegar pelos seus lábios e me inclinando para beija-la. Ela se enrosca em mim e sorri me beijando com urgência. Aos poucos vamos nos amando na banheira com a agua transbordando em nossos movimentos rápidos, sinto o gosto da sua pele ao beija-la no pescoço, mesmo dentro da agua podemos sentir a quentura dos nossos corpos se tocarem. Com nosso contato intenso, alguns minutos chegamos ao ápice juntos, ela morde meu queixo e me enche de beijos.

– Agora diga que meu Merlyn brincalhão está de volta. – choraminga.

Reviro os olhos e solto uma risada começamos a jogar água um no outro e brincar como duas crianças no parquinho, depois de muito tempo saímos da banheira com agua já fria e Cait tremendo com os dedos roxos. Nos secamos e saímos para o quarto, visto uma camisa preta com calça de moletom também preta. Cait veste um short de seda vermelho assim como a sua blusa, me jogo na cama, debruço e resmungo o dia até que foi puxado. Reunião na empresa, andar com Oliver para cima e para baixo resolvendo os assuntos da polícia, tomar conta do Sam... Nossa de repente virou maratona minha vida! Cait termina de passar seus cremes e vem para cama, me ajeito enquanto ela se enrosca em mim nos cubro e fecho os olhos.

– Boa noite amor. – murmura beijando meu rosto.

– Boa noite. – sussurro apertando mais a mim. Começo adormece quando escuto um estrondo como se o mundo tivesse acabando. Estremeço e me arrepio até o último fio de cabelo. – Meu Deus. – digo alarmado.

– Tommy é só um trovão. – resmunga sonolenta.

– Parece mais o fim do mundo. – resmungo. Escuto outras sequências de trovões horrorosos, vou enfartar assim se continuar.

– Não me diga que você tem medo de trovões. – disse sorrindo

– Não é medo. – fico nervoso – É um trauma de infância. – suspiro – Eu estava na janela do meu quarto quando escutei o trovão se alastrar acima da minha cabeça. Eu só tinha dez anos de idade quando o Sr. Will foi concertar um vazamento no telhado do seu quarto no meio da chuva incessante e recebeu uma descarga de um raio seguido pelo som nebuloso do trovão. Aquela cena ficou em mim por anos. Ele morreu na hora e o caixão ficou fechado porque ninguém podia vê-lo em modo churrasco.

– Nossa que triste. – disse em choque – Venha eu protejo você. – sorri e me abraça colocando uma perna por cima das minhas e me abraçando longamente. Respiro fundo e escondo meu rosto na curvatura do seu pescoço. Escuto mais outros relâmpagos e de verdade não dá para não ficar nervoso parece coisa de outro mundo. – Tommy, já vai parar, certo? – balanço a cabeça positivamente e tento me conter. Dou um pulo com a porta se abrindo rápido fazendo assimilar o som do trovão com a porta sendo aberta. Sério hoje decisivamente não é meu dia. Está mais para filme de terror do que um sono tranquilo!

– Sam você quase mata seu pai de susto! – digo trêmulo caindo de costas na cama.

– O que foi Sam? – questiona Cait.

– O bicho mamãe! – disse nervoso assim como eu estou.

– Que bicho? – questiona com outro trovejo alto e acima de nós o Sr. Will vem de volta a minha cabeça caindo do telhado com cabelos espetados parecendo um espetinho de churrasco.

– O bicho! – começa a chorar ao meu lado. Abro os olhos e vejo ele ao meu lado segurando a chupeta com a fralda e chorando como eu a nós atrás. Pego ele e o coloco entre nós de frente para mim. Doou sua chupeta e passo o lençol por nós três.

– Ele não vai pegar você. Porque ele não pode entrar aqui. – digo enxugando suas lágrimas. – Papai protege você! Abraço ele como um urso, que soluça e para de chorar me agarrando pelo o pescoço. Fito Cait que sorri animada e se enrosca a nós. Mais uma vez eu e ele estremece com o estrondar incessante dos trovões. Fecho os olhos com força e começo a suspirar.

– Essa noite vai ser longa. – gargalha – Os dois homens que deviam me proteger com a vida com medo de trovões. Estou bem arrumada com esses dois! – reviro os olhos e faço uma careta. Que esse temporal termine logo porque meu coração não vai aguentar por muito tempo.

Notas finais
Eita! Hahahaha eu e a Natty morremos com essa do Tommy. Kkkkkkkkkkkkk' Esperamos que tenham gostado, aguardamos os comentários! u.u Até a próxima cambada!