All For You
3 Sinto em meus ossos!
Notas iniciais
Harry acordou na manhã seguinte com o pensamento em Alvo. O garoto estava assustado com a possibilidade de ir para Sonserina. Mas ele não iria. Tiago não foi, e Harry sabia que o filho também havia pedido para que não fosse um sonserino.
O moreno deu um beijo na testa de Ginna e foi tomar um banho.
Harry não sabia por que, mas diferente do normal, estava com os pensamentos a mil. Como não estivera nos últimos dezenove anos. Não sabia se era preocupação paterna ou... Não podia ser nada de mais. Tudo havia acabado há 19 anos.
Terminou o banho, se vestiu e saiu do banheiro secando os cabelos.
-Bom dia papai – Lily entrou correndo no quarto e quase derrubou Harry quando se jogou em cima dele.
-Bom dia Pimentinha. – era assim que Harry chamava à pequena Lily que era uma mistura de Ginna e Lilian Potter.
-Bom dia mamãe – disse Lily ainda no colo do pai.
-Bom dia – disse Ginna debaixo do travesseiro.
-Mamãe – Lily se jogou na cama dos pais – acorda. Esse é meu primeiro dia sem o Tiago e sem o Alvo.
-É por isso que você esta tão animada? – perguntou Harry.
-Sim. Sou a criança da casa agora.
-É mesmo? – disse Harry – Você sempre foi à criança da casa pequena. – disse Harry fazendo cócegas na filha.
-Mas agora não tem mais aqueles chatos pra me encher ate as férias.
-Então o que a criança da casa quer fazer? – perguntou Ginna.
-A gente podia fazer um monte de coisa não é mamãe? Podíamos jogar quadribol, ir ao Beco Diagonal, na casa da vovó Molly, na loja do tio Jorge... – Lily ia dizendo e contando nos dedos.
-Calma filha, pra fazer tudo isso o dia teria que ter trinta horas.
Lily riu com o comentário do pai.
-Eu tenho que tomar café e ir trabalhar...
-Eu e a mamãe poderíamos levar o senhor ate o serviço não? – Lily olhou esperançosa para a mãe.
-Tudo bem, depois iremos ao Beco diagonal. Preciso mesmo comprar umas coisas. Vou tomar banho e já desço.
-Eba. – disse a pequena pulando da cama.
-Vem, vamos tomar café. – chamou Harry.
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-Hugo você já esta grande pra isso. – disse o Rony sentado no sofá da enorme na sala da casa dos Weasley.
-Mas papai – disse Hugo em um muxoxo – o senhor é forte.
Mione olhava a cena e se divertia encostada no batente da porta da cozinha.
-Não adianta me elogiar.
-Mas é verdade.
Rony sempre brincou com Hugo e Rose se transformando em um leão, sua forma de animago. Poder que ele e os outros adquiriram quando Draco Malfoy tentou acabar com eles doze anos atrás. Draco agora era outra pessoa. Casado, bem sucedido e com um filho que pelo que Hermione lembrava, estava na turma de Rose.
-Tudo bem.
-Oba – disse Hugo.
As feições do ruivo foram mudando e logo um enorme leão estava na sala. Rony soltou um rugido que fez Hugo rir.
-Rony sem barulho, os vizinhos.
Rony balançou a cabeça sacudindo a juba.
Um relógio na sala indicava que Rony deveria estar no Ministério. O ruivo voltou à forma humana.
-Pensei que me livraria desse relógio depois que casasse.
-Foi sua mãe que me deu, e ele é muito útil.
-Claro, deixa você paranóica como ela.
Mione mostrou a língua para Rony.
-Paranóica não, cuidadosa. E alias como anda aquela surpresa? – disse ela olhado para Hugo.
-Que surpresa mamãe?
-Surpresa. – disse Rony – Vai bem, acho que tudo estará certo no fim da semana. Tudo começa daqui a duas semanas.
-Tudo o que? – perguntou Hugo pulando no sofá.
-Tudo – respondeu Hermione rindo da curiosidade do filho.
-Fala papai. – disse ele pulando nas costas do pai.
-Não posso, não agora. Quando estiver perto eu conto. Mas sei que vai gostar.
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No ministério, Harry sentou-se na sua cadeira depois de cumprimentar vários Auros pelos corredores.
-Harry – chamou Rony do outro lado da porta.
-Entra Rony – disse Harry distraído olhando as correspondências deixadas na sua mesa.
-Você já olhou suas cartas?
-Estou vendo agora...
-Recebi uma carta de Rosinha hoje de manhã – disse Rony sentando-se na cadeira em frente à mesa do amigo – Veja se não tem algo de Thiago ou Alvo ai.
Harry continuou olhando as cartas.
-Ah tem uma sim.
Harry abriu a carta de Alvo. O filho já devia estar com saudades, assim como ele e Ginna estavam.
Mas não parecia bem isso, quando Harry a abriu.
“Papai,
Estou mandando essa carta por algo muito estranho aconteceu ontem na seleção das casas.
Um garoto chamado Anthony Riddle, foi selecionado para a Sonserina.
Eu o achei muito estranho e Rosinha disse ter se sentido mal com relação a ele.
Será que ele é algum neto, bisneto de Voldemort?
Espero uma resposta.
A propósito estou na Grifinoria e Rosa também é obvio. Diga à mamãe que estou bem e Thiago também, apesar de ser o mesmo chato de sempre.
Beijos, saudades”
Harry voltou a dobrar a carta.
-Riddle? – perguntou ainda meio confuso.
Rony só confirmou com a cabeça com uma expressão preocupada.
-Não pode ser. Eles podem ter se enganado. Ouvido errado. Ele não deixou filhos ou...
-Não que a gente saiba Harry.
Harry apoiou a cabeça nas mãos.
-Vou pra Hogwarts agora. – Harry se levantou e pegou o casaco. – Você vem?
-Claro – Rony levantou de um pulo – Preciso ver esse garoto que esta deixando minha Rosa incomodada.
Enquanto esperava Rony pegar o casaco Harry pensava encostado na lareira.
“Sabia que tinha algo muito errado. Sinto em meus ossos que lá vem encrenca.”
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